Celebração ao Rock BR em São Paulo: Nenhum de Nós + Biquíni Cavadão
Publicada em 25, Jul, 2026 por Marcia Janini
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Na noite da última sexta-feira, 24 de julho, o Espaço Unimed em São Paulo recebeu em única apresentação duas bandas ícones dos anos 80: Nenhum de Nós e Biquíni Cavadão.
Subindo ao palco às 22h00 o Nenhum de Nós traz excerto de seu show "Translúcido" iniciando sua apresentação ao som da clássica "Eu Caminhava".
Na sequência, a reflexiva balada "Amanhã ou Depois" traz mais uma inspirada interpretação vocal de Thedy Corrêa, permeado com suavidade etérea pelos arranjos das guitarras em cromatismos, fazendo diálogo com a bateria pulsante e repleta de bons recursos.
Para "Eu Não Entendo" outra balada romântica com letra urgente, os acentos blueseiros da guitarra de Carlos Stein em junção com o baixo grooveiro traduzem aura melodiosa à canção, onde a bateria em suaves afretados na firme condução denotam o refinamento de uma melodia bem construída, onde a modernidade surge entremeada de charmosa aura retrô.
Trazendo o rock rural do Clube da Esquina em inspirada homenagem à Lô Borges em "Um Girassol da Cor do Seu Cabelo", Thady traduz na intensidade de seus vocais elegantes modulações, sustentadas pelo forte instrumental da bateria cadenciada de Sady Homrich em ousadas e criativas conversões, aliada à beleza das guitarras em roqueiros dedilhados intensos. Amazing!
Para o hit "Sobre o Tempo", em nova e acústica roupagem, trazendo cara moderna no instrumental com o uso de recursos como crossfader e ligeira mudança no andamento, tornando-o mais agil e dinâmico, o solapado do violão de aço traduz suavidade aliado ao baixo difuso de Estevão Camargo, em um bom momento da apresentação.
Trazendo o melhor do rock de linhas clássicas "Notícia Boa" com elementos do heavy nas guitarras de acordes encadeados em afinação alta e riffs potentes além de acentos no punk rock determinados pela bateria rápida, econômica e contundente, surge um descontraído instante do show.
Com leveza e descontração, o momento "toca Raul" na apresentação apresenta um tempo de grata sinergia com o público, que entoou cada verso da canção "Gitã" em uníssono, na inspirada releitura realizada pela banda para este clássico do rock nacional.
Para a bela "Julho de 83", um bolero moderno permeado com graça pelas roqueiras guitarras, se alia o arrojamento de solapados da guitarra à cadência marcante da bateria de Homrich, mantendo a ralentada cadência e a aura retrô que traduz à composição nostálgica aura de reminiscências com elegância e propriedade. Amazing!
Em "Você Vai Lembrar de Mim", mais uma linda balada introspectiva onde a suavidade da letra contrasta com o vigor e urgência do vocal de Thedy e o instrumental forte e cadenciado da bateria, que encontra a linha melódica suave e em solapados discretos desenvolvidos pela guitarra de Stein, em mais um importante momento da apresentação.
"Vou Deixar Que Vc Se Vá" apresenta ousadia na nova roupagem pautada no acento forte e descontraído do rockabilly, onde os dedilhados intensos em cromatismos das guitarras se aliam à poderosa bateria de andamento constante e ao baixo blueseiro no contraponto, em mais um marcante momento da apresentação.
Na execução de "Sonífera Ilha" (Titãs), a banda explora toda aura surf rock da versão original desta canção, onde elementos do reggae traduzem despojamento e ousadia, perfazendo um dos pontos mais descontraídos do show. Fantastic!
Finalizando a apresentação, a execução dos clássicos "Camila, Camila" e "O Astronauta de Mármore" em charmosa versão acústica, encerram a marcante passagem da banda pelo palco.
Iniciando sua apresentação às 23h30, o Biquíni Cavadão chega firme comemorando seus 40 anos de carreira ao som da icônica "Zé Ninguém", seguida por "Chove Chuva", clássica releitura rock para o sambalanço de Jorge Ben Jor, permeada com graça pelo sax tenor firme de Walmer Carvalho.
Na sequência, a inusitada releitura para a modernete "Carla" (LS Jack), um dos grandes hits do pop rock indie do início dos anos 2000, trazendo acordes de notas suspensas do teclado de Miguel Flores, dialogando com o forte instrumental.
Trazendo o swing gostoso do groove de "Janaína", o Biquíni traz uma bela performance vocal de Bruno Gouveia apoiada pelo baixo grooveiro de Marcelo Magal em intenso diálogo com o jazzistico sax tenor. Mantendo o andamento forte, a união entre bateria em belíssimas conversões e baixo no contraponto. Great!
Para "Dani" surge o reggae estilizado no ensolarado e descontraído andamento desenvolvido pela bateria de Álvaro Birita em ágil cadenciado e guitarra de Carlis Corlho em sincopado, permeadas pelo baixo grooveiro e pelos metais do sax tenor, em medley com a delicada e romântica "Vou te Levar Comigo" e o reggae gostoso de "Quando eu te Encontrar" em suavizada versão, entoada em uníssono pelo público, trazendo poderosos riffs da guitarra distorcida nas conversões ao refrão. Amazing!
Da nova safra "Então" surge trazendo a cadência do pop rock de linhas clássicas, onde a bateria cadenciada de Álvaro Birita em andamento constante se aliou à guitarra em solapados de Carlos Coelho e ao baixo em dub step, emoldurando com propriedade a letra introspectiva, nessa bela declaração de amor.
Após a execução da clássica "Múmias" em nova roupagem, permeada com graça pelo teclado em acordes etéreos de notas suspensas, denotando sobriedade à melodia na densidade de sua reflexiva letra, surge a linda "Roda Gigante", que irrompe no crescendo de suas criativas e intensas variações dinâmicas para a letra emblemática... Bom momento da noite!
Na sequência à execução da clássica "Impossível" tendo "Você" (Tim Maia) como canção incidental, surge a delicada e introspectiva "Meu Reino", uma canção pautada no hard rock de linhas clássicas, onde o sincopado instrumental surge permeado pelo teclado de Miguel Flores em acordes encadeados de notas suspensas, denotando densidade à melodia na ambientação para a delicadeza da letra suave, em medley com a graciosidade de "Quanto Tempo Demora um Mês".
Alem dessas canções, a clássica "Vento Ventania" em medley com excerto do reggae de "Rootsie & Boopsie"(Papa Winnie) seguida pelo rockabilly divertido de "No Mundo da Lua", "Carta aos Missionários", "Timidez" e "Tédio" encerram a descontraída noite de clássicos do rock brasileiro.
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