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<title>Musicão</title>
<link>http://www.musicao.com.br/</link>
<description>Musicão</description>
<language>pt-br</language>
<copyright>All Content copyright 2008 Musicão</copyright>

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  <title>Tarja Turunen no Brasil, com cobertura do MUSIC&amp;Atilde;O</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=1336&amp;t=tarjaturunennobrasil%2Ccomcoberturadomusicao</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/tarja-turunen-coletiva-1_thumb.jpg' align='right' width='60'/>A ex-vocalista do grupo Nightwish, Tarja Turunen j&amp;aacute; est&amp;aacute; no Brasil para sua turn&amp;ecirc;, agora em carreira solo. E n&amp;oacute;s do &amp;lt;a href=&amp;quot;/&amp;quot;&amp;gt;MUSIC&amp;Atilde;O&amp;lt;/a&amp;gt; comparecemos a coletiva de imprensa, realizada na tarde dessa sexta-feira (22/08), no Credicard Hall, em S&amp;atilde;o Paulo.

Absolutamente &amp;agrave; vontade, carism&amp;aacute;tica e bel&amp;iacute;ssima, Tarja diz estar muito feliz por voltar ao Brasil, agora em carreira solo, na turn&amp;ecirc; do seu novo disco, “My Winter Storm”.

Ela nos contou que &amp;eacute; uma responsabilidade muito grande estar em carreira solo, mas, que por outro lado, tem uma maior liberdade para poder cantar suas m&amp;uacute;sicas, expressar seus pensamentos e poder escolher seu repert&amp;oacute;rio.

Entendendo com bastante facilidade nosso idioma, a finlandesa confessou ser f&amp;atilde; das obras liter&amp;aacute;rias de Paulo Coelho, conhece Bossa Nova e at&amp;eacute; mesmo samba.

Perguntada sobre seu estilo visual e o segredo de sua beleza, ela rapidamente disse, sorrindo: “Isso &amp;eacute; um segredo s&amp;oacute; meu...”.

Na seq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia, falou que ela mesma &amp;eacute; quem escolhe seu figurino para os shows e que seu maior cuidado est&amp;eacute;tico &amp;eacute; tomar muita &amp;aacute;gua.

<img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/tarja-turunen-coletiva-2_thumb.jpg' align='right' width='60'/>Em seu interior, Tarja diz ter duas principais caracter&amp;iacute;sticas: a beleza e a escurid&amp;atilde;o. Esses s&amp;atilde;o os grandes componentes que ajudam a vocalista na hora de fazer suas composi&amp;ccedil;&amp;otilde;es, o que n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma tarefa t&amp;atilde;o f&amp;aacute;cil, j&amp;aacute; que unir esses seus lados t&amp;atilde;o distintos &amp;eacute; complicado e requer muito cuidado.

Em boa parte da turn&amp;ecirc;, seu guitarrista ser&amp;aacute; Kiko Loureiro, do Angra. Ela o conheceu durante uma turn&amp;ecirc; no Jap&amp;atilde;o, onde as bandas estavam se apresentando.

Segundo ela, &amp;eacute; uma honra que ele tenha aceitado trabalhar ao seu lado e que &amp;eacute; &amp;oacute;timo poder contar com um m&amp;uacute;sico t&amp;atilde;o competente e conceituado em suas apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es.

Agora s&amp;oacute; nos resta aguardar a tal “surpresa” que ela diz ter preparado para suas apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es aqui no Brasil.

At&amp;eacute; tentamos saber algo, mas Tarja disse: “N&amp;atilde;o posso contar, &amp;eacute; surpresa”.


Confira as datas e locais dos shows:

23/08/2008 - S&amp;atilde;o Paulo/SP - Credicard Hall
24/08/2008 - Curitiba/PR - Hellooch
26/08/2008 - Porto Alegre/RS- Bar Opini&amp;atilde;o
30/08/2008 - Belo Horizonte/MG - Lapa Multshow
31/08/2008 - Rio de Janeiro/RJ - Canec&amp;atilde;o
</description>
  <guid>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=1336&amp;t=tarjaturunennobrasil%2Ccomcoberturadomusicao</guid>
  <pubDate>Fri, 22 Aug 2008 13:19:40 PDT</pubDate>
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  <title>Entrevista com a banda Mindflow</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=819&amp;t=entrevistacomabandamindflow</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/mindflow_thumb.jpg' align='right' width='60'/>No &amp;uacute;ltimo dia 03 de julho, a banda concedeu a esta equipe entrevista ap&amp;oacute;s ensaio em seu est&amp;uacute;dio. Por meio desta, o leitor conhecer&amp;aacute; um pouco mais sobre a hist&amp;oacute;ria da banda, o atual trabalho e planos futuros.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Conte-nos sobre a abertura do show do Symphony-X. Como voc&amp;ecirc;s sentiram esta experi&amp;ecirc;ncia em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao trabalho da banda?
&amp;lt;b&amp;gt;Mindflow:&amp;lt;/b&amp;gt; Foi bom tocar para um p&amp;uacute;blico que curte o mesmo estilo, criamos amizade com a banda e conversamos sobre a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de outros shows nos EUA. N&amp;oacute;s abrimos os shows da turn&amp;ecirc; do Symphony-X em Belo Horizonte, Manaus e aqui em S&amp;atilde;o Paulo e foram shows muito animados... Foi excelente, pois consolidamos a amizade com os integrantes da banda e, em nossa carreira, tamb&amp;eacute;m foi muito importante, pois &amp;eacute; sempre bom estar em contato com outras bandas, isso facilita o fluxo de informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es e o conhecimento de novas tend&amp;ecirc;ncias.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Conte-nos sobre a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Mindflow... Qual o hist&amp;oacute;rico, como surgiu a banda?
&amp;lt;b&amp;gt;Mindflow:&amp;lt;/b&amp;gt; A banda iniciou suas atividades em 2003 e neste mesmo ano, gravamos o primeiro &amp;aacute;lbum, que foi lan&amp;ccedil;ado em 2004. A etsa altura, j&amp;aacute; t&amp;iacute;nhamos realizado participa&amp;ccedil;&amp;otilde;es em grandes festivais e shows, como o BMV/2004 Direct TV, Live in London, Dr. Sin etc.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Voc&amp;ecirc;s fazem sucesso em v&amp;aacute;rios pa&amp;iacute;ses europeus e j&amp;aacute; conquistaram at&amp;eacute; o concorrido mercado oriental... Como isso se seu?
&amp;lt;b&amp;gt;Mindflow:&amp;lt;/b&amp;gt; Na Cor&amp;eacute;ia, lan&amp;ccedil;amos a m&amp;uacute;sica tema de uma s&amp;eacute;rie televisiva no estilo das que fizeram sucesso por aqui, onde super her&amp;oacute;is protegem o planeta de monstros e vil&amp;otilde;es... Bem, a s&amp;eacute;rie &amp;eacute; muito popular por l&amp;aacute; e foi bacana, pois na estr&amp;eacute;ia desse trabalho, fomos em seguida para a Fran&amp;ccedil;a com o &amp;aacute;lbum rec&amp;eacute;m-lan&amp;ccedil;ado e apresentamos o trabalho na Miden, uma importante feira fonogr&amp;aacute;fica... Recebemos resposta de algumas gravadoras e o selo espanhol Raven Cross passou a distribuir o nosso trabalho em 60 pa&amp;iacute;ses. A m&amp;uacute;sica tema do seriado foi tamb&amp;eacute;m lan&amp;ccedil;ada num box oficial da s&amp;eacute;rie em duas vers&amp;otilde;es, da&amp;iacute; surgindo o convite para participar-mos de um festival de v&amp;iacute;deo.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como o p&amp;uacute;blico brasileiro recebe o trabalho da banda?
&amp;lt;b&amp;gt;Mindflow:&amp;lt;/b&amp;gt; No Brasil h&amp;aacute; cerca de 200 r&amp;aacute;dios tocando nossas can&amp;ccedil;&amp;otilde;es e o apoio de nosso f&amp;atilde;-clube e da comunidade no Orkut &amp;eacute; fundamental, eles s&amp;atilde;o muito participativos e tudo o mais...

