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Glamour Boys: Living Colour em São Paulo

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Publicada em 02, Mar, 2026 por Marcia Janini


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Na noite da última sexta-feira, 27 de fevereiro, o Tokio Marine Hall recebeu show da turnê comemorativa dos 40 anos da banda Living Colour, um dos grandes ícones do fusion rock dos anos 80/90.

Iniciando as apresentações da noite, a visceral Madzilla chega trazendo seu heavy de linhas clássicas, com muito peso e vigor nos rascantes da guitarra, entremeados pelo poderiso baixo em doom.

Carismático, seu front man estabelece comunicação direta e intensa com o público. Já na despedida do palco, mais peso das guitarras em paletadas vigorosas se sliam com perfeição ao baixo em desilhado intenso, no contraponto à cadenciada bateria, bem conduzida pela jovem e versátil instrumentista.

Subindo ao palco por volta das 22h00, o Living Colour chega trazendo "Leave it Alone", cadenciada no andamento ralentado da bateria, trazendo o baixo em dub para a fusão entre o groove e o rock potente das guitarras em cromatismos.

Grooveira trazendo o acento gostoso do soul com esparsos elementos de r&b, surge "Middle Man" na cadência do nu metal, onde às guitarras distorcidas de afinação alta se alia a potência da bateria tendo o baixo no contraponto, explorando linha melódica complexa em criativos dedilhados. Great!

Trazendo a ousadia instrumental para a inspirada releitura de "Memories Can't Wait" (Talking Heads), onde após a introdução inusitada de instrumentos percussivos nada convencionais, a guitarra em glissandos rascantes de Vernon Reid irrompe furiosa, ladeada pela ensandecida bateria em cadenciado constante e conversões marcantes, emoldurando o perfeito vocal de Corey Glover que trouxe em seu timbre aberto toda a riqueza da expressão do reggae. Ascendendo para movimento jazzístico próximo à finalização, traduz um dos mais intensos momentos da apresentação.

Cheia de vitalidade "Go Away" traz no cadenciado instrumental mais um grande momento da performance vocal de Corey onde tessituras altas são exploradas com grande propriedade em modulações despojadas e de grande efeito estético.

Trazendo o poder do rock na interpretação vocal repleta de intensidade do front man, o instrumental de "Ignorance is Bliss" chega com a bateria alquebrada de William Calhoun em aliterações e intensas variações dinâmicas, permeado pelas guitarras em glissandos altos e baixo em doom. Great!

Após a impactante introdução em solo da bateria de Calhoun surge "Funny Vibe" uma canção que traz o malemolente groove com acentos jazzísticos do baixo de Doug Wimbish em dedilhados intensos na junção às potentes guitarras de andamento ágil. Breaks estratégicos em distintos movimentos da canção marcam as transições de estilo com precisão... Amazing!

Levemente dançante "Bi" traz o acento urban em uma melodia despojada, onde o vocal descontraído sobressai no acompanhamento suavizado do instrumental, trazendo toque único de jovialidade à composição.

Após a execução em belíssima releitura para o lindo e delicado hino gospel "Halleluyah" (Leonard Cohen), em momento contemplativo da apresentação, onde o front man Corey Glover revelou um pouco de seu enorme talento e versatilidade, explorando notas altas em modulações precisas de alta complexidade, surge "Open Letter (to a Landlord)" na deliciosa cadência do jazz fusion, com generosas pitadas de soul na perfeição de seu privilegiado vocal, que brilha intensamente em mais um momento todo especial da apresentação.

Na sequência, mais um momento onde o baterista William Calhoun realizou solo intenso, trazendo elementos tribais e sonoridades inusitadas, explorando ritmos caribenhos como a cumbia, entremeada pelo jazz. Passando à bateria eletrônica de efeitos robóticos e posteriormente trazendo a percussão marcante do maracatu e dos cânticos ancestrais brasileiros, com direito ao coro da congada de "Baianá", os carismáticos músicos demonstram um conhecimento apurado também da sonoridade de outras culturas, em uma bem trabalhada homenagem ao público brasileiro. Great!

Trazendo aura de mistério na introdução de acento andino, onde o minimalismo e o experimental se fundem em inusitado instante da apresentação, surge "This is the Life", de guitarras e baixo rascantes acompanhados pela bateria cadenciada de conversão precisa. Intenso, o solo de baixo de Doug Wimbish surge como verdadeira avalanche sonora em dinâmica, criatividade e versatilidade, para mais um grande momento da noite.

Rompendo com a aura virtuose e voltando para a sonoridade street que os consagrou, a banda traz a despojada "Pride" na cadência do soul/funk, repleta de swing e malemolência.

Trazendo a sonoridade street do rap e da cultura hip hop em sckratches e no fraseado vocal ralentado para o medley entre "White Lines (Don't Don't Do It)/ Apache/ The Message" em mais uma fusão com reggae e soul, surge mais um diferencial na apresentação.

Para um dos momentos mais importantes da noite, o hit "Glamour Boys" seguido por sucessos como "Type", "Time's Up" e Cult of Personality" encerram a brilhante apresentação, em meio à várias outras canções que traduzem um pouco dos mais de 40 anos da trajetória da banda, com propriedade e preciosismo.


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