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Clan of Xymox em São Paulo

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Publicada em 30, Sep, 2019 por Marcia Janini

Clique aqui e veja as fotos deste show.


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Na noite do último domingo, 29 de setembro, a boate The House, localizada no Bom Retiro, Zona Central da cidade, recebeu show da banda darkwave Clan of Xymox, com abertura do Jesus Complex.

Iniciando sua apresentação ao som de "Welcome to My Nightmare", canção que intitula o mais recente álbum do músico lançado neste ano, revela densidade na ácida melodia de andamento ralentado e no fraseado vocal, entremeado de rascante melancolia.

Para a dinâmica "Minutes Hours Seconds" na deliciosa cadência do darkwave, os sintetizadores desempenham fundamental importância, na manutenção da aura dançante, que flerta com elementos do electropop. Ascendendo para andamento vigoroso na finalização, com vocal intenso, vociferado, surge assim um bom momento da apresentação.

Com teclados em minimal de acordes suspensos na introdução "Restless" traz guitarra de intensos rascantes em ascendência, aliando-se à trilha dos sintetizadores, que exploram tonalidade alquebrada da bateria eletrônica em sampler, resultando em mais uma canção mordaz, tétrica.

Explorando na introdução de "Bone By Bone" o cadenciado forte e contundente de sonoridades próximas ao EBM nos sintetizadores, o vocal em tonalidades rascantes apresenta modulações pouco convencionais, em mais um momento dançante do show de abertura.

Suavizada e com aura de mistério, surge "Death's Door" uma canção densa, que ascende em variações dinâmicas propostas pelos solapados acordes da guitarra em profundos glissandos rascantes, apoiada pelos synths em dançantes evoluções.

Na dançante cadência darkwave, surge "No Hope, No Desire" fluida, com dançante apelo. Na melodia, esparsos elementos house determinados pelo cadenciado da bateria em sampler. Na finalização, solo da guitarra em distorcidos riffs mono, encerram com jovialidade a boa canção.

Mais uma dançante melodia, pautada no house introdutório em fusão com o electropop da guitarra em arranjos de vertiginosos rascantes "Till Death Do Us Part" determina mais um bom momento da apresentação.

Finalizando com a balada "Lost in Sleep" linda linha melódica desenvolvida pelos teclados em sampler, em melodia de andamento ralentado. Suavidade e doces notas suspensas, apoiadas por breaks estratégicos dão o diferencial nas conversões ao refrão. Belo momento do show!

Subindo ao palco do The House por volta das 21h00, o Clan of Xymox inicia sua apresentação ao som da clássica "Stranger", já apresentando ponto alto da apresentação.

Na dançante cadência darkwave "Your Kiss", repleta de boas variações dinâmicas bem pontuadas pelos sintetizadores, aliados ao teclado em esparsos samplers minimal nas conversões ao refrão e emoldurados pelo baixo em dub, apoiam os vocais inspirados de Ronny Moorings.

Após a execução dos grandes hits "Jasmine and Rose" e "Louise" que encerram pontos altos da apresentação surge "Emily", uma canção que alterna vigorosos e ágeis rascantes dos synths de teclado aos solapados da guitarra de Mario Usai, em uma melodia de estrutura cíclica, bem pontuada pelo baixo de Mojca Zugna em contraponto. Sensuais, os vocais de Moorings apresentam modulações diferenciadas na divisão silábica. Interessante!

Os acordes tétricos e repletos de densidade dos teclados introdutórios em sampler evoluem para cadenciado constante, apoiando o vocal de tessitura grave na urgente balada "Hail Mary".

Contundente, o instrumental em sampler da introdução de "Leave Be Me" empresta solene aura à melodia, suavizada no ralentado andamento, demonstrando um pouco da ousada criatividade da banda, em meio à técnica na condução instrumental e vocal. Great!

Para "Loneliness" grandiloquente introdução evolui de sonoridades eruditas para o ágil pop dos synths cadenciados, em intenso pulsar. Teclados em sampler de Sean Göbel permeiam a melodia em acordes de doces notas, contrastando com a vitalidade dos sintetizadores. Em um dos melhores instantes de sua performance vocal Ronny traduz vigor em inspirada interpretação. Guitarra em dedilhados simples e baixo em dub no contraponto fazem deste mais um grande momento do show.

Trazendo o pesado instrumental com influências no industrial "Obsession" flerta com sonoridades pop extraídas do dance nas conversões ao refrão, em mais um momento de grande descontração. Mais um brilhante momento da performance vocal, em modulações ousadas. Recuos na cadência e breaks estratégicos apoiam a força do refrão. Bom momento do show!

Clássica "Muscoviet Musquito" traz o bem colocado vocal em guturais e diferenciada modulação em alternância entre tonalidades graves e abertas, num show de técnica e dinamismo. O instrumental pautado na fusão entre darkwave e industrial surge brilhante, demonstrando perfeito domínio da técnica e ambientação, em um dos grandes momentos de comunicação da banda com seu público.

Além destes sucessos, constaram do bem selecionado setlist da apresentação, canções como "Going Round", "This World", "In Love We Trust" e "Farewell".


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