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como voc&amp;ecirc;s analisam o mercado fonogr&amp;aacute;fico brasileiro hoje?
&amp;lt;b&amp;gt;Mindflow:&amp;lt;/b&amp;gt; &amp;Eacute; uma tend&amp;ecirc;ncia mundial, sobre a qual n&amp;atilde;o temos nada contra, por tr&amp;aacute;s da m&amp;uacute;sica h&amp;aacute; os neg&amp;oacute;cios, o pessoal quer saber do que vende e produz lucro. Aqui no Brasil, &amp;eacute; bem segmentado, h&amp;aacute; muitas pessoas que curtem v&amp;aacute;rios estilos. Seu ouvido tem que estar treinado, poi so principal da arte &amp;eacute; transmitir a mensagem, a m&amp;uacute;sica deve passar uma sensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, intrincada ou n&amp;atilde;o, mesmo para um leigo, tem que fazer sentido.... As quebras bruscas de andamento em nosso trabalho s&amp;atilde;o para causar mesmo sensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e fazer com que as pessoas se lembrem de algo. Classificam o nosso som como progressivo, n&amp;oacute;s nunca nos preocupamos em este clich&amp;ecirc;, pois fazemos aquilo que sentimos e gostamos, fazemos rock.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o suas influ&amp;ecirc;ncias musicais?
&amp;lt;b&amp;gt;Mindflow:&amp;lt;/b&amp;gt; Jethro Tull e as bandas cl&amp;aacute;ssicas como Pink Floyd, Black Sabbath, Sepultura al&amp;eacute;m de uma fus&amp;atilde;o com as bandas atuais. Estamos sempre antenados com o que est&amp;aacute; sendo lan&amp;ccedil;ado para acompanhar as mudan&amp;ccedil;as do mercado.
H&amp;aacute; v&amp;aacute;rios lados do meio influenciando, as trilhas sonoras do cinema, por exemplo, nos fornecem dados muito interessantes, pois todos os filmes s&amp;atilde;o meio progressivos, voc&amp;ecirc; est&amp;aacute; vendo uma cena e da&amp;iacute; volta para o passado ou salta para o futuro e a a&amp;ccedil;&amp;atilde;o fica indo e voltando com o intuito de contar a hist&amp;oacute;ria, tanto quanto a m&amp;uacute;sica. Assim, para cada m&amp;uacute;sica deste nosso segundo &amp;aacute;lbum, lan&amp;ccedil;ado em 2006, fizemos um ensaio fotogr&amp;aacute;fico dando uma “cara” &amp;agrave;s can&amp;ccedil;&amp;otilde;es, utilizando cart&amp;otilde;es-postais de S&amp;atilde;o Paulo.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o os pr&amp;oacute;ximos passos da banda?
&amp;lt;b&amp;gt;Mindflow:&amp;lt;/b&amp;gt; Na semana que vem, para ser mais preciso quarta-feira, estaremos saindo em turn&amp;ecirc;. Ficaremos um m&amp;ecirc;s nos EUA e depois vamos para a Europa, onde participaremos de um show do Queenr&amp;yuml;che na Noruega. Na Inglaterra, realizaremos cinco shows em importantes festivais e depois seguiremos para a B&amp;eacute;lgica, &amp;Aacute;ustria, R&amp;uacute;ssia (onde lan&amp;ccedil;amos h&amp;aacute; pouco tempo uma edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o especial do CD) e Espanha, retornando em seguida ao Brasil. Em dezembro gravaremos o terceiro &amp;aacute;lbum com previs&amp;atilde;o de lan&amp;ccedil;amento em maio de 2008.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Na Europa, voc&amp;ecirc;s realmente j&amp;aacute; t&amp;ecirc;m uma carreira consolidada, sendo muito conhecidos... Comentem um pouco sobre a repercuss&amp;atilde;o de seu trabalho pelo mundo.
&amp;lt;b&amp;gt;Mindflow:&amp;lt;/b&amp;gt; Ent&amp;atilde;o... O nosso primeiro trabalho foi comparado com “Operator Mind Crime” e “Metropolis II” do Dream Theatre e teve uma repercuss&amp;atilde;ogrande nos EUA, sendo considerado um dos maiores &amp;aacute;lbuns de progressivo de todos os tempos. A can&amp;ccedil;&amp;atilde;o “Meeting the Brise” durante muito tempo foi uma das mais pedidas e uma r&amp;aacute;dio fez um especial Monflow (tocaram o disco inteiro!)... Na Holanda foi eleito o melhor &amp;aacute;lbum do ano, na Alemanha e Gr&amp;eacute;cia como a melhor banda. Ali&amp;aacute;s, na Gr&amp;eacute;cia ainda fomos eleitos melhor banda revela&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos &amp;uacute;ltimos tempos, como o Sepultura nos anos 80, o Angra nos anos 90 e na atualidade, o Mindflow.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; O que o p&amp;uacute;blico deve esperar deste novo trabalho?
&amp;lt;b&amp;gt;Mindflow:&amp;lt;/b&amp;gt; Queremos fazer um trabalho diferenciado, envolver novos elementos criando uma marca. As m&amp;uacute;sicas est&amp;atilde;o mais diretas, mais cruas, e as letras tamb&amp;eacute;m seguem essa tend&amp;ecirc;ncia. Pretendemos gravar uma parte fora do Brasil e envolver outras coisas, como fizemos com o “Mind Over Body”, colocando no encarte e no pr&amp;oacute;prio CD surpresas, coisas interativas. Estamos planejando novas coisas, mas j&amp;aacute; temos um conceito para este trabalho, id&amp;eacute;ias bem diferentes... Queremos surpreender.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; O que gostariam de dizer especialmente ao seu p&amp;uacute;blico?
&amp;lt;b&amp;gt;Mindflow:&amp;lt;/b&amp;gt; Esperamos que as pessoas curtam o trabalho e o objetivo das m&amp;uacute;sicas &amp;eacute; causar sensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e deixar a mente fluir (como o pr&amp;oacute;prio nome da banda j&amp;aacute; diz)... E fazer as pessoas olharem um pouco para as coisas importantes e simples do cotidiano que geralmente passam despercebidas. Se o ser humano tentasse se conhecer melhor, as coisas seriam mais f&amp;aacute;ceis. Se nossa m&amp;uacute;sica puder trazer para as pessoas um pouco de paz e felicidade, j&amp;aacute; ser&amp;aacute; para n&amp;oacute;s um grande sucesso... Gostar&amp;iacute;amos tamb&amp;eacute;m de deixar um forte abra&amp;ccedil;o a todos os f&amp;atilde;s.


&amp;lt;a href=\'/noticia.php?c=6&amp;amp;a=726&amp;amp;t=rockcomcaradeorquestrasinfonicasymphonyx\'&amp;gt;Leia como foi este show!&amp;lt;/a&amp;gt;</description>
  <guid>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=819&amp;t=entrevistacomabandamindflow</guid>
  <pubDate>Fri, 17 Aug 2007 05:57:19 PDT</pubDate>
</item>

