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Planeta Terra 2009: Atitude e Irreverência Rock

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Publicada em 09, Nov, 2009 por Marcia Janini

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Esta edição do festival contou com a participação de grandes nomes do rock, além de inovadoras e criativas bandas, num evento em tudo marcado pela jovialidade, a começar pela escolha do local, o Playcenter, um dos maiores parques de diversão da capital paulista. Assim, esta edição apresentou ousada e diferenciada infra-estrutura, onde o público, além de assistir aos shows, ainda teve acesso aos brinquedos do parque, em total clima de alegria e descontração.

Com início às 19h00 no palco Sonora, a apresentação da banda Maxïmo Park trouxe um poderoso e suave vocal, de timbre metálico e cativante, em melodias de bons arranjos, numa sonoridade atual, embasada no indie e post-punk retrô, determinadas pela bateria cadenciada e uso de sintetizadores, em total sintonia, traduzindo-se em boas variações. Divertido e moderno, sem perder o charme da fusão com o passado. Simpático, Paul Smith cativou a platéia, demonstrando firmeza e excelente comunicação, numa boa e enérgica apresentação.

Simultaneamente, Copacabana Club apresentou a interessante mescla entre baixos, guitarras e teclados, na composição de melodias pop rock dançantes, modernas com boa ambientação em sonoridades que remetem aos anos 70 e 80. Nota para o vocal diferenciado, de timbre agudo com suave rouquidão, traduzindo às canções vigor extra e certa agressividade dark. Sintetizadores, teclados em dissonância e utilização de instrumentos inusitados, como agogôs mostram criatividade e ousadia na medida certa. Melodias e letras bem construídas revelam apuro estético. Excelente trabalho!

Uma das aguardadas atrações da noite, Primal Scream já iniciou sua bela apresentação com pontos altos de verticalização, fato comprovado na extensão de sua participação no festival. Interpretando clássicos de sua carreira, a banda mostrou excelente forma e vitalidade, com intensa participação do público e sinergia. Às canções de conversões perfeitas, repletas em recursos e efeitos, aliaram-se com maestria os poderosos vocais, a bateria cadenciada em dub e as guitarras distorcidas com a força dos sintetizadores na cadência gothic, com breaks estratégicos apoiando os refrões intensos, das letras ácidas e repletas de crítica. Nos telões laterais, imagens realizaram com grande efeito a ambientação polêmica, convidando o espectador a partilhar das “provocações” contidas nas letras. Fantástico!

Patrick Wolf, com grande categoria, pautou sua apresentação em vertentes mais aproximadas ao classic metal e hardcore, com esparsos elementos punk na condução da bateria e guitarras distorcidas de afinação padrão, além da junção com elementos extraídos da música eletrônica em samplers atuais e clássicos, em inusitadas e criativas introduções na melodia. Violino tocado de maneira não convencional uniu-se aos sintetizadores, traduzindo leveza em notas esparsas, num show de intensa energia, com excelente comunicação entre palco e platéia.

Sonic Youth, uma das pioneiras bandas do rock alternativo, subiu ao palco com apresentação ímpar, revelando energia e carisma contagiantes, angariando a imediata participação do público, que, apesar da forte chuva, mostrou-se eufórico e receptivo durante toda a duração do show. Executando grandes clássicos de sua carreira, na cadência vigorosa do punk rock, a banda traduz em suas canções o misto entre vertentes hard do rock, pitadas new wave e, claro, belíssima ambientação em sonoridades melódicas unidas às letras de linhas arrojadas e forte estilo crítico, retratando temáticas voltadas aos problemas sociais e dilemas cotidianos, traduzindo-se numa vibrante e enérgica apresentação, em tudo bem cuidada, num dos grandes momentos do festival.

Iggy Pop and The Stooges realizaram ousada e irreverente apresentação, com todo o carisma e vigor, bem ao já consagrado estilo de seu front man, despendendo energia em elétricas evoluções no palco, revelando-se mais uma vez, num show à parte. A descontração de Iggy, cheio de bossa, aliada à sua poderosa voz, de recursos ilimitados, realmente ditou a tônica do espetáculo, numa apresentação histórica, contando com a participação de grande parte da formação original da banda. Simplesmente emocionante!

Interpretando grandes clássicos da carreira, em especial, as canções do lendário álbum “Raw Power” de 1973, a banda precursora do movimento punk demonstrou toda sua técnica em execuções de tirar o fôlego, mesclando à bateria de impecável condução de Scott Asheton os acordes incendiários da guitarra de James Williamson e o belíssimo contraponto do baixo de Mike Watt.

Em momento inusitado, num aparte promovido pela intensa simpatia de Iggy pelo público brasileiro, onde os presentes foram, literalmente, convidados a participar da “festa punk”, fomos brindados com belos acordes solo de Steve Mackaye em seu sax tenor, onde o blues deliciosamente destoava da eufórica e divertida confusão, num dos gratos momentos do show. Incrível, ousada e divertida até o fim, assim transcorreu a melhor atração da noite!


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