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Entrevistas

Entrevista com a banda “Golpe de Estado”

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Publicada em 11, Feb, 2007 por Marcia Janini


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No último dia 2, em estúdio localizado na Vila Mariana, região metropolitana, a banda Golpe de Estado concedeu entrevista exclusiva a esta equipe. Os integrantes falam sobre os 22 anos de carreira e atuais projetos, em clima de total descontração.

Musicão: Nos falem um pouco sobre o repertório deste show, que realizarão domingo, no CCSP?
Hélcio: A idéia é tocar músicas que há muito tempo não tocamos, além das já consagradas pelo público. Na verdade será uma espécie de laboratório para gravar nosso primeiro DVD ao vivo.

Musicão: Já existe previsão para o lançamento do DVD?
Hélcio: Este projeto está em andamento desde o ano passado e esperamos lançá-lo até o fim deste semestre. Há muito tempo queremos lançar um DVD ao vivo, mas só agora pudemos organizar idéias e material, pois todos aqui têm projetos e pesquisas individuais, além do trabalho com o Golpe.

Musicão: Quais os planos que estão sendo priorizados no momento?
Hélcio: A gravação do DVD e o lançamento de um novo CD.

Musicão: A agenda de shows está muito concorrida?
Hélcio: Justamente pela prioridade nos projetos, estamos em uma fase onde realizamos menos shows. Mas isto é muito relativo, pois há épocas em que tocamos mais e em outras menos.

Musicão: O que mudou nestes 22 anos de carreira?
Nelson: A mudança mais significativa, numa perspectiva geral, é a facilidade de se fazer música atualmente. Antes, há 20 anos atrás, era muito difícil gravar um disco, tudo era muito caro e não existia esse “aparato” tecnológico de hoje, isso facilitou muito as coisas. Produzir, mixar em estúdio era realmente muito complicado. Porém, hoje não há mais tanto espaço para tocar em São Paulo, a cena do rock nacional deu uma leve decaída nos últimos anos, pois há muitas vertentes musicais, com várias influências, disputando atualmente palmo a palmo este filão. Há muita coisa nova surgindo e as pessoas aderem facilmente aos “modismos”, elas gostam da novidade, mesmo que a qualidade não seja assim tão grande. Nós sempre fomos uma banda underground, nossa música tocou bastante nas rádios e tocamos com praticamente todas as grandes bandas pop existentes na época. A música para nós é aquilo que gostamos de fazer, a criticidade, a questão política e mesmo a polêmica causada por nossa música fez com que o Golpe tornasse-se o que é hoje.

Musicão: Como surgiu o convite, a oportunidade para que você se tornasse integrante da banda?
Kiko: Eu já os conhecia há tempos, sendo também um grande fã. Com a saída do Rogério em 2000, eles tinham um show pra fazer e o Nelson me convidou. Para mim, foi uma grande honra... Estava indo para Minas Gerais e aí estudei a fita que eles me passaram e fiz o show. Depois disso tornar-me integrante foi conseqüência. Nunca mais paramos de tocar juntos.

Musicão: Quais foram as modificações sofridas no trabalho da banda com a mudança de intérprete?
Nelson: O Kiko é diferente dos outros cantores, se a pessoa não sentir um “tesão”, uma paixão pela banda e pelo que faz, não rola legal. A entrada dele deu realmente um “up” muito grande, uma verticalizada, foi uma questão de astral mesmo. Gostamos muito de estar juntos, pois por mais que cada qual aqui tenha seus projetos em paralelo, rola uma grande sinergia, todos estão em total harmonia, voltados pro mesmo objetivo, que é tocar tudo o que nós gostamos, com energia, com vontade.

Musicão: Vocês já dividiram palco com grandes nomes da música. Falem-nos um pouco sobre estas experiências.
Paulo Zinner: O primeiro show foi o do Jethro Tull, foram duas apresentações no Canecão e uma aqui, no Ibirapuera. Este foi bem tumultuado, pois não tivemos tempo de passar som, nos deram apenas cinco minutos para montar os equipamentos, foi assim meio que no improviso, mas foi realmente muito bom. Depois veio o show do Nazareth que foi no Pedro de la Antonia, na região do ABC e também no Ibirapuera, numa promoção da 89 FM. Houve uma inversão, pois tínhamos ido para abrir o show e como eles subiram ao palco primeiro, acabaram abrindo pra gente. (risos) Também foi super legal e importante em nossas carreiras. Já no do Deep Purple, o convite surgiu de maneira totalmente inusitada. Eles estavam dando uma entrevista coletiva na turnê de lançamento do álbum Slave Masters no Hotel Della Volpe e eu estava por lá. A promoção estava sendo feita pela 97 FM e daí o Zé e o Carlão, empresários que estavam organizando este evento nos convidaram pra abrir o show, que foi no Olympia, em 1991. Eu me tornei, por esta ocasião, amigo dos integrantes da banda e o Paice e eu tocamos juntos no Blen Blen Club em 2003. A turnê com os Ramones foi realizada com a minha outra banda, a Paulo Zinner Rockestra. Além dessa, ainda tenho a banda Devotos junto com o Thunderbird e a Brazil Rockestra com o Andreas Kisser.

Musicão: Vocês já foram entrevistados em programas televisivos e em vários veículos nestes anos todos. Conte-nos alguma curiosidade, ocorrida em alguma destas entrevistas.
Paulo Zinner: Comigo aconteceu um fato bem interessante. Eu estava com a Rita Lee (toquei com ela por dez anos) num programa do Jô Soares e ela estava lançando o álbum “Todas as Mulheres do Mundo”. Na época, meu cabelo estava pela cintura e eu cortei no dia da entrevista uns quatro dedos. Daí o Jô já tinha ouvido falar sobre o cabelo e brincou com a história do cabelo comprido demais etc... Quando eu disse que tinha cortado quatro dedos, ele me perguntou com a cara mais inocente como que eu fazia pra tocar sem quatro dedos. Todo mundo riu muito e eu fiquei meio sem graça, fui brincar com ele e levei uma volta. (risos) Ele está a anos luz de qualquer entrevistador, admiro muito o trabalho dele.


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