<item>
  <title>Entrevista com a Banda Laudares</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=818&amp;t=entrevistacomabandalaudares</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/laudares_thumb.jpg' align='right' width='60'/>Ap&amp;oacute;s bel&amp;iacute;ssima apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a banda gentilmente concedeu-nos entrevista jos jardins do CCSP, em clima de total descontra&amp;ccedil;&amp;atilde;o.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Apresente a banda...
&amp;lt;b&amp;gt;Laudares:&amp;lt;/b&amp;gt; Bruno Carvalho no baixo, Daniel Palermo na guitarra e viol&amp;atilde;o, Ziggy Batera na bateria e Laudares no vocal.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como surgiu a banda?
&amp;lt;b&amp;gt;Laudares:&amp;lt;/b&amp;gt; Ap&amp;oacute;s a dissolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do “Onda Rara”, passamos um tempo experimentando, tomando dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o... Em 2000, lan&amp;ccedil;amos assim o &amp;aacute;lbum “Terceiro Ato”, em parceria com o letrista Magno Melo e passamos a compor juntos. Compusemos 15 m&amp;uacute;sicas em um m&amp;ecirc;s de trabalho e gravamos o CD em tr&amp;ecirc;s dias, num projeto super audacioso. Deu super certo... Os arranjos para estas can&amp;ccedil;&amp;otilde;es n&amp;oacute;s experiment&amp;aacute;vamos em apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es nas cidades do interior, para ver o que mais se adequava.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como foi a vinda para S&amp;atilde;o Paulo?
&amp;lt;b&amp;gt;Laudares:&amp;lt;/b&amp;gt; Em janeiro de 2005 resolvemos explorar a pra&amp;ccedil;a paulista. Como tenho meu home studio, senti a necessidade debuscar novos caminhos, expandir a divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o e n&amp;atilde;o existe melhor lugar que S&amp;atilde;o Paulo para isso. Tamb&amp;eacute;m gravei um &amp;aacute;lbum de chorinho, que &amp;eacute; um ritmo tipicamente paulistano, como projeto paralelo, o “Choro &amp;eacute; Livre”, ele faz uma esp&amp;eacute;cie de duelo, de bate-bola, n&amp;atilde;o se prendendo ao regionalismo paulistano.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o os pr&amp;oacute;ximos passos da banda?
&amp;lt;b&amp;gt;Laudares:&amp;lt;/b&amp;gt; O nosso segundo &amp;aacute;lbum ainda est&amp;aacute; em fase de estudo, sendo programado. Estamos elaborando cuidadosamente as id&amp;eacute;ias no est&amp;uacute;dio. Pessoalmente, eu gostaria de trabalhar o projeto paralelo, dar maior vaz&amp;atilde;o ao trabalho de chorinho.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais os problemas enfrentados na divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o?
&amp;lt;b&amp;gt;Laudares:&amp;lt;/b&amp;gt; H&amp;aacute; muito tempo que existe o problema da divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o em massa, a quest&amp;atilde;o &amp;eacute; o mercado. Mesmo analisando por este lado, h&amp;aacute; uma s&amp;eacute;rie de fatores. Para atacar o fil&amp;atilde;o de chorinho, preciso me localizar e para continuar fazendo rock em S&amp;atilde;o Paulo, que &amp;eacute; particularmente o celeiro do rock nacional, mais ainda...

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o suas maiores influ&amp;ecirc;ncias musicais?
&amp;lt;b&amp;gt;Laudares:&amp;lt;/b&amp;gt; Jimi Hendrix, Led Zeppelin, Chico Buarque e Tom Jobim.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como se d&amp;aacute; o peocesso de composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o das can&amp;ccedil;&amp;otilde;e?
&amp;lt;b&amp;gt;Laudares:&amp;lt;/b&amp;gt; Em nossas melodias a quest&amp;atilde;o &amp;eacute; ter a ver com o que voc&amp;ecirc; &amp;eacute;, voc&amp;ecirc; se torna uma esp&amp;eacute;cie de canal, muitos compositores s&amp;atilde;o un&amp;acirc;nimes neste ponto... A quest&amp;atilde;o de ter ou n&amp;atilde;o no&amp;ccedil;&amp;atilde;o de como as coisas aparecem, &amp;eacute; meio que metaf&amp;iacute;sico... Sai nas tuas m&amp;atilde;os, s&amp;atilde;o momentos de inspira&amp;ccedil;&amp;atilde;o e transpira&amp;ccedil;&amp;atilde;o.


&amp;lt;a href=\'/noticia.php?c=6&amp;amp;a=817&amp;amp;t=laudarespoprockcompitadadempb\'&amp;gt;Leia como foi este show!&amp;lt;/a&amp;gt;</description>
  <guid>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=818&amp;t=entrevistacomabandalaudares</guid>
  <pubDate>Fri, 17 Aug 2007 05:50:03 PDT</pubDate>
</item>

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  <title>Entrevista com a Banda Matanza</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=727&amp;t=entrevistacomabandamatanza</link>
  <description>No dia 08 de junho, o guitarrista Donida da banda Matanza, concedeu-nos gentilmente esta entrevista, no tradicional Clube Belfiore, localizado na regi&amp;atilde;o da Barra Funda, momentos antes da apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como surgui a id&amp;eacute;ia de formar a banda?
&amp;lt;b&amp;gt;Donida:&amp;lt;/b&amp;gt; Eu o nosso band-leader, o Jimmy,somos da Zona Sul do Rio de Janeiro, ou seja, sempre estivemos no ber&amp;ccedil;o da bossa nova, assim &amp;eacute; meio estranho que sempre tenhamos ouvido country rock, em especial Johnny Cash. Ele &amp;eacute; nossa maior influ&amp;ecirc;ncia e, assim como ele, nos apaixonamos pelo ritmo, s&amp;oacute; que resolvemos traz&amp;ecirc;-lo para uma linguagem popular, brasileira, acelerando o andamento, deixando a sonoridade mais pesada, mais hard, o que denominamos de “hard country”.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como surgiu a revista em quadrinhos?
&amp;lt;b&amp;gt;Donida:&amp;lt;/b&amp;gt; A comix surgiu de um desejo antigo, pois sou artista pl&amp;aacute;stico, desenhista, fiz a faculdade de Belas Artes e sempre trabalhei para os outros, desenhando “caretices” para comerciais etc... E a&amp;iacute;, a vontade de fazer algo pr&amp;oacute;prio me motivou, e assim, junto com alguns outros amigos, lan&amp;ccedil;amos a revista.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Olhando a revista, vi v&amp;aacute;rios tra&amp;ccedil;os diferentes, muitos cartunistas fizeram a arte, ali&amp;aacute;s, cada est&amp;oacute;ria foi desenhada por um artista diferente. E quanto &amp;agrave; pauta, o enredo, quem escreveu as est&amp;oacute;rias?
&amp;lt;b&amp;gt;Donida:&amp;lt;/b&amp;gt; Ent&amp;atilde;o, pra n&amp;atilde;o ficar uma coisa meio monopolizada, cada um que desenhou tamb&amp;eacute;m escreveu o roteiro de sua est&amp;oacute;ria, assim, a revista ficou mais diversificada, acho que isto contrubuiu para a uma qualidade editorial maior. &amp;Eacute; sempre bom ter v&amp;aacute;rias vis&amp;otilde;es sobre qualquer assunto.
Eu queria dar &amp;agrave; revista o tratamento dispensado ao v&amp;iacute;deo clipe, as m&amp;uacute;sicas j&amp;aacute; t&amp;ecirc;m um ritmo, conforme dito anteriormente, numa vertente renovada do country. O gibi ent&amp;atilde;o, tinha que ter tamb&amp;eacute;m a nossa cara, a nossa marca registrada e, assim como nas nossas m&amp;uacute;sicas, sempre fomos bem “storytellers” (contadores de hist&amp;oacute;rias). Se voc&amp;ecirc; prestar aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o, tanto nas nossas m&amp;uacute;sicas quanto nas est&amp;oacute;rias da revista usamos a mesma premissa, tem sempre uma moral ou at&amp;eacute; amoral da est&amp;oacute;ria (risos).

