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Coletivas de Imprensa Best of Blues and Rock 10 anos

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Publicada em 06, Jun, 2023 por Marcia Janini


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Confira aqui um pouco das coletivas de imprensa concedidas pelos artistas aos veículos credenciados nestes três dias de festival.

No primeiro dia do festival (2 de junho) Nanda Moura fala sobre a importância das mulheres ocuparem os espaços do rock e do blues com tanta propriedade, antes dominado pelo sexo masculino, e que muita coisa boa vêm sendo feita pelas mulheres no segmento.

Com 3 anos de banda e um álbum lançado, com muitas coisas acontecendo para a banda, Ma Langer e Bruna Tsuruda da banda Malvada discorrem sobre o privilégio de estar tocando em um festival de tamanha importância, ao lado de verdadeiros ícones do rock, que até bem pouco tempo, elas só viam nos noticiários, como qualquer fã comum... A grande emoção de poder fazer parte disso tudo. Elas e as demais integrantes da banda estão muito felizes, são pessoas simples, comuns, realizando um sonho, portanto, a mensagem para os fãs é que não desistam dos seus sonhos. Persistam!

Tom Morello (ex-Rage Against the Machine) responde sobre a influência da música sobre ele em sua juventude e para jovens de 16, 17 anos e o poder transformador dela. Se declarou conhecedor do trabalho do Extreme desde antes de eles lançarem o primeiro álbum, sendo grande amigo e admirador do trabalho de seus colegas.

Nuno Bettencourt e Gary Cherone (Extreme) falam sobre os últimos três álbuns que ouviram, discorrendo também sobre o processo de divulgação das músicas feito em nossos dias, com o advento das redes sociais e o mundo digital. Realizando reminiscências, junto com Tom Morello, opinam que existem outras formas além das mídias sociais, e que eles dão as boas vindas a toda essa inovação, acham importante, antenado com a atualidade, porém, há o lado bom e o ruim e se perdeu o mistério do artista, dos shows, do som que será produzido, das turnês, de tudo enfim... Perdeu um pouco a magia, a surpresa do espetáculo e toda aquela deliciosa aura de mistério e expectativa que se criava em torno dos artistas... Hoje em dia é tudo muito às claras, o que tende a ser desinteressante, às vezes.

Tom Morello é considerado um ícone em vários níveis musicais e falou um pouco de como se sentia voltando ao festival ao lado de tantos ídolos e amigos de longa data, como os músicos da banda Extreme.

O Extreme falou ainda sobre o processo de criação da faixa "Banshee", de seu recém lançado álbum "Six" que em muitos momentos lembra uma antiga canção do primeiro álbum da carreira da banda.

Tom Morello e Nuno relembram a época em que disputavam entre si músicos para suas bandas, em tom de grande descontração, encerrando a coletiva em meio a muitas risadas.

No terceiro dia do festival, Johnny Rzeznik e Robby Takac, integrantes do Goo Goo Dolls abrem as coletivas de imprensa do dia, e revelam que são amigos há quase 40 anos, brincando sobre a pronúncia do nome de Johnny .

Sobre o single de 1991 "I´m Awake Now" para o filme A Hora do Pesadelo VI, os simpáticos músicos contam um pouco sobre o o processo de criação, do qual já não se recordam com detalhes devido à passagem do tempo... Os artistas não acompanhavam a franquia antes do convite para fazer parte da soundtrack, mas gostam de escrever trilhas para filmes, baseados nos diálogos dos personagens, embora não apreciem filmes de terror.

Se sentem felizes em retornar ao Brasil, onde estiveram antes da pandemia e, como o público foi muito caloroso, se sentem felizes em voltar...

A canção "Iris" apresenta temática sobre o cotidiano das relações humanas pelo mundo, de 2006 para cá, pós-pandemia, guerras e tantas mudanças sociais esse panorama mudou, assim eles acharão que o mundo estará ainda muito mais diferente e talvez muito mais frio e individualista daqui a dez anos.

Ela foi originalmente escrita para ser uma música de Natal, mas a canção, pela mensagem positiva, acabou sendo utilizada para arrecadar fundos para as vítimas do furacão Katrina, ocorrido pouco depois de seu lançamento.

Falam ainda sobre o plano B nos dez anos de hiato da banda: sempre buscando formas alternativas de sobreviver, vendendo cachorro-quente, servindo como bartenders até o lançamento de novo álbum com novas canções em uma turnê totalmente nova.

Agora como estão mais velhos, vêem com carinho o público que os acompanha desde o início da carreira, de adolescentes agora tão maduros quanto eles, trazendo os filhos para prestigiar e conhecer seu trabalho.

Em outro momento, os quatro integrantes da banda Ira! falam sobre como é bom voltar para a estrada, após a pandemia, o que impediu o lançamento da turnê na data inicialmente prevista.

Foi importante gravar um novo álbum, em nova formação com a entrada de Evaristo Pádua e Johnny Boy, após o grande hiato de separação, onde terminam por concorrer consigo mesmos, com os velhos sucessos e clássicos do passado.

Adoram trazer de novo suas clássicas influências onde The Who, The Clash e country music surgem como inspiração para suas novas composições. Nos shows percebem que muitas pessoas não querem ouvir músicas novas, então procuram mesclar nos shows os grandes clássicos com a safra mais recente e, por vezes, ficam tranquilos em relação a esse assunto, porque só pretendem fazer discos, repletos de boas canções, que reflitam o atual momento de suas carreiras.

Sobre como vêem o atual mercado de trabalho, com o advento das plataformas streaming, acreditam que é preciso fazer e aprender a ouvir música com as inovações que já estão aí há pelo menos vinte anos, como nuvens, downloads, etc.

Criticam a maneira como são pagos os direitos dos artistas por meio das plataformas streaming, onde se paga um valor tão baixo que é praticamente nada, os reis do vale do silício lucram explorando os artistas de um jeito, ao seu ver, não é legal.

De forma divertida, falam sobre a suposta barreira geográfica imposta pelas músicas serem "paulistas" demais, rememorando o fato de os três primeiros álbuns serem gravados no Rio, com grandes músicos de lá.... Entretanto, sempre perceberam uma má vontade com o Ira! nos anos 80, porque como eram uma das únicas bandas que não faziam jabá, e que iam gratuitamente no Cassino do Chacrinha e demais programas televisivos de auditório, os consideravam muito paulistas... Mas com sua atitude conseguiram levar sua música e sua mensagem para todo o Brasil, e estão aí até hoje, apesar de tudo.... Vivendo e não aprendendo!

Os integrantes da banda falam ainda sobre a sensação de relançar as fitas demo de 1983/1984, mostrando os primórdios da banda num projeto audacioso, pois tivemos o apoio de pessoas da gravadora que saíram garimpando também outras bandas da época, como Agentss, Mercenárias, etc. Foi bacana a pesquisa e a iniciativa, e foi muito legal trazer de volta o Ira post-punk revoltado da fase com Charles Gavin (Titãs), na bateria...

As bandas paulistas lado B que influenciaram o trabalho do Ira!, são na verdade bandas de amigos contemporâneas, onde todos estavam surgindo e crescendo juntos, como Voluntários da Pátria, Gang 90e as Absurdettes, Agentss, Inocentes, Cólera, Mercenárias, ícones de vanguarda como Itamar Assumpção e toda a galera do punk da periferia. O Ira! é o elo perdido entre o underground/ alternativo e o cenário mainstream, carregando essa cara do alternativo, da estranheza.


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