C6 Fest 2º Dia
Publicada em 27, May, 2026 por Marcia Janini
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Abrindo as apresentações do segundo dia de festival na tenda armada no Parque Ibirapuera, Samuel de Saboia chega trazendo seu som swingado e cheio de bossa, explorando aura jazzística a partir das 15h00.
Iniciando sua apresentação com o baião estilizado entremeado pelo jazz instrumental, Samuel de Saboia traz a fusão da brasilidade nordestina em "Vingança Colorida".
"Gira" traz a religiosidade expressa na letra forte e no instrumental grave e solene, seguida pelo galope gostoso do forro de "Amigo".
Trazendo o pop rock com acentos no jazz, permeado com graça pelo blueseiro baixo e pela bateria alquebrada, Samuel de Saboia brilha irreverente na execução intensa de "Eu Preciso de Distância".
"Deusa dos Prazeres Bobos" traduz à apresentação um pouquinho de romantismo na letra inteligente e andamento ralentado da bateria na cadência do pop rock, em uma balada moderna, fugindo à pieguice... Interessante!
Abrindo as atrações da Arena, o duo Magdalena Bay chega trazendo suas composições dançantes na cadência do electro house, com deliciosa aura retrô, subindo ao palco por volta das 15h30 ao som de "Image".
Para "Secrets (Your Fire)" a suavidade do vocal jovem e levemente sensual da cantora contrasta com a melodia arrojada, traduzindo ao andamento e cadência do charm recursos retrô em samplers que remontam ao futurismo 70's...
Para "Death & Romance", uma linda balada, temos uma mostra do grande talento da cantora, em uma melodia fluida, onde o teclado surge em acordes suaves permeando o pulsar firme da bateria, tendo o baixo em dub no contraponto... Bom momento do show!
Para "Fear, Sex" surge uma canção repleta de sensualidade nos vocais em crossover e no cadenciado da bateria, seguida por "Vampire in the Corner" de melodia em solapados, que traduz no andamento ralentado e na delicadeza do vocal de Magdalena mais uma balada moderna, permeada pela firmeza das batidas eletrônicas em ostinato nos refrões, dialogando com o blueseiro baixo e os teclados bem temperados em acordes de notas suspensas... Bons momentos da apresentação!
Em "Watching T.V." mais uma moderna e delicada balada, trazendo um pouco da ousadia e criatividade da fusão entre o eletrônico e o romântico pop...
Subindo ao palco às 16h30 ao som de "Nicholas Nepolitano", Benjamin Clementine traz seu poderoso vocal barítono em interpretações belíssimas. Performático, empresta às canções aura ímpar de dramaticidade, explorando em sua apresentação muito mais do que a música, em uma estética arrojada.
Em "Toxicaliphobia", aura standard se alia à roupagem moderna e swingada da melodia com acentos latinos derivados do calipso caribenho e da cumbia, bem permeados pela forte percussão em pulsação constante, aliada ao piano em tonalidades graves, densas, apoiando o privilegiado vocal de Benjamin. Great!
Para "Cornerstone" a introdução onde Benjamin conduz o bem temperado piano com destreza, extraindo acordes intensos, apoia a urgência da letra em sua dorida interpretação, remetendo às "chansons d'amour" francesas, com um delicioso e ousado acento de contemporaneidade. Bom momento da apresentação!
Trazendo mais uma balada permeada pelos samplers dos sintetizadores, aliadas à bateria eletrônica em cadenciado pesado, "Delighted" traduz ao pop o toque de sofisticação para a intensidade e vigor dinâmico da performance vocal de Benjamin... Great!
Subindo ao palco Arena por volta das 17h00, a aguardada atração nacional Paralamas do Sucesso inicia sua apresentação ao som do clássico "Vital e sua Moto".
Na sequência a descontraída "Ska", trazendo o reggae entremeado pelo chamoso duo de metais, dialoga com o andamento frenético da bateria de João Barone em andamento ágil.