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Fale um pouco sobre a hist&amp;oacute;ria da banda.
&amp;lt;b&amp;gt;Donida:&amp;lt;/b&amp;gt; Ent&amp;atilde;o... O Matanza j&amp;aacute; tem oito anos de estrada e quatro Cds lan&amp;ccedil;ados pela Deck Disc. Al&amp;iacute;as, temos muito a agradecer ao Rafael, dizemos que ele &amp;eacute; o quinto integrante da banda... A gravadora nos d&amp;aacute; total liberdade para fazermos o nosso som sem perder a nossa identidade, e investem pesado no nosso trabalho.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Fale um pouco sobre o &amp;uacute;ltimo &amp;aacute;lbum.
&amp;lt;b&amp;gt;Donida:&amp;lt;/b&amp;gt; Bem, lan&amp;ccedil;amos o “A Arte do Insulto” em outubro de 2006e estamos trabalhando bastante com ele. Fazemos shows no Brasil todo e, por mais inacredit&amp;aacute;vel, em Fortaleza temos um grande p&amp;uacute;blico cativo, a cena rock l&amp;aacute;, em especial a alternativa, &amp;eacute; extremamente forte, fizemos grandes amigos l&amp;aacute;...</description>
  <guid>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=727&amp;t=entrevistacomabandamatanza</guid>
  <pubDate>Mon, 02 Jul 2007 06:36:47 PDT</pubDate>
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  <title>“Cuelho de Alice” em foco</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=679&amp;t=%93cuelhodealice%94emfoco</link>
  <description>De maneira descontra&amp;iacute;da, no dia 17 de maio, o vocalista e band leader Paul&amp;atilde;o (j&amp;aacute; conhecido por seu trabalho ’A Banda das Velhas Virgens’), concedeu a esta equipe entrevista na tradicional cacha&amp;ccedil;aria “Terra Nova”, reduto da banda na regi&amp;atilde;o de Tucuruvi, zona norte da capital paulista.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como surgiu a id&amp;eacute;ia de criar a banda Cuelho de Alice?
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Eu estava insatisfeito com alguns problemas de relacionamento entre os integrantes do “Velhas”, da&amp;iacute; pensei em montar uma outra banda, pois componho bastante e queria fazer um trabalho diferenciado do “Velhas”, mesclando diferentes elementos da m&amp;uacute;sica brasileira em letras que tratassem de quest&amp;otilde;es como amor e relacionamento humano de forma mais introspectiva, menos expl&amp;iacute;cita, como nas letras do “Velhas”. Assim, retomei tamb&amp;eacute;m o baixo, al&amp;eacute;m dos vocais, e falei com o F&amp;aacute;bio Haddad e o Neto Botelho, que produziram discos anteriores do “Velhas” e sempre trouxeram dicas muito especiais ao nosso trabalho. Em seguida, come&amp;ccedil;amos a ensaiar e esbo&amp;ccedil;ar este novo trabalho. Criamos inicialmente uma est&amp;eacute;tica e logo surgiu a oportunidade de participar de um festival de novas tend&amp;ecirc;ncias da TV Cultura. Foi muito legal, teve uma boa divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o e atrav&amp;eacute;s da “for&amp;ccedil;a” obtida no festival, gravamos o “Samba Russo”, o primeiro CD do “Cuelho”. Deu muito certo, auxiliou at&amp;eacute; nas quest&amp;otilde;es com o “Velhas”, os momentos de comunh&amp;atilde;o ficaram bem melhores ap&amp;oacute;s o surgimento do “Cuelho”.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o os pr&amp;oacute;ximos passos, agora?
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Agora que j&amp;aacute; atingimos o objetivo principal, vamos pra estrada, divulgar o CD. Agora estamos a&amp;iacute; com uma nova forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o, porque o Neto e o F&amp;aacute;bio sa&amp;iacute;ram por motivos pessoais, queriam dar continuidade a outros projetos etc. Colocar essa banda no palco foi muito dif&amp;iacute;cil, nem todo mundo entra no clima assim, de cara. Foi um projeto paralelo e eu lutei muito, porque queria que as pessoas assimilassem a id&amp;eacute;ia. Assim, o CD foi gravado com uma banda tecnicamente mais habilitada e estamos tocando com uma banda mais en&amp;eacute;rgica, mais habilidosa no palco. Espero fazer exatamente o mesmo que com o “Velhas”, tocar no maior n&amp;uacute;mero de lugares poss&amp;iacute;vel, conquistando o maior p&amp;uacute;blico poss&amp;iacute;vel e continuar divertindo a todos.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Fale um pouco sobre a mudan&amp;ccedil;a de estilo das letras.
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Tentei trabalhar nas letras com a fus&amp;atilde;o entre samba e rock, utilizando temas ligados ao samba e ao amor de uma maneira menos &amp;oacute;bvia. Tem a ver nas influ&amp;ecirc;ncias e na sonoridade com Marcelo D2, Na&amp;ccedil;&amp;atilde;o Zumbi, Bezerra e Moreira da Silva, enfim, procurei buscar o peso do heavy metal com a batucada da escola de samba. Sempre quis fazer essa misturada, s&amp;oacute; que n&amp;atilde;o dava para incorporar ao trabalho do “Velhas”, da&amp;iacute; a necessidade urgente de criar o “Cuelho”.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como voc&amp;ecirc; analisa esse processo de democratiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da m&amp;uacute;sica, onde todos os estilos se fundem, sem o preconceito que havia anteriormente?
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; As pessoas come&amp;ccedil;aram a descobrir novas coisas e a molecada come&amp;ccedil;ou a ver sem preconceitos essas fus&amp;otilde;es. Antes era uma quest&amp;atilde;o de n&amp;atilde;o fus&amp;atilde;o mesmo entre vertentes de um mesmo estilo, no rock, quem tocava punk, n&amp;atilde;o se misturava com o pessoal do metal e vice-versa. Com o passar do tempo, as fus&amp;otilde;es entre MPB e rock come&amp;ccedil;aram a se tornar mais constantes, e as pessoas hoje consomem de tudo sem preconceitos e tudo virou uma grande parceria. Acho muito positivo. 

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Nas suas can&amp;ccedil;&amp;otilde;es, tanto no “Velhas” quanto no “Cuelho”, &amp;eacute; tema recorrente os relacionamentos humanos, em especial, os de cunho sexual e afetivo... Como voc&amp;ecirc; v&amp;ecirc; a quest&amp;atilde;o da sexualidade hoje?
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; A hist&amp;oacute;ria de ficar sem compromisso &amp;eacute; um grande progresso, mas da&amp;iacute; para a transa, propriamente dita, vai uma grande dist&amp;acirc;ncia. Os jovens, em especial os ligados a alguma doutrina religiosa, ainda v&amp;ecirc;em o sexo como um tabu, n&amp;atilde;o &amp;eacute; como nos anos 70, a quest&amp;atilde;o da liberdade total... Mas estamos caminhando para um desapego de padr&amp;otilde;es determinados em outras &amp;eacute;pocas, que j&amp;aacute; n&amp;atilde;o condizem com a realidade de hoje.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o os planos para o pr&amp;oacute;ximo CD do Cuelho?
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Conversei com o Germano Mathias, pois quero fazer um disco de metal na fus&amp;atilde;o com o samba de breque, misturar os pesos, extrair o m&amp;aacute;ximo dessa musicalidade.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como &amp;eacute; tocar com uma banda como o Cuelho numa cidade do interior, por exemplo?
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; O discurso deve ser diferenciado, mostrando mesclas interessantes. Coisas que o p&amp;uacute;blico perceba melhor sem inventar muito, pois se o p&amp;uacute;blico n&amp;atilde;o perceber a mensagem, vira as costas e vai embora. Dessa forma, o Reginaldo Rossi, o Gino e Geno e o Teodoro e Sampaio s&amp;atilde;o boas influ&amp;ecirc;ncias, em especial, ao trabalho do “Velhas”, mostram como n&amp;oacute;s uma musicalidade divertida, repleta de duplo sentido, por causa da hipocrisia ainda existente na sociedade, que n&amp;atilde;o permite que se falem as coisas abertamente.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o as influ&amp;ecirc;ncias musicais mais marcantes no trabalho do “Cuelho”? 
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; A banda mineira Virna Lise e Zeca Baleiro exercem uma influ&amp;ecirc;ncia forte.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Voc&amp;ecirc; j&amp;aacute; pensou em unir no mesmo palco as duas bandas, Cuelho de Alice e A Banda das Velhas Virgens?
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Sim, temos a id&amp;eacute;ia de fazer o “Velhas Fest”, juntar as duas bandas e apresentar tamb&amp;eacute;m as bandas dos outros integrantes, como as do Delito e do Caio, numa mistura entre o metal, o chorinho e o partido alto, realizando um super ac&amp;uacute;stico.</description>
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  <pubDate>Sat, 02 Jun 2007 07:22:19 PDT</pubDate>
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  <title>Entrevista com Sergio Britto</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=651&amp;t=entrevistacomsergiobritto</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/sergio-britto_thumb.jpg' align='right' width='60'/>Na &amp;uacute;ltima sexta-feira, dia 11 de maio, antes de subir aos palcos do Sesc Santana, para apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da turn&amp;ecirc; de lan&amp;ccedil;amento de seu segundo CD, o cantor e compositor S&amp;eacute;rgio Britto recebeu-nos gentilmente nos camarins, concedendo-nos esta entrevista, onde discorre sobre sua carreira solo e sobre os rumos da m&amp;uacute;sica brasileira na atualidade.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Neste segundo trabalho solo, o CD “Eu sou 300”, como voc&amp;ecirc; analisa as diferen&amp;ccedil;as entre este &amp;aacute;lbum e o anterior?
&amp;lt;b&amp;gt;S&amp;eacute;rgio:&amp;lt;/b&amp;gt; Eu pensei melhor, refleti com mais calma sobre o que queria fazer. Na escolha do repert&amp;oacute;rio, eu procurei mesclar a brasilidade ao pop rock. Utilizei-me assim de v&amp;aacute;rios elementos, de v&amp;aacute;rias sonoridades, criando um vocabul&amp;aacute;rio pr&amp;oacute;prio. Diria que foi um passo mais coerente, mais bem dado.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Isso demonstra um grande trabalho de pesquisa, analisando-se os v&amp;aacute;rios matizes da m&amp;uacute;sica brasileira... Como se d&amp;aacute; o processo de composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o das can&amp;ccedil;&amp;otilde;es?
&amp;lt;b&amp;gt;S&amp;eacute;rgio:&amp;lt;/b&amp;gt; N&amp;atilde;o vejo como pesquisa... Na verdade, s&amp;atilde;o dados meus adquiridos ao longo da vida, de coisas que ouvi. Os roqueiros sempre tinham preconceito quanto a ouvir a m&amp;uacute;sica brasileira e ainda mais em utilizar dela elementos para seu trabalho, preconceito que nunca tive, sempre ouvi de tudo. O processo de composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o parte sempre da id&amp;eacute;ia de uma letra, um trecho musical, de uma can&amp;ccedil;&amp;atilde;o com determinado ritmo. Assim se torna um processo prazeroso, que n&amp;atilde;o entedia, como se fosse um hobby. Enquanto h&amp;aacute; m&amp;uacute;sicos que preferem ser int&amp;eacute;rpretes, eu sempre fui mais ligado &amp;agrave; composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Fale um pouco sobre o segundo CD.
&amp;lt;b&amp;gt;S&amp;eacute;rgio:&amp;lt;/b&amp;gt; Levei seis anos para fazer o segundo CD, foi um longo intervalo se comparado ao trabalho anterior, entretanto, gostaria de ter dado uma seq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia maior, conciliando com meu trabalho com os Tit&amp;atilde;s, mas foi bom, assim pude desenvolver com mais cuidado um vocabul&amp;aacute;rio pr&amp;oacute;prio.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quanto &amp;agrave; quest&amp;atilde;o de uma maior identidade musical neste novo trabalho... Fale um pouco sobre isso.
&amp;lt;b&amp;gt;S&amp;eacute;rgio:&amp;lt;/b&amp;gt; Todas as minhas composi&amp;ccedil;&amp;otilde;es sempre tiveram um parentesco com coisas que fa&amp;ccedil;o sozinho. Tem sempre um swing a mais, juntando v&amp;aacute;rios elementos. Mas antigamente n&amp;atilde;o era t&amp;atilde;o comum a mistura de rock com MPB e eletr&amp;ocirc;nico, no meu trabalho com os Tit&amp;atilde;s, isso s&amp;oacute; ficou bem claro no &amp;aacute;lbum “Q Blesq Blom”.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como voc&amp;ecirc; v&amp;ecirc; os rumos da m&amp;uacute;sica brasileira na atualidade?
&amp;lt;b&amp;gt;S&amp;eacute;rgio:&amp;lt;/b&amp;gt; O bom &amp;eacute; a diversidade, as pessoas est&amp;atilde;o menos preconceituosas. A m&amp;uacute;sica brasileira &amp;eacute; muito rica, h&amp;aacute; material em fartura. Tem pra todo mundo, todos os gostos e estilos, s&amp;oacute; o que falta &amp;eacute; a quebra da pirataria... 

