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Pet Shop Boys De Volta a São Paulo

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Publicada em 14, Oct, 2009 por Anderson Oliveira

Clique aqui e veja as fotos deste show.


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Na última terça-feira (13) o público paulista teve a oportunidade de conferir no palco do Credicard Hall a Pandemonium Tour, nova turnê dos ingleses do Pet Shop Boys, que retornaram ao Brasil para divulgação de seu último álbum de estúdio, Yes (2009).

O palco contava com imensas caixas brancas simulando um grande muro aparentemente simples, porém, quando as luzes se apagaram, um verdadeiro espetáculo teve início para um Credicard Hall que contava com bom público que aguardava os grandes hits dos ingleses.

Após uma breve introdução, Chris Lowe e Neil Tennant sobem ao palco com caixas coloridas na cabeça sob um verdadeiro espetáculo de cores e iluminação para a execução de Heart, muito mais dançante que sua versão original (do álbum Actually, de 1987) a música foi bem recebida, mas sem muito entusiasmo, a sequência Did You See Me Coming?, Pandemonium e Love Etc podem não ter empolgado tanto, mas mostraram uma dupla que soube lidar como poucos com o tempo, trazendo novos elementos para suas músicas mais antigas e não soando datado, além de proporcionar cada vez mais elementos em um palco surpreendente.

O primeiro grande momento do show foi durante a execução de Building A Wall, quando o imenso muro ao fundo do palco desabou e deu início a um dos maiores clássicos da banda, Go West, transformando a pista do Credicard Hall em uma verdadeira pista de dança. Two Divided By Zero, do primeiro álbum dos ingleses, ganhou uma versão mais pesada e dançante que a original e contava agora com um palco repleto de novos elementos, com presença mais efetiva de dançarinos, que interagiam ainda mais, como em Why Don’t We Live Together, além do palco repleto de luzes e cubos que iam se reconstruindo durante a execução das músicas.

Comunicando-se pouco, Neil convocou o público para um “momento disco”, e após uma breve introdução, Always On My Mind trouxe novamente o público para dançar um dos maiores clássicos do Pet Shop Boys, a música foi outro ponto alto do show, contando com efetiva participação dos presentes. NYC Boy também empolgou, assim como Closer to Devices, que contou com o refrão de Left My Own Devices.

O que se viu a seguir mostrou outra qualidade do Pet Shop Boys: as baladas. Em uma sequência que contou com Do I Have To?, Kings X, The Way It Used To Be e a belíssima Jealousy, a sequência foi observada atentamente por um público que contemplava cada vez mais surpresas em um palco surpreendente e a cada novo figurino dos seus integrantes. Chris, dentro de seu cubo mágico, interagia menos, mas eficiente em seus gestos, não parecia deslocado no canto do palco.

Essa longa sequência fez com que o público se dispersasse um pouco do show, a grande maioria estava ali para conferir os clássicos mais dançantes dos ingleses e foi somente com Suburbia que o Credicard Hall voltou a se tornar uma pista de dança, All Over The World foi outra que, desconhecida do grande público, passou despercebida, empolgando menos que Se A Vida É, animada e que colocou o show em sua reta final.

Uma das surpresas da noite foi Viva La Vida do Coldplay, contando com um Neil vestido de rei e interagindo com um público eufórico. Embora a música tenha feito com que outros clássicos da banda fossem excluídos do set list, sua recepção foi incrível, preparando o público para It’s a Sin, grande ápse do show, um verdadeiro espetáculo sonoro-visual que impressionou em todos os aspectos. Agradecendo muito, todos os integrantes se retiraram do palco pela primeira vez. Após uma breve pausa, Chris e Neil retornaram ao palco para a execução de mais dois grandes clássicos do Pet Shop Boys, Being Boring e West End Girls formaram o curto bis de uma apresentação de pouco mais de 1h30.

Existem diversas formas para definir o que aconteceu no palco do Credicard Hall no dia 13 de outubro, seja como um show empolgante ou um espetáculo. O Pet Shop Boys provou que não parou no tempo e continua com belas músicas (que ficam ainda mais belas ao vivo), proporcionou um dos shows mais pirotécnicos que o Credicard Hall já viu, um verdadeiro espetáculo para os olhos e para os ouvidos. O set list pode ter frustrado àqueles que esperavam uma sequência de hits similar à épica apresentação de 2004, quando ainda se apresentavam como banda, mas é impossível ver os ingleses e não sair com a plena satisfação de ter visto um belo show de um grupo que ainda tem muito a oferecer e com uma criatividade que parece nunca esgotar.


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