Para o hit 90's "Lourinha Bombril", metais auxiliam o baixo e a bateria na manutenção do andamento, em mais um festivo momento do show!
Chamando ao palco o grupo Nação Zumbi, criador do movimento manguebeat, para a execução de "Selvagem" Herbert Viana e banda trazem o apelo pulsante da percussão com traços de maracatu da Nação, trazendo como música incidental excertos de "Polícia" (Titãs), em um momento marcado pela letra ácida em nova roupagem...
As guitarras trazem "A Praieira" da Nação Zumbi em dedilhados repletos de cromatismos para o rondó permeado pelos metais e pela percussão forte e cadenciada, na manutenção do andamento ralentado. Great!
Na sequência, o hit "Cuide Bem de Seu Amor" é executado em versão fidedigna à original, após a saída momentânea da Nação Zumbi.
Mantendo o tom romântico e suave na apresentação, "Aonde Quer Que Eu Vá" surge trazendo sua letra introspectiva, seguida por "Lanterna dos Afogados".
Alterando a dinâmica da apresentação chega "O Beco", trazendo o ska com grande energia na interpretação de Viana... Nota para o afinadíssimo duo de metais nas pontes entre refrão e estrofes... e a bateria em explêndida condução de João Barone. Amazing!
Trazendo o swing da baianidade de Gilberto Gil, co-autor da melodia, "A Novidade" chega trazendo seu ousado acento dançante para a crítica letra, onde elementos do ragga se aliam perfeitamente ao fricote baiano, num eternamente bom caldeirão cultural que faz sucesso ainda hoje, entremeado pelos metais latinos.
Mantendo o clima festivo da apresentação surge "Alagados", seguido por "Uma Brasileira".
Após a execução das clássicas "Óculos" e "Meu Erro", a Nação Zumbi retorna ao palco para reforçar a crítica "O Calibre" e encerrar a apresentação com "Manguetown".
Atração da Tenda, a cantora Oklou traz em seu performático e intimista show delicada aura teatralizada, iniciando sua apresentação por volta das 17h00, ao som de "thank you for recording".
Após a balada suave e delicada "obvious" surge a dinâmica "plague dogs" em inspirado dueto, marcado pelo forte som eletrônico...
Na sequência, a romântica e delicada "take me by the hand" surge permeada pelos riffs simples da guitarra, em contrastante diálogo com os samplers da base eletrônica dos sintetizadores, apoiando o vocal suave em modulações belas da intérprete... Bom momento do show!
Ovacionado o hit "endless" é acompanhado pelo público em coro uníssono, trazendo um dos pontos altos da apresentação. Na deliciosa cadência do pop, a canção evolui crescendo em dinâmica, trazendo bom trabalho do DJ na mesa de som e sintetizadores, apoiando o delicado e melodioso vocal da jovem intérprete... Grande momento do show!
No palco Arena trazendo gostosas reminiscências da infância o Beirut traz seu som pueril e divertido na condução de instrumentos musicais infantis, mesclados a instrumentos profissionais, extraindo deles "som de gente grande".
A primeira canção "When I Die" traduz ao andamento ralentado o chame jazzístico nos metais bem colocados, seguido pelo diálogo entre o dedilhado do piano e o som compassado das tambores, aliado ao potentes metais de "Gallipoli". Delicado na interpretação o vocal surge ladeado pelo coro em uma melodia que remonta ao som das bandas em coretos... Traduzindo de maneira gentil a sonoridade de tempos idos em caracteristicas modernas.
Trazendo o rockabilly 60's "Santa Fe" apresenta andamento ágil, arrefecendo nas pontes, onde a bateria em marcha se alia ao baixo no contraponto, para uma canção de efeito levemente dançante, perfazendo um bom instante de sua apresentação.
Para "Tuanaki Atol", mais uma delicada balada estilizada em dois tempos, trazendo o dinamismo da guitarra em dedilhados precisos. Dialogando com as cordas, os metais surgem permeando as pontes, tendo teclados e bateria em complementaridade, aliados ao baixo no contraponto, auxiliando a manutenção do andamento... Great!