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Aproveitando o gancho... O que voc&amp;ecirc; acha da pirataria?
&amp;lt;b&amp;gt;S&amp;eacute;rgio:&amp;lt;/b&amp;gt; &amp;Eacute; ruim, mas hoje n&amp;atilde;o se tem muito que fazer, ela deveria ter sido inibida no in&amp;iacute;cio... H&amp;aacute; uma onda na Internet muito legal, onde voc&amp;ecirc; pode adquirir m&amp;uacute;sica pagando um pre&amp;ccedil;o justo pelo download, s&amp;oacute; que este h&amp;aacute;bito ainda n&amp;atilde;o foi assimilado pelos brasileiros.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Analisando seu trabalho solo, percebe-se que as can&amp;ccedil;&amp;otilde;es s&amp;atilde;o mais densas, introspectivas, voc&amp;ecirc; deixou um pouco de lado a quest&amp;atilde;o t&amp;atilde;o marcadamente cr&amp;iacute;tica...
&amp;lt;b&amp;gt;S&amp;eacute;rgio:&amp;lt;/b&amp;gt; Tudo &amp;eacute; express&amp;atilde;o da individualidade. Num discurso &amp;aacute;cido, as coisas podem funcionar bem, o que n&amp;atilde;o significa que na fus&amp;atilde;o entre &amp;aacute;cido e suave isso n&amp;atilde;o ocorra... As duas coisas podem andar juntas e, como todos, eu tenho meus dois lados, o cr&amp;iacute;tico e o mais reflexivo e a jun&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre estes &amp;eacute; o que determina o meu estilo de comp&amp;ocirc;r.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; O que voc&amp;ecirc; gostaria de dizer ao seu p&amp;uacute;blico?
&amp;lt;b&amp;gt;S&amp;eacute;rgio:&amp;lt;/b&amp;gt; O que falta aos ouvintes de m&amp;uacute;sica, no meu ver, &amp;eacute; prestar aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao que escutam. As pessoas reclamam que n&amp;atilde;o surgem novidades, que tudo continua igual, entretanto, quando surgem trabalhos diferenciados as pessoas n&amp;atilde;o pesquisam, n&amp;atilde;o procuram conhecer... Acredito que falta a curiosidade.</description>
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  <pubDate>Wed, 16 May 2007 07:11:48 PDT</pubDate>
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  <title>A Banda das Velhas Virgens em xeque</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=615&amp;t=abandadasvelhasvirgensemxeque</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/velhasvirgens2_thumb.jpg' align='right' width='60'/>Momentos antes de subir ao palco, Paul&amp;atilde;o e banda concederam gentilmente entrevista a esta equipe onde, de maneira informal e descontra&amp;iacute;da, nos falam de sua carreira, dos planos futuros e do panorama atual da m&amp;uacute;sica, al&amp;eacute;m do lan&amp;ccedil;amento de seu s&amp;eacute;timo &amp;aacute;lbum.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Voc&amp;ecirc;s j&amp;aacute; completaram vinte anos de carreira. Analisando este momento, o que mudou desde o in&amp;iacute;cio na m&amp;uacute;sica e nas atitudes da banda?
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; H&amp;aacute; vinte anos &amp;eacute;ramos mais s&amp;eacute;rios, mas sempre falamos dos aspectos f&amp;iacute;sicos, carnais da vida. Buscamos ser “politicamente corretos”, mas percebemos que a vida real &amp;eacute; bem diferente da retratada pelas pessoas, ent&amp;atilde;o, continuamos irreverentes e brincamos bastante com esses conceitos, num equil&amp;iacute;brio entre n&amp;oacute;s e os “politicamente corretos”, pois onde h&amp;aacute; o certinho, tamb&amp;eacute;m deve existir seu contraponto.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; A banda sempre foi totalmente independente, underground... Entretanto, voc&amp;ecirc;s j&amp;aacute; lan&amp;ccedil;aram um &amp;aacute;lbum por conceituada gravadora...
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Sim, lan&amp;ccedil;amos o nosso segundo CD pela Velas. Na &amp;eacute;poca eles queriam lan&amp;ccedil;ar muitas bandas, criando um selo de rock dentro da gravadora, numa tentativa de inserir-se tamb&amp;eacute;m neste segmento. Entretanto, n&amp;atilde;o aconteceu nada e o selo n&amp;atilde;o decolou. Mas depois o relan&amp;ccedil;amos e este &amp;aacute;lbum conta com v&amp;aacute;rias participa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, entre elas, do Ultraje a Rigor e Rita Lee.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como voc&amp;ecirc;s v&amp;ecirc;em este momento de sua carreira?
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Estamos numa fase de retorno &amp;agrave;s origens, a nossa experi&amp;ecirc;ncia, de um ponto de vista, ficou mais presente neste novo trabalho, pois estamos elaborando mais algumas melodias, alguns timbres, sem a pretens&amp;atilde;o de inventar muito, de realizar grandes “passagens” musicais. Voltamos inclusive a trabalhar com o produtor de nossos dois primeiros discos, que nos deu toques preciosos, nos ensinou muitas coisas, nos mostrou que o importante &amp;eacute; passar o recado, a inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o e que o resto &amp;eacute; firula, totalmente dispens&amp;aacute;vel. Encerramos o processo de grava&amp;ccedil;&amp;atilde;o das can&amp;ccedil;&amp;otilde;es com as id&amp;eacute;ias bem definidas. Antes, utiliz&amp;aacute;vamos bases de rock sem muitos experimentos. Como tamb&amp;eacute;m sou baixista e o principal compositor da banda, o nosso trabalho sempre teve uma cara meio reta, direta, umas levadas toscas, sem finaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais precisa. Agora passei a bola para os outros m&amp;uacute;sicos e o trabalho cresceu em qualidade, vem com todo mundo rebatendo, discutindo e percebendo o que fica melhor. Al&amp;eacute;m disso, baixamos os custos de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o para vendermos mais barato, sem perder a qualidade. Os pr&amp;oacute;prios f&amp;atilde;s pediram que fiz&amp;eacute;ssemos este &amp;aacute;lbum utilizando o formato dos dois primeiros. Ent&amp;atilde;o, abusamos da brasilidade nas letras, com influ&amp;ecirc;ncias que v&amp;atilde;o at&amp;eacute; Bezerra da Silva e seu partido alto.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como foi o trabalho de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o do primeiro DVD?
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Foi tudo muito chorado, corrido pra fazer o DVD, juntar dinheiro para a edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, tudo. Gravamos na comemora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de nossos vinte anos de carreira e vamos colocar trechos de shows realizados em nossa trajet&amp;oacute;ria. Um que constar&amp;aacute; do DVD e que gostamos muito de fazer &amp;agrave; &amp;eacute;poca, foi em Salvador. Ser&amp;aacute; lan&amp;ccedil;ado at&amp;eacute; o meio do ano, j&amp;aacute; est&amp;aacute; todo pronto, &amp;eacute; s&amp;oacute; finalizar algumas pequenas coisas.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Voc&amp;ecirc;s est&amp;atilde;o sempre fazendo shows pelo Brasil. Quais s&amp;atilde;o os per&amp;iacute;odos em que trabalham mais?
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Bem, realmente estamos sempre trabalhando, mas na &amp;eacute;poca de Carnaval, percebemos que a agenda de shows dava uma deca&amp;iacute;da, s&amp;oacute; ating&amp;iacute;amos uma boa m&amp;eacute;dia a partir de mar&amp;ccedil;o, ent&amp;atilde;o, para solucionarmos o problema, colocamos marchinhas carnavalescas em nosso trabalho e inclusive lan&amp;ccedil;aremos em breve um Cd com esta proposta, como o “Carnavelhas”. A tem&amp;aacute;tica deste trabalho &amp;eacute; a cidade de S&amp;atilde;o Paulo, onde retratamos a vida de nossa cidade, que amamos, apesar de todos os problemas que apresenta, meio que como se fosse a mulher da gente (risos). Falamos ent&amp;atilde;o dos botecos, dos bairros e tudo o que acontece... Ele sair&amp;aacute; at&amp;eacute; outubro. Uma das faixas &amp;eacute; a “Turn&amp;ecirc; do Chopp”, que descreve as principais choperias de S&amp;atilde;o Paulo.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Qual &amp;eacute; a m&amp;eacute;dia de apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es anuais?
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Realizamos por volta de 100 shows, a m&amp;eacute;dia &amp;eacute; mais ou menos essa, por&amp;eacute;m, depende, &amp;eacute; meio relativo, pois havia &amp;eacute;pocas em que faz&amp;iacute;amos ensaios abertos e a&amp;iacute; a propor&amp;ccedil;&amp;atilde;o subia para 120 apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como voc&amp;ecirc;s analisam seu trabalho?
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; As pessoas acham que m&amp;uacute;sica deve ser filos&amp;oacute;fica, mas o fato &amp;eacute; que n&amp;atilde;o existem assuntos melhores, mais pertinentes aos seres humanos que as rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es entre homem/ mulher e sexo, assim, traduzimos isso de uma maneira que as pessoas entendem.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Voc&amp;ecirc;s tamb&amp;eacute;m realizam trabalhos em paralelo...
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Sim. Para o lan&amp;ccedil;amento de um novo modelo de autom&amp;oacute;vel da Nissan, n&amp;oacute;s criamos uma banda baseada nos anos 70, a The Uncles, que foi inventada s&amp;oacute; para promover o produto. Produzi o comercial, mas agora vou me afastar, visto que o projeto foi finalizado, mas foi t&amp;atilde;o legal criar uma banda s&amp;oacute; para isso e o trabalho foi t&amp;atilde;o bom que futuramente, podemos estudar esse lance de realizar um revival anos 70. Eu acho que as pessoas, assim como eu, n&amp;atilde;o devem sentir vergonha de trabalhar em coisas paralelas com o objetivo de buscar fundos para patrocinar seus sonhos e para se manter com dignidade, desde que voc&amp;ecirc; esteja trabalhando honestamente, mesmo que fora de sua linha ou &amp;aacute;rea de atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Recentemente, foi lan&amp;ccedil;ado um livro contando a hist&amp;oacute;ria da banda... Fale-nos um pouco sobre este trabalho.
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; A id&amp;eacute;ia foi do Cavalo. Sempre pensamos em fazer um manual pras pessoas n&amp;atilde;o trope&amp;ccedil;arem nos mesmos buracos pelos quais passamos e algumas das cr&amp;ocirc;nicas contidas no livro, s&amp;atilde;o de situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es que realmente ocorreram conosco.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; A vendagem de CDs, a quantas anda?
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Nestes vinte anos de carreira j&amp;aacute; estamos beirando as 200.000 c&amp;oacute;pias vendidas s&amp;oacute; na independ&amp;ecirc;ncia, no circuito underground.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como &amp;eacute; o processo de composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o das m&amp;uacute;sicas?
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Em geral, eu componho as can&amp;ccedil;&amp;otilde;es e assim, vou fazendo rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es entre a m&amp;uacute;sica popular e o nosso trabalho, traduzindo as influ&amp;ecirc;ncias para o rock e mesclando os v&amp;aacute;rios estilos.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o os planos futuros da banda?
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Nosso prop&amp;oacute;sito &amp;eacute; tocar onde d&amp;aacute;... Se rock &amp;eacute; visual, &amp;eacute; festa!

