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Legacy of the Beast: Iron Maiden em São Paulo

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Publicada em 07, Oct, 2019 por Marcia Janini


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No último domingo, 05 de outubro, o Estádio do Morumbi em São Paulo recebeu mais um show da turnê mundial "Legacy of the Beast" do Iron Maiden, após sua passagem pelo palco do Rock em Rio.

Abrindo a noite, a banda The Raven Age, formada entre outros por George Harris (filho de Steve Harris, o lendário baixista do Iron Maiden) sobe ao palco por volta das 18h30, ao som da vigorosa "Betrayal of the Mind".

Com riffs rascantes das guitarras e bateria em conversões nada óbvias "Surrogate", apresenta cadência linear para bem elaborada letra, em uma composição repleta de dinamismo e agilidade.

Para a linda e urgente letra, a balada "The Day the World Stood Still" apresenta instrumental grandioso bem pontuado pela bateria ágil de cadência alquebrada e conversões constantes de Jai Patel, aliada ao belíssimo trabalho da guitarra de George Harris em intensos dedilhados repletos de cromatismos. Em profundas variações dinâmicas na finalização, bateria com baixo contrapontístico em dub emoldura os riffs rascantes da guitarra, apoiando com grande técnica o poderoso vocal de Matt James em inspirados vocalizes, em um bom momento de sua apresentação.

Outra canção introspectiva "The Face That Launched a Thousand Ships" com ambientação soft, esbanja velada sensualidade no bem posicionado vocal de James, explorando tessituras altas. O lindo diálogo entre as guitarras melódica e rítmica de George Harris e Tony Maue aliado à delicada condução da bateria fazem deste mais um bom momento do show.

Para a efusiva "Fleur de Lis"
as bases do heavy metal surgem em riffs rascantes das guitarras e bateria vigorosa em andamento frenético. O baixo em dub de Matt Cox alia-se em ágeis dedilhados doom, encorpando a melodia e sustentando o poderoso vocal.

Com intensidade, os primeiros acordes da guitarra de "Grave of the Fireflies" são executados apoiando o vocal repleto de modulações, criando ambientação delicadamente tétrica. Ascendendo com energia, a bateria de Patel em ágil andamento alia-se aos poderosos acordes em rascantes e solapados das guitarras, em frenética agilidade.

Flertando com sonoridades pop atuais e elementos do hardcore "Seventh Heaven" surge alternando variações dinâmicas entre a suavidade das baladas pop e a cadência frenética bem desenvolvida pela firme condução da bateria.

Encerrando sua apresentação, a banda presenteia o público com a técnica e perfeita execução para a dinâmica "Angel in Disgrace", com riffs rascantes e encadeados das guitarras altas na introdução, apoiadas pelo cadenciado frenético da bateria em show ímpar de agilidade. Em um dos melhores momentos de sua performance vocal James empresta em ágeis modulações e fraseado vocal constante dinamismo e jovialidade à enérgica composição. Good!

Subindo ao palco ao som do grande hit, a explosiva "Aces High" por volta das 20h15, o Iron Maiden prossegue ao som da enérgica "Where Eagles Dare", em cadenciado constante da bateria de Nicko McBrain e alucinantes riffs da guitarra de Dave Murray emoldurando o vocal contundente de Bruce Dickinson.

Outro grande sucesso da carreira "2 Minutes to Midnight" surge com a frenética linha desenvolvida pelas guitarras em dedilhados e solapados de grande efeito. Responsável pelas vertiginosas variações dinâmicas a bateria de Nicko McBrain surge enfurecida, em conversões perfeitas, promovendo verdadeira avalanche sonora... Em mais um momento feliz de sua performance vocal, Dickinson explora tessituras altas em toda a sua potência para este arrebatador instante do show, com divisão silábica e modulações precisas, além dos vocalizes em ascendência... Amazing!!!

Com sua ambientação tétrica bem pontuada pela força dos teclados de Michael Kenney aliados às guitarras em minimal no dedilhado, a introdução para "The Clansman" cria toda uma aura de velado mistério. Ascendendo para vigoroso andamento heavy as guitarras distorcidas de Dave Murray e Adrian Smith adotam os ágeis dedilhados, apoiadas pelo baixo de Steve Harris em dub no contraponto com a bateria cadenciada, de andamento constante.

Para a explosiva performance de "The Trooper" em mais um momento arrebatador da apresentação, que contou com o incrível diálogo das guitarras de Adrian Smith e Janick Gers, explodindo em ágeis semicolcheias de acordes encadeados, repletos de variações em cromatismo na correspondência à bateria, surge o perfeito apoio para mais uma incrível interpretação de Dickinson.

Na performática execução de "Revelations" ocorre a rápida mudança de cenário, que surpreende a todos com o belíssimo trabalho da cenotécnica ao reproduzir o interior de uma catedral gótica, com capitéis e coloridos vitrais, num espetáculo que primou também pelo visual, agradando aos olhos, ouvidos e mentes.

No instrumental, o andamento ralentado determinado pela bateria aliado às potentes guitarras, ascende para frenético andamento em variação dinâmica vertiginosa, traduzindo à melodia elementos esparsos do progressive metal. Em cascatas, os riffs solapados das guitarras realizam o diálogo com a bateria, alquebrada... Dickinson brilha mais uma vez em perfeita projeção, trazendo solfejos inspirados. Amazing!

"For the Greater Good of God", raramente executada pela banda em mais uma grata surpresa aos cerca de 60 mil fãs que acorreram ao estádio, encerra momento introspectivo e de rara beleza na mini suíte, que em cada um de seus movimentos bem pontuados pela exímia condução da bateria de McBrain, apresentou também a maestria das guitarras melódicas (Murray e Smith) e rítmica (Janick Gers). Melodioso, sensual e deliciosamente técnico o vocal de empostação perfeita de Bruce apresentou mais um grande e personalizado trabalho...

Bom momento surge na execução de "The Wicker Man", com ares de grande hino, na contagiante cadência do heavy de linhas clássicas, com precisas conversões da bateria, baixo em doom de Steve Harris no contraponto e o poderoso vocal de Bruce.

Após a emblemática e extensa execução de "Sign of the Cross", trazendo ao palco a temática religiosa de forma reflexiva, surge o sucesso "Flight of Icarus", em uma melodia de andamento constante. Digna de menção a performance individual da guitarra melódica de Dave Murray explodindo em semicolcheias encadeadas de grande efeito sonoro. Descontraída, a melodia traduz mais um bom momento à apresentação.

Na sequencia, a tríde de clássicos que a consagrou como uma das maiores bandas em seu segmento: "Fear of the Dark", "The Number of the Beast" e "Iron Maiden", encerram com propriedade a histórica apresentação.

Para o momento do bis, foram reservadas as clássicas "The Evil That Men Do", "Hallowed Be Thy Name" e "Run To The Hills".


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