C6 no Rock - 1º Dia
Publicada em 26, Aug, 2026 por Marcia Janini
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O C6 no Rock traz, nesta primeira edição de dois dias no Parque do Ibirapuera em São Paulo, os maiores nomes do rock nacional, executando na íntegra álbuns clássicos de sua carreira.
A Plebe Rude sobe ao palco às 14h15 da ensolarada tarde do sábado, 22 de agosto, iniciando as apresentações do dia ao som de "Johnny Vai Pra Guerra" (Outra Vez), magistralmemte interpretada por Clemente (Inocentes).
Dando sequência as canções do icônico álbum "O Concreto Já Rachou", lançado em 1986, "Seu Jogo" traz a fusão entre vertentes pop da decada, como a new wave e o peso da furiosa guitarra de Philippe Seabra.
"Brasília", a dinâmica pesada do heavy metal em distorções e rascantes vigorosos da guitarra, trazendo o cadênciado rápido do punk rock da bateria de Marcelo Capucci, traduz toda a ousadia de uma das épocas mais criativas da história da música brasileira.
Em "Sexo e Karatê", a letra traduz os anseios da juventude da época, em meio ao pesado instrumental na cadência vertiginosa do punk rock.
Na sequência "Censura" traz mais um ponto alto da apresentação, com letra atemporal, onde a crítica social se alia ao forte instrumental das rascantes guitarras e ao cadenciado firme da bateria, apoiada pela presença marcante do baixo de André X.
"Este Ano", suavizada na cadência do pop rock, traz as guitarras distorcidas em dedilhados intensos e os tambores da bateria em marcha, apoiando a forte letra e a impecável performance vocal de Philippe Seabra.
Para a balada "A Ida", mais uma letra explosiva e ácida contrasta com a delicadeza da introdução singela em dedilhados suaves do violão introdutório, que se alia ao tribal da bateria em uma composição ousada.
Rememorando os primórdios da banda, a Plebe traz sua primeira canção "Pressão Social", em uma emocionante execução onde Clemente e Philippe Seabra dividem os vocais.
Na sequência, a vinheta do Velho Guerreiro "Chacrinha" em seu icônico cassino, que ajudou a divulgar muitas das bandas aqui presentes hoje, surge nos telões apresentando a banda para "Minha Renda", criativamente remixada por DJ em trechos, em um dos principais momentos de sinergia da Plebe com seu público.
Para "Proteção" surge mais um grande momento da apresentação, contando com o coro forte e uníssono do público saboreando a letra e suas palavras de ordem com um vigor impressionante, ao passo que "Pátria Amada", um dos maiores sucessos da carreira dos Inocentes, surge inserida em "Proteção", para um momento todo especial do show.
Encerrando a apresentação o grande hit "Até Quando Esperar" é entoado efusivamente, em uníssono, pelo publico.
Cheio de carisma e do seu sedutor charme Paulo Ricardo sobe ao palco por volta das 15h45, trazendo um dos grandes sucessos da década de 1980, o álbum "Rádio Pirata", na íntegra.
Começando com o hit "Revoluções por Minuto", trazendo seu indefectível teclado introdutório, Paulo Ricardo continua com a emblemática "Alvorada Voraz" onde aos rascantes da guitarra de Ícaro Scagliusi se aliam os acordes potentes do teclado e o cadenciado da bateria, que apoiam gentilmente o potente vocal.
Trazendo uma das primeiras canções remixadas do país, a icônica "Loiras Geladas" na cadência descontraída da new wave, literalmente surge como um dos pontos altos da apresentação, com Paulo Ricardo brilhando nos vocais, apresentando energia contagiante...
Densa, "Estação no Inferno" traz guitarras em rascantes, teclados de acordes em suspensão e baixo em doom, no contraponto ao cadenciado firme da bateria de Badel Basso, trazendo suaves elementos da sonoridade dark wave 80's, emoldurando o vocal privilegiado de Paulo Ricardo. Clássico!
Relembrando o sucesso "A Cruz e a Espada", onde dividiu os vocais com Renato Russo, Paulo Ricardo entoa os versos dessa balada moderna, com esparsos elementos suavizantes dos teclados de Tiago Gomes, traduzindo dinâmica ousada ao andamento ralentado da melodia.
Para "Sob a Luz do Sol", uma canção de andamento ralentado, mais uma inspirada interpretação de Paulo Ricardo, em meio aos brilhantes teclados que emprestam à melodia aura de mistério, com rascantes fluidos da guitarra.