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Por falar em visual, voc&amp;ecirc; &amp;eacute; cuidadoso, cria todo um estilo para se apresentar...
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; O visual &amp;eacute; importante para o p&amp;uacute;blico.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Finalizando, fale-nos um pouco sobre a cena musical independente.
&amp;lt;b&amp;gt;Paul&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Os artistas independentes s&amp;atilde;o mais interessantes, tem mais qualidade que os da m&amp;iacute;dia porque trabalham pela paix&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o pelo H, para tocar o que est&amp;aacute; fazendo sucesso no momento e para cumprir protocolo de gravadora. O meio underground &amp;eacute; realmente bem mais criativo e interessante, entretanto a grande m&amp;iacute;dia e as gravadoras lan&amp;ccedil;am muita tranqueira no mercado apenas com o intuito de lucrar.</description>
  <guid>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=615&amp;t=abandadasvelhasvirgensemxeque</guid>
  <pubDate>Sat, 21 Apr 2007 07:47:06 PDT</pubDate>
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  <title>Montage na berlinda</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=613&amp;t=montagenaberlinda</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/montage_thumb.jpg' align='right' width='60'/>Momentos antes de sua apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a banda eletr&amp;ocirc;nica Montage, formada por Daniel Peixoto (voz e visual) e Leco Juc&amp;aacute; (groovebox e sintetizadores), concedeu entrevista a esta equipe, falando-nos um pouco sobre sua carreira e planos para o futuro.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o suas influ&amp;ecirc;ncias na m&amp;uacute;sica?
&amp;lt;b&amp;gt;Daniel:&amp;lt;/b&amp;gt; Nossas refer&amp;ecirc;ncias s&amp;atilde;o universais, n&amp;atilde;o regionais, apesar de sermos de Fortaleza. As pessoas acham que no nordeste s&amp;oacute; se ouve o regional, e n&amp;atilde;o &amp;eacute; bem assim. Acredito que seja meio que um preconceito. O Leco morava em Israel e j&amp;aacute; tinha tido outras bandas que n&amp;atilde;o passaram pelo nosso estilo. Mas as principais influ&amp;ecirc;ncias s&amp;atilde;o Nine Inch Nails, Daft Punk, The Stogges, Vive La F&amp;ecirc;te. Como estamos sempre tocando, surge da&amp;iacute; uma maturidade maior ao trabalho. Tamb&amp;eacute;m temos influ&amp;ecirc;ncia de sonoridades ouvidas durante nossa adolesc&amp;ecirc;ncia, passada entre fins dos anos 80 e in&amp;iacute;cio dos 90, como por exemplo, The Cure, embora n&amp;atilde;o estejam t&amp;atilde;o nitidamente expressas em nossas can&amp;ccedil;&amp;otilde;es.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como &amp;eacute; o processo de composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o das can&amp;ccedil;&amp;otilde;es?
&amp;lt;b&amp;gt;Daniel:&amp;lt;/b&amp;gt; As nossas m&amp;uacute;sicas s&amp;atilde;o compostas com a cad&amp;ecirc;ncia do rock.
&amp;lt;b&amp;gt;Leco:&amp;lt;/b&amp;gt; Quando componho, sai muita coisa totalmente sem reflex&amp;otilde;es ou regras. As melodias s&amp;atilde;o minhas e o Daniel coloca as letras, ali&amp;aacute;s, como j&amp;aacute; nos conhecemos bem, j&amp;aacute; componho coisas que se enquadrariam na voz dele, isso facilita bastante o processo.
&amp;lt;b&amp;gt;Daniel:&amp;lt;/b&amp;gt; A autoconfian&amp;ccedil;a de pegar uma melodia e criar uma letra que combine &amp;eacute; muito importante, mas, como o Leco j&amp;aacute; disse antes, s&amp;atilde;o dois anos tocando direto, sem parar, todos os finais de semana, da&amp;iacute; a afinidade se torna espont&amp;acirc;nea.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como voc&amp;ecirc;s analisam este momento da m&amp;uacute;sica eletr&amp;ocirc;nica?
&amp;lt;b&amp;gt;Daniel:&amp;lt;/b&amp;gt; De uns tr&amp;ecirc;s anos para c&amp;aacute;, houve grandes mudan&amp;ccedil;as e o disco punk, o eletrorock adquiriram um peso maior. O eletr&amp;ocirc;nico hoje &amp;eacute; parecido com o rock, tem muitos subg&amp;ecirc;neros. No cen&amp;aacute;rio que freq&amp;uuml;entamos a cena est&amp;aacute; aberta, e surgem varia&amp;ccedil;&amp;otilde;es como o house, o eletro, o minimal.
&amp;lt;b&amp;gt;Leco:&amp;lt;/b&amp;gt; Nestes &amp;uacute;ltimos tr&amp;ecirc;s anos, realmente, muita coisa aconteceu. Surgem a cada dia novos produtores e muitas bandas de rock passaram a assumir em seus trabalhos elementos extra&amp;iacute;dos do eletr&amp;ocirc;nico. 