Trazendo o violaozinho infantil fazendo as vezes de banjo, o folk surge em dedilhados ágis e vigorosos, simulando o cancioneiro celta de forma moderna, bem marcado pela percussão cadenciada. Cheio de charme, o vocal ralentado é precedido pelos metais, denotando colorido extra à canção "No No No".
Alegre e dançante "The Shrew" traz cordas em pizzicato, bumbos cadenciados em uma composição criativa, que alia tradução à modernidade, sem perder o tom pueril, deixando o toque de seriedade para os bem executados metais.
Trazendo o andamento em binário da valsa explorado com propriedade pelos metais, surge a graciosa "The Rip Tide"... Mantendo o andamento ralentado, o piano em sincopado constante determina o ostinato, que permeia a composição com propriedade e leveza.
Encerrando as apresentações do palco Arena, Robert Plant traz clássicos do cancioneiro galês e do hard rock em novas roupagens para uma apresentação inspirada, contando com a participação especial da cantora Suzi Dian acompanhado pela banda folk Saving Grace.
Subindo ao palco ao som de "The Very Day I'm Gone" uma canção pautada no folk dos banjos e cantochões, a apresentação inicia densa e solene, onde o diálogo entre o violoncelo e a bateria em afretados delicados apoia o belíssimo dueto das vozes de Plant e Suzi Dian. Evoluindo para a sonoridade gaulesa, denota a tradição do cancioneiro da região, remetendo às celebrações pastoris...
"The Cuckoo" uma canção pautada no folk, traz os violões em solapados para o andamento entrecortado pela percussão suave em síncope, se aliando à charmosa gaita (harmônica) blueseira de Plant, apoiando a singularidade do delicado vocal de Suzi.
Blueseira "Higher Rock" chega com o sincopado da percussão e os rascantes dos violões, que ascedem suavemente em dedilhados simples, porém de grande efeito estético, apoiando o vocal despojado de Robert. Na gaita (sanfona) Suzi acompanha e dialoga com as potentes cordas para a bucólica canção... Lindo momento da apresentação! Na finalização, solo do violão em solapados intensos, acompanhado pelo cajón, traduz aura campesina à composição.
Trazendo o acento celta do banjo em métrica diferenciada para "Ramble On" o dueto entre Robert e Suzi avança no crescendo da melodia, em explosões dinâmicas ladeadas pela bateria em andamento constante. O público acompanha o pizzicato das cordas nas palmas, puxadas pelo cantor, em um bom momento de sinergia palco/plateia.
Trazendo mais uma linda canção, Suzi realiza em modulações precisas um grande momento de sua performance vocal para "Orphan Girl", atingindo notas altas de extrema complexidade para mais um lindo momento da apresentação. Em solapados, os violões dialogam com o baixo contundente e a bateria de acompanhamento suave. Great!
Trazendo o folk rock de "As I Roved Out" Plant surge em sua melhor forma, apoiado pelo firme instrumental, que em breaks estratégicos apoia a força do refrão. Em vocalizes na finalização, traduz aura contemporânea, aliando-se às guitarras potentes de riffs rascantes e à bateria alquebrada de conversões precisas, em um dos mais dinâmicos instantes de sua passagem pelo palco do festival.
Fundindo o rock ao folk, a dinâmica "Let the Four Winds Blow" traz mais uma bela performance de Plant em uma melodia pautada no progressive, repleta de variações dinâmicas em seus vários movimentos, alternando entre o andamento ágil e momentos de introspecção, bem explorados por Plant em vocalizes... Bom momento do show!
Além destas canções clássicos do Led Zeppelin como "Four Sticks", "Friends" e "Rock and Roll" coroam de êxito o fim das apresentações no palco principal.
Neste pequeno resumo, transmitimos um pouco das apresentações das bandas e talentos que passaram pelos palcos no 2º e derradeiro dia do C6 Fest, que vêm trazendo, a cada ano, grandes nomes da música mundial, além de grandes talentos emergentes.
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