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Premiata Forneria Marconi em São Paulo

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Publicada em 24, Apr, 2018 por Fabiano Cruz

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Clássico é clássico e o que torna uma banda clássica é a força e magia que suas canções perduram por tempos em gerações. Os italianos do Premiata Forneria Marconi, apesar de sempre estar no "segundo escalão" do Progressive Rock, suas canções encantaram gerações - e encantam até hoje - sendo que se tornou uma banda clássica. Voltando a São Paulo depois de mais de 10 anos promovendo o novo trabalho Emotional Tattoos, a banda tocou no Espaço das Américas em uma apresentação intimista e cheio de energia. Intimista, pois a casa já teve uma formação de mesas e cadeiras em metade de sua capacidade, e mesmo assim não lotou, causando mesmo numa casa de porte grande uma proximidade maior do público e banda. E cheio de energia pelo idealizador e cabeça da banda, Franz Di Cioccio, não parar um minuto em palco, seja cantando, tocando percussão ou bateria, comandando a banda ou dançando... Um verdadeiro maestro em palco!

Com um pouco de atraso, a banda sem rodeios começa a apresentação com We're Not An Island do último trabalho e já tocando sem parar Four Holes in the Ground. Público ganho. A magia das músicas do PFM não precisam de muito para encantar os presentes.. como não se emocionar com Photos of Ghosts ou Dove... quando...- A música dos italianos é complexa, e foi executado com perfeição; cada arranjo devidamente muito bem tocado e preciso onde os próprios músicos se revezavam nos instrumentos para ter variações de texturas. Claro a qualidade de cada um também foi essencial ao som se tornar mágico: Patrick Djivas no baixo é o cara que todos se baseiam, suas linhas dos graves em contraponto à voz e teclados são os caminhos que as músicas são construídas, um mostro no instrumento! Lucio Fabbri tece a maioria das belas linhas em seu violino se tornando uma "terceira voz" ao lado dos cantos de Di Cioccio e Alberto Bravin.

As canções mais folks como Il Banchetto funcionam muito bem lado a lado com as mais viscerais e "rockers" como La Carrozza di Hans, em contrapontos maravilhosos. Impressioni di Settembre levou muitos - inclusive esse que voz escreve - às lágrimas; que sonho ter presenciado essa canção ao vivo! Em La Danza Degli Specchi do mais novo trabalho, Di Cioccio comenta o quanto as canções são complexas e o quanto abordam inúmeras linguagens musicais, incluindo até a nossa música brasileira, e falando que ia cantar em inglês um "tanto torto" (as novas canções tem versões em inglês das músicas), o público se rebelou: PFM tem que ser em sua língua natal! E a banda agrada ao público nas mais belas melodias em italiano. Promenade the Puzzle teve um Di Cioccio interpretando a canção em uma dança bem teatral, o que deu um ar ainda mais mágico a ela.

Ainda estava em receio pela banda não contar com o guitarrista Franco Mussida, membro original da banda, que veio em seu lugar Marco Sfogli; meu receio foi passando a cada minuto que ele tocava, principalmente a habilidade na guitarra de 12 cordas, mas na épica Harlequin eu e mais alguém que poderia desconfiar da performance do guitarrista se sucumbiu ao brilhantismo de sua técnica e interpretação no instrumento. Não bastou tudo isso, ainda a banda fez releituras magistrais de clássicos da música erudita, com Romeo e Giulietta: Danza Dei Cavalieri, de Prokofiev e Guillaume Tell Ouverture, de Rossini... que espetáculo! Que êxtase! Celebration veio como aquele bis "que joga a última pá na cova".

Um dos mais belos shows que eu já vi em se tratando desse segmento do Rock, os italianos não ficam atrás nem um pouco de gigantes como Yes ou membros que fizeram parte do Pink Floyd; eles conseguem encantar com maestria mesmo em músicas com andamentos e contrapontos complexos - infelizmente (ou felizmente pois quem foi aproveitou ao máximo) poucas pessoas presenciaram essa belíssima apresentação... Há! E desculpem a escrita mais pessoal do que jornalística, mas em certo momento eu não conseguia mais escrever e somente apreciar os italianos de uma forma quase hipnótica...


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