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Rockfest: A Celebração do Rock em Várias Gerações

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Publicada em 24, Sep, 2019 por Marcia Janini


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No último sábado, 21 de setembro, o Allianz Parque em São Paulo recebeu o Rockfest, festival que trouxe alguns dos maiores nomes do rock mundial, em suas várias vertentes.

Abrindo as apresentações da noite, os paulistas do Armored Down, banda formada em 2014 por Eduardo Parras, Timo Kaarkoski, Rodrigo Oliveira e Fernando Giovannetti trouxeram grande dinâmica em canções bem construídas, criativas e de grande efeito estético, na cadência do heavy metal de linhas clássicas, sem abrir mão da aura de modernidade e ousadia, que os alça a posição de uma das mais influentes bandas nacionais da atualidade. No setlist, canções como "Men of Odin", "Gods of Metal", "Barbarians in Black" e "Beware of the Dragon" traduzem o perfeito clima de potência metal seduzindo efetivamente o público, em uma apresentação coesa.

Subindo ao palco pontualmente às 17h15, o Europe inicia sua apresentação ao som da suavizada "Walk the Earth", canção de seu atual trabalho, seguida pela descontraída "The Siege" de linhas simples que flertam com o pop, bem determinadas pelo teclado em acordes fluidos e ascendentes de Mic Michaeli. O peso dinâmico da melodia fica por conta do poderoso diálogo entre a bateria cadenciada e a guitarra em rascantes na finalização.

Para o hit "Rock the Night" versão fidedigna empolga o público, que participa entusiasticamente com palmas e coral em uníssono... Com enorme presença de palco e grande carisma Joey Tempest brilha com seu timbre vocal único. Grande momento do show!

"Scream of Anger", vigorosa e ágil na explosão da guitarra de John Norum em semicolcheias encadeadas, alia-se à potência da bateria cadenciada de Ian Haugland em uma canção vigorosa.

Após a balada "Last Look at Eden", com o delicado solo das guitarras nas conversões, surge a descontraída "Ready or Not" em uma explosão de vitalidade e energia, em mais um grande momento da performance individual de Haugland.

Trazendo na introdução o baixo em doom de John Levén, aliado ao teclado e ao cadenciado da bateria, surge "War of Kings" em uma melodia densa, de tonalidades graves, contrastando com o vocal potente de Tempest em um dos melhores momentos de sua performance vocal. Amazing!

A dinâmica "Hole in My Pocket", com a impactante performance da guitarra de John Norum em solos de grande técnica e agilidade antecede a belíssima balada "Carrie", um dos hits de maior sucesso da banda.

Trazendo a ousadia do hard rock com elementos do soul no fraseado vocal e na sugestiva letra para "Superstitious", Joey Tempest cresce em sua interpretação, traduzindo aura de ousadia e firmeza, sem abrir mão do colorido dos solfejos e vocalizes soul, em importante ponto do show. O teclado de Michaeli realiza primorosa participação, em correspondência com os rascantes acordes da guitarra... Perfect!

Após o impacto provocado pelo solo introdutório da bateria de Haugland em show de técnica e dinamismo, surge o sucesso "Cherokee" na cadência do hard rock de linhas clássicas, traduzindo na dinâmica instrumental desenvolvida a sonoridade repleta de atitude dos anos 80, bem permeada pelos acordes potentes do teclado... Amazing!

O Europe encerra sua enérgica passagem pelo palco do festival com a execução de "A Final Countdown", em versão fidedigna à original.

Subindo ao palco às 18h45, o Helloween já inicia sua apresentação ao som do sucesso "I'm Alive" levantando o público ao som do pesado heavy.

Na sequência "Dr. Stein" traduz na poderosa bateria de Dani Löble, cadenciada em ruflares vigorosos aliada às guitarras em afinação alta, a perfeita ambientação para os afinadíssimos vocais do dueto Michael Kiske e Andi Deris, em imponentes alternâncias.

Cheios de atitude, em melodia com intensas variações dinâmicas e a endiabrada bateria de Löble em andamento alucinante, a banda executa "Eagle Fly Free" mais um hit ágil, em sonoridade que explora a rapidez do speed nas guitarras distorcidas em afinação alta aliadas à cadência alquebrada do heavy, desenvolvida com maestria pela exímia condução da bateria, em verdadeira avalanche sonora! Great!

