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In God We Trust: Noite de White Metal em São Paulo

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Publicada em 15, Sep, 2019 por Marcia Janini

Clique aqui e veja as fotos deste show.


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No último sábado (15 de setembro) o Tropical Butantã em São Paulo recebeu o show da turnê conjunta de duas bandas ícones do movimento gospel metal: Stryper e Narnia.

Por volta das 19h30, a sueca Narnia sobe ao palco, iniciando as apresentações da noite ao som dos grandes sucessos "A Crack in the Sky" e "Sail Around the World".

"The Mission" traz na introdução os riffs rascantes das guitarras distorcidas. Na porção média da canção, perfeito solo de guitarra explora colcheias em ágil dedilhado, apoiando o refrão e o poderoso vocal de Christian Rivel-Liljegren em belíssimos vocalizes na finalização.

Para "I Still Believe" os acordes encadeados da bateria cadenciada surgem como avalanche sonora, marcando com firmeza o andamento linear, aliando-se ao baixo em dub em perfeita consonância. Mais um curto e bom solo da guitarra de Carl Johan Grimmark em frenético dedilhado segue a curva melódica ascendente, em mais um grande momento da passagem do Narnia pelo palco.

Flertando de maneira mais próxima com sonoridades pop "You Are the Air That I Breathe" traduz maior fluidez e leveza na apresentação, em uma canção vibrante e repleta de recursos modernizantes. Na introdução, o diálogo entre a guitarra levemente distorcida e a bateria cadenciada emolduram o vocal suavizado em uma balada bem construída, apoiada no forte refrão. Digna de menção a performance individual de Andreas Johansson na condução da bateria, em evoluções nada óbvias.

Trazendo na frenética "Reaching for the Top" a clássica "Will Rock You" (Queen) como canção incidental na introdução, em analogia com o refrão da canção, esta segue em linha ascendente permeada pela perícia técnica da guitarra de Grimmark, explodindo em semi-colcheias encadeadas de frenéticos dedilhados, em mais um momento especial da apresentação.

O teclado de Martin Härenstam surge em acordes firmes de notas suspensas na introdução, em meio às palmas do público para "The War That Tore the Land". Cadenciada, surge como hino/oração, determinando um dos principais momentos da performance individual de Rivel-Liljegren. Lindo cânone pontua com elegância o refrão, marcando um dos pontos altos do show.

Em andamento ágil, alternando com breaks estratégicos da bem temperada bateria que apoia a letra surge "Into This Game", inteligentemente permeada pelo teclado que remonta à sonoridades futuristas e traduz aura pop à melodia. Em resposta, riffs ágeis e repletos de cromatismos da guitarra de Grimmark destacam este momento do show. Great!

Em mais um momento importante do show "Dangerous Game" em cadência alucinante traz também esparsos acordes do teclado que explora a sonoridade do cravo em rondó, aliando-se à guitarra alta e ao contraponto do baixo de Jonatan Samuelsson, conduzido com maestria. Amazing!

Suavizada no fraseado vocal "Long Live the King" explora aura densa, determinada pelos rascantes acordes da guitarra aliada à bateria cadenciada. Baixo em dub auxilia a determinar o andamento ralentado da melodia. Traduzindo tonalidade suavemente grave e cadenciada em sua voz, este também surge como um ponto alto da performance vocal de Christian, em privilegiado momento do show.

Após "Inner Sanctum" que trouxe suas influências do punk rock no andamento e estrutura melódica, surge "Living Water" em momentos descontraídos da apresentação. Densa em sua etérea atmosfera introdutória, ascende para o frenético andamento determinado pela bateria ágil e pelos solos extremamente técnicos da guitarra em aberto diálogo com o teclado cíclico, encerrando o show em clima de total descontração.

Subindo ao palco às 21h30, o Stryper realiza sua entrada ao som de playback de Hallellujah (coral gospel), para iniciar ao som da dinâmica "Soldiers Under Command". Trazendo o forte instrumental da bateria alquebrada em firme condução da cadência, as guitarras explodem em riffs altos e contundentes. No contraponto, a maestria do baixo de Perry Richardson.

Para "Loving You", grande clássico da banda, a energia dos solos de guitarra em riffs ascendentes sustentam a força do refrão e determinam grande dinamismo à canção, emoldurando com propriedade o potente vocal de Michael Sweet.

A introdução em cascatas da bateria cadenciada e a linha melódica desenvolvida pelas guitarras em riffs fluidos traduzem com perfeição a cadência do hard rock 70´s, em um retorno às sonoridades clássicas para "Calling on You".

Seguindo linha melódica igualmente próxima ao hard rock, com breaks estratégicos sustentando a força do refrão "Free" traz a exímia condução da bateria de Robert Sweet em andamento constante e criativas evoluções. Diálogo entre guitarra rítmica de Oz Fox e melódica de Michael Sweet na finalização apresentam forte diferencial. Amazing!

Com participação de um fã (como apoio de uma segunda guitarra melódica), surge "More Than a Man", com elementos que suavemente remontam ao hard rock 70´s determinados pela linha melódica desenvolvida pelas guitarras de acordes encadeados e pelo baixo em dub. Grande momento do show!

Trazendo os poderosos riffs das guitarras de Fox e Sweet em profundos rascantes, com ascendência para intensos dedilhados repletos de cromatismos, a execução de "All For One" determina mais um ponto alto da apresentação.

Em conversões precisas e extremamente técnicas, de grande efeito estético, a intensa bateria de Robert Sweet traduz à melodia de dinamismo ímpar aliada às guitarras. Para o refrão entoado com precisão pelos integrantes da banda, grande momento da performance das cordas... Amazing!

Para "Surrender" em playback surge o belíssimo piano introdutório. A linda balada traduz em junção com a guitarra e o baixo, em contraponto à bateria cadenciada, um dos instantes mais marcantes da performance individual de Michael Sweet, em um dos pontos mais introspectivos da apresentação.

Após a descontraída releitura para "All She Wrote" (FireHouse), na execução do hit "Honestly" em cadência suavizada de dinâmicas conversões, determinadas pela perícia na condução da bateria de Sweet, reside a tônica deste grande momento do show.

Repleta de peso e vigor estético, em cascatas sonoras "In God We Trust" bem pontuada pela bateria em cadência constante e acordes em rascantes riffs das guitarras distorcidas de Fox e Sweet traduz mais um instante especial da apresentação, emoldurando os afinadíssimos vocais. Great!

Ao som da grandiosa "Glory" em coral gospel como canção incidental "Always There For You" traduz o pesado instrumental cadenciado da melodia, com guitarras em rascantes encadeados, ascendendo para movimento frenético na finalização em intensas variações dinâmicas, promovidas pela brilhante condução da bateria. Amazing!

Em surpreendentes momentos da apresentação surgem as inspiradas execuções de "Sorry", "Yahweh" e "Sing-Along Song".

O momento do bis trouxe, como gratas surpresas, as canções "The Valley" e "To Hell With the Devil", coroando de êxito a descontraída apresentação.


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