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<title>Musicão</title>
<link>http://www.musicao.com.br/</link>
<description>Musicão</description>
<language>pt-br</language>
<copyright>All Content copyright 2010 Musicão</copyright>

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  <title>Dark Tranquillity: Pesados e inovadores a cada disco</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=2259&amp;t=darktranquillity%3Apesadoseinovadoresacadadisco</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/dark-tranquility_thumb.jpg' align='right' width='60'/>Considerado um dos grupos mais influentes do cen&amp;aacute;rio do Metal Mundial dos &amp;uacute;ltimos tempos, o Dark Tranquillity aproveita o lan&amp;ccedil;amento do excelente &amp;aacute;lbum We are the Void para realizar mais uma extensa turn&amp;ecirc; pelo Mundo e que, no pr&amp;oacute;ximo m&amp;ecirc;s, desembarcar&amp;aacute; pela primeira vez no Brasil.

Durante a entrevista, o eximio guitarrista Niklas Sundin falou da receptividade do novo trabalho, os shows pelos EUA, as compara&amp;ccedil;&amp;otilde;es com os compatriotas In Flames, a expectativa pela estreia no Brasil, etc.

&amp;lt;i&amp;gt;por Cost&amp;aacute;bile Salzano Jr&amp;lt;/i&amp;gt;
 
&amp;lt;b&amp;gt;We are the Void &amp;eacute; um excelente &amp;aacute;lbum. S&amp;atilde;o caracter&amp;iacute;sticas do som conseguir combinar o equipamento experimental do Projector, o peso do Damage Done, com a atmosfera do Haven. Como voc&amp;ecirc; trabalhou nas novas m&amp;uacute;sicas para chegar a este som peculiar?&amp;lt;/b&amp;gt;
Obrigado! O m&amp;eacute;todo de trabalho atual n&amp;atilde;o difere muito de nossos &amp;aacute;lbuns anteriores. N&amp;oacute;s praticamente tivemos o mesmo processo durante os &amp;uacute;ltimos 20 anos. Todos os integrantes inventaram riffs b&amp;aacute;sicos e ideias em casa, e ent&amp;atilde;o levamos o material para a sala de ensaio para transform&amp;aacute;-lo em m&amp;uacute;sicas de verdade. N&amp;oacute;s realmente nunca planejamos com anteced&amp;ecirc;ncia todo &amp;aacute;lbum; ele se comp&amp;otilde;e quando iniciamos o processo.
 
&amp;lt;b&amp;gt;Qual &amp;eacute; a receptividade do material at&amp;eacute; agora em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao anterior, Fiction?&amp;lt;/b&amp;gt;
A resposta tem sido geralmente muito positiva - especialmente na Su&amp;eacute;cia, os coment&amp;aacute;rios foram os melhores que j&amp;aacute; recebemos - mas &amp;eacute; claro que &amp;eacute; imposs&amp;iacute;vel para qualquer banda com uma longa hist&amp;oacute;ria satisfazer a todos. We are the Void &amp;eacute; um pouco diferente e as can&amp;ccedil;&amp;otilde;es demoram um pouco para voc&amp;ecirc; se acostumar e apreci&amp;aacute;-las plenamente. Fiction foi muito mais direto e &amp;oacute;bvio.

&amp;lt;b&amp;gt;No Fiction, as letras focaram em pessoas fict&amp;iacute;cias e imagin&amp;aacute;rias. Neste novo &amp;aacute;lbum, voc&amp;ecirc; voltou a escrever sobre si mesmo, como voc&amp;ecirc; costumava fazer? Por que voc&amp;ecirc; gosta mais de escrever letras pessoais?&amp;lt;/b&amp;gt;
Eu n&amp;atilde;o tenho certeza qual a vis&amp;atilde;o do Mikael mas, na minha opini&amp;atilde;o, as letras do We are the Void s&amp;atilde;o mais egoc&amp;ecirc;ntricas e universais. Isto se reflete no contraste &amp;quot;I am the void / &amp;quot;We are the void&amp;quot;.
 
&amp;lt;b&amp;gt;Por muitos anos, o Dark Tranquillty e o In Flames tiveram carreiras bastante comparadas, muito por causa do Anders Friden e tamb&amp;eacute;m pelo surgimento das duas bandas acontecer na mesma &amp;eacute;poca. Quais s&amp;atilde;o os seus pontos de vista sobre este assunto?&amp;lt;/b&amp;gt;
Honestamente, eu n&amp;atilde;o tenho muita opini&amp;atilde;o sobre isso. O pessoal do In Flames s&amp;atilde;o bons amigos e eles fizeram algo surpreendente com sua carreira, mas sempre fomos duas bandas muito diferentes. Havia muitas coisas comuns na &amp;eacute;poca - Mikael cantava no primeiro &amp;aacute;lbum, eu escrevi as letras para dois deles e Anders tocou bateria em algumas m&amp;uacute;sicas do Subterreanan - mas por um tempo ficou muito chato quando as pessoas constantemente nos comparavam, mesmo havendo um milh&amp;atilde;o de bandas com sonoridade similar ao In Flames, mais do que a nossa.

&amp;lt;b&amp;gt;Durante os &amp;uacute;ltimos anos, a Su&amp;eacute;cia tem ditado as regras da cena atual de Metal. Como voc&amp;ecirc; pode explicar este fato e por que tantas novas bandas de qualidade est&amp;atilde;o surgindo do seu pa&amp;iacute;s de origem?&amp;lt;/b&amp;gt;
Eu realmente n&amp;atilde;o concordo que h&amp;aacute; muitas bandas boas na Su&amp;eacute;cia. O gosto de cada pessoa &amp;eacute; diferente, mas a maioria das bandas suecas n&amp;atilde;o me interessam muito. Normalmente, elas t&amp;ecirc;m grande musicalidade, mas nenhuma vis&amp;atilde;o art&amp;iacute;stica real ou foco. A raz&amp;atilde;o para a quantidade de bandas pode ser o padr&amp;atilde;o material relativamente elevado, mas s&amp;oacute; estou especulando.
 
&amp;lt;b&amp;gt;De 1989 at&amp;eacute; hoje, quais foram os momentos mais importantes na carreira do Dark Tranquillity? Por qu&amp;ecirc;?&amp;lt;/b&amp;gt;
Eu acho que conseguir o primeiro contrato seria o evento mais importante, no que diz respeito &amp;agrave; carreira. &amp;quot;Skydancer&amp;quot; fez as coisas realmente decolarem no momento do lan&amp;ccedil;amento e ele nos levou de uma banda underground para uma banda que lan&amp;ccedil;ou um &amp;aacute;lbum de verdade, o que n&amp;atilde;o era comum na &amp;eacute;poca.
 
&amp;lt;b&amp;gt;Quando voc&amp;ecirc; decidiu fundar o Dark Tranquillity, qual era seu objetivo? Voc&amp;ecirc; esperava ter uma recep&amp;ccedil;&amp;atilde;o t&amp;atilde;o grande rapidamente?&amp;lt;/b&amp;gt;
N&amp;oacute;s n&amp;atilde;o t&amp;iacute;nhamos quaisquer objetivos sen&amp;atilde;o tentar nos divertir e sermos criativos. Nenhum de n&amp;oacute;s podia tocar nossos instrumentos quando come&amp;ccedil;amos, por isso at&amp;eacute; mesmo gravar uma demo ou fazer um show ao vivo parecia irreal.
 
&amp;lt;b&amp;gt;Ao contr&amp;aacute;rio de v&amp;aacute;rias bandas, o line up do Dark Tranquillity n&amp;atilde;o mudou muito. Por que?&amp;lt;/b&amp;gt;
N&amp;oacute;s somos frequentemente questionados sobre isso e eu realmente n&amp;atilde;o sei. A &amp;uacute;nica resposta seria que n&amp;oacute;s nos conhecemos bem e temos uma boa din&amp;acirc;mica de banda e de coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Todos contribuem para a m&amp;uacute;sica e temos algo a dizer, e todo mundo tem os p&amp;eacute;s no ch&amp;atilde;o, sem qualquer ego de rockstar.
 
&amp;lt;b&amp;gt;Como voc&amp;ecirc; se sente sabendo que s&amp;atilde;o capazes de influenciar a m&amp;uacute;sica de tantas novas bandas?&amp;lt;/b&amp;gt;
N&amp;atilde;o &amp;eacute; algo que pensamos muito. Naturalmente, nos sentimos lisonjeados mas, ao mesmo tempo, isso realmente n&amp;atilde;o nos afeta.
 
&amp;lt;b&amp;gt;Como as mudan&amp;ccedil;as no Heavy Metal nas &amp;uacute;ltimas d&amp;eacute;cadas modificou o som do Dark Tranquillity?&amp;lt;/b&amp;gt;
Pergunta complicada... Eu acho que as mudan&amp;ccedil;as na tecnologia de grava&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;atilde;o o principal fator. Alguns dos primeiros &amp;aacute;lbuns foram gravados em fita, 100% anal&amp;oacute;gicos, enquanto os posteriores s&amp;atilde;o digitais. Isto n&amp;atilde;o tem qualquer efeito sobre a composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas &amp;eacute; a &amp;uacute;nica mudan&amp;ccedil;a geral eu posso pensar que tem afetado nosso som.
 
&amp;lt;b&amp;gt;Por que voc&amp;ecirc; decidiu relan&amp;ccedil;ar os &amp;aacute;lbuns Projector (1999), Haven (2000) e Damage Done (2002) em uma vers&amp;atilde;o de luxo?&amp;lt;/b&amp;gt;
A gravadora precisava fazer reimpress&amp;otilde;es de qualquer maneira, ent&amp;atilde;o n&amp;oacute;s pensamos que seria uma boa ideia adicionar todo o material que foi gravado ao mesmo tempo, mas que por um motivo ou outro n&amp;atilde;o foi inclu&amp;iacute;do nas vers&amp;otilde;es originais dos &amp;aacute;lbuns.

&amp;lt;b&amp;gt;Qual foi o momento mais curioso na sua carreira at&amp;eacute; agora?&amp;lt;/b&amp;gt; 
Houve muita loucura e caos, por isso &amp;eacute; dif&amp;iacute;cil escolher um &amp;uacute;nico momento. &amp;Eacute; provavelmente o momento geral de criar algo que mexe com muitas pessoas e ser capaz de viajar pelo mundo.
 
&amp;lt;b&amp;gt;No ano passado, voc&amp;ecirc; lan&amp;ccedil;ou o DVD Where Death is Most Alive. Como voc&amp;ecirc; trabalhou para este lan&amp;ccedil;amento? Voc&amp;ecirc; est&amp;aacute; feliz com os resultados e o feedback?&amp;lt;/b&amp;gt;
Com certeza! Foi tudo o que esper&amp;aacute;vamos e muito mais e o feedback foi surpreendente. Mesmo aqueles que n&amp;atilde;o gostam da nossa m&amp;uacute;sica admitiram que &amp;eacute; um dos DVDs ao vivo mais profissionais que j&amp;aacute; ouviram, por isso estamos felizes. Todo o projeto levou muito tempo, mas certamente valeu a pena.
 
&amp;lt;b&amp;gt;Como est&amp;aacute; indo a turn&amp;ecirc; pelos E.U.A?&amp;lt;/b&amp;gt;
Est&amp;aacute; indo muito bem. Muita gente nos shows e uma boa atmosfera. Fizemos quase metade da viagem E.U.A./Canad&amp;aacute; e agora estamos a caminho de Toronto.
 
&amp;lt;b&amp;gt;O que o p&amp;uacute;blico pode esperar da primeira vez do Dark Tranquillity no Brasil? Certamente, os f&amp;atilde;s podem esperar algo especial, n&amp;atilde;o &amp;eacute;?&amp;lt;/b&amp;gt; 
Claro que sim! A primeira vez &amp;eacute; sempre especial! (muitos risos) S&amp;eacute;rio, n&amp;oacute;s esper&amp;aacute;vamos tocar no Brasil h&amp;aacute; muito tempo e ficamos desapontados que nossa turn&amp;ecirc; anterior pela Am&amp;eacute;rica do Sul n&amp;atilde;o p&amp;ocirc;de incluir seu pa&amp;iacute;s, por isso estamos ansiosos para fazer um show verdadeiramente especial.

&amp;lt;b&amp;gt;Voc&amp;ecirc;s gostam de futebol? Na &amp;eacute;poca que voc&amp;ecirc;s estiverem tocando na Am&amp;eacute;rica do Sul, a Copa do Mundo estar&amp;aacute; acontecendo ao mesmo tempo. Como voc&amp;ecirc; se sente j&amp;aacute; que a Su&amp;eacute;cia, mesmo com alguns bons jogadores, n&amp;atilde;o foi classificada? Acredito que ser&amp;aacute; uma experi&amp;ecirc;ncia interessante, n&amp;atilde;o acha?&amp;lt;/b&amp;gt;
(risos) Desculpe, mas n&amp;atilde;o tenho nenhum interesse em esportes. Sinceramente, nem sabia que a Copa do Mundo estava chegando. Alguns dos outros caras da banda tem grande interesse pelo futebol, ent&amp;atilde;o eles provavelmente tem planos de assistirem quantos jogos forem poss&amp;iacute;vel, mas eu n&amp;atilde;o.
 
&amp;lt;b&amp;gt;Quais s&amp;atilde;o os projetos futuros da banda?&amp;lt;/b&amp;gt;
Bem, a prioridade agora &amp;eacute; tocar ao vivo, e o restante de 2010 est&amp;aacute; praticamente lotado. Depois de chegar em casa na Su&amp;eacute;cia, n&amp;oacute;s temos festivais por todo o ver&amp;atilde;o, antes de embarcar em uma grande turn&amp;ecirc; pela Europa.
 
&amp;lt;b&amp;gt;Deixe uma mensagem aos f&amp;atilde;s.&amp;lt;/b&amp;gt; 
Obrigado pelo apoio! Vejo voc&amp;ecirc;s em breve!</description>
  <guid>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=2259&amp;t=darktranquillity%3Apesadoseinovadoresacadadisco</guid>
  <pubDate>Wed, 02 Jun 2010 11:00:37 PDT</pubDate>
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  <title>Demi Lovato sob os holofotes</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=2255&amp;t=demilovatosobosholofotes</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/demi-lovato2_thumb.jpg' align='right' width='60'/>Durante sua passagem pelo Brasil, a cantora teen norte-americana Demi Lovato falou de forma descontra&amp;iacute;da sobre sua carreira, m&amp;uacute;sica e paix&amp;atilde;o pelo nosso pa&amp;iacute;s durante entrevista no hotel onde est&amp;aacute; hospedada em S&amp;atilde;o Paulo, horas antes do show que realiza na cidade, al&amp;eacute;m de receber o disco de ouro pela vendagem do &amp;aacute;lbum &amp;quot;Here We Go Again&amp;quot; (2009).

Sobre suas influ&amp;ecirc;ncias musicais, Demi disse que cresceu ouvindo R’n’B, Anne Clark, Anne Clark. J&amp;aacute; ouviu muito o bom e velho heavy metal, citando a banda Job For A Cowboy, mas hoje n&amp;atilde;o se inspira tanto no estilo. Sobre novo disco, Demi comentou que j&amp;aacute; est&amp;aacute; compondo novas m&amp;uacute;sicas para o seu terceiro &amp;aacute;lbum, algumas inclusive durante esta passagem pelo Brasil. Este novo &amp;aacute;lbum ainda n&amp;atilde;o tem previs&amp;atilde;o para lan&amp;ccedil;amento, mas espera que ocorra durante os pr&amp;oacute;ximos 12 meses.

A cantora falou tamb&amp;eacute;m que ainda conhece pouco sobre o nosso pa&amp;iacute;s, mas que durante esta passagem pretende ouvir um pouco mais da nossa m&amp;uacute;sica e cultura (com direito a comprar pequenas lembran&amp;ccedil;as para os familiares), e quem sabe essas pesquisas musicais possam vir a influenci&amp;aacute;-la no futuro. Como ela j&amp;aacute; gravou can&amp;ccedil;&amp;otilde;es em espanhol, h&amp;aacute; sempre a possibilidade de voltar a gravar na l&amp;iacute;ngua dos nossos hermanos, e talvez at&amp;eacute; em portugu&amp;ecirc;s.

Perguntada sobre a fama, Lovato comentou que o lado bom da fama &amp;eacute; justamente conhecer o mundo, e conhecer pessoas de diferentes pa&amp;iacute;ses e culturas, colhendo novos amigos em cada pa&amp;iacute;s que visita. O que ela menos gosta &amp;eacute; justamente ser o centro da aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o, e estar sempre sob as lentes.

<img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/demi-lovato1_thumb.jpg' align='right' width='60'/>Sobre o seu futuro, e a transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o da sua carreira, do p&amp;uacute;blico jovem para um mais adulto, Demi afirma n&amp;atilde;o ter receio, e que este &amp;eacute; um processo natural de todo artista, j&amp;aacute; que o seu p&amp;uacute;blico cresce junto. 

Um tema delicado para a cantora &amp;eacute; o tema do bulling, muito em voga hoje em dia, e ela garante que faz de tudo que pode ao seu alcance para divulgar campanhas anti-bulling, tanto nos shows, como em campanhas em escolas e palestras; tendo como base inspiradora sua irm&amp;atilde; mais nova, que espera que n&amp;atilde;o seja alvo de nenhuma maldade por conta dos colegas de escola.

Sobre o show do Rio de Janeiro e S&amp;atilde;o Paulo, Demi diz que est&amp;aacute; adorando fazer esta turn&amp;ecirc; pr&amp;oacute;pria pelo Brasil, sem a companhia de outras bandas – a passagem anterior foi realizada juntamente com o Jonas Brothers – e que com certeza levar&amp;aacute; algum f&amp;atilde; ao palco, pois &amp;eacute; sempre uma surpresa o que acontece neste momento de cada apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o.</description>
  <guid>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=2255&amp;t=demilovatosobosholofotes</guid>
  <pubDate>Fri, 28 May 2010 18:06:25 PDT</pubDate>
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  <title>Entevista com Braincell</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=1963&amp;t=entevistacombraincell</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/braincell_thumb.jpg' align='right' width='60'/>Confira entrevista de uma das atra&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Earthdance 2009, Ralph K., do Braincell!

&amp;lt;b&amp;gt;Quando voc&amp;ecirc; come&amp;ccedil;ou a produzir? Quais eram suas inspira&amp;ccedil;&amp;otilde;es naquela &amp;eacute;poca? Continua com o mesmo estilo que come&amp;ccedil;ou?&amp;lt;/b&amp;gt;
&amp;lt;b&amp;gt;Braincell:&amp;lt;/b&amp;gt; Comecei a produzir h&amp;aacute; 13 anos atr&amp;aacute;s, migrando do rock para a m&amp;uacute;sica eletr&amp;ocirc;nica. Busco inspira&amp;ccedil;&amp;otilde;es em tudo que est&amp;aacute; a minha volta. Fazer m&amp;uacute;sica para mim &amp;eacute; um momento de reflex&amp;atilde;o e o psytrance me d&amp;aacute; muitas possibilidades de colocar em pr&amp;aacute;tica minhas id&amp;eacute;ias, sentimentos, etc. Continuo com o mesmo estilo que sempre gostei e acreditei.

&amp;lt;b&amp;gt;Como voc&amp;ecirc; define seu estilo musical, muitas pessoas classificam como full on.. outros dark. O que &amp;eacute; o Braincell nas suas pr&amp;oacute;prias palavras.&amp;lt;/b&amp;gt;
&amp;lt;b&amp;gt;Braincell:&amp;lt;/b&amp;gt; Hmmmm.. bem acho que &amp;eacute; psychedelic trance... nao gosto me rotular como dark ou full on.. porque &amp;eacute; simplesmente psychedelic. Pode ser bom para o dia e para a noite certo? &amp;Eacute; um passeio entre as vertentes. Mas s&amp;oacute; para constar, gosto de melodias mais old school, que permeavam as primeiras produ&amp;ccedil;&amp;otilde;es de psytrance, ent&amp;atilde;o posso dizer que &amp;eacute; o que mais me influencia musicalmente.

&amp;lt;b&amp;gt;Como &amp;eacute; a cena psicod&amp;eacute;lica no seu pa&amp;iacute;s? Qual estilo est&amp;aacute; em alta?&amp;lt;/b&amp;gt;
&amp;lt;b&amp;gt;Braincell:&amp;lt;/b&amp;gt; Bom aqui as pessoas gostam de queijo (&amp;quot;cheese&amp;quot;) ent&amp;atilde;o as pessoas preferem hoje em dia o progressive, que &amp;eacute; um som mais &amp;quot;cheesy&amp;quot;. Mas h&amp;aacute; 5 anos atr&amp;aacute;s havia muito psyhedelic trance aqui. E parece que est&amp;aacute; come&amp;ccedil;ando a crescer de novo. Vamos esperar e trabalhar para ver.

&amp;lt;b&amp;gt;Como voc&amp;ecirc; se sente sendo parte da Earhdance? Quais suas expectativas para S&amp;atilde;o Paulo?&amp;lt;/b&amp;gt;
&amp;lt;b&amp;gt;Braincell:&amp;lt;/b&amp;gt; Me sinto honrado de tocar na Earthdance no Brazil. Sempre segui a Earthdance aqui na Europa e j&amp;aacute; me apresentei com Rastaliens na Holanda duas vezes. Uma plat&amp;eacute;ia am&amp;aacute;vel e diferenciada. Tenho certeza que em S&amp;atilde;o Paulo n&amp;atilde;o ser&amp;aacute; diferente. Pessoas conectadas na dan&amp;ccedil;a pela paz.

&amp;lt;b&amp;gt;Em quais pa&amp;iacute;ses voc&amp;ecirc; j&amp;aacute; se apresentou, e onde gostou mais?&amp;lt;/b&amp;gt;
&amp;lt;b&amp;gt;Braincell:&amp;lt;/b&amp;gt; J&amp;aacute; toquei na &amp;Aacute;frica do Sul, Austr&amp;aacute;lia, &amp;Iacute;ndia, Gr&amp;eacute;cia, R&amp;uacute;ssia, Maced&amp;ocirc;nia, It&amp;aacute;lia, Espanha, Prtuga, Fran&amp;ccedil;a, Alemanha, Rep&amp;uacute;blica Tcheca, UK, Holanda, B&amp;eacute;lgica, Cro&amp;aacute;cia, Hungria, EUA e Brasil.
Os lugares que gostei muito foram &amp;Aacute;frica do Sul e Austr&amp;aacute;lia.. com paisagens maravilhosas.. pessoas de bem e uma natureza e clima perfeitos.

&amp;lt;b&amp;gt;Voc&amp;ecirc; tamb&amp;eacute;m toca dj sets? Do Que gosta mais dj ou live?&amp;lt;/b&amp;gt;
&amp;lt;b&amp;gt;Braincell:&amp;lt;/b&amp;gt; Sim sim.. eu toco dj sets e gosto muito. &amp;Eacute; divertido  tentar contar uma hist&amp;oacute;ria com m&amp;uacute;sica durante duas horas. Mas os live sets ainda s&amp;atilde;o meus favoritos J Normalmente fa&amp;ccedil;o os dois em uma festa, isso siginifica mais tempo para entrar realmente na m&amp;uacute;sica.. porqe &amp;agrave;s vezes o live dura s&amp;oacute; uma hora, e quando a pista est&amp;aacute; esquentando voc&amp;ecirc; tem que parar... o ideal s&amp;atilde;o os dois na seq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia... quando possivel.

&amp;lt;b&amp;gt;Conte sobre seus projetos paralelos: Rastaliens e Solar Spectrum.&amp;lt;/b&amp;gt;
&amp;lt;b&amp;gt;Braincell:&amp;lt;/b&amp;gt; Bem, o Rastaliens &amp;eacute; meu projeto com o Jay, com quem toco j&amp;aacute; h&amp;aacute; muitos anos e agora estamos preparando um novo &amp;aacute;lbum que tentaremos lan&amp;ccedil;ar at&amp;eacute; o final desse ano.
Solar Spectrum &amp;eacute; um projeto que comecei h&amp;aacute; 2 anos atr&amp;aacute;s, quando comecei a me interessar por progressive trance. A Austr&amp;aacute;lia me fez ver esse lado...
Os dois projetos est&amp;atilde;o indo muito bem e no futuro vamos ver o que acontece.

&amp;lt;b&amp;gt;Voc&amp;ecirc; gosta de minimal techno? Como voc&amp;ecirc; v&amp;ecirc; artistas de psytrance mudando completamente o estilo para o &amp;quot;techno&amp;quot; de hoje em dia?&amp;lt;/b&amp;gt;
&amp;lt;b&amp;gt;Braincell:&amp;lt;/b&amp;gt; Sim eu gosto de minimal techno.. por que n&amp;atilde;o??? As vezes acho at&amp;eacute; mais psicod&amp;eacute;lico do que esse full on cheio de f&amp;oacute;rmulas que vemos em tantos dancefloors hoje em dia....n&amp;atilde;o sei porque artistas migram para esse estilo, mas enquanto estiverem em atividade isso &amp;eacute; o que mais deve importar para eles...

&amp;lt;b&amp;gt;Voc&amp;ecirc; tem planos para lan&amp;ccedil;ar algum album? Para quando? Conte mais.&amp;lt;/b&amp;gt;
&amp;lt;b&amp;gt;Braincell:&amp;lt;/b&amp;gt; Planos sempre tenho muitos.. estou disposto a produzir um novo &amp;aacute;lbum que at&amp;eacute; j&amp;aacute; comecei, mas levar&amp;aacute; um tempo para terminar ent&amp;atilde;o realmente n&amp;atilde;o posso dizer quando ser&amp;aacute; lan&amp;ccedil;ado porque ser&amp;aacute; um longo trabalho. Mas muitas tracks j&amp;aacute; est&amp;atilde;o escaladas para serem lan&amp;ccedil;adas em compila&amp;ccedil;&amp;otilde;es de labels como Phar Psyde, Tribe of Frog, Free Freak etc.. vale a pena checar.
O segundo &amp;aacute;lbum do Solar Spectrum tamb&amp;eacute;m est&amp;aacute; em progresso e tamb&amp;eacute;m algumas tracks de ambient... &amp;eacute; parece que tenho bastante trabalho pela frente...

&amp;lt;b&amp;gt;Deixe uma mensagem para todos os Earthdancers que est&amp;atilde;o indo te ver.&amp;lt;/b&amp;gt;
&amp;lt;b&amp;gt;Braincell:&amp;lt;/b&amp;gt; Vamos fazer todos uma festa linda!! E &amp;eacute; claro tomar muitas caipirinhas... tragam seus sorrisos e podem esperar muita m&amp;uacute;sica nova misturadas com minhas musicar mais antigas... mas com certeza temos que tomar caipirinha!
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&amp;lt;/applet&amp;gt;</description>
  <guid>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=1963&amp;t=entevistacombraincell</guid>
  <pubDate>Fri, 18 Sep 2009 13:35:33 PDT</pubDate>
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  <title>Pitty fala sobre Chiaroscuro</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=1934&amp;t=pittyfalasobrechiaroscuro</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/pitty2_thumb.jpg' align='right' width='60'/>Em entrevista exclusiva ao Music&amp;atilde;o, a cantora Pitty fala sobre a carreira e seu novo trabalho, Chiaroscuro.

&amp;lt;b&amp;gt;Pitty, voc&amp;ecirc;  est&amp;aacute; trabalhando novamente com o produtor Rafael Ramos, houve alguma diferen&amp;ccedil;a na produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o do novo &amp;aacute;lbum em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos discos anteriores? &amp;lt;/b&amp;gt;
&amp;lt;b&amp;gt;Pitty:&amp;lt;/b&amp;gt; Tem sim, com certeza, cada &amp;aacute;lbum &amp;eacute; um &amp;aacute;lbum. O fato de termos gravado o &amp;aacute;lbum aqui em nosso est&amp;uacute;dio fez com que algumas coisas na produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o tivessem que se adaptar, ent&amp;atilde;o a gente gravou base ao vivo, a gente usou efeitos de pedaleiras na voz ao inv&amp;eacute;s de botar plugin de computador, gente brincou com camadas de guitarras e camadas de vozes, tudo isso foi bem diferente na produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o. 
 
&amp;lt;b&amp;gt;Na execu&amp;ccedil;&amp;atilde;o das 11 faixas do novo &amp;aacute;lbum voc&amp;ecirc;  flerta com v&amp;aacute;rios estilos, caso do tango e a soul music, isso reflete a soma de gostos pessoais da banda?&amp;lt;/b&amp;gt; 
&amp;lt;b&amp;gt;Pitty:&amp;lt;/b&amp;gt; &amp;Eacute; algo intuitivo na verdade, essas coisas n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o t&amp;atilde;o racionais assim, voc&amp;ecirc; sente, vai fazendo e pronto. Mas sim, tamb&amp;eacute;m pode ser considerado consciente por que todo mundo aqui gosta das mesmas coisas, s&amp;atilde;o influ&amp;ecirc;ncias que sempre existiram, mas que estavam submersas e agora est&amp;atilde;o come&amp;ccedil;ando a aparecer. 
 
&amp;lt;b&amp;gt;Chiaroscuro foi masterizado pelo Bernie Grundman, Anacr&amp;ocirc;nico por Brian Gardner, em quest&amp;atilde;o de masteriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do &amp;aacute;lbum, voc&amp;ecirc; considera que esse processo sendo realizado no exterior aumenta a qualidade final?&amp;lt;/b&amp;gt; 
&amp;lt;b&amp;gt;Pitty:&amp;lt;/b&amp;gt; Olha, eu acho sabia? Pelo menos nessas experi&amp;ecirc;ncias que a gente teve, de finalizar os discos l&amp;aacute; fora, eu senti que a sonoridade ficou muito mais poderosa. Sem d&amp;uacute;vidas deu uma boa aumentada, e trabalhar com o Bernie j&amp;aacute; &amp;eacute; algo que foi incr&amp;iacute;vel e n&amp;oacute;s fizemos com o pr&amp;oacute;prio, acho que foi a melhor op&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ficamos extremamente satisfeitos, o coroa mandou super bem. 
 
&amp;lt;b&amp;gt;Chiaroscuro &amp;eacute; uma t&amp;eacute;cnica que Da Vinci usava, na constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o do disco isso fica bem claro pela forma como o disco fica estruturado, a id&amp;eacute;ia foi fazer um disco conceitual? E foi uma decis&amp;atilde;o sua a escolha da ordem das m&amp;uacute;sicas?&amp;lt;/b&amp;gt; 
&amp;lt;b&amp;gt;Pitty:&amp;lt;/b&amp;gt; Com certeza, n&amp;oacute;s decidimos tudo, nada &amp;eacute; feito que n&amp;atilde;o seja plenamente decidido por mim e pelos menos aqui, eu assino isso, nada &amp;eacute; feito de uma forma que n&amp;atilde;o passe pela gente, a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o do &amp;aacute;lbum foi totalmente planejada. E l&amp;oacute;gico, essa colagem de climas, o Rafa fez isso junto com a gente, deu v&amp;aacute;rias id&amp;eacute;ias e contribuiu imensamente, foi feito justamente pra entrar nesse clima, na id&amp;eacute;ia do t&amp;iacute;tulo do disco. E acho que o Chiaroscuro n&amp;atilde;o &amp;eacute; um disco conceitual, &amp;eacute; um disco que tem um link, que tem um nome que serve de conceito e permeia todas as m&amp;uacute;sicas, al&amp;eacute;m da arte gr&amp;aacute;fica, onde fizemos tudo convergir pra isso. 
 
&amp;lt;b&amp;gt;Durante todo processo de composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Chiaroscuro voc&amp;ecirc; permaneceu em contato com seu p&amp;uacute;blico pela internet, como voc&amp;ecirc; v&amp;ecirc; essa ferramenta atualmente e a possibilidade de novos formatos para lan&amp;ccedil;amento?&amp;lt;/b&amp;gt; 
&amp;lt;b&amp;gt;Pitty:&amp;lt;/b&amp;gt;  Eu acho incr&amp;iacute;vel, acho que &amp;eacute; uma coisa democr&amp;aacute;tica que ainda n&amp;atilde;o &amp;eacute; acess&amp;iacute;vel a toda a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas que j&amp;aacute; &amp;eacute; bem acess&amp;iacute;vel do que antes. Eu acho que &amp;eacute; uma comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o direta, sem intermedi&amp;aacute;rios, &amp;eacute; o p&amp;uacute;blico escutando da boca do pr&amp;oacute;prio artista determinadas coisas, &amp;eacute; algo muito ben&amp;eacute;fico e eu me utilizo disso sempre que posso, &amp;eacute;, pra mim, uma das melhores ferramentas de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da atualidade. N&amp;atilde;o acho que a internet seja a grande vil&amp;atilde; da ind&amp;uacute;stria fonogr&amp;aacute;fica, o grande vil&amp;atilde;o s&amp;atilde;o a quantidade de impostos que a gente paga pra produzir um disco, fazendo com que ele chegue car&amp;iacute;ssimo nas lojas. Esse &amp;eacute; o problema. Se o disco fosse mais barato na hora de produzir, as pessoas poderiam ter mais acesso a ele. 
 
&amp;lt;b&amp;gt;Existe a possibilidade de seu disco ser o primeiro lan&amp;ccedil;amento em vinil pela DeckDisc, como &amp;eacute; isso pra voc&amp;ecirc;? E como voc&amp;ecirc;  v&amp;ecirc; a volta do vinil?&amp;lt;/b&amp;gt; 
&amp;lt;b&amp;gt;Pitty:&amp;lt;/b&amp;gt; Eu acho &amp;oacute;timo, fico muito honrada e muito feliz com isso, sou adepta do vinil, ou melhor, sou militante do vinil! Sempre gostei, tenho a minha cole&amp;ccedil;&amp;atilde;o at&amp;eacute; hoje, tenho vitrola em casa e fa&amp;ccedil;o quest&amp;atilde;o de ter determinados discos em vinil e saber que meu disco vai sair nesse formato &amp;eacute; emocionante, n&amp;atilde;o vejo a hora de pegar ele e ver aquela capa grande e tudo mais. 

&amp;lt;b&amp;gt;Pitty, voc&amp;ecirc;  &amp;eacute; uma grande f&amp;atilde; de Queens of the Stone Age, recentemente o Josh Homme formou uma super banda com o Dave Grohl e o John Paul Jones do Led Zeppelin, voc&amp;ecirc; tem vontade de formar um super grupo aqui, ainda que seja para algumas jams? Quem seriam os m&amp;uacute;sicos que voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o tocou e queria tocar?&amp;lt;/b&amp;gt; 
&amp;lt;b&amp;gt;Pitty:&amp;lt;/b&amp;gt; Olha, uma coisa que eu te confesso que &amp;eacute; que a minha banda hoje &amp;eacute; uma banda dos sonhos, eu amo demais tocar com os meninos e eu n&amp;atilde;o consigo sequer imaginar tocar com outras pessoas, claro que se fosse pra fazer outros projetos em outros tipos de m&amp;uacute;sica a&amp;iacute; eu talvez conseguisse pensar em outras pessoas, mas pra fazer o que eu fa&amp;ccedil;o eu realmente s&amp;oacute; penso neles. Pra fazer outros projetos, sim, mas e uma pergunta dif&amp;iacute;cil, eu precisava pensar mais pra lembrar das pessoas, tem tanta gente legal por a&amp;iacute;... (risos) 
 
&amp;lt;b&amp;gt;E falando em tocar, voc&amp;ecirc; j&amp;aacute; tocou com v&amp;aacute;rios grandes nomes da m&amp;uacute;sica mundial, existe alguma banda que voc&amp;ecirc; gostaria de dividir o palco ou ver ao vivo, que ainda n&amp;atilde;o tenha acontecido?&amp;lt;/b&amp;gt; 
&amp;lt;b&amp;gt;Pitty:&amp;lt;/b&amp;gt; A gente tocou com o Muse no Por&amp;atilde;o do Rock e foi incr&amp;iacute;vel, foi realmente emocionante, &amp;eacute; uma das bandas que eu mais amo na minha vida. Eu adoraria poder dividir o palco com o Queens of the Stone Age, com o Mars Volta, o Morrissey, o Last Shadow Puppets... Tem muita gente que eu admiro e seria muito bacana poder tocar no mesmo festival. 
 
&amp;lt;b&amp;gt;Falando em festivais, voc&amp;ecirc; acha que existe uma aus&amp;ecirc;ncia de eventos mais democr&amp;aacute;ticos no Brasil, que reunissem mais vertentes de um estilo sem nenhum problema?&amp;lt;/b&amp;gt; 
&amp;lt;b&amp;gt;Pitty:&amp;lt;/b&amp;gt; N&amp;atilde;o necessariamente, acho que os festivais que j&amp;aacute; existem aqui s&amp;atilde;o um formato estabelecido, est&amp;aacute; rolando e est&amp;aacute; bom. A &amp;uacute;nica coisa que eu sinto falta aqui no Brasil &amp;eacute; a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um festival itinerante, tipo o Loola Palooza (N.R.: festival idealizado por Perry Farrel, vocalista do Jane&amp;acute;s Addiction), o Ozzfest, o Coachella, Reading Festival, at&amp;eacute; um Glastonbury, algo assim, eu sinto que seria muito bom se isso acontecesse aqui no Brasil, de um tempo pra c&amp;aacute; aconteceu uma edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Claro Q &amp;Eacute; Rock que eu considero hist&amp;oacute;rica, onde reuniu o Flaming Lips, o Nine Inch Nails, Sonic Youth e o Iggy Pop, isso foi bem legal, e agora vai ter o Maquinaria no fim do ano com o Faith No More e o Jane&amp;acute;s Addiction, bem legal, vai ser bem interessante. 
 
&amp;lt;b&amp;gt;Pitty, voc&amp;ecirc;  j&amp;aacute; foi retratada em quadrinhos na primeira edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Luluzinha Teen, como surgiu esse convite? Voc&amp;ecirc; gosta de quadrinhos?&amp;lt;/b&amp;gt;
&amp;lt;b&amp;gt;Pitty:&amp;lt;/b&amp;gt; Ah, eu adoro quadrinhos, sempre fui uma leitora voraz deles, quando crian&amp;ccedil;a os quadrinhos eram “a parada”. Eu tinha uma cole&amp;ccedil;&amp;atilde;o absurda e quando eles me chamaram e contaram o projeto, que a Luluzinha era adolescente e o Bolinha tinha uma banda e ia no meu show, eu fiquei muito feliz, achei massa, porque eu lia os quadrinhos da Luluzinha quando eu era guria e eu achava demais aquela coisa dela, aquela onda meio feminista, porque o Bolinha tinha aquela coisa de “menina n&amp;atilde;o entra” e ela era contra, eu me identificava de alguma forma, ent&amp;atilde;o, quando eles me chamaram eu achei super massa isso, achei meio surreal estar ali nos quadrinhos. 
 
&amp;lt;b&amp;gt;Pitty, voc&amp;ecirc; j&amp;aacute; participou do ac&amp;uacute;stico do IRA! e foi muito elogiada, seu som &amp;eacute; direto e pesado e cada vez mais rico em elementos, &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel considerar um projeto ac&amp;uacute;stico futuramente?&amp;lt;/b&amp;gt; 
&amp;lt;b&amp;gt;Pitty:&amp;lt;/b&amp;gt; Na verdade eu nunca pensei nisso n&amp;atilde;o, mas eu sou o tipo de pessoa que quer coisas diferentes o tempo todo e eu nunca sei o que eu vou querer amanh&amp;atilde;, eu vou vivendo, sentindo e fazendo o que me d&amp;aacute; vontade, ent&amp;atilde;o n&amp;atilde;o d&amp;aacute; pra dizer que n&amp;atilde;o vai acontecer, tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o d&amp;aacute; pra dizer que vai ser logo, nunca pensei nisso de uma forma mais efetiva, &amp;eacute; uma coisa por vez mesmo. 

&amp;lt;b&amp;gt;Ping-Pong&amp;lt;/b&amp;gt;
&amp;lt;b&amp;gt;Uma m&amp;uacute;sica que gostaria de ter composto:&amp;lt;/b&amp;gt; Smells Like Teen Spirit do Nirvana

&amp;lt;b&amp;gt;Uma banda:&amp;lt;/b&amp;gt; Muse

&amp;lt;b&amp;gt;Um show:&amp;lt;/b&amp;gt; Muse no Reading Festival

&amp;lt;b&amp;gt;Um livro:&amp;lt;/b&amp;gt; Cr&amp;ocirc;nicas de um amor Louco, de Charles Bukowski
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  <pubDate>Mon, 24 Aug 2009 17:48:28 PDT</pubDate>
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  <title>Information Society: Informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es Direto da Sociedade</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=1922&amp;t=informationsociety%3Ainformacoesdiretodasociedade</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/information-society-2_thumb.jpg' align='right' width='60'/>Na &amp;uacute;ltima ter&amp;ccedil;a-feira, 11 de agosto, os simp&amp;aacute;ticos integrantes da banda Information Society Paul Robb e James Cassidy receberam esta equipe no hotel onde ficaram hospedados, a poucas quadras do local de realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do show da turn&amp;ecirc; em S&amp;atilde;o Paulo. Confira resumo da entrevista abaixo.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como voc&amp;ecirc;s v&amp;ecirc;em este revival dos anos 80 no mundo?
&amp;lt;b&amp;gt;Paul:&amp;lt;/b&amp;gt; &amp;Eacute; divertido porque este revival come&amp;ccedil;ou h&amp;aacute; mais ou menos uns cinco anos nos EUA. E parece que no Brasil isso est&amp;aacute; acontecendo agora... Os anos 80 foi uma &amp;eacute;poca muito boa para a m&amp;uacute;sica...

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Nos shows desta turn&amp;ecirc;... Os f&amp;atilde;s podem esperar por surpresas?
&amp;lt;b&amp;gt;James:&amp;lt;/b&amp;gt; N&amp;oacute;s estamos trazendo m&amp;uacute;sicas novas e algumas que nunca gravamos antes. Acho que as m&amp;uacute;sicas s&amp;atilde;o a surpresa... Elas est&amp;atilde;o &amp;oacute;timas!

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como surgiu a id&amp;eacute;ia de se reunirem?
&amp;lt;b&amp;gt;Paul:&amp;lt;/b&amp;gt; Foi quando n&amp;oacute;s tocamos em um grande show em Nova York promovido por uma r&amp;aacute;dio... Ent&amp;atilde;o, as portas se abriram para tocarmos e isso foi divertido. Pensamos em continuar a tocar por mais algumas datas... Cerca de 20 dias, talvez. Mas s&amp;oacute; por divers&amp;atilde;o. Todos n&amp;oacute;s temos nossas carreiras, moramos em lugares diferentes agora e nunca entramos em turn&amp;ecirc; por muitos meses, somente por um curto per&amp;iacute;odo de tempo...