Em mais uma ambientação tétrica dos teclados, denotando suas inegáveis influências na sonoridade dark wave, surge "Pr'esse Vício", seguido pela igualmente densa "Juvenília", permeada com propriedade pelo violão em dedilhados de abertos acordes, contrastando com a dinâmica das guitarras em rascantes e os teclados em arranjos complexos. Na introdução, os teclados trazem esparsos elementos de rockabilly, com instrumental ascendendo para estudadas dissonâncias em aliterações, traduzindo ousados recursos às variações dinâmicas da melodia. Neste genialmente impreciso diálogo entre cordas e percussão, surge a perfeita ambientação para a reflexiva letra e interpretação de Paulo Ricardo. Amazing!
Após a execução da clássica releitura para "London, London" (Caetano Veloso), surge a belíssima releitura para "Flores Astrais" (Secos & Molhados), demonstrando toda a ousadia da banda ao mixar, samplear e alterar o andamento desses clássicos do cancioneiro nacional à época. Momento de grandes reminiscências...
Após a execução da instrumental "Naja", trazendo em seu bojo a fusão de elementos no andamento do reggae, no heavy metal das guitarras e da new wave dos teclados, surge a roqueira "A Fúria do Sexo Frágil Contra o Dragão da Maldade" com delicioso acento country na introdução, ascendendo para andamento vertiginoso. Mais bons momentos da apresentação.
Encerrando sua passagem pelo festival e incendiando o público, surgem os grandes hits "Olhar 43" e "Rádio Pirata".
Subindo ao palco por volta das 17h15 o Titãs chega trazendo "Cabeça Dinossauro" na íntegra, um dia álbuns mais criativos e emblemáticos da década, iniciando sua passagem pelo palco ao som da homônima "Cabeça Dinosauro"...
Para "AA UU", interpretada por Sérgio Britto, surge uma das canções simbolo da irreverência dos Titãs, seguida por "Igreja" traduzindo a fase mais punk e visceral da carreira da banda...
Na sequência, a ágil "Polícia", de letra crítica, apoiada pelas guitarras de Tony Bellotto e Alexandre de Orio em riffs alucinantes e ágeis aliadas à bateria cadenciada, marcando o ritmo frenético...
Para "Estado Violência", mais uma canção de letra crítica, suavizada, ocorre o contraste entre letra e melodia, seguida pelo petardo punk da vinheta "A Face do Destruidor" e pelo hit "Porrada", mais um clássico ácido do álbum, em cadência frenética, apoiada por palavras de ordem e muita irreverência! Amazing!
Prosseguindo com a apresentação, surge mais um momento de peso em dinâmica sonora na execução da faixa "Tô Cansado", rápida e contundente!
"Bichos Escrotos" surge trazendo um dos maiores sucessos do álbum e da carreira da banda, em uma das mais irreverentes e clássicas canções do rock nacional, onde o baixo em doom de Branco Mello apoia a bateria na manutenção do frenético andamento. Great!
O irreverente reggae de "Família" surge permeado com graça pelos teclados de Sérgio Britto em minimal, perfazendo interessante diálogo com o baixo em dub step. Ralentada, a bateria de Mario Fabre se alia aos dedilhados fluidos das guitarras.
Na sequência surge "Homem Primata", outro grande hit, permeado pela força do refrão e das guitarras distorcidas, seguida por "Dívidas" e "O Que", com seu inteligente e criativo jogo de monossílabos da letra, explorando o jeito irreverente de fazer rock consagrado pela banda, trazendo o swingado baixo grooveiro em diálogo com as guitarras. Great!
Dando sequência à apresentação, após a execução da íntegra do álbum "Cabeça Dinossauro", a clássica "Flores" surge, levantando o publico e encerrando a apresentação.
Por volta das 18h45, o Paralamas do Sucesso chega trazendo excertos do álbum "Selvagem ?" em execução, ao som da reggaeira "Teerã".
Após a execução da releitura de "Você" (Tim Maia) na cadência do reggae, surge o hit "Melô do Marinheiro", seguido por "O Homem", com andamento ralentado e letra reflexiva.
Trazendo o grooveiro baixo de Bi Ribeiro em doom na introdução, dialogando com a bateria alquebrada e as guitarras em riffs rascantes para "A Dama e o Vagabundo", surge mais uma melodia de letra marcante para a interpretação descontraída e carismática de Herbert Vianna.
Na clássica releitura para "A Novidade" (Gilberto Gil), mais um grande sucesso surge na fusão entre ritmos brasileiros e o ragga, em intensas variações dinâmicas, perfeitamente emolduradas pelo brilhante trio de metais... Amazing!