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como &amp;eacute; o trabalho de pesquisa musical para compor?
&amp;lt;b&amp;gt;Daniel:&amp;lt;/b&amp;gt; Gostamos de ouvir m&amp;uacute;sica como apreciadores, mas n&amp;atilde;o pesquisamos novos estilos com a inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de inseri-los em nosso trabalho. J&amp;aacute; temos nosso jeito pr&amp;oacute;prio de criar e gostamos de traduzir em nossas can&amp;ccedil;&amp;otilde;es a nossa identidade.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Fale-nos um pouco sobre o novo CD.
&amp;lt;b&amp;gt;Daniel:&amp;lt;/b&amp;gt; Ele tem treze faixas, e foi gravado em tr&amp;ecirc;s &amp;eacute;pocas, com tr&amp;ecirc;s processos de composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o diferentes. A primeira fase foi gravada em Fortaleza, em 2005 e no ano passado, gravamos a segunda parte aqui, em S&amp;atilde;o Paulo. Ele mistura v&amp;aacute;rios elementos funk, trip rock, eletro, house. O t&amp;iacute;tulo &amp;eacute; “I trust my dealer” e ser&amp;aacute; lan&amp;ccedil;ado pelo selo Segundo Mundo, que j&amp;aacute; lan&amp;ccedil;ou v&amp;aacute;rias bandas de know how, entre elas o Pato Fu. Nosso produtor, inclusive, produziu os dois primeiros &amp;aacute;lbuns deles. Algumas m&amp;uacute;sicas foram mixadas, na terceira fase, h&amp;aacute; apenas dois meses e prevemos o lan&amp;ccedil;amento do CD para o final de maio.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quanto &amp;agrave; carreira, o que j&amp;aacute; est&amp;aacute; acontecendo de bom, de positivo?
&amp;lt;b&amp;gt;Daniel:&amp;lt;/b&amp;gt; Temos a sorte de tocar sempre em grandes festivais, o que nos proporciona boa divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o e um acelerado processo de forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de p&amp;uacute;blico. J&amp;aacute; participamos do Campari Rock, do Machine Festival e de muitos outros. Agora, em 4 de maio, estaremos no Festival M.A.D.A., na cidade de Natal. O que tamb&amp;eacute;m facilita nosso trabalho &amp;eacute; o nosso formato, visto que somos apenas dois e utilizamos pouca parafern&amp;aacute;lia. Cabemos em qualquer clube! Em julho, tocaremos na Europa, j&amp;aacute; temos alguns shows confirmados. Aqui, no Brasil, j&amp;aacute; tocamos em quase todas as grandes capitais, menos na regi&amp;atilde;o norte e no estado do Esp&amp;iacute;rito Santo.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Voc&amp;ecirc;s possuem uma can&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais irreverente...
&amp;lt;b&amp;gt;Daniel:&amp;lt;/b&amp;gt; Sim, &amp;eacute; parodiando o “mexe-bunda” (risos). &amp;Eacute; uma composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o cr&amp;iacute;tica, em forma de goza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A melodia &amp;eacute; na batida do funk carioca, com letra em Ingl&amp;ecirc;s (risos).</description>
  <guid>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=613&amp;t=montagenaberlinda</guid>
  <pubDate>Sat, 21 Apr 2007 06:55:02 PDT</pubDate>
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  <title>Digitaria em foco</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=611&amp;t=digitariaemfoco</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/digitaria2_thumb.jpg' align='right' width='60'/>Ap&amp;oacute;s bela apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a banda recebeu esta equipe nos camarins e de maneira leve e descontra&amp;iacute;da, contou-nos sobre sua trajet&amp;oacute;ria musical, os pr&amp;oacute;ximos passos de sua carreira e sobre o que pensam sobre a moderna m&amp;uacute;sica eletr&amp;ocirc;nica.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como surgiu a proposta de trabalho da banda pelo selo Gigolo Records, pelo fato de ser um selo de forte proje&amp;ccedil;&amp;atilde;o e representatividade no exterior?
&amp;lt;b&amp;gt;Digitaria:&amp;lt;/b&amp;gt; N&amp;oacute;s mandamos para eles um CD demo, entretanto j&amp;aacute; conhec&amp;iacute;amos o trabalho promovido pelo selo. Encontramos o DJ Hell, que &amp;eacute; o dono numa festa de produtores musicais na It&amp;aacute;lia. Dali a dois meses ele veio ao Brasil e j&amp;aacute; surgiu o convite, a partir da an&amp;aacute;lise do material que hav&amp;iacute;amos enviado.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Sobre a experi&amp;ecirc;ncia de dividir o palco com os Cardigans e Ira!... Como foi para voc&amp;ecirc;s?
&amp;lt;b&amp;gt;Digitaria:&amp;lt;/b&amp;gt; Isto ocorreu no Campari Rock e foi &amp;oacute;timo... Abrir o show para uma banda de levada pop como The Cardigans e depois realizar a transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o para Ira!, de vocais e guitarras mais agressivas foi bem diferente, desafiador, mas as energias se encontraram e deu tudo certo. Inclusive, o Edgar Scandurra faz parte do casting da mesma ag&amp;ecirc;ncia que a gente, a Smart Biz e agora estamos com a id&amp;eacute;ia de fazer m&amp;uacute;sicas em Portugu&amp;ecirc;s, e o Ira! &amp;eacute; forte influ&amp;ecirc;ncia neste trabalho. Al&amp;eacute;m disso, vamos tocar juntos novamente em breve, na cidade de Cuiab&amp;aacute;.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; E o trabalho com Arnaldo Batista... Como surgiu o convite?
&amp;lt;b&amp;gt;Digitaria:&amp;lt;/b&amp;gt; Rolou em 2001/2002 e &amp;eacute; uma grande viagem... J&amp;aacute; t&amp;iacute;nhamos uma amizade anterior com ele, e o fato de termos nosso pr&amp;oacute;prio est&amp;uacute;dio de grava&amp;ccedil;&amp;atilde;o em BH ajudou bastante. Ele estava no limbo desde o Disco Voador, &amp;aacute;lbum de 1984, sem compor novas can&amp;ccedil;&amp;otilde;es, vivendo em um s&amp;iacute;tio meio que afastado de tudo etc... Coincidiu que o John (Pato Fu) estava fazendo um disco dele, produzindo o single e da&amp;iacute; rolou a hist&amp;oacute;ria. Mas ele &amp;eacute; um grande artista e a quest&amp;atilde;o da liberdade total para fazer exatamente aquilo que ele queria foi determinante para que o projeto fosse adiante. Gravamos junto com ele em nosso est&amp;uacute;dio quatro can&amp;ccedil;&amp;otilde;es, das quais tr&amp;ecirc;s constam no disco, onde ele faz, entre outras coisas interessant&amp;iacute;ssimas, uma releitura de “Vai Garupa”, meio que parodiando Caetano Veloso. Foi um trabalho muito bom, gostoso de fazer.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quanto &amp;agrave; turn&amp;ecirc; de voc&amp;ecirc;s... Est&amp;atilde;o viajando muito?
&amp;lt;b&amp;gt;Digitaria:&amp;lt;/b&amp;gt; Estamos deixando as coisas acontecerem, mas temos tocado com freq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia boa por todo o Brasil e Europa e agora estamos com planos para excursionar pelo restante da Am&amp;eacute;rica do Sul, entretanto, j&amp;aacute; estamos pensando no segundo &amp;aacute;lbum e em chegar em outro ciclo de nossa carreira. Ultimamente, fizemos uma turn&amp;ecirc; de dois meses e meio na Alemanha, al&amp;eacute;m de termos tocado em grandes festivais, como Nokia Trends, Pop Rock, Creenfield etc...