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Em sua s&amp;eacute;tima vez no Brasil, quais s&amp;atilde;o as expectativas?
&amp;lt;b&amp;gt;James:&amp;lt;/b&amp;gt; Muitas expectativas… N&amp;oacute;s sempre esperamos ser bem recebidos no Brasil.
&amp;lt;b&amp;gt;Paul:&amp;lt;/b&amp;gt; A &amp;uacute;nica vez que n&amp;oacute;s ficamos surpresos com o Brasil foi na primeira vez que estivemos aqui e foi realmente uma grande surpresa.
&amp;lt;b&amp;gt;James:&amp;lt;/b&amp;gt; Em 1989, n&amp;oacute;s n&amp;atilde;o faz&amp;iacute;amos ideia que &amp;eacute;ramos t&amp;atilde;o populares, ent&amp;atilde;o, resumindo, S&amp;atilde;o Paulo, os aeroportos, os gritos, f&amp;atilde;s, o grande show. Tudo foi uma grande surpresa mesmo. 

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o seus planos para o futuro?
&amp;lt;b&amp;gt;Paul:&amp;lt;/b&amp;gt; Nenhum. N&amp;oacute;s estaremos lan&amp;ccedil;ando um DVD ao Vivo no outono (primavera no Brasil). Depois disso n&amp;atilde;o temos planos, n&amp;atilde;o sabemos o que vai acontecer, qualquer coisa pode acontecer, na verdade.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o suas influ&amp;ecirc;ncias na m&amp;uacute;sica? O que voc&amp;ecirc;s gostam de ouvir?
&amp;lt;b&amp;gt;James:&amp;lt;/b&amp;gt; Eu passo um bom tempo ouvindo m&amp;uacute;sica cl&amp;aacute;ssica, jazz... Paul &amp;eacute; um homem de neg&amp;oacute;cios, &amp;eacute; m&amp;uacute;sico. Eu sou um acad&amp;ecirc;mico, por&amp;eacute;m, a m&amp;uacute;sica &amp;eacute; o seu neg&amp;oacute;cio.
&amp;lt;b&amp;gt;Paul:&amp;lt;/b&amp;gt; Eu gosto de todas essas novas m&amp;uacute;sicas eletr&amp;ocirc;nicas, como Justice, LCD Soundsystem e Freeze Pop. S&amp;atilde;o muito legais.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o as principais mudan&amp;ccedil;as em sua carreira neste retorno? Como os antigos f&amp;atilde;s est&amp;atilde;o aceitando estas modifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es?
&amp;lt;b&amp;gt;Paul:&amp;lt;/b&amp;gt; Bem, eu acho quer n&amp;atilde;o mudamos tanto assim, a n&amp;atilde;o ser pelos 10 quilos extras (Risos). N&amp;atilde;o houve mudan&amp;ccedil;as significativas nos &amp;uacute;ltimos 20 anos. Na tecnologia, quando realizamos performances ao vivo, perseguimos uma alta qualidade, que n&amp;atilde;o era poss&amp;iacute;vel antes, ent&amp;atilde;o, os avan&amp;ccedil;os s&amp;atilde;o diferentes e isto &amp;eacute; muito bom.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Voc&amp;ecirc;s v&amp;ecirc;m conquistando novos f&amp;atilde;s ao redor do mundo nos &amp;uacute;ltimos anos... Como analisam este momento de sua carreira?
&amp;lt;b&amp;gt;Paul:&amp;lt;/b&amp;gt; Eu n&amp;atilde;o sei... Acho que isso &amp;eacute; dif&amp;iacute;cil de responder. Por exemplo, Synthesizer foi uma escolha aleat&amp;oacute;ria na Alemanha e isso nunca tinha acontecido conosco antes. Todo mundo &amp;eacute; diferente, t&amp;ecirc;m rea&amp;ccedil;&amp;otilde;es diferentes e estamos abertos &amp;agrave;s mudan&amp;ccedil;as.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Voc&amp;ecirc;s trabalharam com muitas pessoas diferentes na banda. Acreditam que &amp;eacute; mais f&amp;aacute;cil trabalhar como um trio?
&amp;lt;b&amp;gt;Paul:&amp;lt;/b&amp;gt; N&amp;oacute;s somos um grupo que cresce e que diminui. As pessoas v&amp;ecirc;m e v&amp;atilde;o, n&amp;oacute;s temos m&amp;uacute;sicos convidados que entram e compomos com pessoas diferentes, mas o processo de grava&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; diferente. No palco, normalmente somos nos 3 e mais alguns amigos, ajudantes...

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; O que &amp;eacute; mais duro nas turn&amp;ecirc;s, ficar longe de suas fam&amp;iacute;lias ou de suas carreiras individuais?
&amp;lt;b&amp;gt;James:&amp;lt;/b&amp;gt; Sem problemas em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s nossas fam&amp;iacute;lias. N&amp;atilde;o &amp;eacute; muito f&amp;aacute;cil ficar longe delas, mas &amp;eacute; muito mais dif&amp;iacute;cil ficar por duas semanas convivendo com eles... (Refere-se aos outros integrantes da banda. Risos).

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como voc&amp;ecirc;s analisam este per&amp;iacute;odo na m&amp;uacute;sica.
&amp;lt;b&amp;gt;Paul:&amp;lt;/b&amp;gt; Eu acho que a m&amp;uacute;sica pop est&amp;aacute; terr&amp;iacute;vel hoje em dia e acho que o desaparecimento das gravadoras tem a ver com o fato das pessoas estarem comprando singles via internet e n&amp;atilde;o mais os &amp;aacute;lbuns. Isso n&amp;atilde;o &amp;eacute; bom... Se voc&amp;ecirc; colocar numa r&amp;aacute;dio de m&amp;uacute;sica pop, todas as m&amp;uacute;sicas s&amp;atilde;o exatamente as mesmas. Mas tamb&amp;eacute;m tem muita m&amp;uacute;sica underground... A m&amp;uacute;sica eletr&amp;ocirc;nica &amp;eacute; muito mais interessante hoje em dia, dance music &amp;eacute; melhor agora do que 10 anos atr&amp;aacute;s.
&amp;lt;b&amp;gt;James:&amp;lt;/b&amp;gt; Existem m&amp;uacute;sicos muito jovens. E eles est&amp;atilde;o dispostos a produzir qualquer coisa desde que seja ouvida de qualquer jeito. E existem milh&amp;otilde;es e milh&amp;otilde;es de bandas hoje em dia. Isso &amp;eacute; bom mas m&amp;uacute;sica pop &amp;eacute; uma porcaria.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Deixem uma mensagem para seus f&amp;atilde;s brasileiros.
&amp;lt;b&amp;gt;James:&amp;lt;/b&amp;gt; As mulheres brasileiras s&amp;atilde;o lindas e nos amamos estar no Brasil por mais uma vez. Eu, particularmente, amo o Brasil... E temos muitos amigos aqui e estamos felizes por estarmos de volta.</description>
  <guid>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=1922&amp;t=informationsociety%3Ainformacoesdiretodasociedade</guid>
  <pubDate>Fri, 14 Aug 2009 16:55:10 PDT</pubDate>
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  <title>Tihuana - Entrevistando a Tropa, Sem Elitismo</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=1895&amp;t=tihuana-entrevistandoatropa%2Csemelitismo</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/tihuana2_thumb.jpg' align='right' width='60'/>Ap&amp;oacute;s show no Centro Cultural S&amp;atilde;o Paulo, no &amp;uacute;ltimo domingo, dia 26 de julho, os simp&amp;aacute;ticos e descontra&amp;iacute;dos integrantes da banda Tihuana receberam esta equipe em seus camarins. A r&amp;aacute;pida entrevista, em meio &amp;agrave; efus&amp;atilde;o de f&amp;atilde;s recebidos carinhosamente pelos integrantes, anuncia os pr&amp;oacute;ximos passos da carreira e muito mais...

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Qual a sensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tocar aqui, no CCSP?
&amp;lt;b&amp;gt;Ba&amp;iacute;a:&amp;lt;/b&amp;gt; &amp;Eacute; um dos lugares mais agrad&amp;aacute;veis de se tocar... Essa proximidade com o p&amp;uacute;blico, &amp;eacute; fant&amp;aacute;stico! D&amp;aacute; pra ver cada express&amp;atilde;o dos rostos... &amp;Eacute; diferente de se tocar &amp;agrave; dist&amp;acirc;ncia para uma grande multid&amp;atilde;o. Aqui todos os detalhes do show podem ser vistos por todos... A energia &amp;eacute; diferente, com a galera pr&amp;oacute;xima, todos juntos... Fica tudo em casa!!!

<img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/tihuana-leo_thumb.jpg' align='right' width='60'/>&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Fale-nos um pouco sobre a carreira, a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma identidade na banda...
&amp;lt;b&amp;gt;L&amp;eacute;o:&amp;lt;/b&amp;gt; A inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o, desde o come&amp;ccedil;o, foi da cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma banda moderna, n&amp;atilde;o caindo num estilo &amp;uacute;nico. Sempre foi a mistura. Acreditamos e buscamos ser uma banda de carreira, n&amp;atilde;o nos prendendo a modismos ou ao comodismo, o que poderia ser bem mais f&amp;aacute;cil, mas a&amp;iacute; n&amp;atilde;o iria de encontro &amp;agrave; nossa proposta, que &amp;eacute; estar sempre pesquisando novas fontes, novas maneiras de intera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, sempre construindo algo novo. Cada um de n&amp;oacute;s tem seu estilo, seu gosto e influ&amp;ecirc;ncias musicais pr&amp;oacute;prias, ent&amp;atilde;o da&amp;iacute; sermos este caldeir&amp;atilde;o de estilos diferentes, porque cada um trouxe suas ra&amp;iacute;zes e d&amp;aacute; t&amp;atilde;o certo que, em todo este tempo juntos, mantivemos a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o original.
&amp;lt;b&amp;gt;Ba&amp;iacute;a:&amp;lt;/b&amp;gt; Desde o nosso primeiro trabalho, tem de tudo... hardcore, reggae, m&amp;uacute;sica latina. N&amp;atilde;o temos limites musicais. H&amp;aacute; pessoas que acham ruim a fus&amp;atilde;o, porque acham que n&amp;atilde;o se cria uma identidade, fica dif&amp;iacute;cil de rotular... Ali&amp;aacute;s, &amp;eacute; isso mesmo... &amp;Eacute; imposs&amp;iacute;vel rotular o Tihuana pela grande variedade das nossas origens e influ&amp;ecirc;ncias musicais. Variamos muito porque n&amp;atilde;o gostamos de nos sentir limitados em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao que fazemos e todos na banda participam muito de tudo. N&amp;atilde;o h&amp;aacute; uma segmenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, fulano s&amp;oacute; faz tal coisa e beltrano outra... Muito pelo contr&amp;aacute;rio, todo mundo comp&amp;otilde;e junto, arranja junto, faz tudo junto, somando os pontos de vista de cada um.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o as suas influ&amp;ecirc;ncias musicais?
&amp;lt;b&amp;gt;L&amp;eacute;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Eu comecei a tocar por causa do Kiss... Ouvia Yngwie Malmsteen e quando conheci Van Halen, mudou tudo, toda a minha concep&amp;ccedil;&amp;atilde;o musical. Passei tamb&amp;eacute;m a ouvir de tudo um pouco. Ali&amp;aacute;s, agora estou querendo aprender a tocar flamenco... Adoro o som do Paco de Luc&amp;iacute;a. Sou muito ecl&amp;eacute;tico, gosto de tudo.

<img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/tihuana-egypcio_thumb.jpg' align='right' width='60'/>&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como voc&amp;ecirc;s analisam estes dez anos de carreira, o amadurecimento do grupo...?
&amp;lt;b&amp;gt;Egypcio:&amp;lt;/b&amp;gt; Foram dez anos dif&amp;iacute;ceis, com muitos bons momentos, mas com momentos ruins tamb&amp;eacute;m, ali&amp;aacute;s, como em quase tudo na vida, com altos e baixos. Sempre soubemos que para estar bem na m&amp;iacute;dia, n&amp;atilde;o adianta emplacar uma ou duas m&amp;uacute;sicas de sucesso nas paradas em cada &amp;aacute;lbum, &amp;eacute; muito mais que isso...Mas sobrevivemos nestes dez anos aprendendo a cada dia, batalhando muito para fazer com que as coisas acontecessem.
&amp;lt;b&amp;gt;Rom&amp;aacute;n:&amp;lt;/b&amp;gt; Estamos completando dez anos e encerrando um ciclo... Esperemos pelos pr&amp;oacute;ximos dez anos!

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o os pr&amp;oacute;ximos passos da banda?
&amp;lt;b&amp;gt;P.G.:&amp;lt;/b&amp;gt; Paralelamente ao encerramento desta turn&amp;ecirc;, estamos coletando material para um novo trabalho.
&amp;lt;b&amp;gt;Ba&amp;iacute;a:&amp;lt;/b&amp;gt; Estamos em processo de composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do que ser&amp;aacute;... Pode ser um ac&amp;uacute;stico, outro trabalho ao vivo... O formato ainda n&amp;atilde;o est&amp;aacute; definido, mas pretendemos lan&amp;ccedil;ar novo trabalho j&amp;aacute; no final deste ano, mais tardar, no in&amp;iacute;cio do ano vindouro.
&amp;lt;b&amp;gt;Rom&amp;aacute;n:&amp;lt;/b&amp;gt; Ficamos um bom tempo sem lan&amp;ccedil;ar m&amp;uacute;sicas in&amp;eacute;ditas... Nosso quinto &amp;aacute;lbum saiu em 2006. Provavelmente s&amp;oacute; ser&amp;aacute; lan&amp;ccedil;ado o pr&amp;oacute;ximo em 2010. Quer dizer... s&amp;atilde;o quase quatro anos sem sentir a adrenalina de entrar em est&amp;uacute;dio e tudo mais... Estamos com muita vontade de fazer coisas novas... V&amp;iacute;nhamos numa seq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia de meio que lan&amp;ccedil;ar um disco atr&amp;aacute;s do outro. Agora, sem data ainda definida pra lan&amp;ccedil;ar, acho que voltaremos mais motivados...
&amp;lt;b&amp;gt;Egypcio:&amp;lt;/b&amp;gt; Bem, a id&amp;eacute;ia &amp;eacute; gravar outro projeto em formato CD+DVD e, a princ&amp;iacute;pio, pensamos em gravar aqui mesmo, em S&amp;atilde;o Paulo, num lugar bem menor. Traremos tamb&amp;eacute;m v&amp;aacute;rios convidados no novo trabalho e vamos ver se conseguimos lan&amp;ccedil;ar ainda este ano.
&amp;lt;b&amp;gt;L&amp;eacute;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Acredito que o diferencial a este novo trabalho ser&amp;aacute; trazer ainda mais influ&amp;ecirc;ncias e misturas musicais que nos anteriores e, o resto, &amp;eacute; surpresa... Esperamos que nosso p&amp;uacute;blico curta bastante este novo trabalho!

<img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/tihuana-baia_thumb.jpg' align='right' width='60'/>&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o as expectativas em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao novo trabalho?
&amp;lt;b&amp;gt;Ba&amp;iacute;a:&amp;lt;/b&amp;gt; Depois do furac&amp;atilde;o da trilha sonora do filme (Tropa de Elite) e toda a pol&amp;ecirc;mica lan&amp;ccedil;ada em torno desse fato, ser&amp;aacute; o primeiro trabalho ap&amp;oacute;s toda esta onda, ent&amp;atilde;o ser&amp;aacute; um trabalho que vir&amp;aacute; a delinear mesmo o que ainda vai, talvez, ficar em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a tudo isso. Ser&amp;aacute; o som que vir&amp;aacute; a partir da&amp;iacute;... Mas estamos no melhor momento musical e pessoal poss&amp;iacute;vel, com a banda unida e muito focada neste trabalho. Em termos gerais, a expectativa &amp;eacute; muito boa e o p&amp;uacute;blico pode aguardar boas novidades!!!
&amp;lt;b&amp;gt;L&amp;eacute;o:&amp;lt;/b&amp;gt; S&amp;atilde;o grandes as expectativas, porque sempre que nos preparamos para fazer um disco, o &amp;uacute;ltimo, enquanto for o mais recente, acaba sendo o melhor, porque &amp;eacute; algo no que estamos nos empenhando, trabalhando etc... Estamos muito inspirados, na maior ‘vibe’ e, com a comemora&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos dez anos de estrada, mais uma vez sentiremos as coisas um pouco diferentes em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos projetos anteriores.
&amp;lt;b&amp;gt;P.G.:&amp;lt;/b&amp;gt; Eu espero muito trabalho, muitos shows, sair pela estrada, correr atr&amp;aacute;s! Estamos com uma ‘pegada’ pra cima, trazendo novas influ&amp;ecirc;ncias e formas de composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o.
&amp;lt;b&amp;gt;Rom&amp;aacute;n:&amp;lt;/b&amp;gt; S&amp;atilde;o as melhores poss&amp;iacute;veis, pois estamos motivados, empolgados em experimentar novos formatos com participa&amp;ccedil;&amp;otilde;es especiais e tudo o mais... &amp;Eacute; um projeto com muita musicalidade!!!

<img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/tihuana-pg_thumb.jpg' align='right' width='60'/>&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; O que voc&amp;ecirc;s pensam sobre a m&amp;uacute;sica brasileira na atualidade?
&amp;lt;b&amp;gt;P.G.:&amp;lt;/b&amp;gt; Dentro do mercado musical, o Tihuana se enquadra numa fatia com excelentes e maus momentos. Depende de n&amp;oacute;s continuarmos nos trilhos. Acho que os m&amp;uacute;sicos brasileiros s&amp;atilde;o os melhores do mundo, com uma musicalidade extra, excepcional, tanto que l&amp;aacute; fora s&amp;atilde;o aclamados como os melhores, pois temos v&amp;aacute;rias culturas dentro de outro pa&amp;iacute;s: o pa&amp;iacute;s da diversidade. A m&amp;uacute;sica e os m&amp;uacute;sicos brasileiros s&amp;atilde;o, realmente, os melhores no que fazem...
&amp;lt;b&amp;gt;Egypcio:&amp;lt;/b&amp;gt; N&amp;atilde;o sei muito que pensar... Conhecemos v&amp;aacute;rias bandas e mesmo as que n&amp;atilde;o conhecemos ou temos afinidade pessoal que est&amp;atilde;o surgindo agora agradam bastante, a molecada curte... Mas tudo est&amp;aacute; meio que na moda... Veja voc&amp;ecirc;: o sertanejo est&amp;aacute; voltando com for&amp;ccedil;a. O cen&amp;aacute;rio do rock nacional est&amp;aacute; um pouco lento talvez, deixando a desejar em algumas coisas...

<img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/tihuana-roman_thumb.jpg' align='right' width='60'/>&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Qual a mensagem que voc&amp;ecirc;s gostariam de deixar para o seu p&amp;uacute;blico?
&amp;lt;b&amp;gt;Rom&amp;aacute;n:&amp;lt;/b&amp;gt; Obrigado pelo carinho!!! Nas horas dif&amp;iacute;ceis, quando n&amp;atilde;o se est&amp;aacute; ‘bombando’ na m&amp;iacute;dia, &amp;eacute; que se percebe a import&amp;acirc;ncia de ter um p&amp;uacute;blico fiel, com personalidade, com o qual sempre poderemos contar... &amp;Eacute; fundamental!!!
&amp;lt;b&amp;gt;P.G.:&amp;lt;/b&amp;gt; Como muitos de nossos f&amp;atilde;s tamb&amp;eacute;m tocam, t&amp;ecirc;m suas bandas; eu recomendo continuar tocando, acreditar no sonho... Perseverar e batalhar...
&amp;lt;b&amp;gt;Egypcio:&amp;lt;/b&amp;gt; Quer&amp;iacute;amos agradecer a todo mundo, em especial a essa galera que a gente sempre teve que acompanhou de perto, desde o come&amp;ccedil;o... A fam&amp;iacute;lia... Muito obrigado a todos que nos acompanharam nesses dez primeiros anos de luta!</description>
  <guid>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=1895&amp;t=tihuana-entrevistandoatropa%2Csemelitismo</guid>
  <pubDate>Tue, 28 Jul 2009 07:39:44 PDT</pubDate>
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  <title>Entrevista com Cachorro Grande</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=1852&amp;t=entrevistacomcachorrogrande</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/Cachorro_Grande2_thumb.jpg' align='right' width='60'/>A Cachorro Grande lan&amp;ccedil;a seu novo &amp;aacute;lbum, Cinema, um &amp;aacute;lbum cheio de novos elementos e com muito rock and roll, confira agora uma entrevista que o Music&amp;atilde;o realizou com a banda, que fala do novo lan&amp;ccedil;amento, entre outros temas.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Sobre o novo &amp;aacute;lbum da banda, Cinema, voc&amp;ecirc;s fizeram um &amp;aacute;lbum mais experimental, cheio de elementos at&amp;iacute;picos e que evocam suas influ&amp;ecirc;ncias, tudo isso em um per&amp;iacute;odo curto de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o, como foi tudo isso?

&amp;lt;b&amp;gt;Marcelo Gross:&amp;lt;/b&amp;gt; Foi curto sim, do per&amp;iacute;odo que a gente gravou at&amp;eacute; o fim foram 20 dias, uma das diferen&amp;ccedil;as foi que quando a gente ia compondo a m&amp;uacute;sica a gente j&amp;aacute; gravava com todos os overdubs, ao passo que nos discos anteriores n&amp;oacute;s reun&amp;iacute;amos todos, tocava tudo como se fosse uma banda ao vivo em um est&amp;uacute;dio pra depois colorir, pra ver direitinho o que ia ser colocado. Nesse disco a gente j&amp;aacute; foi meio que preparando ele, ent&amp;atilde;o j&amp;aacute; sab&amp;iacute;amos que elementos &amp;iacute;amos colocando, foi tudo de uma forma mais objetiva, j&amp;aacute; fizemos tudo sabendo o jeito que a gente queria e isso fez uma grande diferen&amp;ccedil;a.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; A produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o do &amp;aacute;lbum foi de Rafael Ramos, que j&amp;aacute; trabalhou com grandes nomes do rock nacional, inclusive com a Cachorro Grande nos dois &amp;uacute;ltimos &amp;aacute;lbuns, pelo fato do disco ter mais elementos, houve algum processo diferente dos anteriores?

&amp;lt;b&amp;gt;Beto Bruno:&amp;lt;/b&amp;gt; Na verdade o que acontece &amp;eacute; que a gente fica cada vez mais seguro com ele, gravamos o primeiro e gostamos, resolvemos fazer o segundo, ent&amp;atilde;o a coisa tava dando certo, ele estava com a gente na procura desse som, ao contr&amp;aacute;rio do outro &amp;aacute;lbum, que foi masterizado no est&amp;uacute;dio Abbey Road, esse foi feito aqui mesmo e por incr&amp;iacute;vel que pare&amp;ccedil;a a gente gostou mais dos que foram feitos aqui (risos) &amp;Eacute; at&amp;eacute; estranho falar disso, na &amp;eacute;poca que fizemos o disco em Abbey Road a gente achava isso um sonho, mas os outros dois feitos aqui eu gosto mais, talvez pelo fato de que podemos acompanhar tudo, mas existe uma diferen&amp;ccedil;a incr&amp;iacute;vel entre aqui e l&amp;aacute;, por exemplo, l&amp;aacute; as bandas de rock n&amp;atilde;o abrem m&amp;atilde;o de gravar com equipamento anal&amp;oacute;gico, fora toda parte t&amp;eacute;cnica, de timbres, volumes... uma coisa que &amp;eacute; interessante &amp;eacute; como as bandas no Brasil gravam, elas transformam tudo em pop porque gravam com a voz muito alta, talvez pra se tornarem radiof&amp;ocirc;nicas, sempre a voz vem muito mais alto, &amp;eacute; incr&amp;iacute;vel!

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Desde o in&amp;iacute;cio da careira voc&amp;ecirc;s conseguiram se isentar de v&amp;aacute;rios r&amp;oacute;tulos, sempre foram consideradas puramente uma banda de rock, o que possibilitou atingir diversos p&amp;uacute;blicos e n&amp;atilde;o gerar expectativas diferentes, nesse &amp;aacute;lbum voc&amp;ecirc;s mant&amp;eacute;m a marca registrada da banda e agregam novos elementos, foi um caminho pensado desde o in&amp;iacute;cio essa simplicidade da banda e a busca por novos elementos?

&amp;lt;b&amp;gt;Marcelo Gross:&amp;lt;/b&amp;gt; Cara, em primeiro obrigado, somos uma banda que sempre foi calcada no rock dos anos 60, 70, sempre vivemos com aquela trinca b&amp;aacute;sica que &amp;eacute; The Who, Beatles e Stones, e voc&amp;ecirc; que essa tamb&amp;eacute;m foi uma realidade dos Beatles, de buscar uma evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o no som, experimentar coisas novas, sempre fazer alguma coisa diferente do disco anterior. 

&amp;lt;b&amp;gt;Beto Bruno:&amp;lt;/b&amp;gt; &amp;Eacute; que nem os Mutantes, &amp;eacute; engra&amp;ccedil;ado que tu pega de um disco pro outro e parece outra banda, a gente se distanciou do anterior com o novo &amp;aacute;lbum, assim como do primeiro para o segundo ou pro terceiro, mas n&amp;atilde;o tanto como aconteceu agora. A gente acha que nesse &amp;aacute;lbum n&amp;oacute;s conseguimos distinguir mais uma m&amp;uacute;sica da outra baseada no estilo que ela pedia, pra ser mais direcionada pelo que ela pedia, uma hora uma balada no estilo Neil Young, outra num estilo mais Led Zeppelin, que &amp;eacute; uma coisa mais pesada, a gente botava a banda pra tocar junto no est&amp;uacute;dio pra pegar aquela coisa mais visceral, com uma bateria mais estourada, uma guitarra mais agressiva, e nisso o Rafael (produtor) ajudou bastante, pra dar esse direcionamento das m&amp;uacute;sicas do jeito que a gente queria.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; O t&amp;iacute;tulo do &amp;aacute;lbum, “Cinema”, foi escolhido pelo fato da banda ter feito um trabalho de sonoplastia maior, com muitos experimentos, essa foi a parte mais complicada da produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o do &amp;aacute;lbum?

&amp;lt;b&amp;gt;Beto Bruno:&amp;lt;/b&amp;gt; Por incr&amp;iacute;vel que pare&amp;ccedil;a, foi a mais f&amp;aacute;cil, a gente chegou no &amp;uacute;ltimo dia de ensaios e foi toda uma viagem, perguntamos pro Rafael “que barulhos tu tem a&amp;iacute;?” (risos)

&amp;lt;b&amp;gt;Marcelo Gross:&amp;lt;/b&amp;gt; Perguntamos se tinha sino, tinha moto, tinha vento, tem qualquer coisa, at&amp;eacute; pensou que era brincadeira, a&amp;iacute; come&amp;ccedil;amos a botar um monte de coisa, a viajar nisso, e a coisa foi ficando grande, foi quando percebemos que est&amp;aacute;vamos trabalhando com sonoplastia, da&amp;iacute; tinha que ser esse nome, as faixas se unem, ficou bem legal.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Existe uma faixa no &amp;aacute;lbum chamada  “Eileen”, ela tem refer&amp;ecirc;ncia com o cl&amp;aacute;ssico do Dexys Midnight Runners “Come On Eileen”?

&amp;lt;b&amp;gt;Beto Bruno:&amp;lt;/b&amp;gt; Cara, mais uma pessoa falando isso pra gente, eu sei que existe uma “Eileen” em um disco solo do Keith Richards, no segundo solo dele, tem um dos Kings of Leon e essa que tu falou. Sabe por que o nome da m&amp;uacute;sica &amp;eacute; “Eileen”? Era porque eu cantava e quando chegava numas notas eu falava “eiiii leeeeeen, eiiii leeeeeen” igual o Keith Richards faz na m&amp;uacute;sica dele (risos)

&amp;lt;b&amp;gt;Marcelo Gross:&amp;lt;/b&amp;gt; O Beto fez a m&amp;uacute;sica e com isso a gente teve certeza que tinha que ser a letra sobre uma mulher, uma rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o e tal.

&amp;lt;b&amp;gt;Beto Bruno:&amp;lt;/b&amp;gt; E &amp;eacute; uma das faixas que eu acho que canto mais bonito, fico at&amp;eacute; emocionando com o resultado dela, jamais imaginava que eu cantava daquele jeito, nunca mais consegui cantar igual aquele momento, &amp;eacute; um momento bem sentimental mesmo.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quando a Cachorro Grande surgiu com tudo para o p&amp;uacute;blico, voc&amp;ecirc;s considerados uma nova virada na m&amp;uacute;sica nacional, a banda foi criada na mesma &amp;eacute;poca em que os Strokes surgiram para o mundo, de alguma forma aquele momento influenciou no som de voc&amp;ecirc;s ou gera alguma expectativa? 

<img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/Beto-Bruno_thumb.jpg' align='right' width='60'/>&amp;lt;b&amp;gt;Beto Bruno:&amp;lt;/b&amp;gt; Cara, que pergunta boa, muito bom falar disso, esse &amp;eacute; o nosso p&amp;uacute;blico, um p&amp;uacute;blico da nossa idade tamb&amp;eacute;m, &amp;eacute; um povo que h&amp;aacute; dez anos atr&amp;aacute;s j&amp;aacute; tava ligado nas mudan&amp;ccedil;as da m&amp;uacute;sica, acompanharam a gente, achou a gente distinto de outras bandas, assim com o Strokes trouxe algo novo, eles s&amp;atilde;o diferentes do Hives, do Kings of Leon, e foi isso que as pessoas viram, uma banda nova que traz algo novo.

&amp;lt;b&amp;gt;Marcelo Gross:&amp;lt;/b&amp;gt; &amp;Eacute; engra&amp;ccedil;ado, quando a gente chegou em S&amp;atilde;o Paulo todo mundo j&amp;aacute; falava de Strokes, a gente veio chegar um ano depois mais ou menos, a&amp;iacute; viram a gente com umas roupas estranhas, um cabelos estranhos, apareceu alguma compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas logo o pessoal viu que tinha algo novo, que vinha de outra linha, coisa do Velvet, do Lou Reed, aquela coisa mais agressiva como o The Who.

&amp;lt;b&amp;gt;Beto Bruno:&amp;lt;/b&amp;gt; Eu sou um grande f&amp;atilde; do Strokes, sou super viciado no som deles, mas se tu perguntar se eu me sinto influenciado por eles eu vou te dizer que n&amp;atilde;o, a gente gosta e tudo, mas come&amp;ccedil;ou a ouvir bem depois de ter formado a banda.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Voc&amp;ecirc;s acabaram sendo divulgados aqui em S&amp;atilde;o Paulo depois daquela apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o no programa da TV Cultura, o Bem Brasil, j&amp;aacute; foi bem depois dos Strokes, aquilo foi importante pra voc&amp;ecirc;s?

&amp;lt;b&amp;gt;Beto Bruno:&amp;lt;/b&amp;gt; Nossa, foi no show com o Engenheiros certo? Aquele show foi nossa fase mais MOD, foi bem legal, foi um dos primeiros, naquela &amp;eacute;poca n&amp;oacute;s fizemos tamb&amp;eacute;m o programa Musikaos do Gast&amp;atilde;o Moreira.

&amp;lt;b&amp;gt;Marcelo Gross:&amp;lt;/b&amp;gt; Foi legal fazer tudo isso, &amp;eacute;ramos uma banda independente e ainda era o in&amp;iacute;cio dessa coisa toda de internet, ainda estava no in&amp;iacute;cio aquela coisa da molecada sair procurando banda na internet como &amp;eacute; hoje.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; O fato de terem sido uma banda independente foi um ponto que hoje voc&amp;ecirc;s v&amp;ecirc;m como fundamental para valorizar at&amp;eacute; o pr&amp;oacute;prio trabalho e tra&amp;ccedil;ar rumos?
 
&amp;lt;b&amp;gt;Marcelo Gross:&amp;lt;/b&amp;gt; Claro, claro, &amp;eacute; claro que gostar&amp;iacute;amos que as coisas tivessem sido mais f&amp;aacute;ceis desde o in&amp;iacute;cio, porque a gente nunca ia deixar de fazer esse rock doid&amp;atilde;o baseado nos 60. O in&amp;iacute;cio foi bastante dif&amp;iacute;cil sim, o primeiro disco independente, o segundo ningu&amp;eacute;m queria lan&amp;ccedil;ar, a&amp;iacute; o Lob&amp;atilde;o foi l&amp;aacute; e deu uma socorrida, s&amp;oacute; depois que a coisa acabou andando mais f&amp;aacute;cil, a gente aprendeu bastante com isso.

&amp;lt;b&amp;gt;Beto Bruno:&amp;lt;/b&amp;gt; Se tu ver hoje em dia, n&amp;atilde;o tem tantas bandas assim, se procurar bandas que sa&amp;iacute;ram do underground e conseguiram lan&amp;ccedil;ar disco por uma gravadora e se manter na gravadora. Existem v&amp;aacute;rias bandas que vieram de baixo, mas, por exemplo, a Pitty j&amp;aacute; tem o primeiro disco por uma gravadora, e tem aquele outro caso... de bandas que fazem o primeiro show abrindo pro Red Hot Chilli Peppers (risos) Tem banda que tem que come&amp;ccedil;ar tocando em todos os bares de Porto Alegre e Curitiba pra depois ter algo maior, esse &amp;eacute; o nosso caso, at&amp;eacute; por isso a gente aprende muita coisa de palco, j&amp;aacute; tocou desde aquele palquinho at&amp;eacute; algo de festival, isso fez com que a gente sempre crescesse um pouquinho mais, e sempre ficamos naquela ansiedade, poxa, e j&amp;aacute; a gente j&amp;aacute; tem uma carreira, e demorou tanto pra subir, hoje a gente n&amp;atilde;o se sente confort&amp;aacute;vel, &amp;eacute; um trabalho constante, voc&amp;ecirc; cria uma base s&amp;oacute;lida, que s&amp;atilde;o os f&amp;atilde;s, a cada disco, a cada show, voc&amp;ecirc; v&amp;ecirc; gente nova te vendo, estamos tocando em mais lugares, lugares maiores. &amp;Agrave;s vezes d&amp;aacute; aquele estranhamento no disco e a gente fica receoso, a&amp;iacute; passam dois, tr&amp;ecirc;s meses e todo mundo canta as m&amp;uacute;sicas no show, isso d&amp;aacute; uma tranq&amp;uuml;ilidade, mas &amp;eacute; uma preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o constante em trabalhar bem. A gente poderia estar apostando na filosofia “time ganhando n&amp;atilde;o se troca”, tipo Ramones, mas acho que estar&amp;iacute;amos sendo c&amp;ocirc;modos demais, a gente n&amp;atilde;o seria sincero com n&amp;oacute;s e muito menos com nosso p&amp;uacute;blico.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; No ano passado voc&amp;ecirc;s participaram do DVD MTV Bandas Ga&amp;uacute;chas e no segundo semestre planejaram a grava&amp;ccedil;&amp;atilde;o do primeiro DVD da banda, que acabou sendo adiado em virtude da grava&amp;ccedil;&amp;atilde;o do novo &amp;aacute;lbum, j&amp;aacute; podemos dizer que esse &amp;eacute; o pr&amp;oacute;ximo passo da  Cachorro Grande?

&amp;lt;b&amp;gt;Beto Bruno:&amp;lt;/b&amp;gt; Eu creio que sim, a gente j&amp;aacute; queria ter feito, mas os formatos de discos ao vivo da atualidade normalmente tem 3 in&amp;eacute;ditas, que acaba ajudando a promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o do disco, o Rafael ligou e perguntou se a gente tinha essas 3 m&amp;uacute;sicas, pediu pra mandar pra ele, a&amp;iacute; a gente mandou umas 20 (risos) A&amp;iacute; ele parou e falou que as m&amp;uacute;sicas estavam &amp;oacute;timas e que tinham cara pra um disco, a&amp;iacute; achou melhor produzir primeiro algo novo, e de certa forma era tudo o que eu queria ouvir tamb&amp;eacute;m (risos).

&amp;lt;b&amp;gt;Marcelo Gross:&amp;lt;/b&amp;gt; Tamb&amp;eacute;m tem aquela coisa de que, de repente, n&amp;atilde;o era o momento certo pra gente lan&amp;ccedil;ar o DVD, t&amp;iacute;nhamos m&amp;uacute;sicas incr&amp;iacute;veis na m&amp;atilde;o e poder&amp;iacute;amos deixar a maioria de lado, at&amp;eacute; porque a turn&amp;ecirc; de divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um disco ao vivo envolve outras coisas, n&amp;atilde;o ia dar tanta &amp;ecirc;nfase pras m&amp;uacute;sicas novas, passar&amp;iacute;amos a&amp;iacute; muito tempo sem lan&amp;ccedil;ar nada, a gente quer fazer as coisas com carinho, pra dar valor, ent&amp;atilde;o tem o seu momento, sua dedica&amp;ccedil;&amp;atilde;o.

&amp;lt;b&amp;gt;Beto Bruno:&amp;lt;/b&amp;gt; N&amp;oacute;s temos uma regularidade legal para lan&amp;ccedil;ar discos, 2 em 2 anos, normalmente tem banda que tira f&amp;eacute;rias, vai pra est&amp;uacute;dio e passa meses compondo, a gente j&amp;aacute; faz isso na estrada (risos).

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; A banda pegou todo um momento de ebuli&amp;ccedil;&amp;atilde;o na m&amp;uacute;sica, inclusive pelo fator da internet, voc&amp;ecirc;s usam v&amp;aacute;rios canais como website, flickr, twitter... Qual a opini&amp;atilde;o de voc&amp;ecirc;s sobre a internet, o download de m&amp;uacute;sicas e essa intera&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o p&amp;uacute;blico?

&amp;lt;b&amp;gt;Beto Bruno:&amp;lt;/b&amp;gt; Eu acho tudo isso um barato cara, porque meio que colocou as coisas no lugar.

<img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/Marcelo-Gross_thumb.jpg' align='right' width='60'/>&amp;lt;b&amp;gt;Marcelo Gross:&amp;lt;/b&amp;gt; A gente costuma dizer que nascemos em uma &amp;eacute;poca onde a galera n&amp;atilde;o compra mais discos, mas ao mesmo tempo est&amp;aacute; todo mundo no show cantando todas as m&amp;uacute;sicas em fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o de ter a possibilidade de baixar da internet, ent&amp;atilde;o acho que &amp;eacute; uma ferramenta que aproxima o artista do f&amp;atilde;. A gente como banda nova usou muito o artif&amp;iacute;cio da internet, de divulgar tudo da forma mais ampla poss&amp;iacute;vel, foi como complemento, e eu acho que &amp;eacute; muito bacana tu poder ter acesso ali &amp;agrave;s coisas na internet, ter contato, se comunicar com os f&amp;atilde;s.

&amp;lt;b&amp;gt;Beto Bruno:&amp;lt;/b&amp;gt; &amp;Eacute; legal porque s&amp;atilde;o gente como n&amp;oacute;s, s&amp;atilde;o f&amp;atilde;s como n&amp;oacute;s, ent&amp;atilde;o assunto nunca vai faltar, isso &amp;eacute; bem legal.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Voc&amp;ecirc;s fizeram um programa com a MTV procurando bandas pelo Brasil, como foi fazer isso?

&amp;lt;b&amp;gt;Beto Bruno:&amp;lt;/b&amp;gt; Cara, foi do c***, a gente ficou 20 dias na estrada assistindo bandas, chegava na cidade, conhecendo gente legal, vendo gente legal, 20 dias sem falar em Cachorro Grande, foi praticamente umas f&amp;eacute;rias improvisadas, uma viagem beatnik.

&amp;lt;b&amp;gt;Marcelo Gross:&amp;lt;/b&amp;gt; Era muito legal, de vez em quando a gente entrava o carro e ia pegava a estrada meio sem destino, igual no filme Easy Rider (risos).

&amp;lt;b&amp;gt;Beto Bruno:&amp;lt;/b&amp;gt; E tem aquela diferen&amp;ccedil;a tamb&amp;eacute;m, quando o show &amp;eacute; nosso tem aquela prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o, coisa de hor&amp;aacute;rio e tudo, temos que se cuidar um pouco mais pra ficar bem, nesse caso a gente podia curtir, beber a vontade, foi muito legal.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Para o programa foram 20 dias, mas como voc&amp;ecirc;s v&amp;ecirc;em hoje, de um modo geral, o cen&amp;aacute;rio de rock nacional?

&amp;lt;b&amp;gt;Marcelo Gross:&amp;lt;/b&amp;gt; Existe uma cena legal, mas o problema &amp;eacute; o pessoal ir l&amp;aacute; e fazer, &amp;eacute; bem diferente da d&amp;eacute;cada de 80, quando rolava um lance maior de atitude, de letras, o pessoal era muito mais ativo nesse aspecto, hoje vivemos a &amp;eacute;poca do “politicamente correto”, ent&amp;atilde;o &amp;eacute; tudo meio “xonho”.

&amp;lt;b&amp;gt;Beto Bruno:&amp;lt;/b&amp;gt; E na d&amp;eacute;cada de 80 as bandas se juntavam porque eram 5 caras que amavam coisas e comum, tinham coisas pra dizer, aprendiam a tocar junto e tal. Hoje eu vejo as bandas se preocupando primeiro com as roupinhas, com o dinheiro, com a fama e quando vai sair no jornal pra s&amp;oacute; depois ir l&amp;aacute; aprender a tocar, primeiro deixa o cabelo crescer e depois vai aprender a tocar. Musicalmente o n&amp;iacute;vel baixou muito, faltam bandas que amam m&amp;uacute;sica.

&amp;lt;b&amp;gt;Marcelo Gross:&amp;lt;/b&amp;gt; De uns 5 ou 6 anos pra c&amp;aacute; a maioria das bandas que eu vejo crescer se preocupam com dinheiro, a &amp;uacute;ltima coisa que os caras gostam &amp;eacute; m&amp;uacute;sica, n&amp;atilde;o se ligam naquilo que j&amp;aacute; aconteceu, que ta acontecendo, a maioria dessas bandas acha que o rock come&amp;ccedil;ou com o Nirvana! Ta na moda ser rockeiro, botar um terninho, uma gravata, parece que &amp;eacute; fashion isso! E n&amp;atilde;o adianta, isso &amp;eacute; algo que tem que nascer com voc&amp;ecirc;, no sangue, &amp;eacute; algo que desde a primeira vez que eu ouvi eu gostei daquilo, curti a coisa.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; E hoje a coisa est&amp;aacute; cada vez mais homog&amp;ecirc;nea, os estilos t&amp;ecirc;m v&amp;aacute;rias muta&amp;ccedil;&amp;otilde;es e perdem a identidade, isso acaba deixando a cena mais pobre?

