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Summer Tour: Dave Mattews Band no Ginásio do Ibirapuera

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Publicada em 29, Sep, 2019 por Marcia Janini


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Subindo ao palco do Ginásio do Ibirapuera por volta das 21h45 do dia 27 de setembro, a Dave Mattews Band inicia sua apresentação ao som de "Wherehouse" com o belíssimo trabalho dos metais, que traduziu a beleza do trompete de Rashawn Ross em tonalidades latinas, aliado à guitarra de Tim Reynolds em interessante cromatismo e à percussão em uma inspirada jam session na porção final da canção. Vigoroso, o violão de aço em solapados acordes imprime ainda maior dinamismo à canção.

Para "Louisiana Bayou", num namoro com sonoridades pop, a melodia evolui de forma descontraída, bem permeada pelo diálogo poderoso entre o teclado de Buddy Strong e os metais, em uma canção swingada, emprestando aura de contemporaneidade à canção. Na finalização, o sincopado dos metais seguido por arranjos em estrutura cíclica apresentado com propriedade pelo trompete traduz ainda maior charme à melodia.

Em rondó na introdução, o forte apelo da pulsante bateria de Carter Beauford desenvolve constância no andamento ralentado da melodia suavizada de "That Girl is You". Dave Mattews em momento inspirado de sua performance vocal, repleta de solfejos e vocalizes que exploram altas tessituras, ambienta o momento intimista da apresentação.

Para o grande hit "#41", em um dos principais pontos de efusiva participação do público, mais uma inspirada interpretação de Dave Mattews em modulações técnicas, permeadas pelos acordes sensuais do sax tenor de Jeff Coffin. Na finalização o belíssimo solo do teclado de Strong em sincopados e ágeis acordes surge como bom diferencial. Great!

Em "So Much to Say" momento de indescritível sensação de jovialidade e descontração no instrumental desenvolvido pela bateria em primorosas conversões aliada às guitarras de Reynolds e Mattews em solapados intensos. Pontuando com graça a blueseira melodia, os metais brilham em tonalidades abertas, explorando agudos em grande agilidade, finalizando com o delicioso solo da frenética bateria de Beauford aliado aos envenenados metais, em mais uma deliciosa jam session. O baixo em dub de Stefan Lessard traduz o pesado groove soul à melodia, auxiliando à manutenção da potência desta avalanche sonora. No vocal de Dave, o delicioso acento country em divisões silábicas pouco comuns, vocalizes e agilidade no fraseado. Intenso!

Para a delicada balada "Too Much" os violões introdutórios aliam-se ao fraseado vocal traduzindo sonoridade extraída do country. Cadenciada em conversões precisas, a bateria mantém o suave e ralentado andamento da melodia. Emoldurando o precioso momento vocal de Mattews, os teclados surgem ágeis, em acordes doces.

Em "Stay or Leave", uma canção que flerta com sonoridades pop, se observa o intenso trabalho do conjunto formado por bateria e baixo em doom no contraponto. Brilhantes, os arranjos do sax tenor de Coffin em ágeis evoluções traduzem charmoso dinamismo à canção.

A despretensiosa "So Right" traduz em sua linha melódica a cadência do soft rock de tímidas variações dinâmicas em sonoridade urbana, contemporânea, com suaves piradas de r&b nas conversões. Com a simplicidade da melodia, em criativos vocalizes e modulações, surge mais um bom momento da apresentação. Na finalização, a presença de rascantes e rápidos acordes dos metais.

Na execução da urgente "Do You Remember", em intensas variações dinâmicas na cadência do country rock com elementos extraídos do progressivo, surge grata surpresa na noite, demonstrando um pouco da enorme versatilidade da banda. Amazing!

Após "You Never Know" a intensa balada "Kill the Preacher" que traduz no fraseado vocal rápido de Mattews a urgência da letra, apresenta mais um ponto alto da apresentação com intensa sinergia palco/platéia.

Em vigorosos solapados na introdução, ascendendo para linhas pautadas no pop, a deliciosa e dinâmica "What Would You Say" traz sensual e descontraída atmosfera, num preciso trabalho da percussão. O frenesi provocado pelo solo de harmônica (gaita) de Gabriel Grossi nas conversões ao refrão determinam despojada aura blueseira. Great!

Além destas canções, constaram do apropriado setlist "Can't Stop", "You & Me", "Rapunzel" e "Ants Marching" dentre outros sucessos, em uma apresentação dinâmica e repleta de criativos momentos.


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