Na introdução em palhetadas rascantes, emolduradas pelos tambores em cadência tribal, surge o grande sucesso "Perfect Gentleman" emoldurando com perfeição o vocal melífluo e repleto de modulações de Kiske em mais um momento especial da apresentação. Breaks estratégicos apoiam a força do contundente refrão.

Rascantes e profundos acordes determinados pela agilidade das guitarras de Michael Weikath e Sascha Gerstner, aliadas à frenética cadência speed desenvolvida pela percussão, fazem de "Ride the Sky" um dos mais festivos momentos do show. Em profunda variação, os instrumentos entram em suave diminuendo para a ambientação do refrão, que acolhe o potente vocal de Kai Hansen, que retorna após cinco anos de ausência, para delírio dos fãs. Vertiginosas, as guitarras surgem em riffs encadeados de grande complexidade técnica, marcando com propriedade a cadência em perfeita consonância e apoio à bateria. Excepcional!

Para a linda balada "A Tale That Wasn't Right" com intensa receptividade e participação do público, as lanternas dos celulares se acendem nas arquibancadas, criando a ambientação adequada para o introspectivo momento da apresentação.

Descontraída "Power" traduz aura de maior jovialidade e leveza à dinâmica apresentação, apresentando esparsas influências em sonoridades pop, pautadas pelas evoluções da bateria de Löble, em suaves variações e cadenciado ágil. Bom momento do show.

"How Many Tears" traduz já na introdução o andamento frenético da sonoridade speed. Esparsos breaks da bateria apoiam o fraseado vocal com propriedade, permeando com energia o refrão, que segue em cíclico movimento, traduzindo toda a ousadia de uma bem construída melodia. Na finalização, de maneira romântica e em contraposição aos movimentos anteriores, solos das guitarras de Weikath e Gerstner em cromatismos repletos de lirismo encerram a melodia. Amazing!

Para o segundo movimento desta poderosa suíte metal, belíssimo solo introdutório das guitarras em impecável dueto traduzem sonoridades diferenciadas, suaves, apoiando-se no clássico blues em interessante diálogo, prenunciando o dinamismo e potência da melodia a seguir.

O solo de guitarra explora sonoridades que remontam ao oriente na introdução de "Future World" seguindo em profundos rascantes para uma melodia fluida e descontraída, trazendo mais um grande momento do show. O baixo de Markus Grosskopf em contraponto auxilia na manutenção da cadência, aliando-se à bateria e emoldurando com precisão o trabalho das guitarras em alucinantes acordes. Great!

Encerrando sua visceral passagem pelo palco do festival, o sucesso "I Want Out" surge como importante ponto de sinergia palco-plateia.

Ao som da avassaladora "Bad Boys" o Whitesnake começa seu show às 20h20, apresentando para a execução desta canção o belíssimo trabalho da percussão de Tommy Aldridge.

Para "Slide It In", repleta de atitude, a melodia da canção traduz ao hard rock de linhas clássicas elementos do blues na linha melódica desenvolvida pelas guitarras de Reb Beach e Joel Hoekstra. A bateria em evoluções nada óbvias determinam com maestria a constância do andamento, traduzindo à melodia a vibração do rock 70's.

O grande hit "Love Ain't No Stranger" surge em fidedigna versão, resultando no perfeito momento de sinergia palco/platéia com a intensa e apaixonada participação do público. Lindo momento do show!

Com rascantes riffs das guitarras de Beach e Hoekstra na introdução, acenando para sonoridades soft nos dedilhados aliadas à impecável condução da bateria de Aldridge em intensas variações dinâmicas, a inédita "Hey You (You Make Me Rock)", canção do mais recente trabalho da banda, traduz maturidade e constante trabalho de atualização da banda em busca de novos públicos, aliando a linha melódica clássica a elementos modernizadores.

Descontraída "Slow an' Easy" surge num convite à diversão, expressa pela letra jovial, em meio às evoluções da bem construída melodia. Com firmeza, a bateria mantém o andamento cadenciado, em consonância às guitarras em cromatismos e glissandos de grande efeito estético.

Na blueseira introdução o baixo de Michael Devin reina absoluto, traduzindo aura de densidade à melodia, que ascende em movimento posterior para cadência frenética. Breaks estratégicos apoiam a força do refrão de "Trouble is Your Middle Name" em um dos mais marcantes momentos do espetáculo. Great!