&amp;lt;b&amp;gt;Marcelo Gross:&amp;lt;/b&amp;gt; Cara, se existe uma coisa que estilos como o emocore trouxe pra m&amp;uacute;sica foi conseguir unir todo mundo, o cara que curte punk, o metaleiro, o rockeiro das antigas, todo mundo pra odiar eles de t&amp;atilde;o chato que &amp;eacute; (risos).

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Hoje a maioria das bandas que voc&amp;ecirc;s gostam n&amp;atilde;o existe mais, como voc&amp;ecirc;s v&amp;ecirc;em essa volta de algumas &amp;agrave; atividade?

&amp;lt;b&amp;gt;Marcelo Gross:&amp;lt;/b&amp;gt; Olha, existem reuni&amp;otilde;es e reuni&amp;otilde;es, voc&amp;ecirc; pega o caso do Crosby, Stills,Nash &amp;amp; Young no palco &amp;eacute; uma coisa, mas v&amp;ecirc; o caso de bandas como o Eagles, tem coisa que n&amp;atilde;o funciona.

&amp;lt;b&amp;gt;Beto Bruno:&amp;lt;/b&amp;gt; Uma banda dessas que voltaram que eu queria muito ver &amp;eacute; o Jane&amp;acute;s Addiction, a&amp;iacute; tem aquela quest&amp;atilde;o se &amp;eacute; por dinheiro ou n&amp;atilde;o, poxa, eu quero ver os caras, se vier eu vou com certeza.

&amp;lt;b&amp;gt;Marcelo Gross:&amp;lt;/b&amp;gt; Mas tamb&amp;eacute;m tem aquelas bandas novas que a gente quer muito ver e normalmente n&amp;atilde;o d&amp;atilde;o tanto valor, o Kasabian mesmo, n&amp;atilde;o paro de ouvir os caras, ta muito bom o disco novo, &amp;eacute; uma coisa que &amp;eacute; nova, &amp;eacute; diferente do que est&amp;aacute; rolando, &amp;eacute; uma inje&amp;ccedil;&amp;atilde;o nova no rock.
 
&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; A Cachorro Grande j&amp;aacute; tocou com v&amp;aacute;rias bandas e voc&amp;ecirc;s j&amp;aacute; viram muitos shows, existe algu&amp;eacute;m em especial que voc&amp;ecirc;s gostariam de tocar juntos ou de ver o show?

&amp;lt;b&amp;gt;Marcelo Gross:&amp;lt;/b&amp;gt; Cara, eu n&amp;atilde;o posso morrer antes de ver o Paul e o Neil Young, s&amp;atilde;o coisas da nossa influ&amp;ecirc;ncia que a gente n&amp;atilde;o viu e acha fant&amp;aacute;stico. A gente conseguiu abrir show de duas bandas contempor&amp;acirc;neas que a gente mais gosta, que foi o Supergrass e o Oasis.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Voc&amp;ecirc;s gostam de britpop e aquela tend&amp;ecirc;ncia toda do in&amp;iacute;cio da d&amp;eacute;cada de 90?

&amp;lt;b&amp;gt;Marcelo Gross:&amp;lt;/b&amp;gt; Gosto do Blur, que est&amp;atilde;o voltando agora, &amp;eacute; bem legal, gosto de algumas coisas, assim como achava legal v&amp;aacute;rias bandas que acabaram se perdendo na hist&amp;oacute;ria, caso do Kula Shaker. Na m&amp;uacute;sica alternativa americana eu n&amp;atilde;o me liguei tanto, escutei um pouco de Pavement, mas curti mesmo aquela coisa p&amp;oacute;s-grunge, o grunge mesmo eu n&amp;atilde;o conseguia gostar, aquela coisa pesada, muita distor&amp;ccedil;&amp;atilde;o, aquele vocal mais carregado. Quando apareceu o Supergrass, finalmente voltou aquele rock simples, que fala de sexo, drogas, saiu o grunge, aqueles caras mal-humorados, bravos, eu acho eles uns chatos, mas tem uma carreira s&amp;oacute;lida, de f&amp;atilde;s, &amp;eacute; quest&amp;atilde;o de gosto mesmo.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; &amp;Oacute;timo, se fossemos colocar agora tr&amp;ecirc;s bandas que voc&amp;ecirc;s fossem indicar pro pessoal que curte voc&amp;ecirc;s, quais seriam?

&amp;lt;b&amp;gt;Beto Bruno:&amp;lt;/b&amp;gt; Kasabian, que a gente n&amp;atilde;o para de ouvir, MGMT, que &amp;eacute; chapad&amp;iacute;ssimo, e o Gnals Barkley.

&amp;lt;b&amp;gt;Marcelo Gross:&amp;lt;/b&amp;gt; O novo do Prodigy &amp;eacute; muito bom, mas o Kasabian &amp;eacute; o lan&amp;ccedil;amento do ano.</description>
  <guid>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=1852&amp;t=entrevistacomcachorrogrande</guid>
  <pubDate>Thu, 02 Jul 2009 17:39:30 PDT</pubDate>
</item>

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  <title>Kid Vinil e seus discos</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=1825&amp;t=kidvinileseusdiscos</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/kid-vinil2_thumb.jpg' align='right' width='60'/>&amp;lt;i&amp;gt;Confira a entrevista que Kid Vinil, comentarista da MTV, DJ e l&amp;iacute;der da extinta banda Magazine concedeu com exclusividade ao Music&amp;atilde;o. Fotos por Renato Bras.&amp;lt;/i&amp;gt;


&amp;lt;b&amp;gt;Em 2008 voc&amp;ecirc; lan&amp;ccedil;ou, pela Ediouro, o Almanaque do Rock, como foi o processo e o que voc&amp;ecirc; pode falar para todos que est&amp;atilde;o conhecendo ele pela primeira vez?&amp;lt;/b&amp;gt; 
&amp;lt;b&amp;gt;Kid Vinil:&amp;lt;/b&amp;gt; Na verdade esse foi um projeto que a editora me convidou, um dos editores da Ediouro me chamou, contou sobre alguns almanaques que j&amp;aacute; haviam sido lan&amp;ccedil;ados (N.R.: Almanaques do Rock Brasileiro) divididos por d&amp;eacute;cada de 80, 90... e me convidaram a fazer um contando sobre os &amp;iacute;cones do rock and roll, dando uma vis&amp;atilde;o minha e recomendando algumas coisas, a princ&amp;iacute;pio eu n&amp;atilde;o entendia muito bem o formato “almanaque”, no in&amp;iacute;cio eu at&amp;eacute; apanhei bastante, porque, normalmente, almanaque &amp;eacute; curiosidade, fofocas... o meu eu quis fazer did&amp;aacute;tico,  tanto que no fim precisei dar uma enxugada, retirar algumas coisas, porque n&amp;atilde;o cabia tudo, mas a proposta era realmente fazer algo did&amp;aacute;tico, sem nenhum conte&amp;uacute;do f&amp;uacute;til de nenhuma banda, at&amp;eacute; levantei v&amp;aacute;rias hist&amp;oacute;rias, mas no final eles optaram em usar uma coisa falando um pouco de cada banda e  conseguimos transform&amp;aacute;-lo nisso, as fotos foram todas retiradas de discos meus e eu tive uma liberdade grande pra fazer, uma pena que n&amp;atilde;o foi poss&amp;iacute;vel ser t&amp;atilde;o abrangente como eu queria, at&amp;eacute; porque n&amp;atilde;o caberia no livro, gosto de algumas coisas mais obscuras da d&amp;eacute;cada de 60, 70 e talvez isso n&amp;atilde;o gerasse uma expectativa por parte do p&amp;uacute;blico, ent&amp;atilde;o foi melhor trabalhar com os &amp;iacute;cones mesmo.

&amp;lt;b&amp;gt;Atualmente voc&amp;ecirc; tem feito shows com o Kid Vinil Xperience, o que &amp;eacute; esse projeto?&amp;lt;/b&amp;gt;
&amp;lt;b&amp;gt;Kid Vinil:&amp;lt;/b&amp;gt; Exatamente, essa banda era basicamente o povo que tocava comigo no Magazine, depois mudaram, n&amp;oacute;s tocamos o repert&amp;oacute;rio do pr&amp;oacute;prio Magazine, mas tocamos tamb&amp;eacute;m covers, bandas como The Clash, Ramones, todas aquelas coisas que a gente gosta, &amp;agrave;s vezes algumas m&amp;uacute;sicas in&amp;eacute;ditas, a gente mistura tudo, &amp;eacute; um repert&amp;oacute;rio bem ecl&amp;eacute;tico, sempre voltado para o lado mais cl&amp;aacute;ssico do rock.

&amp;lt;b&amp;gt;Voc&amp;ecirc; foi guitarrista da banda punk AI-5 no in&amp;iacute;cio da carreira, uma das bandas seminais do punk nacional, de l&amp;aacute; para c&amp;aacute;, qual sua opini&amp;atilde;o sobre o estilo no Brasil? Voc&amp;ecirc; acha que o punk hoje sofre uma repress&amp;atilde;o maior pelos meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o em geral?&amp;lt;/b&amp;gt;
&amp;lt;b&amp;gt;Kid Vinil:&amp;lt;/b&amp;gt; Sim, fui guitarrista do AI-5, inclusive a m&amp;uacute;sica John Travolta foi regravada pelo Ratos de Por&amp;atilde;o em um tributo aos grandes cl&amp;aacute;ssicos do punk nacional, mas o punk, tanto aqui como l&amp;aacute; fora, evoluiu muito, desde essa influ&amp;ecirc;ncia do pop, todas as tend&amp;ecirc;ncias que foram surgindo, elas mudaram bastante o estilo, at&amp;eacute; mesmo naquelas bandas mais radicais, existem algumas bandas atuais que eu gosto muito, claro que algumas s&amp;atilde;o mais obscuras, mas o pr&amp;oacute;prio Jay Reatard eu acho muito bom, come&amp;ccedil;ou com uma pegada bem agressiva, mas agora ele j&amp;aacute; &amp;eacute; pop, ele foi punk no come&amp;ccedil;o, a&amp;iacute; a Matador Records &amp;lt;i&amp;gt;(N.R.: gravadora famosa nos EUA e Europa por contar com os maiores nomes da cena alternativa)&amp;lt;/i&amp;gt; transformou ele em um astro. &amp;Eacute; diferente, eu gosto das Vivian Girls, que &amp;eacute; uma bandas de meninas de punk, mas que, de repente, elas podem virar uma The Runaways, uma banda maiorzinha. No geral &amp;eacute; assim, a maioria das bandas come&amp;ccedil;a com uma pegada mais punk, mas com o passar do tempo, quando tornam-se conhecidas, acabam trazendo essa sonoridade pop pra dentro dela. No rock nacional acho que pior ainda, porque voc&amp;ecirc; ouve o NX Zero, que n&amp;atilde;o tenho nada contra, mas que &amp;eacute; chamado de punk rock, e voc&amp;ecirc; sabe que &amp;eacute; totalmente diferente do que era o C&amp;oacute;lera, acho que a f&amp;oacute;rmula se diluiu, existem bandas daquela &amp;eacute;poca que ainda existem e se mant&amp;eacute;m extremamente fi&amp;eacute;is, caso do Invasores de C&amp;eacute;rebro, mas tornaram-se totalmente underground.

<img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/kid-vinil1_thumb.jpg' align='right' width='60'/>&amp;lt;b&amp;gt;Voc&amp;ecirc; &amp;eacute; um grande f&amp;atilde; do The Clash, inclusive conseguiu v&amp;ecirc;-los ao vivo, depois de tanta coisa, voc&amp;ecirc; pode considerar esse o show da sua vida? Existe alguma banda na atualidade que voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o tenha visto e gostaria muito?&amp;lt;/b&amp;gt;
&amp;lt;b&amp;gt;Kid Vinil:&amp;lt;/b&amp;gt; Sim, vi o Clash em Leeds na turn&amp;ecirc; do London Calling, pra mim &amp;eacute; o grande show a ser lembrado, &amp;eacute; uma banda que sempre representou muito pro mim, talvez se tivesse visto um show dos Beatles, mas &amp;agrave;s vezes eu penso nisso, eles pararam de tocar porque n&amp;atilde;o tinham mais condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de comportar uma apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o havia aparelhagem suficiente, ent&amp;atilde;o nem sei se um show dos Beatles seria realmente bom de ver, talvez igual aquele no telhado do Abbey Road (risos), a&amp;iacute; sim o sonho seria completo, mas consegui ver todos os grandes nomes do punk, o Buzzcoks, Shawn 69, Sex Pistols, Stiff Little Fingers, acho que n&amp;atilde;o existe nenhum nome que eu tenha realmente esperado e n&amp;atilde;o tenha conseguido ver daquilo que eu gostasse. Das bandas novas n&amp;atilde;o existe nada que realmente cause aquela vontade, claro que voc&amp;ecirc; ouve algumas coisas mais obscuras e pensa “poxa, deve ser legal ao vivo”, bandas legais como o Rocket from the Crypt eu consegui ver l&amp;aacute; fora na &amp;eacute;poca, foi legal, existem algumas bandas boas hoje, mas n&amp;atilde;o &amp;eacute; nada que eu pensasse ser imprescind&amp;iacute;vel, o Soft Pack, que &amp;eacute; uma banda nova, eu estou apostando muito nela e gostaria muito de v&amp;ecirc;-los ao vivo, existe uma outra chamada Chapman Family, que est&amp;aacute; come&amp;ccedil;ando e eu gostei muito, na verdade eu gostaria de ver essas bandas que est&amp;atilde;o come&amp;ccedil;ando, at&amp;eacute; pra ver o embri&amp;atilde;o disso tudo.

&amp;lt;b&amp;gt;Falando de reuni&amp;atilde;o de bandas, o Blur est&amp;aacute; voltando agora ap&amp;oacute;s 10 anos, o pr&amp;oacute;prio Sisters of Mercy voltou de uma reuni&amp;atilde;o e veio de novo ao Brasil, algumas bandas da d&amp;eacute;cada de 70, 80 voltaram, como voc&amp;ecirc; v&amp;ecirc; isso? D&amp;aacute; pra esperar algo legal ainda dessas bandas?&amp;lt;/b&amp;gt;
&amp;lt;b&amp;gt;Kid Vinil:&amp;lt;/b&amp;gt; Olha, eu acho bacana, mas no caso do Sisters of Mercy, eu gosto demais da banda, mas no caso do Andrew &amp;lt;i&amp;gt;(N.R.: vocalista do Sisters of Mercy)&amp;lt;/i&amp;gt;, n&amp;atilde;o existe mais nada a acrescentar, de vez em quando ele acha que precisa levantar uma grana, pega qualquer m&amp;uacute;sica e gera aquela imensa expectativa no f&amp;atilde;, que v&amp;ecirc; como a oportunidade de ver as bandas que gostou durante a vida, a&amp;iacute; ele n&amp;atilde;o faz a menor quest&amp;atilde;o de agradar o p&amp;uacute;blico, os f&amp;atilde;s ficam na maior apreens&amp;atilde;o de um disco novo... acho isso um pouco de sacanagem. No caso do Blur &amp;eacute; um pouco diferente, eu acho o Damon Albarn um cara inteligent&amp;iacute;ssimo, aqueles projetos dele, o The Good, The Bad and The Queen e o Gorillaz s&amp;atilde;o muito bons, ent&amp;atilde;o eu acredito que ele possa fazer uma coisa legal ainda, o pr&amp;oacute;prio Graham Coxon tamb&amp;eacute;m tem discos bons, a t&amp;iacute;tulo de Blur eu acho que pode render algo sim, mas tamb&amp;eacute;m pode decepcionar, o The Verve mesmo, que &amp;eacute; uma banda que eu adoro, voltou e lan&amp;ccedil;ou um disco que n&amp;atilde;o &amp;eacute; exatamente ruim, mas podia ser melhor, &amp;eacute; diferente daquilo que foi a primeira e a segunda fase deles. 

&amp;lt;b&amp;gt;Kid, no in&amp;iacute;cio da d&amp;eacute;cada voc&amp;ecirc; foi diretor da gravadora Trama e respons&amp;aacute;vel direto por diversos lan&amp;ccedil;amentos aqui, al&amp;eacute;m de v&amp;aacute;rios shows inimagin&amp;aacute;veis naquela &amp;eacute;poca, existe algo que voc&amp;ecirc; tentou muito fazer com que viesse pra c&amp;aacute; e n&amp;atilde;o conseguiu?&amp;lt;/b&amp;gt;
&amp;lt;b&amp;gt;Kid Vinil:&amp;lt;/b&amp;gt; A &amp;eacute;poca da Trama foi legal, conseguimos lan&amp;ccedil;ar muita coisa da Matador Records, lan&amp;ccedil;amos o primeiro disco do Franz Ferdinand aqui, coisas do Yo La Tengo, conseguimos trazer v&amp;aacute;rios bons shows pra c&amp;aacute; tamb&amp;eacute;m, o Belle and Sebastian, Sigur R&amp;oacute;s, Grandaddy... mas eu queria muito ter trazido o Pavement, n&amp;oacute;s conseguimos trazer o Stephen Malkmus (vocalista do Pavement) para alguns shows, eu vi eles l&amp;aacute; fora e adorava os shows deles, acho que foi uma banda que eu queria muito ter trazido, mas infelizmente n&amp;atilde;o deu certo, o Guided By Voices foi uma banda que eu gosto muito e poderia ter trazido, a gente at&amp;eacute; gravou uma m&amp;uacute;sica que vai sair em um tributo a eles!

&amp;lt;b&amp;gt;Na &amp;eacute;poca do Kid Vinil e os Her&amp;oacute;is do Brasil voc&amp;ecirc; tocou com grandes nomes da m&amp;uacute;sica brasileira, caso da Rita Lee, outro nome foi Andr&amp;eacute; Christovan, guitarrista de blues, qual sua liga&amp;ccedil;&amp;atilde;o com blues naquela &amp;eacute;poca e hoje?&amp;lt;/b&amp;gt;
&amp;lt;b&amp;gt;Kid Vinil:&amp;lt;/b&amp;gt; Eu sou um grande f&amp;atilde; de blues, gosto muito, sempre gostei, n&amp;atilde;o sou aquele profundo conhecedor, mas sou um admirador, eu gosto muito de John Mayall, os &amp;aacute;lbuns dele da d&amp;eacute;cada de 70 s&amp;atilde;o verdadeiras obras de arte, mas hoje &amp;eacute; um problema, na verdade acho que o m&amp;uacute;sico chega uma hora que se desgasta tamb&amp;eacute;m, adoro Eric Clapton no Cream, nos primeiros &amp;aacute;lbuns solo, mas hoje ele &amp;eacute; um senhor que toca guitarra, diferente, n&amp;atilde;o &amp;eacute; igual, o pr&amp;oacute;prio Santana era maravilhoso no come&amp;ccedil;o, mas depois criou um “Santana Convida”, todos mudam, o pr&amp;oacute;prio Jeff Beck caiu pro jazz, que &amp;eacute; legal, mas &amp;eacute; diferente daquilo que consagrou todos eles, acabam dirigindo a carreira deles pra outros rumos, at&amp;eacute; por causa da popularidade, no caso do Jeff Beck voc&amp;ecirc; v&amp;ecirc; que &amp;eacute; um cara inteligent&amp;iacute;ssimo, ele tocou no disco do Morrissey e a parceira foi super bem-sucedida.

<img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/kid-vinil3_thumb.jpg' align='right' width='60'/>&amp;lt;b&amp;gt;Voc&amp;ecirc; apresentou o Lado B e outro programas de TV, voc&amp;ecirc; sente falta de fazer isso? Acha que a TV acabou se fechando mais pra m&amp;uacute;sica de anos pra c&amp;aacute;?&amp;lt;/b&amp;gt;
&amp;lt;b&amp;gt;Kid Vinil:&amp;lt;/b&amp;gt; Eu sempre adorei fazer TV, queria muito voltar a fazer, mas voltar com algo legal, algo tipo o Lado B, uma coisa que me desse liberdade igual o pr&amp;oacute;prio blog que eu tenho na MTV, de ter a liberdade de colocar o que eu quiser, o meu gosto pessoal, tanto que at&amp;eacute; destoa o conte&amp;uacute;do que eu publico l&amp;aacute;, eles aparecem falando do Jonas Brothers e eu entro falando de Manic Street Preachers (risos), que &amp;eacute; uma coisa conhecida, mas para o p&amp;uacute;blico mais pop soa totalmente distante, mas de qualquer forma &amp;eacute; algo diferente, eles poderiam transformar isso em um espa&amp;ccedil;o na TV. Hoje a TV n&amp;atilde;o tem mais abertura, mas h&amp;aacute; alguns anos o rock era popular, ent&amp;atilde;o voc&amp;ecirc; tocava em qualquer programa de televis&amp;atilde;o, hoje est&amp;aacute; muito mais underground, mas &amp;eacute; coisa de momento, outra hora o rock pode voltar a ser popular e voltar a aparecer mais.

&amp;lt;b&amp;gt;A figura Kid Vinil &amp;eacute; uma das mais lembradas pelo p&amp;uacute;blico como representante da d&amp;eacute;cada de 80, hoje pegamos v&amp;aacute;rias bandas que, independente do estilo, s&amp;atilde;o lembradas unicamente por serem da d&amp;eacute;cada de 80, voc&amp;ecirc; acha que esse r&amp;oacute;tulo comprometeu a evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o dessas bandas e do rock nacional como um todo?&amp;lt;/b&amp;gt;
&amp;lt;b&amp;gt;Kid Vinil:&amp;lt;/b&amp;gt; Esse &amp;eacute; um grande problema, essa coisa de “anos 80” ficou muito marcada, os revivals todos, e viajo o Brasil inteiro com essas hist&amp;oacute;rias de shows, festas dos anos 80. Abriu um espa&amp;ccedil;o de shows absurdo, &amp;eacute; engra&amp;ccedil;ado, virou uma febre, a gente pensou que ia durar um, dois anos, mas ficou! Tudo bem, estamos trabalhando, &amp;oacute;timo, mas ficou o r&amp;oacute;tulo, n&amp;atilde;o tem jeito, parece existir um carimbo sobre a gente escrito “d&amp;eacute;cada de 80”, por um lado eu n&amp;atilde;o acho isso t&amp;atilde;o mal, eu estava pensando esses dias “e o carimbo anos 90?”, ele n&amp;atilde;o existe, talvez por marcarmos tanto uma &amp;eacute;poca, existiram v&amp;aacute;rias banda que apareceram a desapareceram no meio da d&amp;eacute;cada de 90 e ainda tocam, mas ficaram esquecidas, caso do Surto, Virgul&amp;oacute;ides, v&amp;aacute;rias outras. Eu fico pensando se daqui 10 anos elas v&amp;atilde;o ser resgatadas, se vai haver um revival dos anos 90 tamb&amp;eacute;m, grande parte dessas bandas toca hoje em bares. Acho que por marcar uma &amp;eacute;poca n&amp;atilde;o existe como fugir do r&amp;oacute;tulo, &amp;eacute; como Jovem Guarda, n&amp;atilde;o tem como fugir disso, &amp;eacute; Jovem Guarda e acabou, hoje mesmo, o NX Zero mesmo marcou esses anos, daqui 20 anos podem n&amp;atilde;o existir mais emos, a banda pode fazer muita coisa diferente nesse per&amp;iacute;odo, mas sempre ser&amp;atilde;o taxados de emo. Outros estilos tamb&amp;eacute;m como o grunge, &amp;eacute; grunge e pronto, ficou marcado.

&amp;lt;b&amp;gt;Falando em movimentos, o grunge foi o grande nome da d&amp;eacute;cada de 90, voc&amp;ecirc; acredita que a &amp;uacute;ltima grande virada da m&amp;uacute;sica tenha sido o surgimento dos Strokes?&amp;lt;/b&amp;gt;
&amp;lt;b&amp;gt;Kid Vinil:&amp;lt;/b&amp;gt; Ali no fim da d&amp;eacute;cada de 90 mesmo os Strokes j&amp;aacute; foram um marco do chamado “novo rock”, foi sem d&amp;uacute;vidas um divisor de &amp;aacute;guas, &amp;eacute; o que marcou essa &amp;eacute;poca, hoje em dia a gente tem a new rave, mas n&amp;atilde;o &amp;eacute; derivado do rock, &amp;eacute; mais da m&amp;uacute;sica eletr&amp;ocirc;nica que foi tendo suas ramifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es, acho que tem muito a ver com a pr&amp;oacute;pria new wave, caso de Human League, Talking Heads, &amp;eacute; tudo refer&amp;ecirc;ncia desse povo hoje. Hoje escuto um monte de bandas novas e penso “essa &amp;eacute; Talking Heads, essa &amp;eacute; Devo”, o pr&amp;oacute;prio Foals e o Rapture s&amp;atilde;o Talking Heads puro.

&amp;lt;b&amp;gt;E era dfi&amp;iacute;cil conseguir material dessas bandas naquela &amp;eacute;poca?&amp;lt;/b&amp;gt;
&amp;lt;b&amp;gt;Kid Vinil:&amp;lt;/b&amp;gt; Era complicado, voc&amp;ecirc; s&amp;oacute; conseguia com quem viajava, aquela coisa toda, engra&amp;ccedil;ado que um colega nosso era comiss&amp;aacute;rio de bordo e tinha uma loja chamada Bossa Nova, e no momento ele era o cara que me trazia tudo e depois montou a loja, ent&amp;atilde;o era um desespero, por exemplo os 12” dos Smiths, lembro quando chegou Panic, The Boy With The Thorn In His Side, meu, tinha nego que se quebrava na loja porque ele trazia uma, duas c&amp;oacute;pias s&amp;oacute;, a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos Estados Unidos era um pouco mais f&amp;aacute;cil, mas da Europa era super complicado.

&amp;lt;b&amp;gt;Daqui pra frente, o que podemos esperar de voc&amp;ecirc; Kid? Existem planos para o futuro?&amp;lt;/b&amp;gt;
&amp;lt;b&amp;gt;Kid Vinil:&amp;lt;/b&amp;gt; (risos) Estamos aqui pro que der e vier, n&amp;atilde;o existe nada que eu queira fazer exatamente, a Ediouro teve a id&amp;eacute;ia de criar um livro falando do rock nacional da d&amp;eacute;cada de 50 pra c&amp;aacute;, e vai ser muito complicado, eu estou ensaiando, mas &amp;eacute; complicado, eu gosto muito do rock brasileiro dessa d&amp;eacute;cada pra c&amp;aacute;, curto v&amp;aacute;rias coisas, mas &amp;eacute; muita coisa, &amp;eacute; um trabalho de pesquisa absurdo, &amp;eacute; um projeto deles, est&amp;atilde;o cobrando, mas &amp;eacute; algo que tem que ser feito devagar, &amp;agrave;s vezes eu tamb&amp;eacute;m sou pregui&amp;ccedil;oso (risos), n&amp;atilde;o d&amp;aacute; pra ficar o dia inteiro no computador escrevendo sem parar, pesquisando, porque n&amp;atilde;o podemos deixar passar datas, sair alguma besteira, &amp;eacute; complicado, mas eu vou tentar!!</description>
  <guid>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=1825&amp;t=kidvinileseusdiscos</guid>
  <pubDate>Fri, 19 Jun 2009 12:27:18 PDT</pubDate>
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  <title>Shadowside &amp;acute;&amp;agrave;s claras&amp;acute;</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=1789&amp;t=shadowsideasclaras</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/shadowside2_thumb.jpg' align='right' width='60'/>Na tarde do &amp;uacute;ltimo domingo, 24 de maio, os carism&amp;aacute;ticos integrantes Dani Nolden (vocal) e Raphael Mattos (guitarra) da banda heavy metal Shadowside recebeu nos est&amp;uacute;dios da All TV esta equipe. Veja na &amp;iacute;ntegra reproduzida abaixo quais os pr&amp;oacute;ximos passos da banda com rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; carreira e coment&amp;aacute;rios gerais sobre sua m&amp;uacute;sica.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Percebendo a intensa curiosidade do p&amp;uacute;blico e o surgimento de v&amp;aacute;rios boatos, alguns deles de cunho reconhecidamente maldoso, o que voc&amp;ecirc;s gostariam de dizer ao p&amp;uacute;blico sobre o cancelamento de sua participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o na abertura do show do Iron Maiden?
&amp;lt;b&amp;gt;Shadowside:&amp;lt;/b&amp;gt; N&amp;atilde;o ocorreu nada al&amp;eacute;m do temporal. Come&amp;ccedil;ou a chover por volta das tr&amp;ecirc;s da tarde, s&amp;oacute; estiando &amp;agrave;s seis. N&amp;atilde;o ia rolar mais... N&amp;atilde;o daria tempo nem para a passagem de som! O Iron perdeu muitos equipamentos, danificaram-se tel&amp;otilde;es e boa parte do equipamento de pirofagia... As montagens de palco ficaram todas atrasadas, tanto que inclusive o tempo de show da Lauren Harris necessitou ser reduzido. O Iron s&amp;oacute; entrou no palco &amp;agrave;s 9 da noite. N&amp;atilde;o houve desorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, brigas entre as bandas ou nenhuma das coisas que andaram mencionando... Tudo foi apenas provocado pelo mau tempo! Inclusive a assessoria do Iron publicou nota &amp;agrave; imprensa relatando o porqu&amp;ecirc; dos atrasos e cancelamentos...

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como surgiu o convite para que voc&amp;ecirc;s realizassem a abertura do show do Iron aqui em S&amp;atilde;o Paulo?
&amp;lt;b&amp;gt;Shadowside:&amp;lt;/b&amp;gt; Os empres&amp;aacute;rios do Iron entraram em contato com a Mondo Entretenimento, que foi respons&amp;aacute;vel pela organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos shows em S&amp;atilde;o Paulo, solicitando sugest&amp;otilde;es de algumas bandas que poderiam estar abrindo o show. Ent&amp;atilde;o eles realizaram uma pesquisa e coletaram alguns nomes que trabalham com estilo pr&amp;oacute;ximo ao da banda, entre esses estava o nosso, e passaram para os pr&amp;oacute;prios integrantes do Iron fazerem a escolha. Ap&amp;oacute;s ver e ouvir clipes, m&amp;uacute;sicas e grava&amp;ccedil;&amp;otilde;es de apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o das bandas, eles gostaram do nosso trabalho e nos escolheram. O convite surgiu na quarta-feira &amp;aacute; noite e o show j&amp;aacute; seria realizado no domingo, assim, foi tudo muito &amp;agrave;s pressas, inclusive a divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o.

<img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/Dani-Nolden_thumb.jpg' align='right' width='60'/>&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como est&amp;aacute; sendo trabalhar com nomes de peso da ind&amp;uacute;stria fonogr&amp;aacute;fica como o produtor deste &amp;aacute;lbum, Dave Schiffman, que j&amp;aacute; produziu Audioslave, System of a Down, Red Hot Chilli Peppers, etc?
&amp;lt;b&amp;gt;Shadowside:&amp;lt;/b&amp;gt; T&amp;iacute;nhamos uma lista com nomes de v&amp;aacute;rios produtores e ele estava no topo da lista. Ainda acredit&amp;aacute;vamos que seria pouco prov&amp;aacute;vel que ele aceitasse a proposta, justamente porque ele teria que vir ao Brasil para realizar o trabalho, etc... Ficamos surpresos com a forma como ele acolheu o projeto, mesmo porque, atualmente, ele j&amp;aacute; possui reconhecimento suficiente para escolher com quem quer trabalhar. Ele se interessou logo de cara pelo nosso trabalho e percebeu que poderia acrescentar, dar novas id&amp;eacute;ias, visto que ele n&amp;atilde;o trabalha apenas com heavy metal, mas tamb&amp;eacute;m com outros estilos, sendo que suas contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es foram muito importantes para n&amp;oacute;s, entretanto, de forma extremamente generosa, sem imposi&amp;ccedil;&amp;otilde;es, apenas indicando o caminho e nos deixando livres para criar.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Falem-nos um pouco sobre a concep&amp;ccedil;&amp;atilde;o deste novo &amp;aacute;lbum.
&amp;lt;b&amp;gt;Shadowside:&amp;lt;/b&amp;gt; Vai ser diferente, ali&amp;aacute;s, &amp;eacute; diferente do anterior, j&amp;aacute; est&amp;aacute; recebendo bom respaldo da cr&amp;iacute;tica e do p&amp;uacute;blico. &amp;Eacute; um &amp;aacute;lbum mais maduro, s&amp;atilde;o novos integrantes, a sintonia &amp;eacute; outra. No &amp;aacute;lbum de estr&amp;eacute;ia ainda n&amp;atilde;o t&amp;iacute;nhamos identidade definida, &amp;eacute;ramos uma mescla de sons que gost&amp;aacute;vamos, ainda est&amp;aacute;vamos muito pautados em nossas influ&amp;ecirc;ncias (Iron Maiden, Judas Priest e Helloween). Este &amp;aacute;lbum tem personalidade, est&amp;aacute; bem mais atrevido, ousado mesmo. Com a ajuda do Dave e uma maior dose de coragem da banda, ficou mais uniforme.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Cada integrante tem forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o musical, inclina&amp;ccedil;&amp;otilde;es e gostos diferentes. Como se administram as diferen&amp;ccedil;as de estilo pessoal dentro da banda?
&amp;lt;b&amp;gt;Shadowside:&amp;lt;/b&amp;gt; N&amp;atilde;o brigamos apesar da diversidade de estilos. Gostamos de coisas parecidas, por&amp;eacute;m, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; conflito na hora de fazermos nossa m&amp;uacute;sica, unimos o que temos em comum, at&amp;eacute; chegarmos a um ponto em que todos concordamos. Fazemos hoje um som que gostar&amp;iacute;amos que outras bandas fizessem.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como a banda lidou com as mudan&amp;ccedil;as na forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o original?
&amp;lt;b&amp;gt;Shadowside:&amp;lt;/b&amp;gt; J&amp;aacute; principiou com a pr&amp;oacute;pria conviv&amp;ecirc;ncia, temos hoje mais qu&amp;iacute;mica, as m&amp;uacute;sicas est&amp;atilde;o mais fluidas. Antes t&amp;iacute;nhamos o problema com personalidades conflitantes, que n&amp;atilde;o se uniam, n&amp;atilde;o acrescentavam muito em conjunto com as outras e da&amp;iacute; as coisas n&amp;atilde;o funcionavam bem. Gostamos-nos muito como pessoas, &amp;eacute;ramos muito amigos, como at&amp;eacute; hoje ainda somos, s&amp;oacute; n&amp;atilde;o funcion&amp;aacute;vamos bem como banda. Hoje, mesmo com os diferentes gostos musicais de cada um, funciona melhor. &amp;Eacute; mais caloroso, o que se reflete no trabalho. A cr&amp;iacute;tica acolheu t&amp;atilde;o bem o novo &amp;aacute;lbum que a impress&amp;atilde;o que nos d&amp;aacute; &amp;eacute; que todos esperavam por algo assim h&amp;aacute; anos, ent&amp;atilde;o j&amp;aacute; principiaram a antecipar a divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao novo trabalho, dando-lhe destaque e proje&amp;ccedil;&amp;atilde;o.

<img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/Raphael-Mattos_thumb.jpg' align='right' width='60'/>&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Voc&amp;ecirc;s j&amp;aacute; contam com uma bem consolidada carreira internacional, sendo sucesso de p&amp;uacute;blico e cr&amp;iacute;tica. Como voc&amp;ecirc;s esperam alcan&amp;ccedil;ar o mesmo respaldo do p&amp;uacute;blico brasileiro?
&amp;lt;b&amp;gt;Shadowside:&amp;lt;/b&amp;gt; J&amp;aacute; estamos trabalhando nisso neste momento. Estamos marcando muitos shows. Acreditamos que o fato de fazermos tanto sucesso l&amp;aacute; fora abriu os olhos do p&amp;uacute;blico brasileiro, aumentando a curiosidade sobre o nosso trabalho. N&amp;oacute;s fomos headliners em um festival na Espanha, mesmo sem realizarmos previamente qualquer promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o naquele pa&amp;iacute;s, ent&amp;atilde;o percebemos que o hist&amp;oacute;rico da banda conta muito a favor deste interesse do p&amp;uacute;blico, agora &amp;eacute; apenas uma quest&amp;atilde;o de tempo para conquistarmos definitivamente o p&amp;uacute;blico brasileiro.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o os pr&amp;oacute;ximos passos da banda?
&amp;lt;b&amp;gt;Shadowside:&amp;lt;/b&amp;gt; Realizaremos turn&amp;ecirc;s por toda a Am&amp;eacute;rica Latina, s&amp;oacute; estamos aguardando a confirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de algumas datas e excursionaremos tamb&amp;eacute;m pelo nordeste brasileiro, aonde a cena rock atualmente vem ganhando maior vulto. Aqui no sul e sudeste a cena saturou um pouco, pois todas as bandas vinham apenas para c&amp;aacute;, era aqui que tudo acontecia, e os nordestinos tamb&amp;eacute;m gostam de metal. A partir do momento e que boas bandas come&amp;ccedil;aram a se apresentar l&amp;aacute;, se solidificou um novo nicho de rock no Brasil. Antes, talvez, n&amp;atilde;o tiv&amp;eacute;ssemos a oportunidade de tocar l&amp;aacute;, mas agora est&amp;atilde;o surgindo muitos convites, as pessoas est&amp;atilde;o buscando m&amp;uacute;sica. Assim, excursionaremos tamb&amp;eacute;m por cidades do interior, n&amp;atilde;o apenas grandes cidades e capitais. Iremos onde a demanda nos levar!

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o as principais influ&amp;ecirc;ncias em sua m&amp;uacute;sica?
&amp;lt;b&amp;gt;Shadowside:&amp;lt;/b&amp;gt; Tudo o que voc&amp;ecirc; puder imaginar! De m&amp;uacute;sica cl&amp;aacute;ssica at&amp;eacute; pop, blues, rock, heavy metal em geral. Passeamos por v&amp;aacute;rios estilos, do cl&amp;aacute;ssico ao moderno, n&amp;atilde;o nos fixamos em uma &amp;uacute;nica coisa, incorporamos e absorvemos tudo aquilo que gostamos de ouvir em nossa m&amp;uacute;sica, n&amp;atilde;o nos preocupamos em ouvir apenas determinado tipo de som, ou em retirar influ&amp;ecirc;ncias de uma &amp;uacute;nica fonte, o ecletismo &amp;eacute; importante, para que as can&amp;ccedil;&amp;otilde;es n&amp;atilde;o fiquem limitadas, com poucas possibilidades e alternativas na concep&amp;ccedil;&amp;atilde;o.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; O que voc&amp;ecirc;s esperam deste novo &amp;aacute;lbum, em termos de repercuss&amp;atilde;o? Quais s&amp;atilde;o as medidas tomadas at&amp;eacute; o momento?
&amp;lt;b&amp;gt;Shadowside:&amp;lt;/b&amp;gt; J&amp;aacute; estamos divulgando no MySpace para ver se “pega fogo”. Estamos sempre atualizando nosso blog e as visita&amp;ccedil;&amp;otilde;es est&amp;atilde;o sempre altas, portanto j&amp;aacute; existe uma boa resposta. Esperamos que o p&amp;uacute;blico curta o nosso trabalho. No meio do ano que vem, 2010, quando dermos um tempo com as turn&amp;ecirc;s, j&amp;aacute; come&amp;ccedil;aremos a trabalhar em novo &amp;aacute;lbum, inclusive j&amp;aacute; temos um bom material e talvez at&amp;eacute; o fim do ano j&amp;aacute; possamos estar lan&amp;ccedil;ando. Agora estamos mais voltados a trabalhar bem as can&amp;ccedil;&amp;otilde;es deste... Precisamos deixar amadurecer as id&amp;eacute;ias, at&amp;eacute; para que o pr&amp;oacute;ximo CD n&amp;atilde;o fique parecido com este.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Porque a escolha do t&amp;iacute;tulo “Dare to Dream” (Atreva-se a sonhar) para este &amp;aacute;lbum?
&amp;lt;b&amp;gt;Shadowside:&amp;lt;/b&amp;gt; Tudo come&amp;ccedil;a do sonho, do atrevimento de sonhar e ir atr&amp;aacute;s. Come&amp;ccedil;amos a banda como um sonho de adolescente e hoje estamos vivenciando tudo isto, turn&amp;ecirc;s internacionais, reconhecimento pelo nosso trabalho etc. A nossa mensagem para as pessoas &amp;eacute; essa, se atrevam a sonhar, tudo &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel. Estamos conquistando nosso espa&amp;ccedil;o e esse &amp;eacute; o nosso incentivo para que as pessoas sigam seus sonhos.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Falem um pouco sobre as tem&amp;aacute;ticas exploradas por suas can&amp;ccedil;&amp;otilde;es...
&amp;lt;b&amp;gt;Shadowside:&amp;lt;/b&amp;gt; Na quest&amp;atilde;o das letras, a banda estava nesta reformula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ent&amp;atilde;o a Dani (vocal) escreveu tudo. J&amp;aacute; t&amp;iacute;nhamos muito material guardado, fatos do dia-a-dia, da TV, de forma que inspira&amp;ccedil;&amp;atilde;o para as can&amp;ccedil;&amp;otilde;es sempre surgem das formas mais inusitadas. O material para este CD j&amp;aacute; estava praticamente todo pronto. As letras falam de relacionamentos pessoais em geral, h&amp;aacute; uma m&amp;uacute;sica que retrata pessoas que perdem suas identidades em busca de aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o social. Tamb&amp;eacute;m surgem cr&amp;iacute;ticas aos problemas sociais mas de forma positiva, buscando propor mudan&amp;ccedil;as, transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es de coisas negativas em algo realmente bom.</description>
  <guid>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=1789&amp;t=shadowsideasclaras</guid>
  <pubDate>Fri, 29 May 2009 07:43:00 PDT</pubDate>
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  <title>Entrevista com Vanguart</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=1684&amp;t=entrevistacomvanguart</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/vanguart_thumb.jpg' align='right' width='60'/>Na &amp;uacute;ltima segunda-feira, dia 23 de mar&amp;ccedil;o, o Vanguart lan&amp;ccedil;ou seu novo CD/DVD ao vivo &amp;lt;i&amp;gt;“Registro Multishow Vanguart”&amp;lt;/i&amp;gt; e a equipe do Music&amp;atilde;o estava l&amp;aacute; para conferir, leia abaixo uma entrevista descontra&amp;iacute;da com Helio Flanders falando, dentre outros assuntos, sobre o lan&amp;ccedil;amento, as composi&amp;ccedil;&amp;otilde;es e muito mais!

