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Entrevista com Thunderbird e Rodrigo Carneiro da banda Pork-a-Light

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Publicada em 08, Feb, 2007 por Marcia Janini


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Após apresentação, nos bastidores, a banda em exclusiva entrevista à equipe, fala sobre a carreira, panorama da música e planos para o futuro.

Musicão: Como está a agenda de shows?
Thunderbird: Como tenho outros projetos paralelos, entre eles a banda Devotos com o Paulo Zinner (Golpe de Estado), geralmente realizamos uma única apresentação mensal.
Musicão: Fale um pouco sobre o histórico da banda.
Thunderbird: Gravamos um Cd no final de 2005 e aí o baterista saiu, estamos com nova formação, mas todos já fazem parte do universo underground há muito tempo e alguns também trabalham em outros projetos.
Musicão: Como é o processo de composição das músicas?
Thunderbird: A criação é coletiva. Nosso vocalista, o Rodrigo, muitas vezes escuta a melodia e cria a letra na hora, durante a passagem de som.
Rodrigo: Na verdade, acontece de eu estar realizando outras pesquisas e isso acaba se refletindo, se encaixando perfeitamente na estética que o grupo está procurando para aquela melodia, e daí surge a letra.
Musicão: Existem planos para o lançamento de um novo Cd?
Rodrigo: Sim, até o final do ano estaremos lançando material inédito, contamos também com a colaboração de outros amigos, o que facilita um pouco na finalização do trabalho.
Musicão: Como é a receptividade do público ao trabalho da banda?
Rodrigo: Aqui foi ótima. Fantástico, todos ouviram e curtiram. Tem a questão do som, ritmo, melodia e uma preocupação estética com as letras, é um trabalho poético.
Musicão: Senti uma certa nuance de Renato Russo, Arnaldo Antunes... Quais são as influências musicais da banda?
Rodrigo: Bem, os artistas que você citou não são influências diretas no nosso trabalho, talvez haja a analogia pelo fato de eu cantar em tons graves, mas as minhas maiores inspirações para cantar e compor estão embasadas nos mestres do soul como Otis Redding, do rock (Jim Morrison, Ian Curtis) e da música popular brasileira como o Nelson Gonçalves, o Jards Macalé, entre tantos outros... No rock brasileiro existe uma tradição de músicas e textos com o sentimentalismo aflorado na pesquisa poética. Gosto do concretismo e dos poetas ultra-românticos, também da moderna poesia brasileira.
Musicão: Como funciona a divulgação do trabalho?
Rodrigo: Nós utilizamos o Trama Virtual, porém damos mais atenção às performances ao vivo.
Musicão: Na trajetória de vocês, já ocorreu algum fato curioso?
Rodrigo: Alguns erros próprios, alguém esquece uma nota ou erra em algum momento, porém são erros facilmente contornáveis o público nem chega a perceber. Entretanto, uma vez voltávamos de um show que havíamos realizado em Santos e fomos parados por uma “blitz” no meio da estrada. Nosso motorista estava com a carteira vencida, levou uma multa e foi proibido de dirigir. Nossa salvação foi uma van que passava por ali, trazendo músicos de uma banda de forró. Eles pararam para ajudar, saber o que estava acontecendo e um deles possuía carteira de habilitação pra dirigir veículos de transporte de passageiros, daí ele gentilmente nos conduziu até o ponto da estrada onde ainda estávamos em caminho comum para ambos. Foi realmente uma sorte!!!
Musicão: O que vocês percebem analisando o panorama atual da música?
Rodrigo: Estão acontecendo coisas interessantes na cena underground, porém após anos de comportamento irresponsável na indústria fonográfica, o acesso já não está mais tão fácil, sem intermediários nada acontece. Espero que o meio underground um dia torne-se rentável, à ponto dos músicos conseguirem gerir seus próprios negócios, vivendo somente de seus trabalhos na música. Há uma disparidade muito grande entre quem faz parte da grande mídia e o underground, pois infelizmente, patrocínio geralmente é para as “estrelas”, quem já tem nome firmado, ou possui um “pistolão” por trás, que arranja todo o negócio e a pessoa, talentosa ou não, quase que automaticamente entra em evidência.
Musicão: Como surgiu o convite para trabalhar na banda?
Rodrigo: Em meados de 2005, o Thunder me chamou, pois já nos conhecíamos de outras paragens. Na época eu era editor da parte musical do portal Terra, mas eu estava infeliz, afastado dos palcos e convivendo com muita burocracia.
Musicão: Vocês esperam um dia “galgar os degraus” da grande mídia, se lançar por alguma grande gravadora ou selo?
Rodrigo: Nunca me vi tocando no circuito profissional, adoro a liberdade de poder me expressar da forma que melhor me convém. Não gostaria de ver alguém deturpando minha obra, me pedindo para cantar deste ou daquele jeito, ou realizando cortes e modificações em minhas letras e melodias.
Musicão: Deixe uma mensagem para os leitores.
Rodrigo: Espero que as pessoas sejam felizes e encontrem novas formas de expressão artística, conheçam o que está surgindo.
Musicão: Quais são as expectativas com este trabalho?
Rodrigo: Quero que este trabalho me possibilite experimentar meus textos, minha voz, as performances. Minhas expectativas se centram na estética.


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