Para "There's a Party", surge mais uma canção ensolarada que alia o reggae às potentes guitarras do rock, seguida pelo grande hit "Alagados", que traz a fusão entre a rumba latina, o pop rock e o reggae.
Na sequência, a linda balada "Lanterna dos Afogados" surge, trazendo a segunda parte da apresentação, dedicada a sucessos de outros álbuns e fases da carreira da banda. Os lindos arranjos do teclado de João Fera dialogam com os brilhantes metais, apoiando o privilegiado vocal de Herbert... Na manutenção do andamento suave, o acompanhamento preciso da bateria de João Barone em afretados nas conversões se alia à potência dos solos das guitarras em riffs distorcidos, marcando com precisão as variações dinâmicas. Amazing!
Após a execução da balada "Aonde Quer Que Eu Vá", surge "O Beco" seguida pelo hit "Uma Brasileira", e pela dançante "Lourinha Bombril", numa explosão de energia do vocal de Herbert, trazendo o importante diálogo entre teclados e metais, em um dos mais felizes momentos do show! Great!
Para a execução do grande hit "Óculos" surge um dos mais descontraídos momentos do show, onde a sonoridade latina da rumba se alia ao reggae e à efusiva brasilidade. Nos metais de Demétrio Bezerra e José Monteiro Jr., elementos jazzísticos traduzem a elegância de arranjos perfeitamente construídos, sobre a base firme do andamento proporcionado pela alquebrada bateria de Barone. Amazing!
Finalizando a passagem da banda pelo palco do festival, "Meu Erro" arremata com precisão mais um grande show da noite.
Na homenagem à Rita Lee, capitaneada pelo filho da rainha do rock Beto Lee, encerrando esta primeira noite de festival, às 20h15 Fernanda Abreu traz "Saúde" em uma inspirada interpretação, seguida por "Flagra" na voz de Alice Caymmi.
Para "Nem Luxo, Nem Lixo" Sandra de Sá traz sua brilhante interpretação, trazendo a entonação crooner e o delicioso acento soul em seu privilegiado vocal.
Em "Doce Vampiro", Marina Sena traz seu vocal suave em uma performance delicada, seguida pela grandeza da participação da icônica Baby do Brasil, literalmente brilhante na execução de "Ando Meio Desligado", em uma suavizada versão rumbeira, em pout-porri com "Mania de Você" trazendo modulações precisas e ousados vocalizes, emprestando seu jeito deliciosamente irreverente às melodias. Amazing!
Voltando ao palco Fernanda Abreu traz sua caraterística irreverência e vigor na performance para "Mamãe Natureza", seguida por mais uma grande participação da roqueira Baby do Brasil em "Jardins da Babilônia".
Continuando sua participação na homenagem a Rita Lee, Baby do Brasil traz "Alô, Alô Marciano", sucesso também na voz de Elis Reginao, em mais um inspirado momento da noite.
Na sequência, "Coisas da Vida" trazida por Catto é sucedida por "Amor e Sexo" na voz de Marina Sena, que empresta sua suavidade para a letra construída sobre a dualidade dos opostos, traduzindo jovialidade à canção.
Na sequência Alice Caymmi divide os vocais com a trans Catto em "Ovelha Negra".
Em inspirada performance, Catto traz ousadia e sensualidade para "On the Rocks", seguida pela irreverência e vigor de Letrux para "Luz Del Fuego".
Em mais uma grande performance para "Ôrra Meu" sobe ao palco Sandra de Sá", trazendo a força de seu vocal para a irreverente canção pautada no rockabilly.
Miranda Kassin interpreta "Esse Tal de Rock 'n Roll", seguida por "Todas as Mulheres do Mundo" em um dos mais importantes momentos desta linda homenagem, trazendo sua atitude rock para a apresentação.
Letrux traz sua versão para "Vírus do Amor", numa divertida performance, onde a irreverência e descontração ditaram o mote.
Para "Agora Sô Falta Você" Fernanda Abreu e Alice Caymmi dividem o palco, em um respeitável dueto, revelando toda a malemolência da carioca Fernanda e o apelo vocal firme de Alice Caymmi.
Encerrando a noite, Beto Lee no vocal e guitarra traz a divertida "Papai, Me Empresta o Carro", para na sequência chamar todas as convidadas ao palco para a execução de "Lança Perfume", interpretada pelo potente coro e encerrando de forma única o festival. Aguardemos as próximas edições!
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