&amp;lt;b&amp;gt;O Vanguart &amp;eacute; uma banda nova no cen&amp;aacute;rio nacional e tem se destacado dentro da cena neo-folk, junto com outros nomes, quais suas principais influ&amp;ecirc;ncias?&amp;lt;/b&amp;gt;
H&amp;eacute;lio: Cada integrante tem as suas influ&amp;ecirc;ncias pessoais, mas podemos falar que no geral seria rock dos anos 60 at&amp;eacute; 90, n&amp;oacute;s meio que paramos no tempo nos anos 90, n&amp;atilde;o temos ouvido muito bandas novas, por&amp;eacute;m o principal mesmo &amp;eacute; anos 60, Beatles, Ludovic, Dorival, Jobim e pra citar as 3 l&amp;iacute;nguas principais, o argentino Luis Alberto Spinetta. Tamb&amp;eacute;m ouvimos muita musica instrumental e jazz.

&amp;lt;b&amp;gt;Novo lan&amp;ccedil;amento da Banda, no DVD, existe um cover de “O Mar”, de Dorival Caimmy, qual o processo da banda para decis&amp;atilde;o de realizar um cover?&amp;lt;/b&amp;gt;
H&amp;eacute;lio: N&amp;atilde;o dir&amp;iacute;amos que &amp;eacute; um cover, e sim uma vers&amp;atilde;o... sempre fazemos brincadeiras com musicas de outros artistas nos shows.

&amp;lt;b&amp;gt;No in&amp;iacute;cio da banda, a m&amp;iacute;dia como um todo n&amp;atilde;o entendia qual a proposta da banda, lan&amp;ccedil;ando releases mega curtos e “obscuros”, sem falar qual o estilo musical, e dando como fonte inspiradora Juddy Garland, colocando a banda num patamar entre a m&amp;uacute;sica pop e a nova onda do folk, que hoje &amp;eacute; extremamente not&amp;aacute;vel, como a m&amp;iacute;dia v&amp;ecirc; hoje voc&amp;ecirc;s?&amp;lt;/b&amp;gt;
H&amp;eacute;lio: Os jornalistas gostam da banda. Dif&amp;iacute;cil eles verem alguma critica ruim sobre as musicas, o que &amp;agrave;s vezes &amp;eacute; ruim, pois n&amp;atilde;o sabem quando o jornalista est&amp;aacute; sendo falso ou verdadeiro. J&amp;aacute; aconteceu de lerem cr&amp;iacute;ticas horr&amp;iacute;veis que eles viam que era coisa pessoal do jornalista contra eles, essas at&amp;eacute; nem ligam, algumas vezes at&amp;eacute; lemos cr&amp;iacute;ticas negativas, mas construtivas, mais sinceras, que ajudam a aprimorar o trabalho, Hoje os jornalistas j&amp;aacute; se ligaram no “novo jornalismo”, com uso de internet e tal, mas uns 30% ainda s&amp;atilde;o das antigas, com vis&amp;otilde;es antigas das coisas, e n&amp;atilde;o entendem o momento hist&amp;oacute;rico da m&amp;uacute;sica, n&amp;atilde;o entendem a nova MPB, mas existe esperan&amp;ccedil;a no jornalismo musical, j&amp;aacute; me arrependi de muitas coisas que falei para blogs e at&amp;eacute; para ve&amp;iacute;culos maiores, por ser sincero demais, mas espero segurar a onda, a internet aproximou muito os artistas dos f&amp;atilde;s, voc&amp;ecirc; pode ouvir qualquer coisa sem aquela f&amp;oacute;rmula da industria musical, os artistas e gravadoras precisam mudar a postura, ningu&amp;eacute;m &amp;eacute; Deus para ficar trancado no camarim, acho horr&amp;iacute;vel aqueles artistas que encerram o show, entram no carro e j&amp;aacute; v&amp;atilde;o para o hotel sem ter a proximidade com o p&amp;uacute;blico. Isso &amp;eacute; fundamental.

&amp;lt;b&amp;gt;O Vanguart &amp;eacute; uma banda de Cuiab&amp;aacute;, como anda a cena musical por l&amp;aacute;, considerando que o grande p&amp;oacute;lo musical concentra-se em SP?&amp;lt;/b&amp;gt;
H&amp;eacute;lio: A cena de Cuiab&amp;aacute; &amp;eacute; forte na quest&amp;atilde;o de festivais e coletivos de m&amp;uacute;sica nova, a nova MPB. Existem v&amp;aacute;rias bandas autorais, que com o auxilio da internet conseguem ser diferentes do que est&amp;aacute; acontecendo hoje na cena musical nacional. No Brasil todo existem essas ‘mini-cenas’, com seus festivais pr&amp;oacute;prios, com suas peculiaridades. Seria como foi Seattle nos EUA, o pr&amp;oacute;prio vanguart vem deste cen&amp;aacute;rio, e ele &amp;eacute; formado por ex-integrantes de 5 bandas totalmente com sons totalmente diferentes que existiam entre 2000 e 2001: Douglas Godoy (acid jazz), David Dafre (hard rock), Helio Flanders (glam rock com direito a maquiagem, imagine isso em Cuiab&amp;aacute;. risos), Reginaldo Lincoln (grunge) e Luiz Lazarotto (pop-rock). A hist&amp;oacute;ria do Vanguart &amp;eacute; da seguinte forma, Hugo, l&amp;iacute;der da banda e vocalista, foi quem deu o nome &amp;agrave; banda, ainda quando era apenas um projeto solo, que era apenas ele, cantando com viol&amp;atilde;o e tecladinho, gravava as m&amp;uacute;sicas e apresentava aos amigos, a banda tem o som hoje devido &amp;agrave; reuni&amp;atilde;o dos 5 integrantes, se tiver um deles sair ou acrescentar um novo integrante, as composi&amp;ccedil;&amp;otilde;es j&amp;aacute; n&amp;atilde;o ficam a mesma coisa. No in&amp;iacute;cio da banda, j&amp;aacute; com os 5, o H&amp;eacute;lio costumava dar muita opini&amp;atilde;o ainda no que cada um adicionava &amp;agrave;s m&amp;uacute;sicas, o que tornava o processo “quadrado”, j&amp;aacute; que sempre tinha a m&amp;atilde;o dele. Quando resolveu deixar cada um livre para opinar, foi que a coisa come&amp;ccedil;ou a fluir, contando as m&amp;uacute;sicas com opini&amp;otilde;es de todos, apesar de quase todas as letras ainda serem dele. Cada membro &amp;eacute; importante para a banda, justamente pelas influ&amp;ecirc;ncias individuais, e assim trazer ant&amp;iacute;teses para a banda.  Hugo, l&amp;iacute;der da banda e vocalista, foi quem deu o nome ainda quando era apenas um projeto-solo, que era apenas ele, cantando com viol&amp;atilde;o e tecladinho, gravando as m&amp;uacute;sicas e apresentando aos amigostemo hoje esse som devido &amp;agrave; reuni&amp;atilde;o dos 5 integrantes, com a sa&amp;iacute;da de um ou acrescentando um novo integrante, as composi&amp;ccedil;&amp;otilde;es j&amp;aacute; n&amp;atilde;o ficam a mesma coisa. No in&amp;iacute;cio da banda, j&amp;aacute; com os 5, apenas um dava sua opini&amp;atilde;o, o que tornava o processo “quadrado”, j&amp;aacute; que sempre tinha uma &amp;uacute;nica m&amp;atilde;o. Quando resolvemos deixar cada um livre para opinar, foi que a coisa come&amp;ccedil;ou a fluir, contando as m&amp;uacute;sicas com opini&amp;otilde;es de todos, apesar de quase todas as letras ainda serem de uma &amp;uacute;nica pessoa, cada membro &amp;eacute; importante para a banda, justamente pelas influ&amp;ecirc;ncias individuais, e assim trazer ant&amp;iacute;teses para n&amp;oacute;s. Existem v&amp;aacute;rios exemplos na hist&amp;oacute;ria musical de trocas de m&amp;uacute;sicos, a maioria bem-sucedida, mas invariavelmente, o som muda, acreditamos que para uma troca de vocalista, &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio encontrar O cara para o posto, existem poucos bons exemplos disso, como AC/DC e Iron Maiden, no Brasil o Bar&amp;atilde;o Vermelho, em outros casos, &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio trocar a f&amp;oacute;rmula da banda para que uma troca de vocalista seja bem sucedida, como a Na&amp;ccedil;&amp;atilde;o Zumbi e o Forgotten Boys, que recentemente perdeu seu membro mais emblem&amp;aacute;tico e adicionaram um baixo e um percursionista &amp;agrave; banda.

&amp;lt;b&amp;gt;Sobre o fato de a banda possuir um nome em ingl&amp;ecirc;s, voc&amp;ecirc;s acreditam que isso facilita a divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o e reconhecimento do nome?&amp;lt;/b&amp;gt;
H&amp;eacute;lio: Nunca pensei sobre isso. A inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o inicial como disse antes, era apenas compor e passar as m&amp;uacute;sicas para os amigos, quando montamos a banda realmente, ap&amp;oacute;s um per&amp;iacute;odo de “retiro espiritual” de 9 meses na Bol&amp;iacute;via, &amp;eacute; que pensou “agora estamos fazendo m&amp;uacute;sica de vanguarda”, mas o nome j&amp;aacute; existia antes.

&amp;lt;b&amp;gt;Voc&amp;ecirc;s acreditam que o p&amp;uacute;blico da banda hoje tem curiosidade em conhecer mais sobre os artistas que os influenciaram?&amp;lt;/b&amp;gt;
H&amp;eacute;lio: Talvez pesquisem, talvez n&amp;atilde;o, &amp;eacute; importante pelo menos conhecer Beatles, Bob Dylan, ficaria lisonjeado em saber que consegui aproximar as pessoas desses artistas, mas de prefer&amp;ecirc;ncia a fase menos conhecida, como por exemplo, a “fase negra” do Roberto Carlos, at&amp;eacute; 76, antes dele ter se transformado no Julio Iglesias brasileiro.

&amp;lt;b&amp;gt;Qual a opini&amp;atilde;o da banda sobre o mercado informal da m&amp;uacute;sica, a pirataria e a internet?&amp;lt;/b&amp;gt;
H&amp;eacute;lio: A ind&amp;uacute;stria fonogr&amp;aacute;fica como um todo precisa ser repensada. Precisa analisar caso a caso com gravadoras e artistas, venda de musica pela internet, divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mudan&amp;ccedil;a de costumes, hoje &amp;eacute; o momento que as gravadoras precisam ver o que fazer, e espera-se que elas venham com novidades de venda para o p&amp;uacute;blico, e n&amp;atilde;o o contr&amp;aacute;rio, e mais que isso, em 2 anos, vai precisar ser repensado novamente. O Vanguart &amp;eacute; uma banda de internet, e no come&amp;ccedil;o incomodava esse r&amp;oacute;tulo, mas o contrato com a Universal Music trouxe uma gama imensa de possibilidades, viagens pelo Brasil, divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o, exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, coisas que sendo uma banda independente n&amp;atilde;o t&amp;iacute;nhamos, com essas ferramentas conseguimos possibilidades reais de fazer sucesso, mas n&amp;atilde;o &amp;eacute; porque temos um contrato, que o sucesso seja garantido, esperamos continuar gravando discos e n&amp;atilde;o olhar para tr&amp;aacute;s sem se arrepender de coisas que tenha feito.

&amp;lt;b&amp;gt;O Vanguart foi uma banda que fez um &amp;oacute;timo uso da internet, como voc&amp;ecirc;s a usam hoje como canal de divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o?&amp;lt;/b&amp;gt;
H&amp;eacute;lio: A internet foi fundamental pra banda, divulgamos muitas musicas para download e &amp;eacute; legal ir para os lugares mais estranhos do pa&amp;iacute;s e todo mundo cantando nossas m&amp;uacute;sicas, somos internautas e usu&amp;aacute;rios de internet para tudo. At&amp;eacute; comida pedimos, mas ainda sou avesso ao twitter. N&amp;atilde;o tenho e n&amp;atilde;o pretendo ter por um bom tempo (risos)

&amp;lt;b&amp;gt;Pergunta que n&amp;atilde;o quer calar: voc&amp;ecirc;s foram convidados para o Just a Fest? A banda chegou a ser divulgada como uma das atra&amp;ccedil;&amp;otilde;es e no fim saiu do line up, o que aconteceu realmente?&amp;lt;/b&amp;gt;
H&amp;eacute;lio: Vou falar a &amp;uacute;nica verdade sobre esse assunto: est&amp;aacute;vamos gravando o DVD, e recebemos uma liga&amp;ccedil;&amp;atilde;o, sendo avisados que saiu num site que ir&amp;iacute;amos participar do Just a Fest, at&amp;eacute; ent&amp;atilde;o n&amp;atilde;o sab&amp;iacute;amos de nada, ligamos para nosso empres&amp;aacute;rio que tamb&amp;eacute;m ainda n&amp;atilde;o sabia sobre isso, depois para a gravadora, que afirmou estar negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es para isso, no final das contas o neg&amp;oacute;cio n&amp;atilde;o foi concretizado e foi uma pena que tenha vazado a hist&amp;oacute;ria antes de ter acontecido qualquer coisa efetivamente, gostar&amp;iacute;amos muito de ter tocado ao lado de uma banda cl&amp;aacute;ssica como o Kraftwerk.

&amp;lt;b&amp;gt;Voc&amp;ecirc;s acreditam que, em um futuro n&amp;atilde;o muito distante, podem ocupar o lugar dos Los Hermanos?&amp;lt;/b&amp;gt;
H&amp;eacute;lio: Os nossos f&amp;atilde;s gostam deles, temos o mesmo perfil de ouvinte que eles, musicalmente n&amp;atilde;o somos parecidos, talvez quanto &amp;agrave;s composi&amp;ccedil;&amp;otilde;es, na quest&amp;atilde;o de fazer m&amp;uacute;sica despretensiosa.

&amp;lt;b&amp;gt;As composi&amp;ccedil;&amp;otilde;es da banda s&amp;atilde;o autorais, viagens, hist&amp;oacute;rias?&amp;lt;/b&amp;gt;
H&amp;eacute;lio: Eu estudei letras, ok, entre aspas, eu freq&amp;uuml;entei as aulas (risos) e foi curioso escrever as letras e as pessoas dizerem que elas s&amp;atilde;o rebuscadas, n&amp;atilde;o vejo isso, mas sim, s&amp;atilde;o coisas do cotidiano, olhando hoje para elas. Sempre come&amp;ccedil;o a escrever as letras e no final acabo incluindo sem perceber alguma hist&amp;oacute;ria do nosso cotidiano. Agora percebo que nunca tinha falado sobre isso, tem coisas de momento da vida... Sinistro... Cuiab&amp;aacute; &amp;eacute; foda!!!.... Por exemplo, j&amp;aacute; li jornalista falando sobre a m&amp;uacute;sica “Sem&amp;aacute;foro”, poxa, para mim &amp;eacute; t&amp;atilde;o f&amp;aacute;cil, ela fala sobre verdades absolutas, s&amp;atilde;o met&amp;aacute;foras, Rembrandt, por isso que uma parte dos jornalistas n&amp;atilde;o entende o que est&amp;aacute; acontecendo hoje musicalmente...</description>
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  <pubDate>Wed, 25 Mar 2009 06:53:47 PDT</pubDate>
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  <title>Entrevista com Dead Fish</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=1639&amp;t=entrevistacomdeadfish</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/dead-fish-2_thumb.jpg' align='right' width='60'/>&amp;lt;b&amp;gt;S&amp;atilde;o quase duas d&amp;eacute;cadas de carreira e os capixabas do Dead Fish lan&amp;ccedil;am seu oitavo &amp;aacute;lbum de est&amp;uacute;dio, Contra Todos; com letras empolgantes e um instrumental mais agressivo, a banda mostra porque com os anos n&amp;atilde;o perdeu sua import&amp;acirc;ncia no cen&amp;aacute;rio nacional, confira agora uma entrevista exclusiva com Rodrigo e Phillipe, falando para a equipe do Music&amp;atilde;o, dentre outras coisas, do lan&amp;ccedil;amento do novo &amp;aacute;lbum, sua produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o hardcore nacional, al&amp;eacute;m de outros assuntos.&amp;lt;/b&amp;gt;

&amp;lt;b&amp;gt;Come&amp;ccedil;ando pelo disco novo, foi lan&amp;ccedil;ado Contra Todos, 8&amp;ordm; &amp;aacute;lbum de est&amp;uacute;dio do Dead Fish, o 3&amp;ordm; pela Deck Disc, voc&amp;ecirc;s trabalharam com Rafael Ramos novamente, existe alguma diferen&amp;ccedil;a em termos de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o se comparado com os outros dois anteriores?&amp;lt;/b&amp;gt; 
&amp;lt;b&amp;gt;Phillipe:&amp;lt;/b&amp;gt; Eu tamb&amp;eacute;m produzi junto, fiz a co-produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o, j&amp;aacute; havia trabalhado bastante aqui fazendo essa pr&amp;eacute; (produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o), e diferente dos outros discos, que foi o Zero E Um, que somente ele fez, o disco passado, Homem S&amp;oacute;, n&amp;oacute;s produzimos juntos, com a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de nosso &amp;uacute;ltimo guitarrista, ent&amp;atilde;o nesse &amp;aacute;lbum n&amp;oacute;s j&amp;aacute; sab&amp;iacute;amos como funcionava e a coisa acabou saindo normalmente. Eu j&amp;aacute; mexo por fora com todo esse aspecto de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ent&amp;atilde;o foi como se um membro da banda fizesse a capa do disco, eu produzisse, saiu tudo mais f&amp;aacute;cil, n&amp;atilde;o houve uma diferen&amp;ccedil;a consider&amp;aacute;vel, foi mais uma s&amp;iacute;ntese de tudo que havia acontecido.

&amp;lt;b&amp;gt;Uma coisa percept&amp;iacute;vel nesse disco do Dead Fish, at&amp;eacute; mais que os outros, &amp;eacute; que ele est&amp;aacute; realmente pesado, com grandes refer&amp;ecirc;ncias ao metal, al&amp;eacute;m disso, as letras est&amp;atilde;o super diretas, analisando o t&amp;iacute;tulo do disco (“Contra Todos”), existe uma dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o que a banda seguiu para tudo isso?&amp;lt;/b&amp;gt;
&amp;lt;b&amp;gt;Rodrigo:&amp;lt;/b&amp;gt; Cara, voc&amp;ecirc; &amp;eacute; a segunda pessoa que fala sobre essa nossa pegada do disco ser metal, provavelmente isso ficou marcado pela velocidade das m&amp;uacute;sicas nesse disco.
&amp;lt;b&amp;gt;Phillipe:&amp;lt;/b&amp;gt; Com certeza, e sobre um objetivo para esse disco, n&amp;atilde;o foi algo n&amp;iacute;tido, premeditado, n&amp;oacute;s quer&amp;iacute;amos dessa vez fazer um disco r&amp;aacute;pido, pesado e pra cima, da forma mais espont&amp;acirc;nea e natural poss&amp;iacute;vel.

&amp;lt;b&amp;gt;Realmente &amp;eacute; incr&amp;iacute;vel como algumas m&amp;uacute;sicas v&amp;ecirc;m com tudo, mostram seu recado e terminam rapidamente...&amp;lt;/b&amp;gt;
&amp;lt;b&amp;gt;Rodrigo:&amp;lt;/b&amp;gt; Nossa, eu estou muito orgulhoso do resultado desse disco, eu escuto o &amp;aacute;lbum e estou muito orgulhoso desse resultado. Como a gente fez “Um Homem S&amp;oacute;”, que &amp;eacute; um disco muito mais elaborado musicalmente, eu acho que quando a gente se tornou um quarteto, com a sa&amp;iacute;da do H&amp;oacute;spede, naturalmente n&amp;oacute;s ca&amp;iacute;mos nessa coisa de “vamos ser espont&amp;acirc;neos, vamos ser diretos, vamos fazer uma coisa que seja pra cima, pra frente!”
&amp;lt;b&amp;gt;Phillipe:&amp;lt;/b&amp;gt; Ainda sobre essa nossa pegada ser t&amp;atilde;o pr&amp;oacute;xima do metal, isso que voc&amp;ecirc; falou tem realmente sentido se levarmos pelo fato de que quer&amp;iacute;amos fazer as coisas tocando o mais r&amp;aacute;pido poss&amp;iacute;vel, j&amp;aacute; dessa velocidade tudo soa muito denso, durante a grava&amp;ccedil;&amp;atilde;o a gente ia naquela coisa de “vamos colocar mais 2 pontos no bpm (batidas por minuto), mais dois, mais dois...”, mas ainda assim, acho que no nosso outro disco isso acabava soando mais metal que nesse, que n&amp;oacute;s pensamos em fazer algo mais pesado, com uma afina&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais baixa.
&amp;lt;b&amp;gt;Rodrigo:&amp;lt;/b&amp;gt; Acho que a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o metal desse &amp;aacute;lbum, seria aquela coisa mais crossover, tipo D.R.I, Corrosion of Conformity... a primeira m&amp;uacute;sica, por exemplo, ela n&amp;atilde;o tem introdu&amp;ccedil;&amp;atilde;o, isso foi algo realmente pensado, pra chegar come&amp;ccedil;ando o disco mostrando a que veio, eu lembro que no in&amp;iacute;cio n&amp;oacute;s n&amp;atilde;o t&amp;iacute;nhamos a id&amp;eacute;ia dela ser a primeira, a&amp;iacute; o Rafael chegou e falou “&amp;eacute; essa!”.

<img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/dead-fish-philippe_thumb.jpg' align='right' width='60'/>&amp;lt;b&amp;gt;Vendo o MySpace da banda, o website, n&amp;oacute;s vemos que existe todo um trabalho est&amp;eacute;tico por parte da banda conforme um lan&amp;ccedil;amento ou necessidade, voc&amp;ecirc;s s&amp;atilde;o uma banda que veio do underground nacional e sempre buscou atingir o maior n&amp;uacute;mero de pessoas e hoje a internet &amp;eacute; vista como vil&amp;atilde; pela maior parte da m&amp;iacute;dia, qual a posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Dead Fish nesse aspecto? Voc&amp;ecirc;s s&amp;atilde;o contra a pirataria, o mau uso da internet?&amp;lt;/b&amp;gt;
&amp;lt;b&amp;gt;Phillipe:&amp;lt;/b&amp;gt; N&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o, n&amp;oacute;s n&amp;atilde;o somos contra, acho que com a internet todo mundo teve que se adaptar um pouco, e isso &amp;eacute; a realidade hoje, &amp;eacute; tudo parte da evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coisa, teve gente que n&amp;atilde;o queria a passagem do formato anal&amp;oacute;gico pro digital, hoje a internet &amp;eacute; o meio mais acess&amp;iacute;vel.
&amp;lt;b&amp;gt;Rodrigo:&amp;lt;/b&amp;gt; &amp;Eacute; uma ferramenta brutal, a gente pode ter o feedback muito r&amp;aacute;pido, eu mesmo como um cara mais velho, acabo n&amp;atilde;o acompanhando toda novidade de inform&amp;aacute;tica, mas &amp;eacute; fato que voc&amp;ecirc; tem um feedback muito r&amp;aacute;pido com o cara que est&amp;aacute; te ouvindo, e isso faz toda diferen&amp;ccedil;a, voc&amp;ecirc; colocar no site fotos do &amp;uacute;ltimo show por exemplo, colocar uma m&amp;uacute;sica nova, isso &amp;eacute; uma ferramenta que vai fazer voc&amp;ecirc; falar muito mais com o seu p&amp;uacute;blico, ao mesmo tempo que muita gente acaba conhecendo e vivendo sua realidade s&amp;oacute; pela internet, acompanhando seu show; principalmente essa gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais nova, existe uma pr&amp;eacute;-disposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o menor a comparecer ao seu show, se acotovelar na grade e coisa assim, e a internet aproxima isso.
&amp;lt;b&amp;gt;Phillipe:&amp;lt;/b&amp;gt; Acaba sendo t&amp;atilde;o simples acompanhar qualquer banda que existe uma tend&amp;ecirc;ncia a n&amp;atilde;o querer pagar por ela, como um show, meia-hora depois j&amp;aacute; est&amp;aacute; tudo l&amp;aacute; no You Tube, existe uma realidade e isso &amp;eacute; bom, mas em muitos casos a realidade acaba sendo muito virtual. Pro lado da banda a internet funciona para voc&amp;ecirc; regar bem o seu p&amp;uacute;blico, estar pr&amp;oacute;ximo, &amp;eacute; uma vitrine, a&amp;ccedil;&amp;atilde;o e rea&amp;ccedil;&amp;atilde;o direta, mas pra divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o acaba sendo algo complexo tamb&amp;eacute;m, porque n&amp;atilde;o adianta chegar e mandar uma mala-direta e esperar o retorno, o Brasil ainda est&amp;aacute; se adaptando a isso, hoje temos mais canais e mais formas pra agir junto ao p&amp;uacute;blico.

&amp;lt;b&amp;gt;E sobre novos formatos, voc&amp;ecirc;s possuem planos de lan&amp;ccedil;ar um &amp;aacute;lbum em pen-drive ou vinil, por exemplo?&amp;lt;/b&amp;gt;
&amp;lt;b&amp;gt;Rodrigo:&amp;lt;/b&amp;gt; Cara, meu sonho &amp;eacute; ter um vinil! (risos) Ter aquela bolacha prensada... antes de fecharmos o “Terceiro Mundo” n&amp;oacute;s tivemos uma proposta do exterior, a&amp;iacute; fechamos com a Deck Disc e pensamos “Vamos viver nossa realidade aqui”, a&amp;iacute; todo ano vem um cara da Alemanha e faz a proposta pra lan&amp;ccedil;ar o “Sonho M&amp;eacute;dio” em vinil, a gente fica todo feliz e nunca d&amp;aacute; (risos), agora a Deck Disc est&amp;aacute; comprando uma f&amp;aacute;brica de vinis, ainda n&amp;atilde;o conseguimos mais informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, mas a gente quer muito que tenha uma ‘bolachona’ do Dead Fish, pra conseguir ouvir o barulho da agulha e aquela coisa toda.
&amp;lt;b&amp;gt;Phillipe:&amp;lt;/b&amp;gt; Com certeza, diferente do mp3, n&amp;atilde;o curto muito um lan&amp;ccedil;amento em pen-drive, at&amp;eacute; porque, pra gente, essa mudan&amp;ccedil;a de formato passou da demo pro CD, foi direto, essa diversidade de m&amp;iacute;dias proporcionou v&amp;aacute;rios meios de lan&amp;ccedil;amento, mas, por exemplo, voc&amp;ecirc; lan&amp;ccedil;ar ali pela internet em streaming, no MySpace, a qualidade da m&amp;uacute;sica n&amp;atilde;o &amp;eacute; a mesma, &amp;eacute; super baixa, e isso acaba complicando porque o p&amp;uacute;blico n&amp;atilde;o tem acesso ao trabalho por completo, a internet acaba nivelando por baixo a qualidade, isso &amp;eacute; complicado, antigamente existia um formato definido para compacta&amp;ccedil;&amp;atilde;o sem perda de qualidade, e hoje com i-pod, operadoras de celular, voc&amp;ecirc; recebe um arquivo muito abaixo do que &amp;eacute; realmente.
&amp;lt;b&amp;gt;Rodrigo:&amp;lt;/b&amp;gt; O grande perigo dessas coisas &amp;eacute; que vai acabar nivelando por baixo, bandas que n&amp;atilde;o est&amp;atilde;o no mesmo n&amp;iacute;vel, a gente sente isso hoje pelo cara que ouve tudo pela internet, o cara n&amp;atilde;o consegue diferenciar algo que a gente j&amp;aacute; ouviu em CD ou em vinil, com uma qualidade maior.

&amp;lt;b&amp;gt;O Dead Fish &amp;eacute; uma banda do Esp&amp;iacute;rito Santo e isso &amp;eacute; algo que sempre foi algo evidente na carreira de voc&amp;ecirc;s, existiu ou existe uma cena forte de hardcore ou algum outro estilo no estado?&amp;lt;/b&amp;gt;
&amp;lt;b&amp;gt;Rodrigo:&amp;lt;/b&amp;gt; Nossa, muito, os anos 90 foram muito intensos no Esp&amp;iacute;rito Santo, principalmente de 1994 at&amp;eacute; 1999, a coisa ferveu e ferveu lindamente, era algo que realmente dava um orgulho imenso, o pessoal brinca que o Esp&amp;iacute;rito Santo &amp;eacute; o Norte do Rio de Janeiro e &amp;eacute; irrelevante, mas n&amp;atilde;o &amp;eacute; cara (risos), l&amp;aacute; sempre houve uma cena intensa, mas parece que isso &amp;eacute; t&amp;iacute;pico do capixaba, parece que ele se sente diminu&amp;iacute;do no Sudeste, a gente tem uma cena de 30 anos, uma cena de punk-rock que vai bater agora uns 25 anos, n&amp;oacute;s vimos a segmenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos estilos dos anos 90 pra c&amp;aacute;, dos v&amp;aacute;rios tipos de hardcore, mas naquela &amp;eacute;poca era tudo bem unido, existia aquela briga de “metal x hardcore”, sem nenhuma subdivis&amp;atilde;o, o reggae tamb&amp;eacute;m era incr&amp;iacute;vel, at&amp;eacute; hoje, existem v&amp;aacute;rias bandas de reggae no estado e com outros estilos, a periferia do Esp&amp;iacute;rito Santo &amp;eacute; barra pesada e o rap tamb&amp;eacute;m forte l&amp;aacute;, mas &amp;eacute; algo que n&amp;atilde;o &amp;eacute; t&amp;atilde;o visto.

&amp;lt;b&amp;gt;O Z&amp;eacute; Maria foi uma banda que chegou em S&amp;atilde;o Paulo com muita for&amp;ccedil;a e de repente sumiu, era uma banda com sintetizadores e cheia de efeitos, na &amp;eacute;poca pensei “ser&amp;aacute; que a cena indie &amp;eacute; algo forte l&amp;aacute;?”&amp;lt;/b&amp;gt;
&amp;lt;b&amp;gt;Rodrigo:&amp;lt;/b&amp;gt; Existe uma cena indie forte tamb&amp;eacute;m, existe uma banda que dizem que vai ser o pr&amp;oacute;ximo “estouro” no cen&amp;aacute;rio nacional, uma banda de colatina do interior, dizem que era demais, eu ouvi e achei o som muito bem feito, embora n&amp;atilde;o seja f&amp;atilde; do estilo, o fundador do Z&amp;eacute; Maria foi o primeiro guitarrista do Dead Fish, o Marcel, quando a gente parou em 1996, pela morte do meu pai, a faculdade do meu irm&amp;atilde;o e outros problemas, a&amp;iacute; quando voltamos ele falou “estou em outra, estou em escola de artes”, a&amp;iacute; cada um seguiu seu rumo, mas voc&amp;ecirc; v&amp;ecirc; como existe uma cena de todos os estilos, na cena que eu me inseri t&amp;iacute;nhamos zine, espa&amp;ccedil;o pra tocar, interc&amp;acirc;mbio, nossa cena na d&amp;eacute;cada de 90 era muito forte, tanto quanto em S&amp;atilde;o Paulo.

<img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/dead-fish-rodrigo_thumb.jpg' align='right' width='60'/>&amp;lt;b&amp;gt;Voc&amp;ecirc;s acham que essa explos&amp;atilde;o do harcore em todas as suas vertentes nos &amp;uacute;ltimos dez anos possui algum motivo especial? Existe alguma coletividade no meio hoje em dia?&amp;lt;/b&amp;gt;
&amp;lt;b&amp;gt;Rodrigo:&amp;lt;/b&amp;gt; Acho que hoje em dia colocam muitas bandas falando que s&amp;atilde;o hardcore e isso acaba por manchar um pouco o estilo.
&amp;lt;b&amp;gt;Phillipe:&amp;lt;/b&amp;gt; Hoje n&amp;atilde;o existe muita, mas &amp;eacute; exatamente por esse quest&amp;atilde;o que o Rodrigo falou, n&amp;atilde;o &amp;eacute; que n&amp;atilde;o seja bem-vindo, eu tocaria com qualquer banda de qualquer estilo e ningu&amp;eacute;m compete por isso, somos amigos de todos, mas acho que dentro da segmenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do hardcore a coisa &amp;eacute; muito grande e unida, mas ao mesmo tempo s&amp;atilde;o muito espec&amp;iacute;ficas, e isso acaba complicando um pouco.
&amp;lt;b&amp;gt;Rodrigo:&amp;lt;/b&amp;gt; Isso come&amp;ccedil;ou a acontecer pra mim ali em 1998, quando eu comecei a ver aquele monte de r&amp;oacute;tulos e ver que dentro do meu estilo haviam caminhos a serem seguidos, desde algo mais violento, algo mais mel&amp;oacute;dico, ent&amp;atilde;o voc&amp;ecirc; tem que seguir o caminho que &amp;eacute; pra voc&amp;ecirc;.
&amp;lt;b&amp;gt;Phillipe:&amp;lt;/b&amp;gt; Essa coisa de segmentar &amp;eacute; complicada, voc&amp;ecirc; pega Ramones e Clash, s&amp;atilde;o punk, mas s&amp;atilde;o coisas completamente diferentes, voc&amp;ecirc; pega algo que falam do tipo “punk &amp;eacute; f&amp;aacute;cil de tocar” e pega o Minutemen por exemplo. Quanto mais criam bra&amp;ccedil;os na &amp;aacute;rvore complica mais, podiam simplificar e deixar a coisa como rock and roll, isso seria muito melhor pra se produzir, de repente voc&amp;ecirc; faz uma m&amp;uacute;sica diferente do que voc&amp;ecirc; faz e fica pensando se pode usar, porque v&amp;atilde;o criticar por mudar o “estilo”.
&amp;lt;b&amp;gt;Rodrigo:&amp;lt;/b&amp;gt; No nosso caso o hardcore &amp;eacute; algo que eu me orgulho muito, &amp;eacute; o que eu me identifico, vi id&amp;eacute;ias surgirem e irem embora, acabei vendo tudo acontecer, vejo v&amp;aacute;rias posturas de bandas por a&amp;iacute;, mas eu me orgulho do hardcore, tenho uma banda de hardcore, mas n&amp;atilde;o quero ver se um dia colocar um efeito na voz algu&amp;eacute;m me criticar por isso, esse &amp;eacute; o legal do Dead Fish, a gente sempre ficou no quadradinho do hardcore, do punk-rock, mas sempre quis andar pra frente.
&amp;lt;b&amp;gt;Phillipe:&amp;lt;/b&amp;gt; Isso, n&amp;oacute;s sempre tivemos can&amp;ccedil;&amp;otilde;es mais diretas, curtas, mas outras mais acess&amp;iacute;veis, e nunca quisemos depender de algo pra atingir um fim em espec&amp;iacute;fico, &amp;eacute; algo que aconteceu naturalmente, como tudo na banda, nunca seguimos uma f&amp;oacute;rmula, essa coisa de sugerir singles ou coisa assim, pra gente &amp;eacute; indiferente, n&amp;atilde;o &amp;eacute; aproveitar aquilo como um r&amp;oacute;tulo, a coisa n&amp;atilde;o pode ser por a&amp;iacute;.
&amp;lt;b&amp;gt;Rodrigo:&amp;lt;/b&amp;gt; Esse &amp;eacute; o esp&amp;iacute;rito da banda, sempre estivemos muito bem resolvidos sobre isso.

&amp;lt;b&amp;gt;O Dead Fish j&amp;aacute; tocou com v&amp;aacute;rias bandas consagradas no cen&amp;aacute;rio mundial, existe algu&amp;eacute;m que voc&amp;ecirc;s ainda tem vontade de tocar e n&amp;atilde;o conseguiram?&amp;lt;/b&amp;gt;
&amp;lt;b&amp;gt;Rodrigo:&amp;lt;/b&amp;gt; Cara, tem sim, tem muita banda que acabou e n&amp;oacute;s gostar&amp;iacute;amos de ter tocado junto, bandas que eu gostaria de ter tocado no mesmo palco, vi o show do Propaghandi, que &amp;eacute; todo um movimento Gay Core, super engajada, algo tipo “positive gay vibration”, acho muito show esse engajamento, vi o show e embora n&amp;atilde;o tenha sido muito bom, &amp;eacute; uma banda que eu queria muito ter tocado junto. Gostaria de tocar com v&amp;aacute;rias bandas argentinas que eu acho incr&amp;iacute;veis, gosto muito de A77aque, 2 minutos... at&amp;eacute; algumas coisas mais pops, acho bandas como o Soda Stereo muito boas, um milh&amp;atilde;o de coisas, isso sem contar o Clash e outras n&amp;eacute;?
&amp;lt;b&amp;gt;Phillipe:&amp;lt;/b&amp;gt; Nossa, tem v&amp;aacute;rias no meio que seriam legais, de hardcore, a gente foi bem servido, mas algumas a gente gostaria muito de tocar com outras, &amp;eacute; algo que gostar&amp;iacute;amos de fazer esse ano, trazer uma banda, escolher quem a gente gosta, o Good Ridance &amp;eacute; uma que gostar&amp;iacute;amos muito, fizemos o Pulley, Millencollin... O Descendents &amp;eacute; algo que gostar&amp;iacute;amos muito, embora j&amp;aacute; tenhamos tocado com o vocalista deles, o Shelter...
&amp;lt;b&amp;gt;Rodrigo:&amp;lt;/b&amp;gt; O Shelter foi uma banda que n&amp;oacute;s n&amp;atilde;o nos batemos muito em termos ideol&amp;oacute;gicos, um dia escrevo um livro sobre isso.. (risos)

&amp;lt;b&amp;gt;Voc&amp;ecirc;s mixaram um disco com o Ryan Greene, uma lenda do hardcore mundial, como foi? Voc&amp;ecirc;s estiveram l&amp;aacute; com ele na Calif&amp;oacute;rnia?&amp;lt;/b&amp;gt;
&amp;lt;b&amp;gt;Rodrigo:&amp;lt;/b&amp;gt; Foi demais, mas n&amp;oacute;s n&amp;atilde;o chegamos a v&amp;ecirc;-lo, o disco foi mixado no est&amp;uacute;dio dele l&amp;aacute; fora.
&amp;lt;b&amp;gt;Phillipe:&amp;lt;/b&amp;gt; Isso foi algo que n&amp;atilde;o foi combinado, foi legal pra ver a estrutura da gravadora, a gente chegou, gravou e a inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o era fazer o melhor poss&amp;iacute;vel, ele era o melhor cara que estava fazendo na &amp;eacute;poca, e foi numa transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mercado, pod&amp;iacute;amos investir mais e isso foi massa, pra n&amp;oacute;s foi incr&amp;iacute;vel, porque l&amp;aacute; fora &amp;eacute; muito mais f&amp;aacute;cil fazer; l&amp;aacute; fora, a qualidade &amp;eacute; absurda.
&amp;lt;b&amp;gt;Rodrigo:&amp;lt;/b&amp;gt; L&amp;aacute; fora ele faz coisas m&amp;aacute;gicas, &amp;eacute; incr&amp;iacute;vel, ele, o Steve Albini... &amp;eacute; gente que tem a liberdade de escolher com quem quer trabalhar, mostrar coisas novas, &amp;eacute; realmente incr&amp;iacute;vel, a qualidade &amp;eacute; realmente superior, &amp;eacute; um lance muito louco isso.
&amp;lt;b&amp;gt;Phillipe:&amp;lt;/b&amp;gt; O acabamento foi mesmo o melhor poss&amp;iacute;vel, se fossemos terminar o &amp;aacute;lbum aqui ele sairia um pouquinho diferente, l&amp;aacute; &amp;eacute; outra coisa, ele abre e mostra possibilidades, &amp;eacute; algo bem legal, todo mundo ficou impressionado e contente com a qualidade, hoje ele deu uma sumida, existem outras pessoas, o Stevens era um cara que a gente tentou muito e acabou n&amp;atilde;o conseguindo.
&amp;lt;b&amp;gt;Rodrigo:&amp;lt;/b&amp;gt; Verdade, tentamos muito, mas n&amp;atilde;o rolou, infelizmente... ele &amp;eacute; o cara que faz tudo nesse estilo l&amp;aacute;. Foi nosso melhor disco produzido, sem d&amp;uacute;vidas.

&amp;lt;b&amp;gt;O Dead Fish j&amp;aacute; tem um &amp;aacute;lbum e um DVD ao vivo, existem planos a curto prazo pra um novo &amp;aacute;lbum ao vivo?&amp;lt;/b&amp;gt;
&amp;lt;b&amp;gt;Rodrigo:&amp;lt;/b&amp;gt; Cara, o DVD “MTV” Apresenta n&amp;atilde;o foi pesado de fazer, a gente ficou apreensivo com a qualidade, mas foi tranq&amp;uuml;ilo, e &amp;agrave; curto prazo a gente n&amp;atilde;o tem nada programado. 
&amp;lt;b&amp;gt;Phillipe:&amp;lt;/b&amp;gt; Uma coisa que a gente pensou e foi captando coisa foi sobre os 18 anos de banda e de uns 2 anos pra tr&amp;aacute;s a gente come&amp;ccedil;ou a documentar mais coisas, o cotidiano da banda, de repente come&amp;ccedil;ar a criar algo envolvendo isso, sempre tivemos vontade de fazer, seria legar gravar as turn&amp;ecirc;s gringas, ter os shows, &amp;eacute; algo muito legal, mas at&amp;eacute; hoje est&amp;aacute; no projeto, at&amp;eacute; hoje o disco que n&amp;oacute;s temos ao vivo n&amp;atilde;o &amp;eacute; algo t&amp;atilde;o bem gravado, foi numa fase meio conturbada, a banda com forma&amp;ccedil;&amp;otilde;es inconstantes, gente entrando e saindo... j&amp;aacute; com o DVD da MTV, a gente juntou pra gravar o disco e juntou um m&amp;ecirc;s depois e fez o DVD, n&amp;atilde;o t&amp;iacute;nhamos aquela coisa de conjunto, de tocar junto a muito tempo, mas &amp;eacute; algo que queremos fazer sim.