O rápido dueto em dedilhados das guitarras melódica e rítmica de Beach e Hoekstra com o uso de pedais wah wah e distorções, repleto de cromatismos e glissandos cromáticos denota um pouco do enorme talento e virtuosismo dos músicos, num presente ao público.

Após o impressionante e virtuosístico solo de bateria de Tommy Aldridge, surge o grande hit "Is This Love", uma das mais celebradas baladas rock de todos os tempos, em fidedigna versão, com o perfeito e bem posicionado vocal de David Coverdale em grande forma, traduzindo às suas modulações suavidade e rara beleza. Grande momento do show!

Elegante e urgente "Give Me All Your Love" traz o marcante instrumental da percussão em vertiginosa cadência, aliado à beleza das guitarras em riffs ascendentes. Breaks estratégicos nas conversões ao refrão traduzem aura blueseira, em meio aos inspirados vocalizes e modulações de Coverdale. Great!

Mais um hit de sucesso surge encerrando outro importante momento da apresentação: "Here I Go Again" traz os teclados de Michele Luppi em notas suspensas na introdução, ascendendo para a sonoridade hard com influências no pop rock. Fidedigna à original, a execução marca também um dos momentos de maior sinergia da banda com o público. Amazing!

E para finalizar a belíssima apresentação "Still of the Night" brilha com seus acordes contundentes, em profundos rascantes e grande densidade, num perfeito contraste entre melodia e letra, interpretada com grande energia por Coverdale, que explora notas altas em vocalizes e modulações de grande técnica. Wonderful!

Para o grand finale a belíssima e inspirada releitura para o clássico "Burn" (Deep Purple).

Subindo ao palco cerca de 21h50, a alemã Scorpions inicia sua apresentação ao som de "Going Out With a Bang", seguida pela clássica "Make it Real", trazendo logo no início dois grandes sucessos.

Densa, pesada em seu forte instrumental, permeada pelos acordes rascantes da guitarra aliados à bateria cadenciada de Mikkey Dee em marcha, "The Zoo" traduz ao show aura introspectiva, num convite à reflexão. A letra surge representada em toda sua complexidade nas inflexões vocais de Klaus Meine.

Para a instrumental "Coast to Coast", a performática introdução da guitarra distorcida em alta afinação de Rudolf Schenker alia-se à guitarra rítmica de Mattias Jabs e ao baixo em dub de Pawel Maciwoda. Permeando a cadência ralentada, a bateria surge em evoluções de grande impacto e vigor.

No medley entre "Top of the Bill/ "Steamrock Fever"/"Speedy's Coming" e "Catch Your Train" clássicos da fase de grande projeção da banda na década de 70, ainda sob forte influência de sonoridades como o psicodelismo e o punk, o instrumental potente apresenta muita vitalidade, contrastando com o timbre agudo e suave de Meine de maneira primorosa. Perfeitas fusões entre as melodias fazem deste um dos mais dinâmicos e especiais instantes do espetáculo. Great!

Para "We Built This House" belíssimos solos da guitarra melódica de Schenker emolduram o urgente refrão. Perfeita finalização da bateria de Mikkey Dee determina maior dinamismo à cadência constante.

Em momentos de grande introspecção e licença poética, surgem as lindas baladas "Send Me An Angel" e "Wind of Change", traduzindo importante momento de comunicação da banda com seu público, em performances firmes e conduzidas com preciosismo. Digna de menção a performance individual do vocal de Klaus Meine, bem posicionado, em modulações técnicas e de rara beleza. Grande momento para grandes canções!

Em explosão de energia e dinamismo "Tease Me Please Me" traduz as linhas do hard rock clássico em momento de intensidade sonora, bem pontuadas pelo instrumental em crescendo. Grandes riffs das guitarras de Schenker e Jabs em rico diálogo entre glissandos e o baixo de Pawel Maciwoda em contraponto, finalizam mais um grande momento do show!

Após o impactante solo da bateria de Mikkey em performance que, literalmente, ganha os ares, em um show de técnica e dinamismo, a banda retorna para a execução das clássicas "Blackout" e "Big City Nights".

Encerrando a apresentação da banda e o festival, que reuniu cerca de 50 mil pessoas em aproximadamente 7 horas de genuíno rock, as execuções de "Still Loving You" e "Rock You Like a Hurricane".


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