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Entrevistas

Jerry Adriani em parênteses

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Publicada em 13, Mar, 2007 por Marcia Janini

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Jerry Adriani através desta entrevista nos fala um pouco sobre sua carreira e realiza importantes considerações sobre os atuais rumos da música.

Musicão: Como surgiu o convite e como está sendo dividir os palcos com o Supla?
Jerry: Eu conheço os organizadores de eventos do SESC, que no momento, é um dos maiores veículos de divulgação da música popular do país. Então, recebi o convite por um dos organizadores do evento e adorei a idéia. O Supla é um rapaz autêntico, uma pessoa muito agradável, nos dá prazer trabalhar com ele, além disso, é importante essa integração. A oportunidade de cantar com outros intérpretes, de outros estilos, para um público igualmente diferenciado é realmente uma experiência muito positiva.

Musicão: Trace um breve paralelo entre a atualidade e sua época na música.
Jerry: A coisa é a seguinte: o mundo se modificou. Eu vivi a época do rock n’roll, a Jovem Guarda veio na continuidade deste movimento e hoje, com a Internet e as novas tecnologias o acesso à música, à cultura e à informação ficou bem mais fácil. Hoje nós descobrimos grandes coisas através da Internet, acredito que muito em breve ela poderá substituir totalmente outros veículos de comunicação ainda em voga.

Musicão: Quais são suas influências na música?
Jerry: Elvis, que foi um ícone na música, Ray Charles, Roy Orbison, que tem muito a ver com meu estilo, meu timbre.

Musicão: Você, na verdade, “descobriu” Raul para a grande mídia, para a região sudeste do país, sendo de autoria dela um de seus maiores sucessos, a canção “Doce, Doce Amor”. Como foi a sua relação de trabalho com ele?
Jerry: Bem... Raul tinha uma singularidade impressionante. Conseguia comunicar-se de uma forma totalmente ímpar, desde o pedreiro até o catedrático, da classe menos favorecida à burguesia, ouviam e ainda ouvem, igualmente, suas canções. Nos conhecemos quando ele me acompanhou, por acaso, num show. Íamos fazer uma apresentação, nossa banda teve problemas para chegar no local a tempo e então substituímos pelo “Raulzito e os Panteras”. Daí iniciou-se não só uma fantástica relação de trabalho, como também uma relação de amizade pessoal mesmo, tanto que me tornei seu compadre, apadrinhando uma de suas filhas, a Simone. Musicalmente falando, ele era fantástico, porque nunca fazia uma coisa duas vezes e falava tudo o que os outros diziam de outra maneira, numa visão totalmente sua. Ele tinha na época um grande livro, onde anotava ali vários pensamentos, ele tinha uma maneira totalmente inovadora de ver o mundo e as coisas, era um pensador e quando se uniu a Paulo Coelho, cada qual contribuiu de maneira decisiva no trabalho do outro, como elementos complementares. Mas a experiência de tê-lo como amigo e trabalhar com ele foi inportantíssima, única, maravilhosa.

Musicão: Você iniciou sua carreira cantando em italiano, enveredou pelo rock e posteriormente retomou o repertório italiano gravando, inclusive, canções de Renato Russo. Fale um pouco sobre esta multiplicidade de estilos.
Jerry: A música italiana está ligada à minha vida, meus avós eram italianos calabreses e sempre fui criado muito próximo a eles, à minha avó. Sempre cantei em italiano, esse estilo sempre me acompanhou, mesmo na época da Jovem Guarda. Já o lance das canções do Renato Russo foi diferente. Ele gravou um disco só com canções em italiano, conheci este trabalho, achei fantástico e daí surgiu o interesse em transpor para o italiano as canções que ele cantava em português. Fizemos as versões e o curioso é que ele jamais as cantou, pois este álbum, o “Angra”, foi produzido justamente na época em que ele já estava doente. Ele faleceu antes do álbum ser lançado.

Musicão: No que está mais empenhado neste momento de sua carreira?
Jerry: Agora estamos escrevendo a minha biografia, mas esta empreitada ainda está bem no começo, ainda recolhendo material, revisando os primeiros esboços e rascunhos etc. E também estamos trabalhando com a divulgação do DVD, que será lançado em breve.


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