&amp;lt;b&amp;gt;Falando das mudan&amp;ccedil;as de forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o, voc&amp;ecirc;s hoje est&amp;atilde;o com uma guitarra somente, com base nos coment&amp;aacute;rios em f&amp;oacute;runs da banda, o retorno est&amp;aacute; sendo o melhor poss&amp;iacute;vel, seguir com uma guitarra serve de motiva&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a banda ou &amp;eacute; algo que aconteceu naturalmente?&amp;lt;/b&amp;gt;
&amp;lt;b&amp;gt;Phillipe:&amp;lt;/b&amp;gt; De certa forma sim, na verdade tudo agora &amp;eacute; mais f&amp;aacute;cil, antigamente existia toda a quest&amp;atilde;o que era a gente curtir o show com um som de palco legal, e com duas guitarras isso ficava um pouco obstru&amp;iacute;do &amp;agrave;s vezes, isso de cara acabou facilitando, acreditamos que isso soa como uma banda punk mesmo agora, a ess&amp;ecirc;ncia do que &amp;eacute; preciso de energia est&amp;aacute; ali, baixo, bateria, guitarra e voz, a banda ganhou em energia, em peso, nitidez e coes&amp;atilde;o.
&amp;lt;b&amp;gt;Rodrigo:&amp;lt;/b&amp;gt; Isso &amp;eacute; algo que aconteceu natural, a gente est&amp;aacute; muito feliz com a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o hoje, n&amp;atilde;o hav&amp;iacute;amos pensado em termos de retorno do p&amp;uacute;blico, e ficamos muito felizes que ele seja positivo.

&amp;lt;b&amp;gt;Esse crescimento das bandas de hardcore aconteceu por algum motivo em especial nos &amp;uacute;ltimos anos? Voc&amp;ecirc;s acham que houve algum momento espec&amp;iacute;fico onde isso aconteceu?&amp;lt;/b&amp;gt;
&amp;lt;b&amp;gt;Rodrigo:&amp;lt;/b&amp;gt; Acho que o surgimento da internet foi algo importante pra isso, o “fa&amp;ccedil;a voc&amp;ecirc; mesmo”, a galera que est&amp;aacute; nesse cen&amp;aacute;rio &amp;eacute; uma galera que aprende a tocar, vai l&amp;aacute;, produz a demo, bota na internet, divulgam, procuram espa&amp;ccedil;o pra tocar, a tecnologia como um todo ajudou bastante.
&amp;lt;b&amp;gt;Phillipe:&amp;lt;/b&amp;gt; A pr&amp;oacute;pria renova&amp;ccedil;&amp;atilde;o da m&amp;uacute;sica fez isso, h&amp;aacute; alguns anos existiam mais selos, quando isso se diluiu cada um teve que correr atr&amp;aacute;s de si pr&amp;oacute;prio, haviam mais pessoas coordenando isso, de repente algu&amp;eacute;m grande l&amp;aacute; olhou, viu que era esse o momento e come&amp;ccedil;ou a investir, era o momento.

<img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/dead-fish-3_thumb.jpg' align='right' width='60'/>&amp;lt;b&amp;gt;Rodrigo, voc&amp;ecirc; &amp;eacute; sempre lembrado pelo p&amp;uacute;blico em geral do hardcore pelo fato de ser vegetariano, sua postura &amp;eacute; sempre elogiada e recentemente voc&amp;ecirc; fez alguns v&amp;iacute;deos de divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a MTV, voc&amp;ecirc;s participaram do Verdurada do &amp;uacute;ltimo ano, como &amp;eacute; pra voc&amp;ecirc; e pra banda esse tipo de evento?&amp;lt;/b&amp;gt;
&amp;lt;b&amp;gt;Rodrigo:&amp;lt;/b&amp;gt; Participamos da edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 10 anos do festival, pra mim, que sempre convivi no meio, &amp;eacute; um orgulho imenso, &amp;eacute; o que traz de mais legal no hardcore, que &amp;eacute; o “Fa&amp;ccedil;a Voc&amp;ecirc; Mesmo!”, a molecada vai l&amp;aacute;, produz o pr&amp;oacute;prio som, n&amp;atilde;o existe s&amp;oacute; m&amp;uacute;sica, o pre&amp;ccedil;o do ingresso &amp;eacute; bom, as pessoas v&amp;atilde;o se divertir, mas v&amp;atilde;o com o intuito pra divulgar algo, n&amp;atilde;o uma igreja, mas um caminho de vida. Acontecem um milh&amp;atilde;o de coisas que me deixam muito orgulhos de ter nascido no meio hardcore, e, embora ali tamb&amp;eacute;m exista gente t&amp;atilde;o preconceituosa quanto em outros meios, tamb&amp;eacute;m existe muita gente que quer mostrar um caminho saud&amp;aacute;vel de vida.
&amp;lt;b&amp;gt;Phillipe:&amp;lt;/b&amp;gt; &amp;Eacute; um meio importante de se falar de v&amp;aacute;rios aspectos da vida, e n&amp;atilde;o falar isso sendo algo comercial, &amp;eacute; algo feito por amor, e isso salva o mundo.

&amp;lt;b&amp;gt;E como voc&amp;ecirc;s v&amp;ecirc;em essa juventude hoje em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a esse tipo de assunto?&amp;lt;/b&amp;gt;
&amp;lt;b&amp;gt;Rodrigo:&amp;lt;/b&amp;gt; &amp;Eacute; uma gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o muito generosa cara, ela tem muito mais informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, comparada a minha gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; indiscut&amp;iacute;vel, o pessoal costuma falar “ah, esses emo isso ou aquilo”, mas &amp;eacute; s&amp;oacute; um lado da coisa, existe um lado super consciente, de gente que n&amp;atilde;o vai ler a Il&amp;iacute;ada, por exemplo, mas vai l&amp;aacute; ler um artigo sobre algo interessante, que quer se informar, e que n&amp;atilde;o &amp;eacute; preconceituosa, que est&amp;aacute; aberta a outros estilos, pode ver o Verdurada e ouvir grindcore, tirando o que &amp;eacute; positivo de cada coisa, e isso &amp;eacute; algo que n&amp;atilde;o aconteceu na minha gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, eu era de uma &amp;eacute;poca que as tribos n&amp;atilde;o se misturavam, a gente chegava a se recusar a mostrar m&amp;uacute;sica, imagina s&amp;oacute;, eu mesmo falava “ah, eu n&amp;atilde;o vou te mostrar Buzzcoks, voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o em cara de quem curte isso”. (risos).

&amp;lt;b&amp;gt;E quais os pr&amp;oacute;ximos planos do Dead Fish?&amp;lt;/b&amp;gt;
&amp;lt;b&amp;gt;Rodrigo:&amp;lt;/b&amp;gt; Cara, tocar em todos os lugares poss&amp;iacute;veis, fazer turn&amp;ecirc; com quem a gente gosta, e queremos muito tocar na Am&amp;eacute;rica do Sul, com nossos vizinhos, tem tanta gente boa no Chile, na Argentina, infelizmente aqui isso n&amp;atilde;o tem o reconhecimento necess&amp;aacute;rio, j&amp;aacute; ouvi gente dizer que n&amp;atilde;o tem nada de criativo na Am&amp;eacute;rica do Sul, &amp;eacute; incr&amp;iacute;vel, vi Aterciopelados (banda colombiana) no Chile &amp;eacute; pensei ‘cara, como tem coisa boa por a&amp;iacute;’.
&amp;lt;b&amp;gt;Phillipe:&amp;lt;/b&amp;gt; Uma coisa que estamos programando agora &amp;eacute; fazer um disco com a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o nova, com o Marc&amp;atilde;o na bateria, fazer isso o quanto antes, j&amp;aacute; come&amp;ccedil;ar a compor em turn&amp;ecirc;, &amp;eacute; mais uma coisa a ser feita, aos poucos, mas durante o ano d&amp;aacute; pra sair dali com o monstro preparado (risos).</description>
  <guid>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=1639&amp;t=entrevistacomdeadfish</guid>
  <pubDate>Thu, 19 Feb 2009 05:43:50 PST</pubDate>
</item>

<item>
  <title>Jota Quest fala sobre &amp;aacute;lbum &amp;acute;La Plata&amp;acute;</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=1475&amp;t=jotaquestfalasobrealbumlaplata</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/jota-quest-entrevista_thumb.jpg' align='right' width='60'/>Em entrevista concedida com exclusividade &amp;agrave; equipe do Music&amp;atilde;o em hotel em S&amp;atilde;o Paulo, o grupo mineiro Jota Quest fala sobre seu novo &amp;aacute;lbum, &amp;quot;La Plata&amp;quot;.


&amp;lt;b&amp;gt;Antes de tudo, o site Music&amp;atilde;o lhes parabenizam pelo lan&amp;ccedil;amento do novo &amp;aacute;lbum, La Plata, com lan&amp;ccedil;amento no MySpace da banda. Vamos come&amp;ccedil;ar falando desse disco, do processo de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o e curiosidades.&amp;lt;/b&amp;gt; 

&amp;lt;b&amp;gt;Nesse &amp;aacute;lbum voc&amp;ecirc;s contaram com a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de nomes renomados da m&amp;uacute;sica nacional, al&amp;eacute;m de participa&amp;ccedil;&amp;otilde;es especiais, em La Plata o termo ”divirta-se” est&amp;aacute; bem n&amp;iacute;tido no decorrer dos &amp;aacute;lbuns, com faixas dan&amp;ccedil;antes, que oscilam entre o funk e a m&amp;uacute;sica eletr&amp;ocirc;nica. Com essa variedade, qual a import&amp;acirc;ncia da presen&amp;ccedil;a de nomes como Liminha e Nelson Motta na produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o do &amp;aacute;lbum?&amp;lt;/b&amp;gt;
 
&amp;lt;b&amp;gt;Marco T&amp;uacute;lio:&amp;lt;/b&amp;gt; O Liminha &amp;eacute; um evento, algo extraordin&amp;aacute;rio, e ele j&amp;aacute; teve tanta liberdade com a gente, e vice-versa, foi quando ele chegou em Belo Horizonte e fez todo trabalho em um est&amp;uacute;dio nosso, o que tornou algo realmente especial, ele faz parte de toda hist&amp;oacute;ria da m&amp;uacute;sica pop brasileira e rock nacional, isso tornou, para n&amp;oacute;s, algo muito tranq&amp;uuml;ilo de se fazer, j&amp;aacute; hav&amp;iacute;amos feito outras coisas em outros trabalhos, a diferen&amp;ccedil;a foi que, em La Plata, ele chegou na reta final, dividindo a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o conosco, que devemos entender como o polimento de todo o trabalho, desde o in&amp;iacute;cio at&amp;eacute; a concep&amp;ccedil;&amp;atilde;o final, esse &amp;eacute; o ponto crucial de nossa parceria nesse &amp;aacute;lbum.
 
&amp;lt;b&amp;gt;E a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dele, que j&amp;aacute; ocorreu em outros &amp;aacute;lbuns, sempre foi um desejo de voc&amp;ecirc;s, j&amp;aacute; que no novo disco voc&amp;ecirc;s tamb&amp;eacute;m conseguiram trabalhar com Nelson Motta, qual a import&amp;acirc;ncia disso tudo para voc&amp;ecirc;s?&amp;lt;/b&amp;gt;
 
&amp;lt;b&amp;gt;Rog&amp;eacute;rio Flausino:&amp;lt;/b&amp;gt; N&amp;oacute;s trabalhamos juntos com o Liminha durante as grava&amp;ccedil;&amp;otilde;es do disco “Discotecagem Pop Variada”, bem parecido como foi esse, ele trabalhou o &amp;aacute;lbum inteiro ap&amp;oacute;s as grava&amp;ccedil;&amp;otilde;es, finalizou, ap&amp;oacute;s isso fizemos o “Ao Vivo MTV”, onde ele organizou tudo, desde o processo de grava&amp;ccedil;&amp;atilde;o at&amp;eacute; o repert&amp;oacute;rio, depois veio “At&amp;eacute; Onde Vai”, que &amp;eacute; o disco que consideramos feito, por completo, com o Liminha, ele veio at&amp;eacute; nosso est&amp;uacute;dio em Minas Gerais e fizemos todo o processo de grava&amp;ccedil;&amp;atilde;o, composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o e mixagem. J&amp;aacute; em “La Plata” n&amp;oacute;s voltamos a fazer como em “Discotecagem Pop Variada”, fizemos grande parte do processo e ele veio finalizar o &amp;aacute;lbum.

J&amp;aacute; com Nelson Motta, a &amp;uacute;nica participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dele no nosso &amp;uacute;ltimo &amp;aacute;lbum &amp;eacute; na co-autoria da m&amp;uacute;sica “Ladeira”, foi a letra que ele fez par essa m&amp;uacute;sica. Com certeza gostar&amp;iacute;amos de estar com ele mais tempo, falar com ele, trabalhar com ele, porque ele &amp;eacute; um cara com muitas hist&amp;oacute;rias, um cara genial na hist&amp;oacute;ria da m&amp;uacute;sica brasileira, e sim, gostar&amp;iacute;amos de ter feito muito mais coisas com ele ao longo do tempo.

Nesse caso ele veio at&amp;eacute; Belo Horizonte, nos encontrou, passamos o dia juntos, ouvimos muita m&amp;uacute;sica, levou algumas bases para casa e fez a letra de “Ladeira”, fez a m&amp;uacute;sica realmente “casar” com as nossas melodias e agora podemos nos orgulhar de dizer que temos algo com o Nelson Motta (risos).

&amp;lt;b&amp;gt;Em “La Plata” existe a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Ashley Slater, grande &amp;iacute;cone da black music, como voc&amp;ecirc;s conseguiram isso? Sintetizando em “La Plata” todo o groove caracter&amp;iacute;stico do Jota Quest com elementos eletr&amp;ocirc;nicos, voc&amp;ecirc;s criaram, com ele, um dos melhores momentos do disco, foi f&amp;aacute;cil o contato com ele? Qual a import&amp;acirc;ncia de Ashley em “La Plata” e isso pode ser considerado uma realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o?&amp;lt;/b&amp;gt;
 
<img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/rogerio-flausino_thumb.jpg' align='right' width='60'/>&amp;lt;b&amp;gt;Rog&amp;eacute;rio Flausino:&amp;lt;/b&amp;gt; Realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o total! Al&amp;eacute;m de estarmos nos encontrando com um cara que &amp;eacute; nosso &amp;iacute;dolo, que &amp;eacute; uma das maiores influ&amp;ecirc;ncias da nossa carreira, principalmente naquela fase inicial, e ouvimos o material do Ashley at&amp;eacute; hoje, o contato foi feito com ele h&amp;aacute; um ano e meio pelo PJ e ele se mostrou interessado desde o in&amp;iacute;cio a colaborar, enviamos nosso som e ele gostou muito, mas n&amp;oacute;s atrasamos muito na produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o do disco, e como ingl&amp;ecirc;s &amp;eacute; muito met&amp;oacute;dico, acredit&amp;aacute;vamos que ele jamais toparia trabalhar conosco, j&amp;aacute; que havia avisado que s&amp;oacute; poderia trabalhar com o Jota Quest em uma determinada &amp;eacute;poca. Algum tempo depois o pr&amp;oacute;prio Ashley enviou um e-mail de volta falando “E a&amp;iacute;, n&amp;atilde;o vai rolar mais n&amp;atilde;o? Eu quero conhecer a&amp;iacute;, nunca conheci nada no hemisf&amp;eacute;rio sul”, foi exatamente na &amp;eacute;poca em que est&amp;aacute;vamos j&amp;aacute; com a inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de finalizar o &amp;aacute;lbum, partir para as decis&amp;otilde;es finais, n&amp;atilde;o sab&amp;iacute;amos como ele iria reagir, qual a personalidade dele e o que fazer. Quando Ashley veio vimos um cara realmente bacana, super descontra&amp;iacute;do, extremamente talentoso, al&amp;eacute;m da m&amp;uacute;sica que t&amp;iacute;nhamos bolado com ele fizemos mais quatro coisas, e, al&amp;eacute;m disso, Ashley vai vir para cantar com a banda em SP e no RJ no m&amp;ecirc;s de novembro, colaborando em algumas faixas, al&amp;eacute;m do trombone em “Paralelep&amp;iacute;pedo” e mais duas faixas que ficaram guardadas com a banda.

&amp;lt;b&amp;gt;Realmente incr&amp;iacute;vel, aguardamos ansiosos por essa apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o! N&amp;oacute;s do Music&amp;atilde;o achamos realmente interessante essa id&amp;eacute;ia de disponibilizar o &amp;aacute;lbum completo primeiro no MySpace, gostaria de saber a opini&amp;atilde;o da banda, hoje, sobre a internet, o Jota Quest &amp;eacute; um “amigo da internet”? No website da banda &amp;eacute; not&amp;aacute;vel que voc&amp;ecirc;s utilizam todos os canais digitais poss&amp;iacute;veis, como MySpace, Twitter, Orkut, Flick e Blog, qual a opini&amp;atilde;o do Jota Quest sobre essa pol&amp;ecirc;mica envolvendo a internet?&amp;lt;/b&amp;gt;

&amp;lt;b&amp;gt;PJ:&amp;lt;/b&amp;gt; Cara, a gente &amp;eacute; bem amigo, fomos questionando e pesquisando todos os dias essas novidades na internet e &amp;eacute; estranho, n&amp;oacute;s que somos uma banda mais rodada, que vem do tempo em que s&amp;oacute; existiam lan&amp;ccedil;amentos em CD, que quase pegou o disco de vinil – quando lan&amp;ccedil;amos nosso primeiro disco acabou o vinil! Chegamos a ver estampado em vinil a capa do primeiro &amp;aacute;lbum – e quando vemos hoje essa variedade, vemos que as bandas independentes acabam na nossa frente com rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; internet, porque eles t&amp;ecirc;m muito mais conhecimento nesse tipo de ferramenta do que n&amp;oacute;s, por exemplo. Por isso tentamos sempre correr atr&amp;aacute;s disso, ficar ligado em todos os tipos de canais, o que &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio fazer, e &amp;eacute; por a&amp;iacute; mesmo, a tend&amp;ecirc;ncia da m&amp;uacute;sica &amp;eacute; ser cada vez mais digital, ningu&amp;eacute;m vai garantir que o pr&amp;oacute;ximo &amp;aacute;lbum da banda vai ser mesmo em CD, por exemplo, de repente “La Plata” pode ser o &amp;uacute;ltimo disco em CD do Jota Quest?

&amp;lt;b&amp;gt;E o resultado, verificando o MySpace da banda, &amp;eacute; realmente incr&amp;iacute;vel, embora existam aquelas pessoas que pretendem captar o &amp;aacute;lbum e disponibilizar para download, vemos que a quantidade de page-views na p&amp;aacute;gina &amp;eacute; extremamente alto!&amp;lt;/b&amp;gt;

&amp;lt;b&amp;gt;PJ:&amp;lt;/b&amp;gt; Com certeza, e s&amp;oacute; pra completar esse assunto, &amp;eacute; a interatividade que isso gera, n&amp;oacute;s colocamos o disco no MySpace, pouco tempo depois voc&amp;ecirc; j&amp;aacute; tem in&amp;uacute;meros posts falando disso, falando de cada faixa, o que o cara est&amp;aacute; achando, j&amp;aacute; existe discuss&amp;atilde;o para sabe qual vai ser a ordem do show, da forma que o Rog&amp;eacute;rio vai ser comportar em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a tal m&amp;uacute;sica. Esse tipo de rea&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos torna mais &amp;iacute;ntimo do nosso p&amp;uacute;blico, ficando at&amp;eacute; mais f&amp;aacute;cil para a banda trabalhar.

&amp;lt;b&amp;gt;Falando agora de m&amp;uacute;sica eletr&amp;ocirc;nica, n&amp;oacute;s vemos um Jota Quest cada vez mais dan&amp;ccedil;ante, o Rog&amp;eacute;rio teve participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o no CD de Layo &amp;amp; Bushwaka e no Life Is A Loop, gostaria de saber se &amp;eacute; o objetivo da banda &amp;eacute; agregar cada vez mais novos elementos para o som, assim como o Jamiroquai, e se podemos considerar isso uma evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o?&amp;lt;/b&amp;gt;
 
<img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/marco-tulio_thumb.jpg' align='right' width='60'/>&amp;lt;b&amp;gt;Marco T&amp;uacute;lio:&amp;lt;/b&amp;gt; &amp;Eacute; realmente dif&amp;iacute;cil dizer isso, na verdade nem 100% um ou outro, acreditamos que, quando se fala em m&amp;uacute;sica eletr&amp;ocirc;nica a primeira coisa que temos em mente s&amp;atilde;o as festas, os DJs e os elementos tradicionais, acreditamos que a m&amp;uacute;sica eletr&amp;ocirc;nica hoje representa algo muito diferente disso. Para n&amp;oacute;s, a m&amp;uacute;sica eletr&amp;ocirc;nica hoje em dia representa uma sonoridade sint&amp;eacute;tica e que se funde perfeitamente com v&amp;aacute;rios estilos, como o rock e tudo aquilo que n&amp;oacute;s escutamos, vemos muitas bandas hoje que tem em seu som v&amp;aacute;rios elementos sint&amp;eacute;ticos, e isso para n&amp;oacute;s &amp;eacute; como ver a m&amp;uacute;sica eletr&amp;ocirc;nica flertando com outros estilos, o pop o rock, no nosso ponto de vista &amp;eacute; exatamente isso que temos em “La Plata”, a m&amp;uacute;sica eletr&amp;ocirc;nica flertando com o pop-rock do Jota Quest, da mesma forma que o som n&amp;atilde;o deixa de ser aquela mistura entre o groove e o rock, que a gente fez exatamente no primeiro disco, mas nesse esse somat&amp;oacute;rio &amp;eacute; muito mais evidente, com ingredientes eletr&amp;ocirc;nicos, essa coisa sint&amp;eacute;tica, experimentamos muito em est&amp;uacute;dio, voc&amp;ecirc; v&amp;ecirc; v&amp;aacute;rias novidades nas linhas de baixo do PJ, o uso de sintetizadores, tudo com o objetivo de criar uma textura diferente e contempor&amp;acirc;nea, que achamos muito interessante, e &amp;eacute; nossa inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que &amp;eacute; fundir realmente tudo isso, buscar aquela pegada rock e ao mesmo tempo aquele aspecto dan&amp;ccedil;ante, criando um som contempor&amp;acirc;neo.
 
&amp;Eacute; estranho at&amp;eacute; para n&amp;oacute;s vermos isso no disco novo, n&amp;oacute;s acabamos de lan&amp;ccedil;ar o disco, estamos vendo tudo ainda de dentro para fora, at&amp;eacute; ontem era nosso, agora &amp;eacute; de todos, ent&amp;atilde;o t&amp;iacute;nhamos uma opini&amp;atilde;o e hoje existem v&amp;aacute;rias, ent&amp;atilde;o &amp;eacute; digerir e compatibilizar com todas o verdadeiro conceito do disco.

&amp;lt;b&amp;gt;Voltando um pouco no tempo, na d&amp;eacute;cada de 80 o rock nacional ficou conhecido por possuir nichos de bandas, t&amp;iacute;nhamos as bandas de Bras&amp;iacute;lia, as bandas do Sul, Minas Gerais tamb&amp;eacute;m revelou muitas bandas, por&amp;eacute;m elas n&amp;atilde;o seguiram um determinado eixo, trazendo para o pa&amp;iacute;s diversos estilos, &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel dizer que o estado possuiu uma cena musical al&amp;eacute;m daquela conhecida como o Clube da Esquina?&amp;lt;/b&amp;gt;
 
&amp;lt;b&amp;gt;Rog&amp;eacute;rio Flausino:&amp;lt;/b&amp;gt; Nos anos 80, &amp;eacute; incr&amp;iacute;vel, n&amp;oacute;s n&amp;atilde;o tivemos uma banda, naquela explos&amp;atilde;o da m&amp;uacute;sica mineira, n&amp;atilde;o existiu uma banda de l&amp;aacute; que realmente representasse o estado na cena rock, tivemos o 14 BIS, que foi uma banda que, com o final do Clube da Esquina, entrou na d&amp;eacute;cada de 80 fazendo algum barulho, mas ela n&amp;atilde;o fez parte da nova gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ficando os anos 80 inteiro sem ter ningu&amp;eacute;m. S&amp;oacute; no in&amp;iacute;cio dos anos 90 que veio o Skank e o Pato Fu, e nesse trem que estava passando em Minas Gerais n&amp;oacute;s entramos no &amp;uacute;ltimo vag&amp;atilde;o, e estamos aqui at&amp;eacute; hoje, com isso &amp;eacute; dif&amp;iacute;cil dizer que tivemos uma “cena”.
 
&amp;lt;b&amp;gt;Marco T&amp;uacute;lio:&amp;lt;/b&amp;gt; Sim, nosso disco j&amp;aacute; &amp;eacute; de mais da metade da d&amp;eacute;cada de 90 (1996).
 
<img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/pj_thumb.jpg' align='right' width='60'/>&amp;lt;b&amp;gt;PJ:&amp;lt;/b&amp;gt; Uma coisa interessante que aconteceu em Minas Gerais nos anos 80 e que foi diferente do resto do Brasil, &amp;eacute; que o pop estourou no Brasil e em Minas foi o heavy metal, n&amp;oacute;s t&amp;iacute;nhamos a gravadora Cogumelo Records, que colocou gente no mundo inteiro, tendo o Sepultura como grande representante disso, Overdose, Sarc&amp;oacute;fago... foram muitas bandas de metal e eu, que gostava muito de ficar ali vendo o processo de composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o e grava&amp;ccedil;&amp;atilde;o em est&amp;uacute;dio, fica vendo muito essa galera do metal. Uma coisa inacredit&amp;aacute;vel, eu sei, mas o tecladista do Skank, o Henrique, j&amp;aacute; gravou com o Sepultura e gravou com in&amp;uacute;meras bandas de metal, &amp;eacute; surreal imaginar ele fazendo isso hoje!!
 
&amp;lt;b&amp;gt;Marco T&amp;uacute;lio:&amp;lt;/b&amp;gt; Mas existiu uma cena em Belo Horizonte nos anos 80, mas infelizmente ela n&amp;atilde;o vingou para todo o territ&amp;oacute;rio nacional, acredito que o boom do rock aconteceu em todo pa&amp;iacute;s, mas assim como em outros estados acabou n&amp;atilde;o saindo dali, o motivo disso j&amp;aacute; seria uma outra hist&amp;oacute;ria, mas foi, sem d&amp;uacute;vida, um embri&amp;atilde;o para tudo isso que aconteceu nos anos 90.
 
&amp;lt;b&amp;gt;Voc&amp;ecirc;s podem ser considerados uma banda veterana no cen&amp;aacute;rio, embora n&amp;atilde;o autorizadas, existem colet&amp;acirc;neas do Jota Quest no mercado, voc&amp;ecirc;s se consideram experientes o suficiente para lan&amp;ccedil;ar uma colet&amp;acirc;nea oficial?&amp;lt;/b&amp;gt;
 
&amp;lt;b&amp;gt;Rog&amp;eacute;rio Flausino:&amp;lt;/b&amp;gt; O que mais temos pr&amp;oacute;ximo de uma colet&amp;acirc;nea seria nosso disco ao vivo, mas n&amp;atilde;o nos consideramos preparados para isso, acreditamos que futuramente, com mais bagagem, mais &amp;aacute;lbuns, isso ser&amp;aacute; poss&amp;iacute;vel, mas no momento temos um DVD de clipes, um CD ao vivo e &amp;eacute; o que mais pr&amp;oacute;ximo temos de uma colet&amp;acirc;nea, j&amp;aacute; vimos c&amp;oacute;pias de nossos &amp;aacute;lbuns com “o melhor de”, isso acaba sendo positivo para divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o da banda, mas n&amp;atilde;o &amp;eacute; nosso foco no momento, hoje em dia &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel compilar os maiores sucessos e disponibilizar na internet, at&amp;eacute; para conhecerem a banda, mas n&amp;atilde;o &amp;eacute; o nosso foco agora.
 
&amp;lt;b&amp;gt;Marco T&amp;uacute;lio:&amp;lt;/b&amp;gt; Estrategicamente, n&amp;oacute;s da banda nunca pensamos em uma colet&amp;acirc;nea, mas j&amp;aacute; temos sucesso que poderiam preencher um disco, n&amp;atilde;o aconteceu realmente porque a gente n&amp;atilde;o quis, acreditamos que n&amp;atilde;o est&amp;aacute; na hora, mas quando estivermos realmente vamos saber disso. Tudo o que est&amp;aacute; sendo divulgado nesse sentido &amp;eacute; realmente extra-oficial, no momento estamos lan&amp;ccedil;ando um disco in&amp;eacute;dito e queremos curtir ao m&amp;aacute;ximo isso.
 
&amp;lt;b&amp;gt;Falando e baladas, o Jota Quest provavelmente marcou a hist&amp;oacute;ria de in&amp;uacute;meros casais no Brasil e n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o poucas as m&amp;uacute;sicas que fizeram isso, “F&amp;aacute;cil” foi e &amp;eacute; uma das mais tocadas da banda at&amp;eacute; hoje, qual a imagem que o Jota Quest gostaria de ser lembrado hoje? Daquela banda extrovertida que colocou o pa&amp;iacute;s inteiro pra dan&amp;ccedil;ar, ou como a banda que criou baladas que marcaram a hist&amp;oacute;ria da m&amp;uacute;sica nacional?&amp;lt;/b&amp;gt;
 
&amp;lt;b&amp;gt;Rog&amp;eacute;rio Flausino:&amp;lt;/b&amp;gt; Acho que &amp;eacute; um misto disso tudo cara, acreditamos que tudo que est&amp;aacute; dentro dos nossos &amp;aacute;lbuns &amp;eacute; puramente Jota Quest, mostra um lado que a banda tem, eu acho que pro grande p&amp;uacute;blico, pra quem consome, compra os nossos discos, ele pode ter um par&amp;acirc;metro melhor, at&amp;eacute; por conhecer todas as m&amp;uacute;sicas, a cada disco nosso existem, normalmente, duas baladas e uma grande parte de m&amp;uacute;sicas mais animadas, mas muita gente acompanha a hist&amp;oacute;ria da banda por aquilo que toca no r&amp;aacute;dio, e a cada &amp;aacute;lbum voc&amp;ecirc; tem duas dan&amp;ccedil;antes e duas baladas que ser&amp;atilde;o executadas com mais freq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia; ent&amp;atilde;o a pessoa que ouve acaba lidando, da m&amp;eacute;dia de 15 singles que foram trabalhados durante a carreira, com uma gama maior de baladas, que acabaram marcando muitas pessoas. Gostaria de ser lembrado como uma banda que possui, indiferente de baladas ou m&amp;uacute;sicas dan&amp;ccedil;antes, como uma banda que tem muitas coisas legais, que lan&amp;ccedil;ou boas baladas, que fez muitos hits pra dan&amp;ccedil;ar, pra beijar, para tudo.
 
&amp;lt;b&amp;gt;Marco T&amp;uacute;lio:&amp;lt;/b&amp;gt; Na verdade, pensando nisso, eu n&amp;atilde;o gostaria de ser lembrado assim n&amp;atilde;o... (risos) Mentira, brincadeira, concordo com o Rog&amp;eacute;rio.
 
&amp;lt;b&amp;gt;Voc&amp;ecirc;s participaram da trilha-sonora de um filme da Disney (O Mapa do Tesouro), esse &amp;eacute; um foco que a banda gostaria de explorar mais daqui pra frente?&amp;lt;/b&amp;gt;
 
&amp;lt;b&amp;gt;Rog&amp;eacute;rio Flausino:&amp;lt;/b&amp;gt; Essa trilha da Disney, foi quando eu coloquei a voz em uma can&amp;ccedil;&amp;atilde;o, depois fomos convidados, fizemos o som, tudo, rolou um evento especial de lan&amp;ccedil;amento do filme inclusive, foi especial porque eles (Disney) chamaram pessoas do mundo inteiro para cantar, em cima da mesma base, na l&amp;iacute;ngua p&amp;aacute;tria de cada banda, ent&amp;atilde;o houveram vers&amp;otilde;es da mesma m&amp;uacute;sica em espanhol, ingl&amp;ecirc;s, portugu&amp;ecirc;s... Mas essa coisa de procurarem a banda para realizar a abertura de um filme, ou de repente uma produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o especial para algum trecho do filme, ou novela, isso realmente &amp;eacute; algo legal, gostar&amp;iacute;amos muito de fazer mais.

&amp;lt;b&amp;gt;O Jota Quest &amp;eacute; uma banda que canta em portugu&amp;ecirc;s, por&amp;eacute;m j&amp;aacute; fez excurs&amp;otilde;es pelos EUA e Europa, existem planos de gravar em ingl&amp;ecirc;s para buscar novos horizontes fora do pa&amp;iacute;s?&amp;lt;/b&amp;gt;
 
&amp;lt;b&amp;gt;Rog&amp;eacute;rio Flausino:&amp;lt;/b&amp;gt; Esse &amp;eacute; um conceito complicado, na verdade, pensamos que se isso acontecer, tem que ser um processo natural, n&amp;oacute;s j&amp;aacute; fizemos alguma coisa em ingl&amp;ecirc;s, j&amp;aacute; brincamos com o espanhol, o nome da banda j&amp;aacute; &amp;eacute; metade portugu&amp;ecirc;s, metade em ingl&amp;ecirc;s (risos).
 
&amp;lt;b&amp;gt;Marco T&amp;uacute;lio:&amp;lt;/b&amp;gt; Acho que seria muita pretens&amp;atilde;o da nossa parte buscar algo dessa forma, ter uma carreira internacional, talvez seja uma realidade distante, uma banda como a nossa, que tem um alcance muito grande em nosso pa&amp;iacute;s, &amp;eacute; realmente interessante buscar tocar dentro do nosso universo, que &amp;eacute; o que a gente tem feito, existe um limite para se pensar em uma carreira internacional, ela &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel, por&amp;eacute;m &amp;eacute; muito limitada.
 
&amp;lt;b&amp;gt;Rog&amp;eacute;rio Flausino:&amp;lt;/b&amp;gt; Uma coisa &amp;eacute; voc&amp;ecirc; pegar, gravar em ingl&amp;ecirc;s e a coisa sair naturalmente, outra &amp;eacute; voc&amp;ecirc; programar esse objetivo, fazer as malas, gravar em ingl&amp;ecirc;s e ir para l&amp;aacute; e come&amp;ccedil;ar tudo de novo.
 
&amp;lt;b&amp;gt;O que voc&amp;ecirc;s pensam de bandas como o Cansei de Ser Sexy, que conseguiu muita evid&amp;ecirc;ncia l&amp;aacute; fora, considerando o idioma que eles produziram o primeiro disco, voc&amp;ecirc;s consideram o sucesso disso uma obra do acaso ou um objetivo desde o in&amp;iacute;cio?&amp;lt;/b&amp;gt;
 
&amp;lt;b&amp;gt;Rog&amp;eacute;rio Flausino:&amp;lt;/b&amp;gt; Na verdade isso &amp;eacute; algo que simplesmente acontece, ningu&amp;eacute;m, quando come&amp;ccedil;a, grava de tal forma buscando algo t&amp;atilde;o grande, o Cansei de Ser Sexy &amp;eacute; uma banda que, acima da pr&amp;oacute;pria linguagem, ousou no estilo, trazendo v&amp;aacute;rios elementos pro som, e foram esses elementos, essa levada dan&amp;ccedil;ante, que cativou o p&amp;uacute;blico l&amp;aacute; fora, o p&amp;uacute;blico europeu ouviu, gostou do som e poderia ser em qualquer idioma que chamariam para tocarem nesses lugares. Rolou uma identifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o p&amp;uacute;blico de l&amp;aacute; por toda cena que estava acontecendo e o sucesso deles foi algo natural, em virtude daquilo que tocavam, tanto que hoje n&amp;oacute;s vemos bandas novas que s&amp;atilde;o, nitidamente, influenciadas por eles, fizeram escola e criaram um tipo de som, por exemplo, o Sepultura, que dominou o mundo cantando, n&amp;atilde;o s&amp;oacute; em portugu&amp;ecirc;s, mas com vocais guturais, o mais interessante nisso tudo &amp;eacute; que vemos que cada banda tem a sua hist&amp;oacute;ria.
 
&amp;lt;b&amp;gt;H&amp;aacute; alguns anos aconteceu uma pesquisa em SP, realizada por uma r&amp;aacute;dio, onde seriam eleitas as piores m&amp;uacute;sicas do pa&amp;iacute;s, o Jota Quest encabe&amp;ccedil;ou essa lista com “Sempre Assim”, por&amp;eacute;m, o maior p&amp;uacute;blico de voc&amp;ecirc;s &amp;eacute; aqui, como a banda lida com a cr&amp;iacute;tica musical de uma forma geral, j&amp;aacute; que esse tipo de pesquisa soa amb&amp;iacute;gua &amp;agrave; realidade da banda?&amp;lt;/b&amp;gt;
 
&amp;lt;b&amp;gt;Rog&amp;eacute;rio Flausino:&amp;lt;/b&amp;gt; (risos) Na verdade esse tipo de situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; engra&amp;ccedil;ada, o neg&amp;oacute;cio &amp;eacute; tentar ser o mais sucinto poss&amp;iacute;vel, nosso trabalho &amp;eacute; fazer m&amp;uacute;sica de uma forma geral, can&amp;ccedil;&amp;otilde;es, letras, novos &amp;aacute;lbuns, novas turn&amp;ecirc;s, o trabalho da cr&amp;iacute;tica &amp;eacute; pegar tudo isso, dar seu ponto-de-vista, e ver se voc&amp;ecirc; fez tudo de uma forma coerente, ver se foi usada uma f&amp;oacute;rmula profissional, n&amp;oacute;s vemos isso de uma forma natural, somos sempre receptivos &amp;agrave;s cr&amp;iacute;ticas, da mesma forma que tamb&amp;eacute;m analisamos se a cr&amp;iacute;tica &amp;eacute; pessoal, parcial, e isso tamb&amp;eacute;m faz uma boa parte das cr&amp;iacute;ticas perderem um pouco do valor, mas esse tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; o trabalho de voc&amp;ecirc;s, nosso trabalho &amp;eacute;, essencialmente, fazer m&amp;uacute;sica, at&amp;eacute; alguns dias atr&amp;aacute;s o nosso disco era s&amp;oacute; nosso, agora &amp;eacute; de todos n&amp;oacute;s, ent&amp;atilde;o s&amp;atilde;o v&amp;aacute;rios formas de ver o mesmo objeto, ent&amp;atilde;o gente vai falar bem, vai falar mal, e n&amp;oacute;s estaremos sempre aqui para conversar, falar, elucidar d&amp;uacute;vidas, &amp;eacute; o processo natural das coisas.

&amp;lt;b&amp;gt;Marco T&amp;uacute;lio:&amp;lt;/b&amp;gt; &amp;Eacute; realmente engra&amp;ccedil;ado esse tipo de pesquisa, h&amp;aacute; algum tempo eu vi uma pesquisa no Fant&amp;aacute;stico, da Rede Globo, falando que a m&amp;uacute;sica “Oceano” do Djavan, estava entre as mais chatas da m&amp;uacute;sica popular, que as letras eram consideradas as piores do estilo. Acabei achando aquilo um absurdo, ele &amp;eacute; um dos maiores compositores da m&amp;uacute;sica nacional e &amp;eacute; obrigado a ver esse tipo de coisa, &amp;eacute; claro que voc&amp;ecirc; fica surpreso, mas a realidade &amp;eacute; outra.
 
&amp;lt;b&amp;gt;PJ:&amp;lt;/b&amp;gt; Acaba sendo t&amp;atilde;o estranho esse tipo de resultado que as pesquisas n&amp;atilde;o falam nada com nada! (risos)

&amp;lt;b&amp;gt;O Jota Quest era conhecido por todo seu lado extrovertido, hoje voc&amp;ecirc;s t&amp;ecirc;m uma postura mais s&amp;eacute;ria, embora nunca tenha perdido a identidade, voc&amp;ecirc;s acreditam que esse foi um processo de maturidade da banda?&amp;lt;/b&amp;gt;
 
&amp;lt;b&amp;gt;Marco T&amp;uacute;lio:&amp;lt;/b&amp;gt; Cara... tu tem filho? &amp;Eacute; casado? Isso faz uma diferen&amp;ccedil;a... (risos)

Isso faz toda a diferen&amp;ccedil;a! Mas na produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse nosso novo clipe esse lado extrovertido est&amp;aacute; bem latente, com perucas, bigodes posti&amp;ccedil;os, dan&amp;ccedil;ante, cheio de fantasias, foi uma grande festa, &amp;eacute; um lado que marcou o Jota Quest e nunca ficou de lado, n&amp;oacute;s achamos que tava muito s&amp;eacute;ria a coisa, ent&amp;atilde;o pensamos “vamos brincar de novo!”. Acreditamos que n&amp;atilde;o seja algo que tenha a ver com maturidade, esse lado brincalh&amp;atilde;o &amp;eacute; algo que n&amp;oacute;s nunca mudamos, continuamos com a mesma personalidade, mas passaram-se a&amp;iacute; 12 anos, e nesses 12 anos n&amp;oacute;s vemos as coisas um pouco diferentes, uma certa responsabilidade, uma certa maturidade, certamente muito bem vindas, isso n&amp;atilde;o significa que seja um grau de maturidade que se estabeleceu, mas o tempo realmente faz voc&amp;ecirc; ver as coisas de forma diferente, em que, em alguns momento, somos aqueles brincalh&amp;otilde;es de sempre, outra hora mais s&amp;eacute;rios ou simplesmente menos extrovertidos, mas n&amp;atilde;o adianta, se voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o tem filho, n&amp;atilde;o &amp;eacute; casado e ou tem um empres&amp;aacute;rio como n&amp;oacute;s temos... (risos)
 
&amp;lt;b&amp;gt;Voc&amp;ecirc;s j&amp;aacute; dividiram o palco com nomes sagrados da m&amp;uacute;sica mundial, tocaram com Roger Waters, Santana, entre outros, qual seria o sonho do Jota Quest de dividir um palco, tocar no mesmo festival, abrir o show?&amp;lt;/b&amp;gt;
 
&amp;lt;b&amp;gt;PJ:&amp;lt;/b&amp;gt; Na verdade esse processo de participar de um show dessa magnitude &amp;eacute; complicado, n&amp;atilde;o achamos muito legal isso, principalmente quando pensamos em abrir um show, pode soar um pouco prepotente no in&amp;iacute;cio, mas &amp;eacute; complicado voc&amp;ecirc; abrir um show no Brasil para uma atra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fora, por maior que seja, n&amp;oacute;s chegamos num patamar que isso pode ser um retrocesso para n&amp;oacute;s, e o motivo &amp;eacute; simples, principalmente aqui em SP, &amp;eacute; comum virmos tocar aqui, ent&amp;atilde;o quem paga ingresso para ver uma atra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fora n&amp;atilde;o quer ver o Jota Quest, j&amp;aacute; conhece as m&amp;uacute;sicas, j&amp;aacute; viu ao vivo, n&amp;atilde;o existe o que ser mostrado.

