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Coberturas de shows

Judas Priest e Pantera em São Paulo

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Publicada em 20, Dec, 2022 por Marcia Janini


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Na noite da última quinta-feira, 15 de outubro, duas grandes bandas da vertente metal do rock subiram ao palco do Vibra São Paulo, em única apresentação e lotação esgotada, batendo mais um recorde de público.

Iniciando sua passagem pelo palco por volta das 20h45, a banda thrash metal Pantera após introdução formada por excertos de "Regular People" e "In Heaven", traz todo o peso de "A New Level".

Para "Becoming" com forte apelo do público cantando em uníssono os versos da canção, as rascantes guitarras se aliam ao poderoso vocal gutural de Phil Anselmo, em um grande momento do show.

O grande hit dos anos 90, "This Love" com sua introdução suave e melodiosa, surge como diferencial na apresentação firme e repleta de canções de extrema dinâmica. Um clássico, para um dos melhores e mais lineares momentos do show... A força do instrumental nas conversões ao refrão, com a brilhante, ágil e alquebrada bateria de Charlie Benante, aliada ao potente e poderoso vocal, determina toda a genialidade desta composição. Riffs rascantes e crus da guitarra na finalização demonstram toda a enorme técnica e criatividade da banda! Amazing!

"Yesterday Don´t Mean Shit", outra canção icônica de melodia forte, pautada pela bateria precisa em conversões nada óbvias, onde o forte ruflar dos tambores trazem uma aura de intensa brutalidade, em compactas massas sonoras, se expandem por meio do vocal bem posicionado de Anselmo, na deliciosa alternância entre o extremo gutural e o rasgado agudo, que tão bem representa o estilo. Great!

"Fucking Hostile" surge como uma avalanche sonora em dinâmica, peso e agilidade, onde a guitarra solapada de Zakk Wylde explode em alucinantes riffs, acompanhando o vigor da frenética bateria. Baixo em doom auxilia na manutenção da cadencia forte. 

No mais emocionante momento da apresentação, ao som de "Cemitery Gates" e vídeo no telão, surge a homenagem aos irmãos Dimebag Darrell e Vinnie Paul, co-fundadores da banda. Tétrica, a melodia apresenta o desalento no dobre adotado pela bateria e nos riffs melodiosos da guitarra. No vocal, o tom de lamento em meio ao vigor do timbre sobressai, em um dos momentos mais densos da apresentação.

Em um grato momento da apresentação, a releitura de "Planet Caravan" (Black Sabbath), repleta de peso e da costumeira dinâmica da banda surge trazendo ainda mais vitalidade e energia ao show.

Rascantes e encadeados em cascatas, surgem os riffs da potente guitarra já na introdução, ascendendo para dedilhados ágeis, de extrema complexidade para "Walk". A bateria, em frenético cadenciado, se alia ao baixo em dub step. 

Para "Cowboys From Hell" as paletadas vigorosa na guitarra exploram tétricas sonoridades ascendendo para linha melódica potente, em acompanhamento à bateria cadenciada, em conversões precisas e nada óbvias... O baixo em dub de Rex Brown também projeta-se com energia ímpar, apoiando com propriedade a percussão, em mais um momento explosivo da apresentação.

Iniciando sua apresentação por volta das 22h30, o Judas Priest traz a descontração da clássica "Electric Eye" após a introdução com trechos de "War Pigs" (Black Sabbath) e "The Hellion".

Na sequência, a energia de "Riding on the Wind", onde Rob Halford explora vocais altos em extremos agudos. Enlouquecidos, os riffs dedilhados das guitarras em afinação alta exploram energia ímpar... Vocalizes intensos na finalização auxiliam na força e energia da melodia... Great!

Irrompendo em cascatas vigorosas de som, "You´ve Got Another Thing Comin´" traduz o melhor do estilo hard/ heavy, com os riffs altos da guitarra encadeados nas conversões. Bem posicionada, a bateria firme se alia ao baixo em doom de Ian Hill e às guitarras rascantes, em uma melodia descontraída... Great!

Clássica, "Jawbreaker" traduz na energia do diálogo das guitarras a força da melodia, permeada pela forte percussão. Digno de menção o perfeito trabalho do baixo de Hill, explorando a constância da linha melódica em associação à bateria... Great!

Para "Firepower", introdução pesada com o cadenciado frenético da bateria de Scott Travis, em correspondência às enfurecidas guitarras!!! Rascantes intensos, glissandos e cromatismos explodem na dinâmica melodia, em um show de técnica e energia... 

Em "Devil´s Child" mais uma imponente e vigorosa performance vocal de Halford, explorando tessituras de extrema complexidade em agudos e vibratos intensos, emoldurado pelo forte instrumental. Impactante!

"Turbo Lover" traz a irreverência de uma velada sensualidade na cadência do hard rock, onde o cadenciado constante da bateria se alia ao baixo em doom... Grande execução para um grande clássico, onde a sinergia palco/ platéia surge marcante... Bom momento do show!

Trazendo mais uma verdadeira avalanche sonora no intenso diálogo da guitarra melódica de Glenn Tipton e rítmica de Richie Faulkner, que exploram cromatismos intensos nos ágeis acordes dedilhados, "Steeler" traduz em seu cerne as bases do heavy clássico, com o acompanhamento da bateria em cadência constante e do baixo, que explora elementos de sonoridades mais swingadas, como no blues e soul. Amazing!

Flertando com o pop na forma melódica, a descontraída "Beetween the Hammer and the Anvil" traz na porção média de sua melodia riffs especiais das guitarras de Tipton e Faulkner, explorando glissandos cromáticos de extremo bom gosto estético, aliando-se à bateria linear. 

Para a rascante introdução de "Metal Gods" mais um grande momento da apresentação, onde as brilhantes conduções das guitarras apoiam com energia o belo vocal de Halford. Intenso!

Após a releitura para "The Green Manalishi (With the Two Prong Crown)" sucesso do Fleetwood Mac, Rob entoa os primeiros versos de "Screaming for Vengeance", acompanhado pelo coro uníssono dos presentes, em resposta imediata a este grande hit... 

Finalizando a apresentação, a aguardada execução de Painkiller", momento ápice do show.

Rob e banda guardavam ainda gratas surpresas para seus fãs no momento do bis, com as execuções de sucessos como "Hell Bent for Leather", "Breaking the Law" e "Living After Midnight". 


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