&amp;lt;b&amp;gt;Rog&amp;eacute;rio Flausino:&amp;lt;/b&amp;gt; L&amp;aacute; fora j&amp;aacute; &amp;eacute; diferente, porque n&amp;atilde;o existe esse conceito de hierarquia que os festivais possuem no Brasil, pela diversidade de bandas que tocam no mesmo evento, todas sempre t&amp;ecirc;m algo para mostrar, ent&amp;atilde;o v&amp;ecirc; sempre uma novidade para o p&amp;uacute;blico, em v&amp;aacute;rios festivais na Europa, nos Estados Unidos, &amp;eacute; normal a atra&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais aclamada n&amp;atilde;o ser sempre o headliner, n&amp;oacute;s sempre buscamos participar de algum festival l&amp;aacute; fora por esse tipo de experi&amp;ecirc;ncia, &amp;eacute; muita coisa nova e voc&amp;ecirc; mostra o seu trabalho para o p&amp;uacute;blico.
 
&amp;lt;b&amp;gt;Marco T&amp;uacute;lio:&amp;lt;/b&amp;gt; Esse lance de festival, l&amp;aacute; fora, &amp;eacute; legal, &amp;eacute; diferente voc&amp;ecirc; ver nomes como o Bonnaroo, o Glastonbury, essa mistureba &amp;eacute; simplesmente demais, mas pela pr&amp;aacute;tica que n&amp;oacute;s temos, se existe um show muito bom rolando aqui, &amp;eacute; muito mais legal voc&amp;ecirc; ir para assistir, ir, curtir, n&amp;atilde;o se expor naquela situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.
 
&amp;lt;b&amp;gt;Rog&amp;eacute;rio Flausino:&amp;lt;/b&amp;gt; Rio de Janeiro e S&amp;atilde;o Paulo sempre v&amp;atilde;o ter apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Jota Quest, ent&amp;atilde;o &amp;eacute; realmente complicado pra gente tentar fazer parte de um outro evento onde o cara vai l&amp;aacute; e paga caro pra ver algo de fora, isso &amp;eacute; mais vantajoso para quem n&amp;atilde;o tem tanta repercuss&amp;atilde;o aqui, uma banda que precisa mostrar seu trabalho, essa &amp;eacute; uma excelente oportunidade, mas no nosso caso, &amp;eacute; realmente complicado, &amp;eacute; algo que nos propusemos a n&amp;atilde;o realizar.

&amp;lt;b&amp;gt;Marco T&amp;uacute;lio:&amp;lt;/b&amp;gt; L&amp;aacute; fora, mesmo que estiv&amp;eacute;ssemos abrindo para uma grande atra&amp;ccedil;&amp;atilde;o em um mesmo lugar pela segunda vez, seria diferente, porque &amp;eacute; uma nova oportunidade de conhecer o trabalho da banda, aqui n&amp;atilde;o, voc&amp;ecirc; veria gente falando “P&amp;oacute;, mas eu j&amp;aacute; vi o show do Jota Quest m&amp;ecirc;s passado”, ent&amp;atilde;o &amp;eacute; complicado mesmo, existe todo um contexto para se participar de um evento desse tamanho.

&amp;lt;b&amp;gt;Pensando em um aspecto t&amp;eacute;cnico, hoje temos um legado que prop&amp;otilde;e que “para fazer boa m&amp;uacute;sica n&amp;atilde;o &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio saber tocar bem”, o Jota Quest &amp;eacute; uma banda que prima pela t&amp;eacute;cnica e sempre tem novidades sonoras, o PJ e o Marco s&amp;atilde;o patrocinados por marcas como a MusicMan, o que voc&amp;ecirc;s acham desse tipo de coisa no rock atualmente?&amp;lt;/b&amp;gt;

&amp;lt;b&amp;gt;PJ:&amp;lt;/b&amp;gt; Na verdade cada caso &amp;eacute; um caso, esse aspecto t&amp;eacute;cnico &amp;eacute; algo que n&amp;oacute;s sempre buscamos de uma forma natural, cada cena tem seu pr&amp;oacute;prio momento, sua pr&amp;oacute;pria situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel condenar ou afirmar algo com precis&amp;atilde;o, n&amp;oacute;s, o Jota Quest, sempre buscamos esse tipo de novidade, mas n&amp;atilde;o como objetivo, &amp;eacute; um processo natural. A m&amp;uacute;sica n&amp;atilde;o foi feita pra tocar de um jeito A ou B, ent&amp;atilde;o acho que isso tem muito a ver com o momento, com a identifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o.

&amp;lt;b&amp;gt;Marco T&amp;uacute;lio:&amp;lt;/b&amp;gt; &amp;Eacute; estranho esse lance de t&amp;eacute;cnica e virtuosismo, ele n&amp;atilde;o &amp;eacute; fundamental para uma boa m&amp;uacute;sica, no nosso caso &amp;eacute; uma finidade que a gente tem e &amp;eacute; bem-vindo, mas n&amp;atilde;o &amp;eacute; fundamental do mesmo jeito que nem toda banda precise ser assim, agradecemos a maneira como voc&amp;ecirc; v&amp;ecirc; nosso som, realmente gostamos de aprender, mas nos vemos a kilometros de dist&amp;acirc;ncia do Rush, por exemplo, &amp;eacute; um outro n&amp;iacute;vel, um outro patamar, que &amp;eacute; virtuosismo puro, mas isso n&amp;atilde;o &amp;eacute; fundamental para uma boa m&amp;uacute;sica, &amp;eacute; legal ter, mas n&amp;atilde;o pode ser primordial, temos o caso punk, Ramones, Sex Pistols, que n&amp;atilde;o primavam pela t&amp;eacute;cnica, mas foram fundamentais para a m&amp;uacute;sica, o The Clash, que embora fossem mais t&amp;eacute;cnicos, n&amp;atilde;o tinham isso como principal caracter&amp;iacute;stica, n&amp;oacute;s buscamos sempre as coisas com naturalidade, n&amp;atilde;o buscamos as coisas ao ponto de soar t&amp;eacute;cnicos, mas de buscar novas sonoridades.

&amp;lt;b&amp;gt;PJ:&amp;lt;/b&amp;gt; Um exemplo interessante &amp;eacute; que normalmente associamos certos m&amp;uacute;sicos com o instrumento, n&amp;atilde;o necessariamente pela t&amp;eacute;cnica, mas pela forma que ele toca, &amp;eacute; como se bot&amp;aacute;ssemos um cara muito t&amp;eacute;cnico pra tocar no Sex Pistols, n&amp;atilde;o vai ser a mesma coisa, ent&amp;atilde;o cada um tem seu estilo e &amp;eacute; legal embarcar nessa, &amp;agrave;s vezes voc&amp;ecirc; v&amp;ecirc; um cara tosco tocando e pensa “poxa, eu n&amp;atilde;o consigo fazer igual” (risos)

&amp;lt;b&amp;gt;Uma curiosidade de muitos f&amp;atilde;s &amp;eacute; “Qual o grau de fanatismo do Jota Quest por seriados antigos?”, voc&amp;ecirc; fizeram “De Volta ao Planeta” com refer&amp;ecirc;ncias &amp;oacute;bvias, tem o nome da banda inspirado em um desenho... voc&amp;ecirc;s s&amp;atilde;o realmente f&amp;atilde;s disso?&amp;lt;/b&amp;gt;

&amp;lt;b&amp;gt;Rog&amp;eacute;rio Flausino:&amp;lt;/b&amp;gt; Ah... demais, somos grandes f&amp;atilde;s de todo tipo de desenho e seriados antigos, o pr&amp;oacute;prio “Planeta dos Macacos” eu tenho tudo em VHS, aquela coisa cl&amp;aacute;ssica, desenhos antigos tamb&amp;eacute;m, isso &amp;eacute; algo que sempre fomos f&amp;atilde;s e colecionamos o m&amp;aacute;ximo poss&amp;iacute;vel, acho que o mais recente desse tipo de coisa foi o “Star Wars”, ainda assim, naqueles 3 primeiros volumes (risos)

&amp;lt;b&amp;gt;Para finalizar, gostaria de saber o que podemos esperar do Jota Quest daqui pra frente.&amp;lt;/b&amp;gt;

&amp;lt;b&amp;gt;Marco T&amp;uacute;lio:&amp;lt;/b&amp;gt; Tra&amp;ccedil;ar um caminho futuro nesse momento pra gente &amp;eacute; complicado, imaginar como vai ser o tipo de som daqui pra frente, &amp;eacute; dif&amp;iacute;cil dizer, &amp;eacute; uma jornada que vamos dando os passos com calma.

&amp;lt;b&amp;gt;Rog&amp;eacute;rio Flausino:&amp;lt;/b&amp;gt; Acabamos de lan&amp;ccedil;ar um disco, ent&amp;atilde;o agora &amp;eacute; todo um processo para curtir esse disco, cada CD &amp;eacute; fruto de um momento, ent&amp;atilde;o n&amp;oacute;s mesmos estamos digerindo tudo isso.

&amp;lt;b&amp;gt;Marco T&amp;uacute;lio:&amp;lt;/b&amp;gt; Mesmo pra uma banda com uma hist&amp;oacute;ria como a nossa, com 12 anos, com uma jornada j&amp;aacute; iniciada, achamos que temos muita lenha pra queimar por a&amp;iacute;, olhamos para bandas por a&amp;iacute; como o Paralamas e achamos fant&amp;aacute;stico como eles lidam com o passar dos anos, como eles conduziram tudo isso, e isso &amp;eacute; um foco importante pra se dedicar, ent&amp;atilde;o &amp;eacute; um caminho que vamos conduzindo colocando tijolo por tijolo, imaginando que temos 12 anos de carreira e estaremos aqui novamente daqui mais 12, com muito mais hist&amp;oacute;rias pra contar.

&amp;lt;b&amp;gt;O Music&amp;atilde;o agradece a colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de voc&amp;ecirc;s, obrigado pela entrevista e desejamos boa sorte nessa nova turn&amp;ecirc;, assim como parabenizamos pelo &amp;oacute;timo trabalho em “La Plata”.&amp;lt;/b&amp;gt;</description>
  <guid>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=1475&amp;t=jotaquestfalasobrealbumlaplata</guid>
  <pubDate>Tue, 04 Nov 2008 13:43:19 PST</pubDate>
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  <title>Tarja Turunen no Brasil, com cobertura do MUSIC&amp;Atilde;O</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=1336&amp;t=tarjaturunennobrasil%2Ccomcoberturadomusicao</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/tarja-turunen-coletiva-1_thumb.jpg' align='right' width='60'/>A ex-vocalista do grupo Nightwish, Tarja Turunen j&amp;aacute; est&amp;aacute; no Brasil para sua turn&amp;ecirc;, agora em carreira solo. E n&amp;oacute;s do &amp;lt;a href=&amp;quot;/&amp;quot;&amp;gt;MUSIC&amp;Atilde;O&amp;lt;/a&amp;gt; comparecemos a coletiva de imprensa, realizada na tarde dessa sexta-feira (22/08), no Credicard Hall, em S&amp;atilde;o Paulo.

Absolutamente &amp;agrave; vontade, carism&amp;aacute;tica e bel&amp;iacute;ssima, Tarja diz estar muito feliz por voltar ao Brasil, agora em carreira solo, na turn&amp;ecirc; do seu novo disco, “My Winter Storm”.

Ela nos contou que &amp;eacute; uma responsabilidade muito grande estar em carreira solo, mas, que por outro lado, tem uma maior liberdade para poder cantar suas m&amp;uacute;sicas, expressar seus pensamentos e poder escolher seu repert&amp;oacute;rio.

Entendendo com bastante facilidade nosso idioma, a finlandesa confessou ser f&amp;atilde; das obras liter&amp;aacute;rias de Paulo Coelho, conhece Bossa Nova e at&amp;eacute; mesmo samba.

Perguntada sobre seu estilo visual e o segredo de sua beleza, ela rapidamente disse, sorrindo: “Isso &amp;eacute; um segredo s&amp;oacute; meu...”.

Na seq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia, falou que ela mesma &amp;eacute; quem escolhe seu figurino para os shows e que seu maior cuidado est&amp;eacute;tico &amp;eacute; tomar muita &amp;aacute;gua.

<img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/tarja-turunen-coletiva-2_thumb.jpg' align='right' width='60'/>Em seu interior, Tarja diz ter duas principais caracter&amp;iacute;sticas: a beleza e a escurid&amp;atilde;o. Esses s&amp;atilde;o os grandes componentes que ajudam a vocalista na hora de fazer suas composi&amp;ccedil;&amp;otilde;es, o que n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma tarefa t&amp;atilde;o f&amp;aacute;cil, j&amp;aacute; que unir esses seus lados t&amp;atilde;o distintos &amp;eacute; complicado e requer muito cuidado.

Em boa parte da turn&amp;ecirc;, seu guitarrista ser&amp;aacute; Kiko Loureiro, do Angra. Ela o conheceu durante uma turn&amp;ecirc; no Jap&amp;atilde;o, onde as bandas estavam se apresentando.

Segundo ela, &amp;eacute; uma honra que ele tenha aceitado trabalhar ao seu lado e que &amp;eacute; &amp;oacute;timo poder contar com um m&amp;uacute;sico t&amp;atilde;o competente e conceituado em suas apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es.

Agora s&amp;oacute; nos resta aguardar a tal “surpresa” que ela diz ter preparado para suas apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es aqui no Brasil.

At&amp;eacute; tentamos saber algo, mas Tarja disse: “N&amp;atilde;o posso contar, &amp;eacute; surpresa”.


Confira as datas e locais dos shows:

23/08/2008 - S&amp;atilde;o Paulo/SP - Credicard Hall
24/08/2008 - Curitiba/PR - Hellooch
26/08/2008 - Porto Alegre/RS- Bar Opini&amp;atilde;o
30/08/2008 - Belo Horizonte/MG - Lapa Multshow
31/08/2008 - Rio de Janeiro/RJ - Canec&amp;atilde;o
</description>
  <guid>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=1336&amp;t=tarjaturunennobrasil%2Ccomcoberturadomusicao</guid>
  <pubDate>Fri, 22 Aug 2008 13:19:40 PDT</pubDate>
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  <title>Entrevista com a banda Mindflow</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=819&amp;t=entrevistacomabandamindflow</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/mindflow_thumb.jpg' align='right' width='60'/>No &amp;uacute;ltimo dia 03 de julho, a banda concedeu a esta equipe entrevista ap&amp;oacute;s ensaio em seu est&amp;uacute;dio. Por meio desta, o leitor conhecer&amp;aacute; um pouco mais sobre a hist&amp;oacute;ria da banda, o atual trabalho e planos futuros.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Conte-nos sobre a abertura do show do Symphony-X. Como voc&amp;ecirc;s sentiram esta experi&amp;ecirc;ncia em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao trabalho da banda?
&amp;lt;b&amp;gt;Mindflow:&amp;lt;/b&amp;gt; Foi bom tocar para um p&amp;uacute;blico que curte o mesmo estilo, criamos amizade com a banda e conversamos sobre a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de outros shows nos EUA. N&amp;oacute;s abrimos os shows da turn&amp;ecirc; do Symphony-X em Belo Horizonte, Manaus e aqui em S&amp;atilde;o Paulo e foram shows muito animados... Foi excelente, pois consolidamos a amizade com os integrantes da banda e, em nossa carreira, tamb&amp;eacute;m foi muito importante, pois &amp;eacute; sempre bom estar em contato com outras bandas, isso facilita o fluxo de informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es e o conhecimento de novas tend&amp;ecirc;ncias.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Conte-nos sobre a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Mindflow... Qual o hist&amp;oacute;rico, como surgiu a banda?
&amp;lt;b&amp;gt;Mindflow:&amp;lt;/b&amp;gt; A banda iniciou suas atividades em 2003 e neste mesmo ano, gravamos o primeiro &amp;aacute;lbum, que foi lan&amp;ccedil;ado em 2004. A etsa altura, j&amp;aacute; t&amp;iacute;nhamos realizado participa&amp;ccedil;&amp;otilde;es em grandes festivais e shows, como o BMV/2004 Direct TV, Live in London, Dr. Sin etc.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Voc&amp;ecirc;s fazem sucesso em v&amp;aacute;rios pa&amp;iacute;ses europeus e j&amp;aacute; conquistaram at&amp;eacute; o concorrido mercado oriental... Como isso se seu?
&amp;lt;b&amp;gt;Mindflow:&amp;lt;/b&amp;gt; Na Cor&amp;eacute;ia, lan&amp;ccedil;amos a m&amp;uacute;sica tema de uma s&amp;eacute;rie televisiva no estilo das que fizeram sucesso por aqui, onde super her&amp;oacute;is protegem o planeta de monstros e vil&amp;otilde;es... Bem, a s&amp;eacute;rie &amp;eacute; muito popular por l&amp;aacute; e foi bacana, pois na estr&amp;eacute;ia desse trabalho, fomos em seguida para a Fran&amp;ccedil;a com o &amp;aacute;lbum rec&amp;eacute;m-lan&amp;ccedil;ado e apresentamos o trabalho na Miden, uma importante feira fonogr&amp;aacute;fica... Recebemos resposta de algumas gravadoras e o selo espanhol Raven Cross passou a distribuir o nosso trabalho em 60 pa&amp;iacute;ses. A m&amp;uacute;sica tema do seriado foi tamb&amp;eacute;m lan&amp;ccedil;ada num box oficial da s&amp;eacute;rie em duas vers&amp;otilde;es, da&amp;iacute; surgindo o convite para participar-mos de um festival de v&amp;iacute;deo.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como o p&amp;uacute;blico brasileiro recebe o trabalho da banda?
&amp;lt;b&amp;gt;Mindflow:&amp;lt;/b&amp;gt; No Brasil h&amp;aacute; cerca de 200 r&amp;aacute;dios tocando nossas can&amp;ccedil;&amp;otilde;es e o apoio de nosso f&amp;atilde;-clube e da comunidade no Orkut &amp;eacute; fundamental, eles s&amp;atilde;o muito participativos e tudo o mais...

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como voc&amp;ecirc;s analisam o mercado fonogr&amp;aacute;fico brasileiro hoje?
&amp;lt;b&amp;gt;Mindflow:&amp;lt;/b&amp;gt; &amp;Eacute; uma tend&amp;ecirc;ncia mundial, sobre a qual n&amp;atilde;o temos nada contra, por tr&amp;aacute;s da m&amp;uacute;sica h&amp;aacute; os neg&amp;oacute;cios, o pessoal quer saber do que vende e produz lucro. Aqui no Brasil, &amp;eacute; bem segmentado, h&amp;aacute; muitas pessoas que curtem v&amp;aacute;rios estilos. Seu ouvido tem que estar treinado, poi so principal da arte &amp;eacute; transmitir a mensagem, a m&amp;uacute;sica deve passar uma sensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, intrincada ou n&amp;atilde;o, mesmo para um leigo, tem que fazer sentido.... As quebras bruscas de andamento em nosso trabalho s&amp;atilde;o para causar mesmo sensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e fazer com que as pessoas se lembrem de algo. Classificam o nosso som como progressivo, n&amp;oacute;s nunca nos preocupamos em este clich&amp;ecirc;, pois fazemos aquilo que sentimos e gostamos, fazemos rock.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o suas influ&amp;ecirc;ncias musicais?
&amp;lt;b&amp;gt;Mindflow:&amp;lt;/b&amp;gt; Jethro Tull e as bandas cl&amp;aacute;ssicas como Pink Floyd, Black Sabbath, Sepultura al&amp;eacute;m de uma fus&amp;atilde;o com as bandas atuais. Estamos sempre antenados com o que est&amp;aacute; sendo lan&amp;ccedil;ado para acompanhar as mudan&amp;ccedil;as do mercado.
H&amp;aacute; v&amp;aacute;rios lados do meio influenciando, as trilhas sonoras do cinema, por exemplo, nos fornecem dados muito interessantes, pois todos os filmes s&amp;atilde;o meio progressivos, voc&amp;ecirc; est&amp;aacute; vendo uma cena e da&amp;iacute; volta para o passado ou salta para o futuro e a a&amp;ccedil;&amp;atilde;o fica indo e voltando com o intuito de contar a hist&amp;oacute;ria, tanto quanto a m&amp;uacute;sica. Assim, para cada m&amp;uacute;sica deste nosso segundo &amp;aacute;lbum, lan&amp;ccedil;ado em 2006, fizemos um ensaio fotogr&amp;aacute;fico dando uma “cara” &amp;agrave;s can&amp;ccedil;&amp;otilde;es, utilizando cart&amp;otilde;es-postais de S&amp;atilde;o Paulo.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o os pr&amp;oacute;ximos passos da banda?
&amp;lt;b&amp;gt;Mindflow:&amp;lt;/b&amp;gt; Na semana que vem, para ser mais preciso quarta-feira, estaremos saindo em turn&amp;ecirc;. Ficaremos um m&amp;ecirc;s nos EUA e depois vamos para a Europa, onde participaremos de um show do Queenr&amp;yuml;che na Noruega. Na Inglaterra, realizaremos cinco shows em importantes festivais e depois seguiremos para a B&amp;eacute;lgica, &amp;Aacute;ustria, R&amp;uacute;ssia (onde lan&amp;ccedil;amos h&amp;aacute; pouco tempo uma edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o especial do CD) e Espanha, retornando em seguida ao Brasil. Em dezembro gravaremos o terceiro &amp;aacute;lbum com previs&amp;atilde;o de lan&amp;ccedil;amento em maio de 2008.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Na Europa, voc&amp;ecirc;s realmente j&amp;aacute; t&amp;ecirc;m uma carreira consolidada, sendo muito conhecidos... Comentem um pouco sobre a repercuss&amp;atilde;o de seu trabalho pelo mundo.
&amp;lt;b&amp;gt;Mindflow:&amp;lt;/b&amp;gt; Ent&amp;atilde;o... O nosso primeiro trabalho foi comparado com “Operator Mind Crime” e “Metropolis II” do Dream Theatre e teve uma repercuss&amp;atilde;ogrande nos EUA, sendo considerado um dos maiores &amp;aacute;lbuns de progressivo de todos os tempos. A can&amp;ccedil;&amp;atilde;o “Meeting the Brise” durante muito tempo foi uma das mais pedidas e uma r&amp;aacute;dio fez um especial Monflow (tocaram o disco inteiro!)... Na Holanda foi eleito o melhor &amp;aacute;lbum do ano, na Alemanha e Gr&amp;eacute;cia como a melhor banda. Ali&amp;aacute;s, na Gr&amp;eacute;cia ainda fomos eleitos melhor banda revela&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos &amp;uacute;ltimos tempos, como o Sepultura nos anos 80, o Angra nos anos 90 e na atualidade, o Mindflow.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; O que o p&amp;uacute;blico deve esperar deste novo trabalho?
&amp;lt;b&amp;gt;Mindflow:&amp;lt;/b&amp;gt; Queremos fazer um trabalho diferenciado, envolver novos elementos criando uma marca. As m&amp;uacute;sicas est&amp;atilde;o mais diretas, mais cruas, e as letras tamb&amp;eacute;m seguem essa tend&amp;ecirc;ncia. Pretendemos gravar uma parte fora do Brasil e envolver outras coisas, como fizemos com o “Mind Over Body”, colocando no encarte e no pr&amp;oacute;prio CD surpresas, coisas interativas. Estamos planejando novas coisas, mas j&amp;aacute; temos um conceito para este trabalho, id&amp;eacute;ias bem diferentes... Queremos surpreender.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; O que gostariam de dizer especialmente ao seu p&amp;uacute;blico?
&amp;lt;b&amp;gt;Mindflow:&amp;lt;/b&amp;gt; Esperamos que as pessoas curtam o trabalho e o objetivo das m&amp;uacute;sicas &amp;eacute; causar sensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e deixar a mente fluir (como o pr&amp;oacute;prio nome da banda j&amp;aacute; diz)... E fazer as pessoas olharem um pouco para as coisas importantes e simples do cotidiano que geralmente passam despercebidas. Se o ser humano tentasse se conhecer melhor, as coisas seriam mais f&amp;aacute;ceis. Se nossa m&amp;uacute;sica puder trazer para as pessoas um pouco de paz e felicidade, j&amp;aacute; ser&amp;aacute; para n&amp;oacute;s um grande sucesso... Gostar&amp;iacute;amos tamb&amp;eacute;m de deixar um forte abra&amp;ccedil;o a todos os f&amp;atilde;s.


&amp;lt;a href=\'/noticia.php?c=6&amp;amp;a=726&amp;amp;t=rockcomcaradeorquestrasinfonicasymphonyx\'&amp;gt;Leia como foi este show!&amp;lt;/a&amp;gt;</description>
  <guid>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=819&amp;t=entrevistacomabandamindflow</guid>
  <pubDate>Fri, 17 Aug 2007 05:57:19 PDT</pubDate>
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  <title>Entrevista com a Banda Laudares</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=818&amp;t=entrevistacomabandalaudares</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/laudares_thumb.jpg' align='right' width='60'/>Ap&amp;oacute;s bel&amp;iacute;ssima apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a banda gentilmente concedeu-nos entrevista jos jardins do CCSP, em clima de total descontra&amp;ccedil;&amp;atilde;o.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Apresente a banda...
&amp;lt;b&amp;gt;Laudares:&amp;lt;/b&amp;gt; Bruno Carvalho no baixo, Daniel Palermo na guitarra e viol&amp;atilde;o, Ziggy Batera na bateria e Laudares no vocal.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como surgiu a banda?
&amp;lt;b&amp;gt;Laudares:&amp;lt;/b&amp;gt; Ap&amp;oacute;s a dissolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do “Onda Rara”, passamos um tempo experimentando, tomando dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o... Em 2000, lan&amp;ccedil;amos assim o &amp;aacute;lbum “Terceiro Ato”, em parceria com o letrista Magno Melo e passamos a compor juntos. Compusemos 15 m&amp;uacute;sicas em um m&amp;ecirc;s de trabalho e gravamos o CD em tr&amp;ecirc;s dias, num projeto super audacioso. Deu super certo... Os arranjos para estas can&amp;ccedil;&amp;otilde;es n&amp;oacute;s experiment&amp;aacute;vamos em apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es nas cidades do interior, para ver o que mais se adequava.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como foi a vinda para S&amp;atilde;o Paulo?
&amp;lt;b&amp;gt;Laudares:&amp;lt;/b&amp;gt; Em janeiro de 2005 resolvemos explorar a pra&amp;ccedil;a paulista. Como tenho meu home studio, senti a necessidade debuscar novos caminhos, expandir a divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o e n&amp;atilde;o existe melhor lugar que S&amp;atilde;o Paulo para isso. Tamb&amp;eacute;m gravei um &amp;aacute;lbum de chorinho, que &amp;eacute; um ritmo tipicamente paulistano, como projeto paralelo, o “Choro &amp;eacute; Livre”, ele faz uma esp&amp;eacute;cie de duelo, de bate-bola, n&amp;atilde;o se prendendo ao regionalismo paulistano.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o os pr&amp;oacute;ximos passos da banda?
&amp;lt;b&amp;gt;Laudares:&amp;lt;/b&amp;gt; O nosso segundo &amp;aacute;lbum ainda est&amp;aacute; em fase de estudo, sendo programado. Estamos elaborando cuidadosamente as id&amp;eacute;ias no est&amp;uacute;dio. Pessoalmente, eu gostaria de trabalhar o projeto paralelo, dar maior vaz&amp;atilde;o ao trabalho de chorinho.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais os problemas enfrentados na divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o?
&amp;lt;b&amp;gt;Laudares:&amp;lt;/b&amp;gt; H&amp;aacute; muito tempo que existe o problema da divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o em massa, a quest&amp;atilde;o &amp;eacute; o mercado. Mesmo analisando por este lado, h&amp;aacute; uma s&amp;eacute;rie de fatores. Para atacar o fil&amp;atilde;o de chorinho, preciso me localizar e para continuar fazendo rock em S&amp;atilde;o Paulo, que &amp;eacute; particularmente o celeiro do rock nacional, mais ainda...

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o suas maiores influ&amp;ecirc;ncias musicais?
&amp;lt;b&amp;gt;Laudares:&amp;lt;/b&amp;gt; Jimi Hendrix, Led Zeppelin, Chico Buarque e Tom Jobim.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como se d&amp;aacute; o peocesso de composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o das can&amp;ccedil;&amp;otilde;e?
&amp;lt;b&amp;gt;Laudares:&amp;lt;/b&amp;gt; Em nossas melodias a quest&amp;atilde;o &amp;eacute; ter a ver com o que voc&amp;ecirc; &amp;eacute;, voc&amp;ecirc; se torna uma esp&amp;eacute;cie de canal, muitos compositores s&amp;atilde;o un&amp;acirc;nimes neste ponto... A quest&amp;atilde;o de ter ou n&amp;atilde;o no&amp;ccedil;&amp;atilde;o de como as coisas aparecem, &amp;eacute; meio que metaf&amp;iacute;sico... Sai nas tuas m&amp;atilde;os, s&amp;atilde;o momentos de inspira&amp;ccedil;&amp;atilde;o e transpira&amp;ccedil;&amp;atilde;o.


&amp;lt;a href=\'/noticia.php?c=6&amp;amp;a=817&amp;amp;t=laudarespoprockcompitadadempb\'&amp;gt;Leia como foi este show!&amp;lt;/a&amp;gt;</description>
  <guid>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=818&amp;t=entrevistacomabandalaudares</guid>
  <pubDate>Fri, 17 Aug 2007 05:50:03 PDT</pubDate>
</item>

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  <title>Entrevista com a Banda Matanza</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=727&amp;t=entrevistacomabandamatanza</link>
  <description>No dia 08 de junho, o guitarrista Donida da banda Matanza, concedeu-nos gentilmente esta entrevista, no tradicional Clube Belfiore, localizado na regi&amp;atilde;o da Barra Funda, momentos antes da apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como surgui a id&amp;eacute;ia de formar a banda?
&amp;lt;b&amp;gt;Donida:&amp;lt;/b&amp;gt; Eu o nosso band-leader, o Jimmy,somos da Zona Sul do Rio de Janeiro, ou seja, sempre estivemos no ber&amp;ccedil;o da bossa nova, assim &amp;eacute; meio estranho que sempre tenhamos ouvido country rock, em especial Johnny Cash. Ele &amp;eacute; nossa maior influ&amp;ecirc;ncia e, assim como ele, nos apaixonamos pelo ritmo, s&amp;oacute; que resolvemos traz&amp;ecirc;-lo para uma linguagem popular, brasileira, acelerando o andamento, deixando a sonoridade mais pesada, mais hard, o que denominamos de “hard country”.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como surgiu a revista em quadrinhos?
&amp;lt;b&amp;gt;Donida:&amp;lt;/b&amp;gt; A comix surgiu de um desejo antigo, pois sou artista pl&amp;aacute;stico, desenhista, fiz a faculdade de Belas Artes e sempre trabalhei para os outros, desenhando “caretices” para comerciais etc... E a&amp;iacute;, a vontade de fazer algo pr&amp;oacute;prio me motivou, e assim, junto com alguns outros amigos, lan&amp;ccedil;amos a revista.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Olhando a revista, vi v&amp;aacute;rios tra&amp;ccedil;os diferentes, muitos cartunistas fizeram a arte, ali&amp;aacute;s, cada est&amp;oacute;ria foi desenhada por um artista diferente. E quanto &amp;agrave; pauta, o enredo, quem escreveu as est&amp;oacute;rias?
&amp;lt;b&amp;gt;Donida:&amp;lt;/b&amp;gt; Ent&amp;atilde;o, pra n&amp;atilde;o ficar uma coisa meio monopolizada, cada um que desenhou tamb&amp;eacute;m escreveu o roteiro de sua est&amp;oacute;ria, assim, a revista ficou mais diversificada, acho que isto contrubuiu para a uma qualidade editorial maior. &amp;Eacute; sempre bom ter v&amp;aacute;rias vis&amp;otilde;es sobre qualquer assunto.
Eu queria dar &amp;agrave; revista o tratamento dispensado ao v&amp;iacute;deo clipe, as m&amp;uacute;sicas j&amp;aacute; t&amp;ecirc;m um ritmo, conforme dito anteriormente, numa vertente renovada do country. O gibi ent&amp;atilde;o, tinha que ter tamb&amp;eacute;m a nossa cara, a nossa marca registrada e, assim como nas nossas m&amp;uacute;sicas, sempre fomos bem “storytellers” (contadores de hist&amp;oacute;rias). Se voc&amp;ecirc; prestar aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o, tanto nas nossas m&amp;uacute;sicas quanto nas est&amp;oacute;rias da revista usamos a mesma premissa, tem sempre uma moral ou at&amp;eacute; amoral da est&amp;oacute;ria (risos).

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Fale um pouco sobre a hist&amp;oacute;ria da banda.
&amp;lt;b&amp;gt;Donida:&amp;lt;/b&amp;gt; Ent&amp;atilde;o... O Matanza j&amp;aacute; tem oito anos de estrada e quatro Cds lan&amp;ccedil;ados pela Deck Disc. Al&amp;iacute;as, temos muito a agradecer ao Rafael, dizemos que ele &amp;eacute; o quinto integrante da banda... A gravadora nos d&amp;aacute; total liberdade para fazermos o nosso som sem perder a nossa identidade, e investem pesado no nosso trabalho.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Fale um pouco sobre o &amp;uacute;ltimo &amp;aacute;lbum.
&amp;lt;b&amp;gt;Donida:&amp;lt;/b&amp;gt; Bem, lan&amp;ccedil;amos o “A Arte do Insulto” em outubro de 2006e estamos trabalhando bastante com ele. Fazemos shows no Brasil todo e, por mais inacredit&amp;aacute;vel, em Fortaleza temos um grande p&amp;uacute;blico cativo, a cena rock l&amp;aacute;, em especial a alternativa, &amp;eacute; extremamente forte, fizemos grandes amigos l&amp;aacute;...</description>
  <guid>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=727&amp;t=entrevistacomabandamatanza</guid>
  <pubDate>Mon, 02 Jul 2007 06:36:47 PDT</pubDate>
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  <title>“Cuelho de Alice” em foco</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=679&amp;t=%93cuelhodealice%94emfoco</link>
  <description>De maneira descontra&amp;iacute;da, no dia 17 de maio, o vocalista e band leader Paul&amp;atilde;o (j&amp;aacute; conhecido por seu trabalho ’A Banda das Velhas Virgens’), concedeu a esta equipe entrevista na tradicional cacha&amp;ccedil;aria “Terra Nova”, reduto da banda na regi&amp;atilde;o de Tucuruvi, zona norte da capital paulista.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como surgiu a id&amp;eacute;ia de criar a banda Cuelho de Alice?
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Eu estava insatisfeito com alguns problemas de relacionamento entre os integrantes do “Velhas”, da&amp;iacute; pensei em montar uma outra banda, pois componho bastante e queria fazer um trabalho diferenciado do “Velhas”, mesclando diferentes elementos da m&amp;uacute;sica brasileira em letras que tratassem de quest&amp;otilde;es como amor e relacionamento humano de forma mais introspectiva, menos expl&amp;iacute;cita, como nas letras do “Velhas”. Assim, retomei tamb&amp;eacute;m o baixo, al&amp;eacute;m dos vocais, e falei com o F&amp;aacute;bio Haddad e o Neto Botelho, que produziram discos anteriores do “Velhas” e sempre trouxeram dicas muito especiais ao nosso trabalho. Em seguida, come&amp;ccedil;amos a ensaiar e esbo&amp;ccedil;ar este novo trabalho. Criamos inicialmente uma est&amp;eacute;tica e logo surgiu a oportunidade de participar de um festival de novas tend&amp;ecirc;ncias da TV Cultura. Foi muito legal, teve uma boa divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o e atrav&amp;eacute;s da “for&amp;ccedil;a” obtida no festival, gravamos o “Samba Russo”, o primeiro CD do “Cuelho”. Deu muito certo, auxiliou at&amp;eacute; nas quest&amp;otilde;es com o “Velhas”, os momentos de comunh&amp;atilde;o ficaram bem melhores ap&amp;oacute;s o surgimento do “Cuelho”.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o os pr&amp;oacute;ximos passos, agora?
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Agora que j&amp;aacute; atingimos o objetivo principal, vamos pra estrada, divulgar o CD. Agora estamos a&amp;iacute; com uma nova forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o, porque o Neto e o F&amp;aacute;bio sa&amp;iacute;ram por motivos pessoais, queriam dar continuidade a outros projetos etc. Colocar essa banda no palco foi muito dif&amp;iacute;cil, nem todo mundo entra no clima assim, de cara. Foi um projeto paralelo e eu lutei muito, porque queria que as pessoas assimilassem a id&amp;eacute;ia. Assim, o CD foi gravado com uma banda tecnicamente mais habilitada e estamos tocando com uma banda mais en&amp;eacute;rgica, mais habilidosa no palco. Espero fazer exatamente o mesmo que com o “Velhas”, tocar no maior n&amp;uacute;mero de lugares poss&amp;iacute;vel, conquistando o maior p&amp;uacute;blico poss&amp;iacute;vel e continuar divertindo a todos.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Fale um pouco sobre a mudan&amp;ccedil;a de estilo das letras.
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Tentei trabalhar nas letras com a fus&amp;atilde;o entre samba e rock, utilizando temas ligados ao samba e ao amor de uma maneira menos &amp;oacute;bvia. Tem a ver nas influ&amp;ecirc;ncias e na sonoridade com Marcelo D2, Na&amp;ccedil;&amp;atilde;o Zumbi, Bezerra e Moreira da Silva, enfim, procurei buscar o peso do heavy metal com a batucada da escola de samba. Sempre quis fazer essa misturada, s&amp;oacute; que n&amp;atilde;o dava para incorporar ao trabalho do “Velhas”, da&amp;iacute; a necessidade urgente de criar o “Cuelho”.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como voc&amp;ecirc; analisa esse processo de democratiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da m&amp;uacute;sica, onde todos os estilos se fundem, sem o preconceito que havia anteriormente?
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; As pessoas come&amp;ccedil;aram a descobrir novas coisas e a molecada come&amp;ccedil;ou a ver sem preconceitos essas fus&amp;otilde;es. Antes era uma quest&amp;atilde;o de n&amp;atilde;o fus&amp;atilde;o mesmo entre vertentes de um mesmo estilo, no rock, quem tocava punk, n&amp;atilde;o se misturava com o pessoal do metal e vice-versa. Com o passar do tempo, as fus&amp;otilde;es entre MPB e rock come&amp;ccedil;aram a se tornar mais constantes, e as pessoas hoje consomem de tudo sem preconceitos e tudo virou uma grande parceria. Acho muito positivo. 

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Nas suas can&amp;ccedil;&amp;otilde;es, tanto no “Velhas” quanto no “Cuelho”, &amp;eacute; tema recorrente os relacionamentos humanos, em especial, os de cunho sexual e afetivo... Como voc&amp;ecirc; v&amp;ecirc; a quest&amp;atilde;o da sexualidade hoje?
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; A hist&amp;oacute;ria de ficar sem compromisso &amp;eacute; um grande progresso, mas da&amp;iacute; para a transa, propriamente dita, vai uma grande dist&amp;acirc;ncia. Os jovens, em especial os ligados a alguma doutrina religiosa, ainda v&amp;ecirc;em o sexo como um tabu, n&amp;atilde;o &amp;eacute; como nos anos 70, a quest&amp;atilde;o da liberdade total... Mas estamos caminhando para um desapego de padr&amp;otilde;es determinados em outras &amp;eacute;pocas, que j&amp;aacute; n&amp;atilde;o condizem com a realidade de hoje.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o os planos para o pr&amp;oacute;ximo CD do Cuelho?
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Conversei com o Germano Mathias, pois quero fazer um disco de metal na fus&amp;atilde;o com o samba de breque, misturar os pesos, extrair o m&amp;aacute;ximo dessa musicalidade.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como &amp;eacute; tocar com uma banda como o Cuelho numa cidade do interior, por exemplo?
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; O discurso deve ser diferenciado, mostrando mesclas interessantes. Coisas que o p&amp;uacute;blico perceba melhor sem inventar muito, pois se o p&amp;uacute;blico n&amp;atilde;o perceber a mensagem, vira as costas e vai embora. Dessa forma, o Reginaldo Rossi, o Gino e Geno e o Teodoro e Sampaio s&amp;atilde;o boas influ&amp;ecirc;ncias, em especial, ao trabalho do “Velhas”, mostram como n&amp;oacute;s uma musicalidade divertida, repleta de duplo sentido, por causa da hipocrisia ainda existente na sociedade, que n&amp;atilde;o permite que se falem as coisas abertamente.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o as influ&amp;ecirc;ncias musicais mais marcantes no trabalho do “Cuelho”? 
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; A banda mineira Virna Lise e Zeca Baleiro exercem uma influ&amp;ecirc;ncia forte.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Voc&amp;ecirc; j&amp;aacute; pensou em unir no mesmo palco as duas bandas, Cuelho de Alice e A Banda das Velhas Virgens?
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Sim, temos a id&amp;eacute;ia de fazer o “Velhas Fest”, juntar as duas bandas e apresentar tamb&amp;eacute;m as bandas dos outros integrantes, como as do Delito e do Caio, numa mistura entre o metal, o chorinho e o partido alto, realizando um super ac&amp;uacute;stico.</description>
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  <pubDate>Sat, 02 Jun 2007 07:22:19 PDT</pubDate>
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  <title>Entrevista com Sergio Britto</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=651&amp;t=entrevistacomsergiobritto</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/sergio-britto_thumb.jpg' align='right' width='60'/>Na &amp;uacute;ltima sexta-feira, dia 11 de maio, antes de subir aos palcos do Sesc Santana, para apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da turn&amp;ecirc; de lan&amp;ccedil;amento de seu segundo CD, o cantor e compositor S&amp;eacute;rgio Britto recebeu-nos gentilmente nos camarins, concedendo-nos esta entrevista, onde discorre sobre sua carreira solo e sobre os rumos da m&amp;uacute;sica brasileira na atualidade.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Neste segundo trabalho solo, o CD “Eu sou 300”, como voc&amp;ecirc; analisa as diferen&amp;ccedil;as entre este &amp;aacute;lbum e o anterior?
&amp;lt;b&amp;gt;S&amp;eacute;rgio:&amp;lt;/b&amp;gt; Eu pensei melhor, refleti com mais calma sobre o que queria fazer. Na escolha do repert&amp;oacute;rio, eu procurei mesclar a brasilidade ao pop rock. Utilizei-me assim de v&amp;aacute;rios elementos, de v&amp;aacute;rias sonoridades, criando um vocabul&amp;aacute;rio pr&amp;oacute;prio. Diria que foi um passo mais coerente, mais bem dado.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Isso demonstra um grande trabalho de pesquisa, analisando-se os v&amp;aacute;rios matizes da m&amp;uacute;sica brasileira... Como se d&amp;aacute; o processo de composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o das can&amp;ccedil;&amp;otilde;es?
&amp;lt;b&amp;gt;S&amp;eacute;rgio:&amp;lt;/b&amp;gt; N&amp;atilde;o vejo como pesquisa... Na verdade, s&amp;atilde;o dados meus adquiridos ao longo da vida, de coisas que ouvi. Os roqueiros sempre tinham preconceito quanto a ouvir a m&amp;uacute;sica brasileira e ainda mais em utilizar dela elementos para seu trabalho, preconceito que nunca tive, sempre ouvi de tudo. O processo de composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o parte sempre da id&amp;eacute;ia de uma letra, um trecho musical, de uma can&amp;ccedil;&amp;atilde;o com determinado ritmo. Assim se torna um processo prazeroso, que n&amp;atilde;o entedia, como se fosse um hobby. Enquanto h&amp;aacute; m&amp;uacute;sicos que preferem ser int&amp;eacute;rpretes, eu sempre fui mais ligado &amp;agrave; composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Fale um pouco sobre o segundo CD.
&amp;lt;b&amp;gt;S&amp;eacute;rgio:&amp;lt;/b&amp;gt; Levei seis anos para fazer o segundo CD, foi um longo intervalo se comparado ao trabalho anterior, entretanto, gostaria de ter dado uma seq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia maior, conciliando com meu trabalho com os Tit&amp;atilde;s, mas foi bom, assim pude desenvolver com mais cuidado um vocabul&amp;aacute;rio pr&amp;oacute;prio.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quanto &amp;agrave; quest&amp;atilde;o de uma maior identidade musical neste novo trabalho... Fale um pouco sobre isso.
&amp;lt;b&amp;gt;S&amp;eacute;rgio:&amp;lt;/b&amp;gt; Todas as minhas composi&amp;ccedil;&amp;otilde;es sempre tiveram um parentesco com coisas que fa&amp;ccedil;o sozinho. Tem sempre um swing a mais, juntando v&amp;aacute;rios elementos. Mas antigamente n&amp;atilde;o era t&amp;atilde;o comum a mistura de rock com MPB e eletr&amp;ocirc;nico, no meu trabalho com os Tit&amp;atilde;s, isso s&amp;oacute; ficou bem claro no &amp;aacute;lbum “Q Blesq Blom”.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como voc&amp;ecirc; v&amp;ecirc; os rumos da m&amp;uacute;sica brasileira na atualidade?
&amp;lt;b&amp;gt;S&amp;eacute;rgio:&amp;lt;/b&amp;gt; O bom &amp;eacute; a diversidade, as pessoas est&amp;atilde;o menos preconceituosas. A m&amp;uacute;sica brasileira &amp;eacute; muito rica, h&amp;aacute; material em fartura. Tem pra todo mundo, todos os gostos e estilos, s&amp;oacute; o que falta &amp;eacute; a quebra da pirataria... 

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Aproveitando o gancho... O que voc&amp;ecirc; acha da pirataria?
&amp;lt;b&amp;gt;S&amp;eacute;rgio:&amp;lt;/b&amp;gt; &amp;Eacute; ruim, mas hoje n&amp;atilde;o se tem muito que fazer, ela deveria ter sido inibida no in&amp;iacute;cio... H&amp;aacute; uma onda na Internet muito legal, onde voc&amp;ecirc; pode adquirir m&amp;uacute;sica pagando um pre&amp;ccedil;o justo pelo download, s&amp;oacute; que este h&amp;aacute;bito ainda n&amp;atilde;o foi assimilado pelos brasileiros.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Analisando seu trabalho solo, percebe-se que as can&amp;ccedil;&amp;otilde;es s&amp;atilde;o mais densas, introspectivas, voc&amp;ecirc; deixou um pouco de lado a quest&amp;atilde;o t&amp;atilde;o marcadamente cr&amp;iacute;tica...
&amp;lt;b&amp;gt;S&amp;eacute;rgio:&amp;lt;/b&amp;gt; Tudo &amp;eacute; express&amp;atilde;o da individualidade. Num discurso &amp;aacute;cido, as coisas podem funcionar bem, o que n&amp;atilde;o significa que na fus&amp;atilde;o entre &amp;aacute;cido e suave isso n&amp;atilde;o ocorra... As duas coisas podem andar juntas e, como todos, eu tenho meus dois lados, o cr&amp;iacute;tico e o mais reflexivo e a jun&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre estes &amp;eacute; o que determina o meu estilo de comp&amp;ocirc;r.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; O que voc&amp;ecirc; gostaria de dizer ao seu p&amp;uacute;blico?
&amp;lt;b&amp;gt;S&amp;eacute;rgio:&amp;lt;/b&amp;gt; O que falta aos ouvintes de m&amp;uacute;sica, no meu ver, &amp;eacute; prestar aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao que escutam. As pessoas reclamam que n&amp;atilde;o surgem novidades, que tudo continua igual, entretanto, quando surgem trabalhos diferenciados as pessoas n&amp;atilde;o pesquisam, n&amp;atilde;o procuram conhecer... Acredito que falta a curiosidade.</description>
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  <pubDate>Wed, 16 May 2007 07:11:48 PDT</pubDate>
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  <title>A Banda das Velhas Virgens em xeque</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=615&amp;t=abandadasvelhasvirgensemxeque</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/velhasvirgens2_thumb.jpg' align='right' width='60'/>Momentos antes de subir ao palco, Paul&amp;atilde;o e banda concederam gentilmente entrevista a esta equipe onde, de maneira informal e descontra&amp;iacute;da, nos falam de sua carreira, dos planos futuros e do panorama atual da m&amp;uacute;sica, al&amp;eacute;m do lan&amp;ccedil;amento de seu s&amp;eacute;timo &amp;aacute;lbum.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Voc&amp;ecirc;s j&amp;aacute; completaram vinte anos de carreira. Analisando este momento, o que mudou desde o in&amp;iacute;cio na m&amp;uacute;sica e nas atitudes da banda?
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; H&amp;aacute; vinte anos &amp;eacute;ramos mais s&amp;eacute;rios, mas sempre falamos dos aspectos f&amp;iacute;sicos, carnais da vida. Buscamos ser “politicamente corretos”, mas percebemos que a vida real &amp;eacute; bem diferente da retratada pelas pessoas, ent&amp;atilde;o, continuamos irreverentes e brincamos bastante com esses conceitos, num equil&amp;iacute;brio entre n&amp;oacute;s e os “politicamente corretos”, pois onde h&amp;aacute; o certinho, tamb&amp;eacute;m deve existir seu contraponto.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; A banda sempre foi totalmente independente, underground... Entretanto, voc&amp;ecirc;s j&amp;aacute; lan&amp;ccedil;aram um &amp;aacute;lbum por conceituada gravadora...
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Sim, lan&amp;ccedil;amos o nosso segundo CD pela Velas. Na &amp;eacute;poca eles queriam lan&amp;ccedil;ar muitas bandas, criando um selo de rock dentro da gravadora, numa tentativa de inserir-se tamb&amp;eacute;m neste segmento. Entretanto, n&amp;atilde;o aconteceu nada e o selo n&amp;atilde;o decolou. Mas depois o relan&amp;ccedil;amos e este &amp;aacute;lbum conta com v&amp;aacute;rias participa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, entre elas, do Ultraje a Rigor e Rita Lee.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como voc&amp;ecirc;s v&amp;ecirc;em este momento de sua carreira?
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Estamos numa fase de retorno &amp;agrave;s origens, a nossa experi&amp;ecirc;ncia, de um ponto de vista, ficou mais presente neste novo trabalho, pois estamos elaborando mais algumas melodias, alguns timbres, sem a pretens&amp;atilde;o de inventar muito, de realizar grandes “passagens” musicais. Voltamos inclusive a trabalhar com o produtor de nossos dois primeiros discos, que nos deu toques preciosos, nos ensinou muitas coisas, nos mostrou que o importante &amp;eacute; passar o recado, a inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o e que o resto &amp;eacute; firula, totalmente dispens&amp;aacute;vel. Encerramos o processo de grava&amp;ccedil;&amp;atilde;o das can&amp;ccedil;&amp;otilde;es com as id&amp;eacute;ias bem definidas. Antes, utiliz&amp;aacute;vamos bases de rock sem muitos experimentos. Como tamb&amp;eacute;m sou baixista e o principal compositor da banda, o nosso trabalho sempre teve uma cara meio reta, direta, umas levadas toscas, sem finaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais precisa. Agora passei a bola para os outros m&amp;uacute;sicos e o trabalho cresceu em qualidade, vem com todo mundo rebatendo, discutindo e percebendo o que fica melhor. Al&amp;eacute;m disso, baixamos os custos de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o para vendermos mais barato, sem perder a qualidade. Os pr&amp;oacute;prios f&amp;atilde;s pediram que fiz&amp;eacute;ssemos este &amp;aacute;lbum utilizando o formato dos dois primeiros. Ent&amp;atilde;o, abusamos da brasilidade nas letras, com influ&amp;ecirc;ncias que v&amp;atilde;o at&amp;eacute; Bezerra da Silva e seu partido alto.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como foi o trabalho de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o do primeiro DVD?
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Foi tudo muito chorado, corrido pra fazer o DVD, juntar dinheiro para a edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, tudo. Gravamos na comemora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de nossos vinte anos de carreira e vamos colocar trechos de shows realizados em nossa trajet&amp;oacute;ria. Um que constar&amp;aacute; do DVD e que gostamos muito de fazer &amp;agrave; &amp;eacute;poca, foi em Salvador. Ser&amp;aacute; lan&amp;ccedil;ado at&amp;eacute; o meio do ano, j&amp;aacute; est&amp;aacute; todo pronto, &amp;eacute; s&amp;oacute; finalizar algumas pequenas coisas.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Voc&amp;ecirc;s est&amp;atilde;o sempre fazendo shows pelo Brasil. Quais s&amp;atilde;o os per&amp;iacute;odos em que trabalham mais?
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Bem, realmente estamos sempre trabalhando, mas na &amp;eacute;poca de Carnaval, percebemos que a agenda de shows dava uma deca&amp;iacute;da, s&amp;oacute; ating&amp;iacute;amos uma boa m&amp;eacute;dia a partir de mar&amp;ccedil;o, ent&amp;atilde;o, para solucionarmos o problema, colocamos marchinhas carnavalescas em nosso trabalho e inclusive lan&amp;ccedil;aremos em breve um Cd com esta proposta, como o “Carnavelhas”. A tem&amp;aacute;tica deste trabalho &amp;eacute; a cidade de S&amp;atilde;o Paulo, onde retratamos a vida de nossa cidade, que amamos, apesar de todos os problemas que apresenta, meio que como se fosse a mulher da gente (risos). Falamos ent&amp;atilde;o dos botecos, dos bairros e tudo o que acontece... Ele sair&amp;aacute; at&amp;eacute; outubro. Uma das faixas &amp;eacute; a “Turn&amp;ecirc; do Chopp”, que descreve as principais choperias de S&amp;atilde;o Paulo.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Qual &amp;eacute; a m&amp;eacute;dia de apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es anuais?
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Realizamos por volta de 100 shows, a m&amp;eacute;dia &amp;eacute; mais ou menos essa, por&amp;eacute;m, depende, &amp;eacute; meio relativo, pois havia &amp;eacute;pocas em que faz&amp;iacute;amos ensaios abertos e a&amp;iacute; a propor&amp;ccedil;&amp;atilde;o subia para 120 apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como voc&amp;ecirc;s analisam seu trabalho?
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; As pessoas acham que m&amp;uacute;sica deve ser filos&amp;oacute;fica, mas o fato &amp;eacute; que n&amp;atilde;o existem assuntos melhores, mais pertinentes aos seres humanos que as rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es entre homem/ mulher e sexo, assim, traduzimos isso de uma maneira que as pessoas entendem.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Voc&amp;ecirc;s tamb&amp;eacute;m realizam trabalhos em paralelo...
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Sim. Para o lan&amp;ccedil;amento de um novo modelo de autom&amp;oacute;vel da Nissan, n&amp;oacute;s criamos uma banda baseada nos anos 70, a The Uncles, que foi inventada s&amp;oacute; para promover o produto. Produzi o comercial, mas agora vou me afastar, visto que o projeto foi finalizado, mas foi t&amp;atilde;o legal criar uma banda s&amp;oacute; para isso e o trabalho foi t&amp;atilde;o bom que futuramente, podemos estudar esse lance de realizar um revival anos 70. Eu acho que as pessoas, assim como eu, n&amp;atilde;o devem sentir vergonha de trabalhar em coisas paralelas com o objetivo de buscar fundos para patrocinar seus sonhos e para se manter com dignidade, desde que voc&amp;ecirc; esteja trabalhando honestamente, mesmo que fora de sua linha ou &amp;aacute;rea de atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Recentemente, foi lan&amp;ccedil;ado um livro contando a hist&amp;oacute;ria da banda... Fale-nos um pouco sobre este trabalho.
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; A id&amp;eacute;ia foi do Cavalo. Sempre pensamos em fazer um manual pras pessoas n&amp;atilde;o trope&amp;ccedil;arem nos mesmos buracos pelos quais passamos e algumas das cr&amp;ocirc;nicas contidas no livro, s&amp;atilde;o de situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es que realmente ocorreram conosco.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; A vendagem de CDs, a quantas anda?
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Nestes vinte anos de carreira j&amp;aacute; estamos beirando as 200.000 c&amp;oacute;pias vendidas s&amp;oacute; na independ&amp;ecirc;ncia, no circuito underground.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como &amp;eacute; o processo de composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o das m&amp;uacute;sicas?
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Em geral, eu componho as can&amp;ccedil;&amp;otilde;es e assim, vou fazendo rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es entre a m&amp;uacute;sica popular e o nosso trabalho, traduzindo as influ&amp;ecirc;ncias para o rock e mesclando os v&amp;aacute;rios estilos.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o os planos futuros da banda?
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Nosso prop&amp;oacute;sito &amp;eacute; tocar onde d&amp;aacute;... Se rock &amp;eacute; visual, &amp;eacute; festa!

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Por falar em visual, voc&amp;ecirc; &amp;eacute; cuidadoso, cria todo um estilo para se apresentar...
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; O visual &amp;eacute; importante para o p&amp;uacute;blico.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Finalizando, fale-nos um pouco sobre a cena musical independente.
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Os artistas independentes s&amp;atilde;o mais interessantes, tem mais qualidade que os da m&amp;iacute;dia porque trabalham pela paix&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o pelo H, para tocar o que est&amp;aacute; fazendo sucesso no momento e para cumprir protocolo de gravadora. O meio underground &amp;eacute; realmente bem mais criativo e interessante, entretanto a grande m&amp;iacute;dia e as gravadoras lan&amp;ccedil;am muita tranqueira no mercado apenas com o intuito de lucrar.</description>
  <guid>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=615&amp;t=abandadasvelhasvirgensemxeque</guid>
  <pubDate>Sat, 21 Apr 2007 07:47:06 PDT</pubDate>
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  <title>Montage na berlinda</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=613&amp;t=montagenaberlinda</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/montage_thumb.jpg' align='right' width='60'/>Momentos antes de sua apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a banda eletr&amp;ocirc;nica Montage, formada por Daniel Peixoto (voz e visual) e Leco Juc&amp;aacute; (groovebox e sintetizadores), concedeu entrevista a esta equipe, falando-nos um pouco sobre sua carreira e planos para o futuro.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o suas influ&amp;ecirc;ncias na m&amp;uacute;sica?
&amp;lt;b&amp;gt;Daniel:&amp;lt;/b&amp;gt; Nossas refer&amp;ecirc;ncias s&amp;atilde;o universais, n&amp;atilde;o regionais, apesar de sermos de Fortaleza. As pessoas acham que no nordeste s&amp;oacute; se ouve o regional, e n&amp;atilde;o &amp;eacute; bem assim. Acredito que seja meio que um preconceito. O Leco morava em Israel e j&amp;aacute; tinha tido outras bandas que n&amp;atilde;o passaram pelo nosso estilo. Mas as principais influ&amp;ecirc;ncias s&amp;atilde;o Nine Inch Nails, Daft Punk, The Stogges, Vive La F&amp;ecirc;te. Como estamos sempre tocando, surge da&amp;iacute; uma maturidade maior ao trabalho. Tamb&amp;eacute;m temos influ&amp;ecirc;ncia de sonoridades ouvidas durante nossa adolesc&amp;ecirc;ncia, passada entre fins dos anos 80 e in&amp;iacute;cio dos 90, como por exemplo, The Cure, embora n&amp;atilde;o estejam t&amp;atilde;o nitidamente expressas em nossas can&amp;ccedil;&amp;otilde;es.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como &amp;eacute; o processo de composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o das can&amp;ccedil;&amp;otilde;es?
&amp;lt;b&amp;gt;Daniel:&amp;lt;/b&amp;gt; As nossas m&amp;uacute;sicas s&amp;atilde;o compostas com a cad&amp;ecirc;ncia do rock.
&amp;lt;b&amp;gt;Leco:&amp;lt;/b&amp;gt; Quando componho, sai muita coisa totalmente sem reflex&amp;otilde;es ou regras. As melodias s&amp;atilde;o minhas e o Daniel coloca as letras, ali&amp;aacute;s, como j&amp;aacute; nos conhecemos bem, j&amp;aacute; componho coisas que se enquadrariam na voz dele, isso facilita bastante o processo.
&amp;lt;b&amp;gt;Daniel:&amp;lt;/b&amp;gt; A autoconfian&amp;ccedil;a de pegar uma melodia e criar uma letra que combine &amp;eacute; muito importante, mas, como o Leco j&amp;aacute; disse antes, s&amp;atilde;o dois anos tocando direto, sem parar, todos os finais de semana, da&amp;iacute; a afinidade se torna espont&amp;acirc;nea.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como voc&amp;ecirc;s analisam este momento da m&amp;uacute;sica eletr&amp;ocirc;nica?
&amp;lt;b&amp;gt;Daniel:&amp;lt;/b&amp;gt; De uns tr&amp;ecirc;s anos para c&amp;aacute;, houve grandes mudan&amp;ccedil;as e o disco punk, o eletrorock adquiriram um peso maior. O eletr&amp;ocirc;nico hoje &amp;eacute; parecido com o rock, tem muitos subg&amp;ecirc;neros. No cen&amp;aacute;rio que freq&amp;uuml;entamos a cena est&amp;aacute; aberta, e surgem varia&amp;ccedil;&amp;otilde;es como o house, o eletro, o minimal.
&amp;lt;b&amp;gt;Leco:&amp;lt;/b&amp;gt; Nestes &amp;uacute;ltimos tr&amp;ecirc;s anos, realmente, muita coisa aconteceu. Surgem a cada dia novos produtores e muitas bandas de rock passaram a assumir em seus trabalhos elementos extra&amp;iacute;dos do eletr&amp;ocirc;nico. 

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como &amp;eacute; o trabalho de pesquisa musical para compor?
&amp;lt;b&amp;gt;Daniel:&amp;lt;/b&amp;gt; Gostamos de ouvir m&amp;uacute;sica como apreciadores, mas n&amp;atilde;o pesquisamos novos estilos com a inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de inseri-los em nosso trabalho. J&amp;aacute; temos nosso jeito pr&amp;oacute;prio de criar e gostamos de traduzir em nossas can&amp;ccedil;&amp;otilde;es a nossa identidade.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Fale-nos um pouco sobre o novo CD.
&amp;lt;b&amp;gt;Daniel:&amp;lt;/b&amp;gt; Ele tem treze faixas, e foi gravado em tr&amp;ecirc;s &amp;eacute;pocas, com tr&amp;ecirc;s processos de composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o diferentes. A primeira fase foi gravada em Fortaleza, em 2005 e no ano passado, gravamos a segunda parte aqui, em S&amp;atilde;o Paulo. Ele mistura v&amp;aacute;rios elementos funk, trip rock, eletro, house. O t&amp;iacute;tulo &amp;eacute; “I trust my dealer” e ser&amp;aacute; lan&amp;ccedil;ado pelo selo Segundo Mundo, que j&amp;aacute; lan&amp;ccedil;ou v&amp;aacute;rias bandas de know how, entre elas o Pato Fu. Nosso produtor, inclusive, produziu os dois primeiros &amp;aacute;lbuns deles. Algumas m&amp;uacute;sicas foram mixadas, na terceira fase, h&amp;aacute; apenas dois meses e prevemos o lan&amp;ccedil;amento do CD para o final de maio.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quanto &amp;agrave; carreira, o que j&amp;aacute; est&amp;aacute; acontecendo de bom, de positivo?
&amp;lt;b&amp;gt;Daniel:&amp;lt;/b&amp;gt; Temos a sorte de tocar sempre em grandes festivais, o que nos proporciona boa divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o e um acelerado processo de forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de p&amp;uacute;blico. J&amp;aacute; participamos do Campari Rock, do Machine Festival e de muitos outros. Agora, em 4 de maio, estaremos no Festival M.A.D.A., na cidade de Natal. O que tamb&amp;eacute;m facilita nosso trabalho &amp;eacute; o nosso formato, visto que somos apenas dois e utilizamos pouca parafern&amp;aacute;lia. Cabemos em qualquer clube! Em julho, tocaremos na Europa, j&amp;aacute; temos alguns shows confirmados. Aqui, no Brasil, j&amp;aacute; tocamos em quase todas as grandes capitais, menos na regi&amp;atilde;o norte e no estado do Esp&amp;iacute;rito Santo.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Voc&amp;ecirc;s possuem uma can&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais irreverente...
&amp;lt;b&amp;gt;Daniel:&amp;lt;/b&amp;gt; Sim, &amp;eacute; parodiando o “mexe-bunda” (risos). &amp;Eacute; uma composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o cr&amp;iacute;tica, em forma de goza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A melodia &amp;eacute; na batida do funk carioca, com letra em Ingl&amp;ecirc;s (risos).</description>
  <guid>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=613&amp;t=montagenaberlinda</guid>
  <pubDate>Sat, 21 Apr 2007 06:55:02 PDT</pubDate>
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  <title>Digitaria em foco</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=611&amp;t=digitariaemfoco</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/digitaria2_thumb.jpg' align='right' width='60'/>Ap&amp;oacute;s bela apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a banda recebeu esta equipe nos camarins e de maneira leve e descontra&amp;iacute;da, contou-nos sobre sua trajet&amp;oacute;ria musical, os pr&amp;oacute;ximos passos de sua carreira e sobre o que pensam sobre a moderna m&amp;uacute;sica eletr&amp;ocirc;nica.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como surgiu a proposta de trabalho da banda pelo selo Gigolo Records, pelo fato de ser um selo de forte proje&amp;ccedil;&amp;atilde;o e representatividade no exterior?
&amp;lt;b&amp;gt;Digitaria:&amp;lt;/b&amp;gt; N&amp;oacute;s mandamos para eles um CD demo, entretanto j&amp;aacute; conhec&amp;iacute;amos o trabalho promovido pelo selo. Encontramos o DJ Hell, que &amp;eacute; o dono numa festa de produtores musicais na It&amp;aacute;lia. Dali a dois meses ele veio ao Brasil e j&amp;aacute; surgiu o convite, a partir da an&amp;aacute;lise do material que hav&amp;iacute;amos enviado.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Sobre a experi&amp;ecirc;ncia de dividir o palco com os Cardigans e Ira!... Como foi para voc&amp;ecirc;s?
&amp;lt;b&amp;gt;Digitaria:&amp;lt;/b&amp;gt; Isto ocorreu no Campari Rock e foi &amp;oacute;timo... Abrir o show para uma banda de levada pop como The Cardigans e depois realizar a transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o para Ira!, de vocais e guitarras mais agressivas foi bem diferente, desafiador, mas as energias se encontraram e deu tudo certo. Inclusive, o Edgar Scandurra faz parte do casting da mesma ag&amp;ecirc;ncia que a gente, a Smart Biz e agora estamos com a id&amp;eacute;ia de fazer m&amp;uacute;sicas em Portugu&amp;ecirc;s, e o Ira! &amp;eacute; forte influ&amp;ecirc;ncia neste trabalho. Al&amp;eacute;m disso, vamos tocar juntos novamente em breve, na cidade de Cuiab&amp;aacute;.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; E o trabalho com Arnaldo Batista... Como surgiu o convite?
&amp;lt;b&amp;gt;Digitaria:&amp;lt;/b&amp;gt; Rolou em 2001/2002 e &amp;eacute; uma grande viagem... J&amp;aacute; t&amp;iacute;nhamos uma amizade anterior com ele, e o fato de termos nosso pr&amp;oacute;prio est&amp;uacute;dio de grava&amp;ccedil;&amp;atilde;o em BH ajudou bastante. Ele estava no limbo desde o Disco Voador, &amp;aacute;lbum de 1984, sem compor novas can&amp;ccedil;&amp;otilde;es, vivendo em um s&amp;iacute;tio meio que afastado de tudo etc... Coincidiu que o John (Pato Fu) estava fazendo um disco dele, produzindo o single e da&amp;iacute; rolou a hist&amp;oacute;ria. Mas ele &amp;eacute; um grande artista e a quest&amp;atilde;o da liberdade total para fazer exatamente aquilo que ele queria foi determinante para que o projeto fosse adiante. Gravamos junto com ele em nosso est&amp;uacute;dio quatro can&amp;ccedil;&amp;otilde;es, das quais tr&amp;ecirc;s constam no disco, onde ele faz, entre outras coisas interessant&amp;iacute;ssimas, uma releitura de “Vai Garupa”, meio que parodiando Caetano Veloso. Foi um trabalho muito bom, gostoso de fazer.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quanto &amp;agrave; turn&amp;ecirc; de voc&amp;ecirc;s... Est&amp;atilde;o viajando muito?
&amp;lt;b&amp;gt;Digitaria:&amp;lt;/b&amp;gt; Estamos deixando as coisas acontecerem, mas temos tocado com freq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia boa por todo o Brasil e Europa e agora estamos com planos para excursionar pelo restante da Am&amp;eacute;rica do Sul, entretanto, j&amp;aacute; estamos pensando no segundo &amp;aacute;lbum e em chegar em outro ciclo de nossa carreira. Ultimamente, fizemos uma turn&amp;ecirc; de dois meses e meio na Alemanha, al&amp;eacute;m de termos tocado em grandes festivais, como Nokia Trends, Pop Rock, Creenfield etc...

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o as influ&amp;ecirc;ncias musicais ao trabalho da banda?
&amp;lt;b&amp;gt;Digitaria:&amp;lt;/b&amp;gt; Nada muito espec&amp;iacute;fico. Na verdade h&amp;aacute; uma mistura louca, ainda mais que somos em tr&amp;ecirc;s compositores, mas sempre projetamos uma vis&amp;atilde;o futurista a estas influ&amp;ecirc;ncias. Basicamente Beatles, Led Zeppelin, Nirvana, Sepultura e Depeche Mode.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o os planos futuros para a carreira?
&amp;lt;b&amp;gt;Digitaria:&amp;lt;/b&amp;gt; Finalizar e gravar nosso novo Cd, lan&amp;ccedil;ar os singles. O primeiro &amp;aacute;lbum foi feito muito na ra&amp;ccedil;a mesmo, pois n&amp;atilde;o t&amp;iacute;nhamos experi&amp;ecirc;ncia anterior na parte de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Mas voc&amp;ecirc;s j&amp;aacute; est&amp;atilde;o colhendo os primeiros frutos de tanto trabalho...
&amp;lt;b&amp;gt;Digitaria:&amp;lt;/b&amp;gt; Ah, sim... Estamos com interessantes parceiros para novos projetos como Marc Almond (Soft Cell) e Steve Strange (Visage).

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como voc&amp;ecirc;s analisam este momento da m&amp;uacute;sica eletr&amp;ocirc;nica?
&amp;lt;b&amp;gt;Digitaria:&amp;lt;/b&amp;gt; Est&amp;aacute; bem mais abrangente, h&amp;aacute; pessoas e grupos que fazem m&amp;uacute;sica mais comercial, para pista de dan&amp;ccedil;a, etc e h&amp;aacute; outros trabalhos mais experimentais, numa tentativa de renova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, de descoberta de novos caminhos. Hoje a m&amp;uacute;sica eletr&amp;ocirc;nica passa por v&amp;aacute;rios n&amp;iacute;veis, h&amp;aacute; a m&amp;uacute;sica de exporta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o minimal, o eletro, apresentando uma carga de express&amp;atilde;o art&amp;iacute;stica mais completa. Quanto mais se abre o pensamento hoje, conseguimos perceber coisas novas e de boa qualidade surgindo. Em BH a cena est&amp;aacute; bem grande e surgem novos produtores. Mas o que mais atrai &amp;eacute; a mistura de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o, tornando a m&amp;uacute;sica eletr&amp;ocirc;nica mais art&amp;iacute;stica, onde as pessoas podem experimentar e inventar sem preconceito e sem r&amp;oacute;tulo, sem ter algo pr&amp;eacute;-definido, deixando o segmento mais livre.</description>
  <guid>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=611&amp;t=digitariaemfoco</guid>
  <pubDate>Sat, 21 Apr 2007 06:30:59 PDT</pubDate>
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  <title>Entrevista com a banda Udora</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=609&amp;t=entrevistacomabandaudora</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/udora2_thumb.jpg' align='right' width='60'/>Nesta entrevista, o Udora fala sobre a sua nova fase e a redescoberta da brasilidade de forma leve e descontra&amp;iacute;da, ap&amp;oacute;s show realizado no Blackmore Rock Bar, localizado em Moema, regi&amp;atilde;o metropolitana de s&amp;atilde;o Paulo.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Analisem esta fase de seu trabalho.
&amp;lt;b&amp;gt;Udora:&amp;lt;/b&amp;gt; Moramos cinco anos nos EUA, em Los Angeles e estamos empolgados com nossa l&amp;iacute;ngua, passando por uma fase de transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, experimentando novos mecanismos numa tentativa de melhor comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e conex&amp;atilde;o com nosso p&amp;uacute;blico, visto que j&amp;aacute; realizamos nosso sonho de ir para o exterior e lan&amp;ccedil;armos l&amp;aacute; o nosso disco. Agora entendemos o desafio de cantar em Portugu&amp;ecirc;s.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como &amp;eacute; o processo de composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o das can&amp;ccedil;&amp;otilde;es?
&amp;lt;b&amp;gt;Udora:&amp;lt;/b&amp;gt; As can&amp;ccedil;&amp;otilde;es v&amp;atilde;o surgindo de acordo com os momentos. O Daniel comp&amp;ocirc;s v&amp;aacute;rias melodias e partes de letras, entretanto, todos trazem novas id&amp;eacute;ias.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais as influ&amp;ecirc;ncias da banda na m&amp;uacute;sica?
&amp;lt;b&amp;gt;Udora:&amp;lt;/b&amp;gt; A banda tem v&amp;aacute;rias fases e ficam expl&amp;iacute;citas em v&amp;aacute;rias can&amp;ccedil;&amp;otilde;es as influ&amp;ecirc;ncias do que ouvimos. Atualmente, estamos num momento meio punk, entretanto, nos influenciamos muito tamb&amp;eacute;m pela onda 80’s. The Clash, Police, Smiths, Joy Division, Queen e Beatles s&amp;atilde;o marcantes em nossa trajet&amp;oacute;ria.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como foi participar de uma das edi&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Rock In Rio?
&amp;lt;b&amp;gt;Udora:&amp;lt;/b&amp;gt; Ap&amp;oacute;s vencermos o concurso “Escalada do Rock”, participamos do Rock In Rio III abrindo shows para o Red Hot Chili Peppers e Silver Chair. Foi nossa primeira oportunidade de exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o em massa. Ainda &amp;eacute;ramos o Diesel e trocamos o nome da banda por causa da associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que faziam com a grife.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Sobre a quest&amp;atilde;o da mudan&amp;ccedil;a de nome da banda, que impacto isto provocou na carreira de voc&amp;ecirc;s?
&amp;lt;b&amp;gt;Udora:&amp;lt;/b&amp;gt; Como j&amp;aacute; t&amp;iacute;nhamos passado por outras bandas achamos natural, n&amp;atilde;o foi um bicho de sete cabe&amp;ccedil;as. Foi expont&amp;acirc;nea a escolha do novo nome, retrata essa readapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o pela qual passamos atualmente, de redescoberta de nossa brasilidade na m&amp;uacute;sica, a passagem “Good bye/ Al&amp;ocirc;”.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o os objetivos da banda nesta fase?
&amp;lt;b&amp;gt;Udora:&amp;lt;/b&amp;gt; Estamos com v&amp;aacute;rios objetivos, nos percebendo como uma nova banda, que surge com outra proposta. Nos sentimos motivados. O Daniel e o P. H. est&amp;atilde;o conosco h&amp;aacute; apenas seis meses e isso trouxe essa necessidade de renova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, redescoberta. Estamos empolgados neste reencontro com o p&amp;uacute;blico brasileiro e, em conseq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia, est&amp;atilde;o surgindo novas oportunidades. Ontem demos uma entrevista na MTV, hoje estivemos falando sobre nosso trabalho para o UOL, amanh&amp;atilde; participaremos do programa Combo Fala + Joga na Play TV, ent&amp;atilde;o, estamos trabalhando muito e divulgando bem o nosso trabalho.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o as expectativas de voc&amp;ecirc;s nesta nova fase?
&amp;lt;b&amp;gt;Udora:&amp;lt;/b&amp;gt; S&amp;atilde;o as melhores poss&amp;iacute;veis. Somos independentes, mas pretendemos formar parcerias, conseguir contrato com alguma gravadora, aumentar o contato com nossos f&amp;atilde;s e ampliar nosso leque de atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o, divulgando nosso trabalho, al&amp;eacute;m de tocar em v&amp;aacute;rios lugares, em festivais e grandes eventos. Nos &amp;uacute;ltimos tempos, tocamos com o Skank e vamos estar no Abril Pr&amp;oacute; Rock. As expectativas crescem cada vez mais como banda, como compositores, arranjadores e tamb&amp;eacute;m nosso senso est&amp;eacute;tico modificou-se, entretanto, ao afinco, a camaradagem e os alicerces s&amp;atilde;o sempre os mesmos. N&amp;atilde;o abrimos m&amp;atilde;o de nossa vida social e de mantermos os c&amp;iacute;rculos de amizade ativos.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Tracem um panorama geral da m&amp;uacute;sica hoje.
&amp;lt;b&amp;gt;Udora:&amp;lt;/b&amp;gt; Para os m&amp;uacute;sicos, o panorama se afigura nebuloso, n&amp;atilde;o vemos o lan&amp;ccedil;amento de novos discos e o futuro do mercado fonogr&amp;aacute;fico &amp;eacute; bem incerto. Tudo est&amp;aacute; meio perdido junto com as bandas e gravadoras que comandam a m&amp;iacute;dia, entretanto, o rock e a cena independente est&amp;atilde;o surgindo com mais for&amp;ccedil;a, dependendo mais da criatividade do que de qualquer outra coisa para a comercializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de seus trabalhos. Mundialmente o rock e a Internet est&amp;atilde;o auxiliando neste florescimento e, apesar de tudo, mantemos uma vis&amp;atilde;o otimista, acreditamos que tudo tende a melhorar no setor.</description>
  <guid>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=609&amp;t=entrevistacomabandaudora</guid>
  <pubDate>Sat, 21 Apr 2007 05:53:21 PDT</pubDate>
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  <title>Entrevista com a banda Nutshell</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=608&amp;t=entrevistacomabandanutshell</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/nutshell_thumb.jpg' align='right' width='60'/>Gentilmente recebida pela banda, a nossa equipe, em entrevista concedida momentos antes da apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, conheceu um pouco mais sobre a carreira e o trabalho musical destes simp&amp;aacute;ticos rapazes.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como foi realizar a abertura dos shows de uma das turn&amp;ecirc;s do Tihuana?
&amp;lt;b&amp;gt;Nutshell:&amp;lt;/b&amp;gt; Foi uma experi&amp;ecirc;ncia &amp;oacute;tima. Como gravamos e ensaiamos no mesmo est&amp;uacute;dio, acabou consolidando-se uma amizade e as duas bandas sempre acompanharam as carreiras uma da outra, estamos sempre em contato e da&amp;iacute;, surgiu o convite para dividirmos o palco em uma turn&amp;ecirc;, no trabalho do quinto &amp;aacute;lbum deles. Abrimos os shows de uma mini turn&amp;ecirc; de quatro apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es no Rio Grande do Sul.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quanto ao trabalho de composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o das can&amp;ccedil;&amp;otilde;es, em qu&amp;ecirc; voc&amp;ecirc;s se baseiam, quais s&amp;atilde;o os par&amp;acirc;metros utilizados no processo?
&amp;lt;b&amp;gt;Nutshell:&amp;lt;/b&amp;gt; O nosso trabalho de cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o ocorre de maneira totalmente espont&amp;acirc;nea. &amp;Agrave;s vezes, partimos de um riff de guitarra e da&amp;iacute; todos opinam em suas &amp;aacute;reas de atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o, buscamos a melodia dentro das id&amp;eacute;ias que surgem. A maioria das letras &amp;eacute; escrita no pr&amp;oacute;prio ensaio, gravamos a parte instrumental e ent&amp;atilde;o, quando a melodia pede uma letra mais elaborada, da&amp;iacute; todos participam compondo juntos, verificando o que necessita ser modificado, adicionando novos elementos etc...

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como voc&amp;ecirc;s se encontraram e decidiram formar a banda?
&amp;lt;b&amp;gt;Nutshell:&amp;lt;/b&amp;gt; Ensai&amp;aacute;vamos na garagem da casa da av&amp;oacute; do Renato, o guitarrista, e encontramos amigos em comum, com quem j&amp;aacute; t&amp;iacute;nhamos afinidades, inclusive musicais. O Daniel, nosso vocalista, surgiu na banda atrav&amp;eacute;s de um an&amp;uacute;ncio que veiculamos pela Internet.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o as principais influ&amp;ecirc;ncias musicais da banda?
&amp;lt;b&amp;gt;Nutshell:&amp;lt;/b&amp;gt; Nossa influ&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; pautada na sonoridade dos anos 90, nas bandas de Seattle. Atualmente estamos encontrando nossa pr&amp;oacute;pria identidade, ainda ficam vis&amp;iacute;veis algumas influ&amp;ecirc;ncias em nossa m&amp;uacute;sica, entretanto, buscamos trilhar nosso pr&amp;oacute;prio caminho.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como voc&amp;ecirc;s analisam este momento de sua carreira?
&amp;lt;b&amp;gt;Nutshell:&amp;lt;/b&amp;gt; como um tempo de aprendizado constante, no sentido de “saber onde pisamos” dentro da m&amp;uacute;sica independente, sem sair de nossas ra&amp;iacute;zes. Estamos lan&amp;ccedil;ando agora o nosso segundo CD, bem conscientes que, de alguma forma, estamos entrando e fazendo parte do cen&amp;aacute;rio do rock nacional, acreditando sempre no que fazemos, na nossa m&amp;uacute;sica.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; O que voc&amp;ecirc;s pensam sobre a cena musical brasileira na atualidade?
&amp;lt;b&amp;gt;Nutshell:&amp;lt;/b&amp;gt; Est&amp;aacute; esbo&amp;ccedil;ando mudan&amp;ccedil;as depois de ficar uns cinco anos estagnada. Est&amp;atilde;o surgindo bandas novas de grande qualidade, tudo depender&amp;aacute; da abertura de espa&amp;ccedil;o e proje&amp;ccedil;&amp;atilde;o concedidos pelas gravadoras que ditam as regras da m&amp;iacute;dia.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Qual o maior desejo da banda neste momento?
&amp;lt;b&amp;gt;Nutshell:&amp;lt;/b&amp;gt; Vivemos numa constante busca de p&amp;uacute;blico e gostar&amp;iacute;amos de levar o nosso som para o maior n&amp;uacute;mero de pessoas poss&amp;iacute;vel.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais foram os resultados j&amp;aacute; angariados pela banda neste tempo de trabalho?
&amp;lt;b&amp;gt;Nutshell:&amp;lt;/b&amp;gt; Lan&amp;ccedil;amos em fevereiro de 2006 o primeiro &amp;aacute;lbum “Entre o Bem e o Mal” por selo independente e a m&amp;uacute;sica “Resto” virou toque de celular da operadora Claro. No ano passado, foi selecionado pelo Duo Hits a faixa “A Sua Escolha”. A can&amp;ccedil;&amp;atilde;o “Algu&amp;eacute;m Vai Dizer” teve seu clipe bem divulgado no MTV Lab e atualmente, o Rick Bonadio, ap&amp;oacute;s conhecer nosso trabalho, vai lan&amp;ccedil;ar pela Universal/ Arsenal Music um Cd que re&amp;uacute;ne o trabalho de 14 bandas novas, incluindo o nosso, onde figurar&amp;aacute; a can&amp;ccedil;&amp;atilde;o “O Tempo”.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o os planos futuros da banda?
&amp;lt;b&amp;gt;Nutshell:&amp;lt;/b&amp;gt; Lan&amp;ccedil;ar em breve o clipe da m&amp;uacute;sica “O Tempo”, e lan&amp;ccedil;ar nosso Cd por alguma gravadora, para maior distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o no Brasil.</description>
  <guid>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=608&amp;t=entrevistacomabandanutshell</guid>
  <pubDate>Sat, 21 Apr 2007 05:47:23 PDT</pubDate>
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  <title>Entrevista com a banda Pleiades</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=607&amp;t=entrevistacomabandapleiades</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/pleiades_thumb.jpg' align='right' width='60'/>Em breve entrevista concedida ap&amp;oacute;s brilhante apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, estes simp&amp;aacute;ticos garotos demonstram ousadia e maturidade, apesar da pouca idade. Talentos&amp;iacute;ssimos e carism&amp;aacute;ticos, o grupo Pleiades fala sobre sua carreira e planos futuros.
  
&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como surgiu a id&amp;eacute;ia de formar a banda?
&amp;lt;b&amp;gt;Pleiades:&amp;lt;/b&amp;gt; Nos conhecemos na mesma escola de m&amp;uacute;sica e come&amp;ccedil;amos com um projeto para tocarmos em apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es. O Andr&amp;eacute; queria formar uma banda e o Francisco, pai dele e nosso empres&amp;aacute;rio, selecionou atrav&amp;eacute;s do Pr&amp;oacute; Music os melhores e mais jovens m&amp;uacute;sicos que se apresentaram neste festival.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como foi abrir grandes shows e trabalhar com bandas consagradas?
&amp;lt;b&amp;gt;Pleiades:&amp;lt;/b&amp;gt; Foi fant&amp;aacute;stico, pois al&amp;eacute;m de conhecer grandes artistas e &amp;iacute;dolos ao vivo, pudemos ver como eles s&amp;atilde;o, o que tamb&amp;eacute;m acabou abrindo espa&amp;ccedil;o para nossa carreira, mas foi para n&amp;oacute;s a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um sonho.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como &amp;eacute; o processo de composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o das can&amp;ccedil;&amp;otilde;es?
&amp;lt;b&amp;gt;Andr&amp;eacute;:&amp;lt;/b&amp;gt; Eu come&amp;ccedil;o fazendo as bases, os esbo&amp;ccedil;os num programa de computador. Ap&amp;oacute;s isso cada um trabalha individualmente suas partes e une ao conjunto, formando a can&amp;ccedil;&amp;atilde;o.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o as suas influ&amp;ecirc;ncias musicais?
&amp;lt;b&amp;gt;Pleiades:&amp;lt;/b&amp;gt; Archy Enemy, Metallica, Angra, Shaman, Iron Maiden, System of a Down e Rush.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o os projetos da banda para o futuro?
&amp;lt;b&amp;gt;Pleiades:&amp;lt;/b&amp;gt; Crescer musicalmente e passar a viver de nossa arte, de nossa m&amp;uacute;sica.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Falem sobre os rumos atuais da m&amp;uacute;sica.
&amp;lt;b&amp;gt;Pleiades:&amp;lt;/b&amp;gt; A m&amp;uacute;sica brasileira tem baixado muito o n&amp;iacute;vel, est&amp;aacute; se tornando estritamente comercial e a m&amp;iacute;dia influencia bastante. Atualmente, as bandas n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m liberdade para tocar o que gostam, tocam aquilo que vende. &amp;Eacute; o fim da picada! Para os m&amp;uacute;sicos, a qualidade musical se perde, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; mais em quem se espelhar.</description>
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  <pubDate>Sat, 21 Apr 2007 05:42:49 PDT</pubDate>
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  <title>Double You em xeque</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=568&amp;t=doubleyouemxeque</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/doubleyou_thumb.jpg' align='right' width='60'/>Momentos antes de sua apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o na Broadway, os simp&amp;aacute;ticos integrantes William Naraine e Franco Amato concederam entrevista a esta equipe, onde falam sobre sua carreira e a paix&amp;atilde;o pelo Brasil.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Esta n&amp;atilde;o &amp;eacute; a primeira vez que est&amp;atilde;o aqui, no Brasil...
&amp;lt;b&amp;gt;Double You:&amp;lt;/b&amp;gt; N&amp;atilde;o, j&amp;aacute; fizemos turn&amp;ecirc;s pelo Brasil em 1993, 1994, 1996, 1998, 2000, 2004, 2005 e 2006.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como foi participar desta edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Spirit of London?
&amp;lt;b&amp;gt;Double You:&amp;lt;/b&amp;gt; Foi maravilhoso, foi uma apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o que gostamos muito de fazer, com uma grande receptividade do p&amp;uacute;blico.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Voc&amp;ecirc;s j&amp;aacute; est&amp;atilde;o encerrando sua turn&amp;ecirc; aqui no Brasil com esta apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o?
&amp;lt;b&amp;gt;Double You:&amp;lt;/b&amp;gt; N&amp;atilde;o. Ainda vamos passar por Jundia&amp;iacute;, Campinas, Xavantes, Porto Alegre, Caxias do Sul, Bel&amp;eacute;m, Manaus e Macap&amp;aacute;. Vamos ficar em turn&amp;ecirc; no Brasil por tr&amp;ecirc;s meses e a expectativa &amp;eacute; ir para a It&amp;aacute;lia, entretanto n&amp;atilde;o sabemos se ainda haver&amp;aacute; algum outro grande evento aqui no Brasil, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; nada confirmado por enquanto.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; H&amp;aacute; a previs&amp;atilde;o para o lan&amp;ccedil;amento de um novo trabalho?
&amp;lt;b&amp;gt;Double You:&amp;lt;/b&amp;gt; Sim, estamos lan&amp;ccedil;ando nosso primeiro DVD ao vivo dentro de dois ou tr&amp;ecirc;s meses, acredito que em junho. No repert&amp;oacute;rio constar&amp;atilde;o os nossos maiores sucessos. Atualmente estamos trabalhando mais com DJs e singles e nossos f&amp;atilde;s questionam e at&amp;eacute; reclamam porque n&amp;atilde;o lan&amp;ccedil;amos algo novo. Ent&amp;atilde;o, se tudo correr bem, pretendemos lan&amp;ccedil;ar CD in&amp;eacute;dito em 2008.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como voc&amp;ecirc;s analisam este momento de suas carreiras?
&amp;lt;b&amp;gt;Double You:&amp;lt;/b&amp;gt; Estamos passando por uma fase extremamente produtiva. Uma nova m&amp;uacute;sica com a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do DJ Ross foi lan&amp;ccedil;ada ontem na It&amp;aacute;lia e aqui, no Brasil, acreditamos que come&amp;ccedil;ar&amp;aacute; a tocar em dois meses, ela se chama &amp;lt;i&amp;gt;“To The Beach”&amp;lt;/i&amp;gt;. A can&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;lt;i&amp;gt;“What Can I Do?”&amp;lt;/i&amp;gt; j&amp;aacute; come&amp;ccedil;ou a tocar aqui e est&amp;aacute; fazendo um relativo sucesso.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como &amp;eacute; o processo de composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de suas can&amp;ccedil;&amp;otilde;es?
&amp;lt;b&amp;gt;Double You:&amp;lt;/b&amp;gt; Ouvimos de tudo. As influ&amp;ecirc;ncias, por mais inacredit&amp;aacute;vel que isto possa parecer, n&amp;atilde;o v&amp;ecirc;m do nosso segmento musical. N&amp;atilde;o nos inspiramos na &amp;lt;i&amp;gt;dance music&amp;lt;/i&amp;gt; para compor, pois como este &amp;eacute; o nosso estilo, j&amp;aacute; traduzimos isso para o trabalho &amp;agrave; nossa maneira. Geralmente baseamo-nos no pop em geral, utilizamos tamb&amp;eacute;m algo do rock e muito do black 70’s, do soul. Tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; sempre bom ouvir m&amp;uacute;sicas diferentes e o que est&amp;aacute; tocando no nosso ramo de atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Isso &amp;eacute; muito importante, para n&amp;atilde;o corrermos o risco de “copiar” algu&amp;eacute;m, mesmo que inconscientemente. Todos t&amp;ecirc;m suas pr&amp;oacute;prias refer&amp;ecirc;ncias e a&amp;iacute;, as empregam juntamente com suas personalidades, do contr&amp;aacute;rio, vira c&amp;oacute;pia. N&amp;atilde;o queremos fazer m&amp;uacute;sica por fazer, fazemos o que gostamos, buscando nos divertir.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; O que gostam de ouvir na m&amp;uacute;sica brasileira?
&amp;lt;b&amp;gt;Double You:&amp;lt;/b&amp;gt; Admiro muito o trabalho de Tim Maia, conhe&amp;ccedil;o algumas coisas dele, me parece ter sido um &amp;oacute;timo cantor e compositor.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Que vis&amp;atilde;o voc&amp;ecirc;s t&amp;ecirc;m do Brasil?
&amp;lt;b&amp;gt;Double You:&amp;lt;/b&amp;gt; Gostamos particularmente do Brasil e do povo brasileiro, aqui nos sentimos em casa. O nosso p&amp;uacute;blico e os brasileiros, de modo geral, s&amp;atilde;o muito acolhedores, nos tratam e ao nosso trabalho com muito carinho e j&amp;aacute; fazem parte do nosso cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Adoramos a cultura brasileira e toda esta diversidade. </description>
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  <pubDate>Wed, 28 Mar 2007 06:29:59 PDT</pubDate>
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  <title>Entrevista com a banda Banz&amp;eacute;!</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=554&amp;t=entrevistacomabandabanze%21</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/banze2_thumb.jpg' align='right' width='60'/> “Domingo &amp;agrave; tarde, hor&amp;aacute;rio meio incomum para n&amp;oacute;s”, se desculpou sorrindo o guitarrista Thadeu Meneghini, do alto do palco. Tinha desejado boa noite por engano logo que come&amp;ccedil;ou o show. “Mas vale a pena!”, comentou j&amp;aacute; durante a entrevista. Para o frontman da banda Banz&amp;eacute;!, al&amp;eacute;m de estar ali contribuindo para o evento (era o Dia do Voluntariado em Osasco), o show servia para divulgar o trabalho da banda, em franca ascens&amp;atilde;o depois do pr&amp;ecirc;mio MTV de clipe independente. “N&amp;atilde;o sabemos direito quem &amp;eacute; nosso p&amp;uacute;blico, ent&amp;atilde;o todo show pode valer a pena”. F&amp;atilde;s do rock paulista - em especial Ira! - o power trio j&amp;aacute; n&amp;atilde;o t&amp;atilde;o alternativo falou com o pessoal do Music&amp;atilde;o sobre o primeiro disco, a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do &amp;iacute;dolo Nasi (e a correria para conseguir isso), al&amp;eacute;m de planos para o futuro. Banz&amp;eacute;!


&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o&amp;lt;/b&amp;gt;: Como funciona o trabalho de cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o na banda? 
&amp;lt;i&amp;gt;Thadeu Meneghini&amp;lt;/i&amp;gt;: Para esse &amp;aacute;lbum especificamente, quase todas as m&amp;uacute;sicas compostas s&amp;atilde;o minhas. Tem uma feita em parceria com o Willy (baixista) e outra em que a letra foi feita com o Adalberto Rabelo, da banda Numismata. Em geral eu fazia as m&amp;uacute;sicas sozinho, em casa, e levava para o resto da banda. A partir da&amp;iacute; cada um ia botando suas id&amp;eacute;ias para o arranjo.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o&amp;lt;/b&amp;gt;: A produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse primeiro disco ficou por conta de quem?
&amp;lt;i&amp;gt;Thadeu&amp;lt;/i&amp;gt;: Foi o Alexandre Fontanetti. Chegamos meio verdes no est&amp;uacute;dio, n&amp;atilde;o tinhamos muita experi&amp;ecirc;ncia nisso, e ele abriu nossa cabe&amp;ccedil;a. Especialmente na hora de achar timbres de guitarra, baixo, sons que gostar&amp;iacute;amos de incorporar nas m&amp;uacute;sicas.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o&amp;lt;/b&amp;gt;: Influ&amp;ecirc;ncias, quais foram enquanto gravavam?
&amp;lt;i&amp;gt;Thadeu&amp;lt;/i&amp;gt;: Durante a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o do disco eu estava escutando bastante coisa dos anos 60 e 80. The Who, Small Faces, Beatles, The Jam, Ocean Color Scene... de nacional escutei bastante Tit&amp;atilde;s, Ira!. E muitas coisas que resgatassem a sonoridade dos anos 60.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o&amp;lt;/b&amp;gt;: Nasi, do Ira!, fez uma participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o especial em uma das m&amp;uacute;sicas...
&amp;lt;i&amp;gt;Thadeu&amp;lt;/i&amp;gt;: Eu vou a shows dele desde que tinha 11 anos. Sempre gostei e admirei muito o som dele, do Ira!. Quando a nossa banda j&amp;aacute; estava tocando por a&amp;iacute;, acabamos nos encontrando na estrada, uma coisa natural. Chegamos a fazer show com outra banda em que ele participa, a Relesp&amp;uacute;blica. Logo que come&amp;ccedil;amos a gravar resolvemos ent&amp;atilde;o ir na cara de pau e perguntar (risos). Ele aceitou na hora. O problema mesmo foi achar um hor&amp;aacute;rio dispon&amp;iacute;vel. Ele estava sempre ocupado com alguma coisa. Um dia ele me ligou e falou que no dia seguinte tinha um tempo livre. Foi uma correria. Passei na casa dele na manh&amp;atilde; seguinte, ele me atendeu meio dormindo, com aquela voz bem grossa...(mais risos). A gente n&amp;atilde;o tinha id&amp;eacute;ia do que ele ia gravar, ent&amp;atilde;o pr&amp;ocirc;pus uma participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em “Sou melhor que voc&amp;ecirc;”. Ficamos escutando a m&amp;uacute;sica o tempo todo no carro, at&amp;eacute; chegarmos no est&amp;uacute;dio. Em 40 minutos ele terminou de gravar a parte dele. Macaco velho j&amp;aacute;.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o&amp;lt;/b&amp;gt;: O Marcelo Effori (baterista) s&amp;oacute; entrou na banda depois - ele n&amp;atilde;o aparece aparece no clipe ou no encarte do disco-. Como acontceu isso?
 &amp;lt;i&amp;gt;Willy&amp;lt;/i&amp;gt;: Nosso primeiro baterista, Rodrigo Falc&amp;atilde;o, saiu da banda para ir viajar. E no in&amp;iacute;cio da grava&amp;ccedil;&amp;atilde;o do disco ficamos sem baterista... 
&amp;lt;i&amp;gt;Marcelo&amp;lt;/i&amp;gt;: Eu j&amp;aacute; queria entrar antes, ficava falando “eu, eu, eu”... (risos). Encontrei o Thadeu no pr&amp;ecirc;mio Tim e falei que estava dispon&amp;iacute;vel. Eles me deram uma demo, com uma bateria eletr&amp;ocirc;nica gravada, escutei, e depois fui para o est&amp;uacute;dio com eles, j&amp;aacute; como membro oficial da banda.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o&amp;lt;/b&amp;gt;: E daqui para frente, quais os planos?
&amp;lt;i&amp;gt;Thadeu&amp;lt;/i&amp;gt;: Eu gostaria mesmo de  gravar um clipe novo. Da m&amp;uacute;sica “Melhor que voc&amp;ecirc;”, especialmente. E temos shows j&amp;aacute; agendados. Dia 23 no Outs (S&amp;atilde;o paulo) e 24 no Borracharia (Sorocaba). Em abril, dia 14, vamos fazer um show com o Hateen, no Centro Cultural de S&amp;atilde;o Paulo.</description>
  <guid>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=554&amp;t=entrevistacomabandabanze%21</guid>
  <pubDate>Tue, 20 Mar 2007 09:38:41 PDT</pubDate>
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  <title>Punk rock na berlinda: Supla</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=549&amp;t=punkrocknaberlinda%3Asupla</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/supla1_thumb.jpg' align='right' width='60'/>O cantor Supla concedeu a esta equipe entrevista onde fala sobre sua carreira, seus planos futuros e os rumos da m&amp;uacute;sica brasileira na atualidade. Atrav&amp;eacute;s desta entrevista, o leitor conhecer&amp;aacute; um pouco mais sobre o trabalho e as impress&amp;otilde;es deste carism&amp;aacute;tico int&amp;eacute;rprete.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como voc&amp;ecirc; sente este momento de sua carreira?
&amp;lt;b&amp;gt;Supla:&amp;lt;/b&amp;gt; Est&amp;aacute; sendo uma fase excelente, muito produtiva, j&amp;aacute; aconteceram coisas muito boas em decorr&amp;ecirc;ncia do &amp;aacute;lbum “Arrasa Bi” e ainda h&amp;aacute; muito mais por vir, mas por ora, n&amp;atilde;o posso adiantar muita coisa. Atualmente, estou trabalhando no meu pr&amp;oacute;ximo CD, baseado em impress&amp;otilde;es surgidas na “Rockers”, uma exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Bob Grueger, fot&amp;oacute;grafo pessoal de John Lennon, onde estavam expostas mais de 300 fotos de momentos do punk rock. Assim, j&amp;aacute; iniciamos a divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o da can&amp;ccedil;&amp;atilde;o de trabalho deste novo disco e a grava&amp;ccedil;&amp;atilde;o do v&amp;iacute;deo clipe correspondente. Pretendo tamb&amp;eacute;m retomar em breve o projeto “Bossa Furiosa”, mesclando rock e bossa nova.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Fale um pouco sobre alguns “bord&amp;otilde;es” que voc&amp;ecirc; utilizou e que causaram sensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o durante um certo tempo, por exemplo “Papito”, “Del&amp;iacute;cia”... Como surge a id&amp;eacute;ia para o uso destas “linguagens”?
&amp;lt;b&amp;gt;Supla:&amp;lt;/b&amp;gt; “Papito” &amp;eacute; uma g&amp;iacute;ria porto-riquenha que aprendi com amigos nativos, quando morava em Nova York. Da&amp;iacute; o Marcos Mion acabou meio que imitando na &amp;eacute;poca e virou moda. J&amp;aacute; “Del&amp;iacute;cia”, que aproveitei no trabalho do “Arrasa Bi”, foi extra&amp;iacute;do de um amigo policial. 

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o suas impress&amp;otilde;es sobre o “Arrasa Bi”?
&amp;lt;b&amp;gt;Supla:&amp;lt;/b&amp;gt; Na verdade, eu n&amp;atilde;o o considero como muito original, &amp;eacute; um disco de rock normal, a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o surge apenas nas letras, por isso, no pr&amp;oacute;ximo CD, j&amp;aacute; vou mesclar outros estilos, procurar novas sonoridades. Uma das m&amp;uacute;sicas, a “Chatolog”, vai falar justamente sobre isso, a falta de inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a repeti&amp;ccedil;&amp;atilde;o de velhas f&amp;oacute;rmulas mesmo com o surgimento de tanta tecnologia.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como &amp;eacute; o processo de composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de suas can&amp;ccedil;&amp;otilde;es? Como surgem, por exemplo, as id&amp;eacute;ias, os arranjos para can&amp;ccedil;&amp;otilde;es como “Eu S&amp;oacute; Quero Comer Voc&amp;ecirc;” e “Arrasa Bi”? Como &amp;eacute; feita esta pesquisa?
&amp;lt;b&amp;gt;Supla:&amp;lt;/b&amp;gt; A can&amp;ccedil;&amp;atilde;o “Eu S&amp;oacute; Quero Comer Voc&amp;ecirc;” na verdade foi influenciada por uma banda novaiorquina formada por amigos meus. J&amp;aacute; a “Arrasa Bi”, como eu gosto muito da noite, de circular e conhecer pessoas, observando, fazendo contato com v&amp;aacute;rios tipos, que utilizam diferentes linguagens, me chamou a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o esse quase “dialeto” criado pelo p&amp;uacute;blico gay, que &amp;eacute; muito diferente, curioso e por vezes engra&amp;ccedil;ado. Ent&amp;atilde;o pensei em fazer uma can&amp;ccedil;&amp;atilde;o usando tudo isso, trazendo para uma sonoridade bem “invocada”.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como voc&amp;ecirc; analisa a fus&amp;atilde;o entre o antigo e o novo? A quest&amp;atilde;o de tocar com o Jerry Adriani, qual o significado que tem para voc&amp;ecirc;?
&amp;lt;b&amp;gt;Supla:&amp;lt;/b&amp;gt; Eu n&amp;atilde;o acho que confrontar, por exemplo, traga algo novo. Muitas bandas que est&amp;atilde;o fazendo sucesso no momento, n&amp;atilde;o sabem fazer can&amp;ccedil;&amp;otilde;es que levem &amp;agrave; reflex&amp;atilde;o, s&amp;oacute; cantam m&amp;uacute;sicas rom&amp;acirc;nticas ou que falem de problemas ligados ao amor o tempo inteiro. N&amp;atilde;o que falar de amor n&amp;atilde;o seja bom, mas &amp;eacute; importante arriscar, experimentar coisas novas, ousar, n&amp;atilde;o ficar preso a um &amp;uacute;nico estilo. Quanto a tocar com o Jerry, foi uma id&amp;eacute;ia &amp;oacute;tima, pois eu admiro muito o seu trabalho, pois nestes 42 anos de carreira nunca parou de fazer m&amp;uacute;sica. Ent&amp;atilde;o pra mim &amp;eacute; importante a fus&amp;atilde;o do antigo com o novo, quando ela realmente ocorre, porque o que se d&amp;aacute;, na maioria dos casos, &amp;eacute; a revisitagem de cl&amp;aacute;ssicos, m&amp;uacute;sicas atuais rec&amp;eacute;m-lan&amp;ccedil;adas copiando a melodia de astros do passado. Para mim, isto &amp;eacute; at&amp;eacute; legal, mas n&amp;atilde;o traz nada de novo. Quando gravei o &amp;aacute;lbum “Bossa Furiosa”, foi uma grande novidade em Nova York, mesmo n&amp;atilde;o tendo havido uma mescla assim t&amp;atilde;o grande. Todos diziam que era loucura, que n&amp;atilde;o daria certo... Hoje h&amp;aacute; bandas locais copiando a id&amp;eacute;ia.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Voc&amp;ecirc; &amp;eacute; bastante vaidoso, cuida muito de sua apar&amp;ecirc;ncia... Como escolhe suas roupas?
&amp;lt;b&amp;gt;Supla:&amp;lt;/b&amp;gt; Bem, como voc&amp;ecirc; percebeu, eu j&amp;aacute; cheguei vestido com esta roupa, uma esp&amp;eacute;cie de terno chin&amp;ecirc;s. Eu ando assim no dia a dia, n&amp;atilde;o &amp;eacute; roupa s&amp;oacute; para fazer show como muitos pensam, compro e visto aquilo que me agrada e uso normalmente. Vou entrar no palco daqui a pouco e fazer o show com estes trajes. Essa &amp;eacute; realmente a minha forma de vestir, que traduz um pouco de minha personalidade.</description>
  <guid>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=549&amp;t=punkrocknaberlinda%3Asupla</guid>
  <pubDate>Wed, 14 Mar 2007 06:09:52 PDT</pubDate>
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  <title>Jerry Adriani em par&amp;ecirc;nteses</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=548&amp;t=jerryadrianiemparenteses</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/jerry-adriani_thumb.jpg' align='right' width='60'/>Jerry Adriani atrav&amp;eacute;s desta entrevista nos fala um pouco sobre sua carreira e realiza importantes considera&amp;ccedil;&amp;otilde;es sobre os atuais rumos da m&amp;uacute;sica.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como surgiu o convite e como est&amp;aacute; sendo dividir os palcos com o Supla?
&amp;lt;b&amp;gt;Jerry:&amp;lt;/b&amp;gt; Eu conhe&amp;ccedil;o os organizadores de eventos do SESC, que no momento, &amp;eacute; um dos maiores ve&amp;iacute;culos de divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o da m&amp;uacute;sica popular do pa&amp;iacute;s. Ent&amp;atilde;o, recebi o convite por um dos organizadores do evento e adorei a id&amp;eacute;ia. O Supla &amp;eacute; um rapaz aut&amp;ecirc;ntico, uma pessoa muito agrad&amp;aacute;vel, nos d&amp;aacute; prazer trabalhar com ele, al&amp;eacute;m disso, &amp;eacute; importante essa integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A oportunidade de cantar com outros int&amp;eacute;rpretes, de outros estilos, para um p&amp;uacute;blico igualmente diferenciado &amp;eacute; realmente uma experi&amp;ecirc;ncia muito positiva. 

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Trace um breve paralelo entre a atualidade e sua &amp;eacute;poca na m&amp;uacute;sica.
&amp;lt;b&amp;gt;Jerry:&amp;lt;/b&amp;gt; A coisa &amp;eacute; a seguinte: o mundo se modificou. Eu vivi a &amp;eacute;poca do rock n’roll, a Jovem Guarda veio na continuidade deste movimento e hoje, com a Internet e as novas tecnologias o acesso &amp;agrave; m&amp;uacute;sica, &amp;agrave; cultura e &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ficou bem mais f&amp;aacute;cil. Hoje n&amp;oacute;s descobrimos grandes coisas atrav&amp;eacute;s da Internet, acredito que muito em breve ela poder&amp;aacute; substituir totalmente outros ve&amp;iacute;culos de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o ainda em voga.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o suas influ&amp;ecirc;ncias na m&amp;uacute;sica?
&amp;lt;b&amp;gt;Jerry:&amp;lt;/b&amp;gt; Elvis, que foi um &amp;iacute;cone na m&amp;uacute;sica, Ray Charles, Roy Orbison, que tem muito a ver com meu estilo, meu timbre.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Voc&amp;ecirc;, na verdade, “descobriu” Raul para a grande m&amp;iacute;dia, para a regi&amp;atilde;o sudeste do pa&amp;iacute;s, sendo de autoria dela um de seus maiores sucessos, a can&amp;ccedil;&amp;atilde;o “Doce, Doce Amor”. Como foi a sua rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o de trabalho com ele?
&amp;lt;b&amp;gt;Jerry:&amp;lt;/b&amp;gt; Bem... Raul tinha uma singularidade impressionante. Conseguia comunicar-se de uma forma totalmente &amp;iacute;mpar, desde o pedreiro at&amp;eacute; o catedr&amp;aacute;tico, da classe menos favorecida &amp;agrave; burguesia, ouviam e ainda ouvem, igualmente, suas can&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Nos conhecemos quando ele me acompanhou, por acaso, num show. &amp;Iacute;amos fazer uma apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, nossa banda teve problemas para chegar no local a tempo e ent&amp;atilde;o substitu&amp;iacute;mos pelo “Raulzito e os Panteras”. Da&amp;iacute; iniciou-se n&amp;atilde;o s&amp;oacute; uma fant&amp;aacute;stica rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o de trabalho, como tamb&amp;eacute;m uma rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o de amizade pessoal mesmo, tanto que me tornei seu compadre, apadrinhando uma de suas filhas, a Simone. Musicalmente falando, ele era fant&amp;aacute;stico, porque nunca fazia uma coisa duas vezes e falava tudo o que os outros diziam de outra maneira, numa vis&amp;atilde;o totalmente sua. Ele tinha na &amp;eacute;poca um grande livro, onde anotava ali v&amp;aacute;rios pensamentos, ele tinha uma maneira totalmente inovadora de ver o mundo e as coisas, era um pensador e quando se uniu a Paulo Coelho, cada qual contribuiu de maneira decisiva no trabalho do outro, como elementos complementares. Mas a experi&amp;ecirc;ncia de t&amp;ecirc;-lo como amigo e trabalhar com ele foi inportant&amp;iacute;ssima, &amp;uacute;nica, maravilhosa.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Voc&amp;ecirc; iniciou sua carreira cantando em italiano, enveredou pelo rock e posteriormente retomou o repert&amp;oacute;rio italiano gravando, inclusive, can&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Renato Russo. Fale um pouco sobre esta multiplicidade de estilos.
&amp;lt;b&amp;gt;Jerry:&amp;lt;/b&amp;gt; A m&amp;uacute;sica italiana est&amp;aacute; ligada &amp;agrave; minha vida, meus av&amp;oacute;s eram italianos calabreses e sempre fui criado muito pr&amp;oacute;ximo a eles, &amp;agrave; minha av&amp;oacute;. Sempre cantei em italiano, esse estilo sempre me acompanhou, mesmo na &amp;eacute;poca da Jovem Guarda. J&amp;aacute; o lance das can&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Renato Russo foi diferente. Ele gravou um disco s&amp;oacute; com can&amp;ccedil;&amp;otilde;es em italiano, conheci este trabalho, achei fant&amp;aacute;stico e da&amp;iacute; surgiu o interesse em transpor para o italiano as can&amp;ccedil;&amp;otilde;es que ele cantava em portugu&amp;ecirc;s. Fizemos as vers&amp;otilde;es e o curioso &amp;eacute; que ele jamais as cantou, pois este &amp;aacute;lbum, o “Angra”, foi produzido justamente na &amp;eacute;poca em que ele j&amp;aacute; estava doente. Ele faleceu antes do &amp;aacute;lbum ser lan&amp;ccedil;ado.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; No que est&amp;aacute; mais empenhado neste momento de sua carreira?
&amp;lt;b&amp;gt;Jerry:&amp;lt;/b&amp;gt; Agora estamos escrevendo a minha biografia, mas esta empreitada ainda est&amp;aacute; bem no come&amp;ccedil;o, ainda recolhendo material, revisando os primeiros esbo&amp;ccedil;os e rascunhos etc. E tamb&amp;eacute;m estamos trabalhando com a divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o do DVD, que ser&amp;aacute; lan&amp;ccedil;ado em breve.</description>
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  <pubDate>Tue, 13 Mar 2007 19:51:39 PDT</pubDate>
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  <title>Vega em foco</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=547&amp;t=vegaemfoco</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/vega2_thumb.jpg' align='right' width='60'/>Por meio desta entrevista, a banda Vega discorre sobre aspectos relevantes de sua carreira, mostrando-nos uma vis&amp;atilde;o global sobre assuntos que v&amp;atilde;o desde sua musicalidade at&amp;eacute; considera&amp;ccedil;&amp;otilde;es sobre o cen&amp;aacute;rio musical brasileiro.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Al&amp;eacute;m de excelente int&amp;eacute;rprete, voc&amp;ecirc; assina as letras de grande parte das can&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Como se d&amp;aacute; o processo de composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o?
&amp;lt;b&amp;gt;Cl&amp;aacute;udia:&amp;lt;/b&amp;gt; Depende muito do sentimento, do que est&amp;aacute; ocorrendo ao redor, s&amp;atilde;o na verdade pensamentos, meio que autobiogr&amp;aacute;ficos, momentos pessoais. Escrevo sobre o que est&amp;aacute; dentro de mim e as pessoas se identificam muito com as letras, pois elas retratam a realidade cotidiana, as lutas, a quest&amp;atilde;o de perseverar, n&amp;atilde;o desistir do que realmente importa, em resumo, elas transmitem a esperan&amp;ccedil;a que deve estar dentro de cada um de n&amp;oacute;s.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o suas influ&amp;ecirc;ncias musicais?
&amp;lt;b&amp;gt;Cl&amp;aacute;udia:&amp;lt;/b&amp;gt; O Mingau t&amp;ecirc;m suas ra&amp;iacute;zes no punk e no metal, minhas influ&amp;ecirc;ncias remontam &amp;agrave; MPB e o Caio, no blues. &amp;Eacute; muito bom, pois todos mant&amp;ecirc;m suas identidades musicais em separado e a jun&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tudo &amp;eacute; o que torna o Vega o que ele &amp;eacute;. Esse respeito &amp;agrave;s influ&amp;ecirc;ncias de cada um e a abertura &amp;agrave;s contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es de cada integrante &amp;eacute; fundamental ao bom andamento de nosso trabalho.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Nos fale um pouco sobre este trabalho, o CD “Flores no Deserto”.
&amp;lt;b&amp;gt;Mingau:&amp;lt;/b&amp;gt; O Cd na verdade foi composto antes de realizarmos qualquer show. Acabamos de grav&amp;aacute;-lo e claro, surgiram algumas d&amp;uacute;vidas, mas at&amp;eacute; agora, este foi um casamento que deu super certo.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como voc&amp;ecirc;s reagem a este grande n&amp;uacute;mero de f&amp;atilde;s que conquistaram em um espa&amp;ccedil;o de tempo relativamente curto e que lotaram hoje o CCSP, cantando junto e fazendo esta fila hom&amp;eacute;rica pra conseguir aut&amp;oacute;grafos?
&amp;lt;b&amp;gt;Cl&amp;aacute;udia:&amp;lt;/b&amp;gt; Foi muito agrad&amp;aacute;vel e uma grande surpresa para n&amp;oacute;s, pois n&amp;atilde;o fizemos uma divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o muito maci&amp;ccedil;a desta apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, s&amp;oacute; comparecemos no in&amp;iacute;cio da semana num programa da r&amp;aacute;dio Nova Brasil FM e postamos no e-mail do f&amp;atilde; clube. Mas foi &amp;oacute;timo ver todo esse calor humano, ao temos muitos agradecimentos a fazer a todos aqueles que vieram e estiveram aqui conosco hoje, fazendo deste um momento &amp;uacute;nico em nossas vidas e em nossa carreira.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Voc&amp;ecirc;s passaram um tempinho sem gravar... Como est&amp;aacute; sendo esse retorno e as expectativas para o lan&amp;ccedil;amento de um novo trabalho? 
&amp;lt;b&amp;gt;Mingau:&amp;lt;/b&amp;gt; Bem, &amp;eacute; natural que tenham ocorrido alguns pequenos, n&amp;atilde;o diria erros, mas coisas que ficaram sem uma complementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o maior no primeiro CD, que foi gravado &amp;agrave;s pressas, por imposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de nosso selo anterior, que conheceu o nosso trabalho e rapidamente quis lan&amp;ccedil;ar algo. Agora, depois de quase dois anos sem tocarmos juntos, cada qual trabalhando em seus projetos individuais, veio &amp;agrave; mente fazer um novo disco, mais maduro, com mais tempo. O processo de cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o deste novo CD durou cerca de um ano de muito trabalho e pesquisa, para realizar uma obra mais direta e coerente com a nossa proposta. N&amp;atilde;o adianta lan&amp;ccedil;ar &amp;aacute;lbuns por lan&amp;ccedil;ar, mesmo porque agora estamos numa fase diferente, em outro n&amp;iacute;vel. Eu diria que o trabalho da banda amadureceu bastante, as fases de adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o iniciais deram lugar &amp;agrave; coer&amp;ecirc;ncia, &amp;agrave; criatividade de fazer can&amp;ccedil;&amp;otilde;es mais t&amp;eacute;cnicas, mais rebuscadas, coisa que n&amp;atilde;o tivemos tempo pra realizar no primeiro CD.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como &amp;eacute; o relacionamento entre voc&amp;ecirc;s? 
&amp;lt;b&amp;gt;Cl&amp;aacute;udia:&amp;lt;/b&amp;gt; O melhor poss&amp;iacute;vel. N&amp;oacute;s somos uma grande fam&amp;iacute;lia, sem neuras ou estresses, onde como j&amp;aacute; mencionado antes, todos t&amp;ecirc;m seu espa&amp;ccedil;o para expor suas id&amp;eacute;ias e ofertar aos demais sua contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o, procuramos ser o mais perfeccionistas poss&amp;iacute;vel em respeito &amp;agrave; nossa arte e ao nosso p&amp;uacute;blico, mas sem pedantismo ou chatea&amp;ccedil;&amp;otilde;es desnecess&amp;aacute;rias. Somos muito felizes tocando juntos.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como voc&amp;ecirc;s se conheceram? 
&amp;lt;b&amp;gt;Mingau:&amp;lt;/b&amp;gt; Em 1994, eu estava tocando com os Inocentes e em paralelo fazendo um trabalho no heavy metal, da&amp;iacute;, conheci o Marcos numa loja de instrumentos musicais, a Rock Beat. Da&amp;iacute; a id&amp;eacute;ia de fazermos algo juntos surgiu, pois era uma proposta totalmente diferente do punk e eu sempre quis fazer algo pop. Esse foi o in&amp;iacute;cio do Vega, depois eu entrei no Ultraje a Rigor em 2000 e a&amp;iacute; demos um tempo com a id&amp;eacute;ia. J&amp;aacute; passamos por duas forma&amp;ccedil;&amp;otilde;es anteriores, onde as vocalistas foram respectivamente, a Gisele e a Mara, pois desde o in&amp;iacute;cio sempre quisemos um vocal feminino. Ap&amp;oacute;s a sa&amp;iacute;da da Mara, um amigo que conhecia a Cl&amp;aacute;udia nos apresentou e quando a ouvimos cantando e vimos algumas grava&amp;ccedil;&amp;otilde;es dela em festivais, ficamos impressionados, ela ca&amp;iacute;ra do c&amp;eacute;u e da&amp;iacute;, estamos juntos at&amp;eacute; hoje.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como voc&amp;ecirc;s analisam este momento musical brasileiro que atravessamos?
&amp;lt;b&amp;gt;Mingau:&amp;lt;/b&amp;gt; Atrav&amp;eacute;s deste show, n&amp;oacute;s vemos o resgate do p&amp;uacute;blico underground, que procura, que pesquisa, que quer ouvir boa m&amp;uacute;sica mesmo fora do circuito comercial. Isso lembra os anos 80 mesmo, pois na &amp;eacute;poca, trabalhei com a banda Ratos de Por&amp;atilde;o e toc&amp;aacute;vamos muito no Napalm, que era na verdade o p&amp;oacute;lo, o centro da cultura underground, as principais bandas da &amp;eacute;poca se revelaram e divulgaram ali seus trabalhos. Ent&amp;atilde;o, o que ocorreu hoje aqui me remeteu a esta &amp;eacute;poca, onde as pessoas literalmente corriam atr&amp;aacute;s de coisas novas, que n&amp;atilde;o tocavam em r&amp;aacute;dio e percebemos que o cen&amp;aacute;rio underground, que havia adormecido nos anos 90, voltou a ter forte representatividade. Isso &amp;eacute; muito bom!

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Existe previs&amp;atilde;o para o lan&amp;ccedil;amento do novo trabalho?
&amp;lt;b&amp;gt;Mingau:&amp;lt;/b&amp;gt; O Cd est&amp;aacute; pronto, s&amp;oacute; estamos esperando o aval da gravadora, para lan&amp;ccedil;ar e cair na estrada.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; &amp;Agrave; guisa de considera&amp;ccedil;&amp;otilde;es finais...
&amp;lt;b&amp;gt;Mingau:&amp;lt;/b&amp;gt; Queremos agradecer muito ao nosso f&amp;atilde; clube, ao M&amp;aacute;rcio da Cema Records e ao pessoal que acredita no nosso trabalho, se mant&amp;eacute;m fiel e parceiro da banda nesses quase dois anos passados no “ostracismo”...</description>
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  <pubDate>Tue, 13 Mar 2007 06:08:18 PDT</pubDate>
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  <title>Entrevista com a Banda Playground</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=539&amp;t=entrevistacomabandaplayground</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/playground2_thumb.jpg' align='right' width='60'/>Conhe&amp;ccedil;a um pouco mais sobre o trabalho destes promissores jovens do circuito underground e o que pensam sobre a m&amp;uacute;sica atualmente.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como surgiu a id&amp;eacute;ia do nome da banda?
&amp;lt;b&amp;gt;Playground:&amp;lt;/b&amp;gt; Fomos surfar em Florian&amp;oacute;polis, as ondas estavam boas, da&amp;iacute; um amigo nosso, o Zebra, disse: “Isso aqui est&amp;aacute; um Playground!” A&amp;iacute;, como ainda n&amp;atilde;o t&amp;iacute;nhamos encontrado um nome, adotamos este, que revelava uma passagem de nossa hist&amp;oacute;ria pessoal.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o as expectativas da banda atrav&amp;eacute;s deste trabalho? Como ele est&amp;aacute; sendo recebido pelo p&amp;uacute;blico?
&amp;lt;b&amp;gt;Playground:&amp;lt;/b&amp;gt; Em apenas dois meses ap&amp;oacute;s o lan&amp;ccedil;amento, o CD j&amp;aacute; havia vendido 3000 c&amp;oacute;pias, portanto, as expectativas s&amp;atilde;o as melhores! Bem, por a&amp;iacute;, j&amp;aacute; d&amp;aacute; pra perceber que a receptividade ao nosso trabalho &amp;eacute; muito grande. Em todos os lugares em que tocamos, as pessoas realmente curtem a nossa m&amp;uacute;sica e, para agradar a quem ainda n&amp;atilde;o conhece, al&amp;eacute;m de usarmos de simplicidade, tocamos covers de alguns grandes cl&amp;aacute;ssicos tamb&amp;eacute;m. &amp;Eacute; uma forma de aquecer e chamar a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o das pessoas para o nosso pr&amp;oacute;prio trabalho. 

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como funciona o processo de divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o? 
&amp;lt;b&amp;gt;Playground:&amp;lt;/b&amp;gt; A divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; maior pela Internet, pois estamos em um selo independente, a parceria com a Universal &amp;eacute; apenas na distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Temos a inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tocar em mais festivais, como o Planeta Atl&amp;acirc;ntida, e o CarnaRock de Salvador, nos quais participamos recentemente. Estes festivais s&amp;atilde;o muito importantes para divulgar o trabalho das bandas underground. Tamb&amp;eacute;m pretendemos atingir um p&amp;uacute;blico maior atrav&amp;eacute;s de pesquisas na nossa pr&amp;oacute;pria comunidade, procurando conhecer e trazer para a nossa m&amp;uacute;sica o que as pessoas gostam de ouvir. Al&amp;eacute;m disso, trabalhamos tamb&amp;eacute;m as quest&amp;otilde;es sociais nas nossas can&amp;ccedil;&amp;otilde;es, pois acreditamos que a m&amp;uacute;sica exerce papel importante na cultura do pa&amp;iacute;s, n&amp;atilde;o &amp;eacute; feita s&amp;oacute; pra divertir, tamb&amp;eacute;m deve deixar alguma marca nas pessoas, levar &amp;agrave; reflex&amp;atilde;o.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o as influ&amp;ecirc;ncias mais diretas na m&amp;uacute;sica de voc&amp;ecirc;s?
&amp;lt;b&amp;gt;Playground:&amp;lt;/b&amp;gt; Red Hot Chilli Peppers, Sublime, Sepultura, Led Zeppelin, Sex Pistols, New Eyes e Bad Religion.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como voc&amp;ecirc;s sentem este momento da hist&amp;oacute;ria da m&amp;uacute;sica?
&amp;lt;b&amp;gt;Playground:&amp;lt;/b&amp;gt; As novas tend&amp;ecirc;ncias eletr&amp;ocirc;nicas e as “micaretas” v&amp;ecirc;m prejudicando o rock. Apesar dele ser atemporal, atualmente, parece que anda meio morto, pelas poucas inova&amp;ccedil;&amp;otilde;es e produ&amp;ccedil;&amp;otilde;es na &amp;aacute;rea, pelo menos, na grande m&amp;iacute;dia, que &amp;eacute; o que fatalmente dita a moda e as tend&amp;ecirc;ncias do que se ouve ou n&amp;atilde;o.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Deixem uma mensagem para o p&amp;uacute;blico.
&amp;lt;b&amp;gt;Playground:&amp;lt;/b&amp;gt; Somos feitos da mesma mat&amp;eacute;ria que os jovens que nos ouvem, temos os mesmos problemas e dificuldades e, por isso, queremos mostrar um trabalho verdadeiro, coerente com o que somos e representamos, como se f&amp;ocirc;ssemos porta-vozes daqueles que t&amp;ecirc;m muito para dizer, mas n&amp;atilde;o encontram oportunidade de serem ouvidos.</description>
  <guid>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=539&amp;t=entrevistacomabandaplayground</guid>
  <pubDate>Thu, 01 Mar 2007 18:31:30 PST</pubDate>
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