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o as influ&amp;ecirc;ncias musicais ao trabalho da banda?
&amp;lt;b&amp;gt;Digitaria:&amp;lt;/b&amp;gt; Nada muito espec&amp;iacute;fico. Na verdade h&amp;aacute; uma mistura louca, ainda mais que somos em tr&amp;ecirc;s compositores, mas sempre projetamos uma vis&amp;atilde;o futurista a estas influ&amp;ecirc;ncias. Basicamente Beatles, Led Zeppelin, Nirvana, Sepultura e Depeche Mode.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o os planos futuros para a carreira?
&amp;lt;b&amp;gt;Digitaria:&amp;lt;/b&amp;gt; Finalizar e gravar nosso novo Cd, lan&amp;ccedil;ar os singles. O primeiro &amp;aacute;lbum foi feito muito na ra&amp;ccedil;a mesmo, pois n&amp;atilde;o t&amp;iacute;nhamos experi&amp;ecirc;ncia anterior na parte de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Mas voc&amp;ecirc;s j&amp;aacute; est&amp;atilde;o colhendo os primeiros frutos de tanto trabalho...
&amp;lt;b&amp;gt;Digitaria:&amp;lt;/b&amp;gt; Ah, sim... Estamos com interessantes parceiros para novos projetos como Marc Almond (Soft Cell) e Steve Strange (Visage).

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como voc&amp;ecirc;s analisam este momento da m&amp;uacute;sica eletr&amp;ocirc;nica?
&amp;lt;b&amp;gt;Digitaria:&amp;lt;/b&amp;gt; Est&amp;aacute; bem mais abrangente, h&amp;aacute; pessoas e grupos que fazem m&amp;uacute;sica mais comercial, para pista de dan&amp;ccedil;a, etc e h&amp;aacute; outros trabalhos mais experimentais, numa tentativa de renova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, de descoberta de novos caminhos. Hoje a m&amp;uacute;sica eletr&amp;ocirc;nica passa por v&amp;aacute;rios n&amp;iacute;veis, h&amp;aacute; a m&amp;uacute;sica de exporta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o minimal, o eletro, apresentando uma carga de express&amp;atilde;o art&amp;iacute;stica mais completa. Quanto mais se abre o pensamento hoje, conseguimos perceber coisas novas e de boa qualidade surgindo. Em BH a cena est&amp;aacute; bem grande e surgem novos produtores. Mas o que mais atrai &amp;eacute; a mistura de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o, tornando a m&amp;uacute;sica eletr&amp;ocirc;nica mais art&amp;iacute;stica, onde as pessoas podem experimentar e inventar sem preconceito e sem r&amp;oacute;tulo, sem ter algo pr&amp;eacute;-definido, deixando o segmento mais livre.</description>
  <guid>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=611&amp;t=digitariaemfoco</guid>
  <pubDate>Sat, 21 Apr 2007 06:30:59 PDT</pubDate>
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  <title>Entrevista com a banda Udora</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=609&amp;t=entrevistacomabandaudora</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/udora2_thumb.jpg' align='right' width='60'/>Nesta entrevista, o Udora fala sobre a sua nova fase e a redescoberta da brasilidade de forma leve e descontra&amp;iacute;da, ap&amp;oacute;s show realizado no Blackmore Rock Bar, localizado em Moema, regi&amp;atilde;o metropolitana de s&amp;atilde;o Paulo.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Analisem esta fase de seu trabalho.
&amp;lt;b&amp;gt;Udora:&amp;lt;/b&amp;gt; Moramos cinco anos nos EUA, em Los Angeles e estamos empolgados com nossa l&amp;iacute;ngua, passando por uma fase de transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, experimentando novos mecanismos numa tentativa de melhor comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e conex&amp;atilde;o com nosso p&amp;uacute;blico, visto que j&amp;aacute; realizamos nosso sonho de ir para o exterior e lan&amp;ccedil;armos l&amp;aacute; o nosso disco. Agora entendemos o desafio de cantar em Portugu&amp;ecirc;s.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como &amp;eacute; o processo de composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o das can&amp;ccedil;&amp;otilde;es?
&amp;lt;b&amp;gt;Udora:&amp;lt;/b&amp;gt; As can&amp;ccedil;&amp;otilde;es v&amp;atilde;o surgindo de acordo com os momentos. O Daniel comp&amp;ocirc;s v&amp;aacute;rias melodias e partes de letras, entretanto, todos trazem novas id&amp;eacute;ias.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais as influ&amp;ecirc;ncias da banda na m&amp;uacute;sica?
&amp;lt;b&amp;gt;Udora:&amp;lt;/b&amp;gt; A banda tem v&amp;aacute;rias fases e ficam expl&amp;iacute;citas em v&amp;aacute;rias can&amp;ccedil;&amp;otilde;es as influ&amp;ecirc;ncias do que ouvimos. Atualmente, estamos num momento meio punk, entretanto, nos influenciamos muito tamb&amp;eacute;m pela onda 80’s. The Clash, Police, Smiths, Joy Division, Queen e Beatles s&amp;atilde;o marcantes em nossa trajet&amp;oacute;ria.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como foi participar de uma das edi&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Rock In Rio?
&amp;lt;b&amp;gt;Udora:&amp;lt;/b&amp;gt; Ap&amp;oacute;s vencermos o concurso “Escalada do Rock”, participamos do Rock In Rio III abrindo shows para o Red Hot Chili Peppers e Silver Chair. Foi nossa primeira oportunidade de exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o em massa. Ainda &amp;eacute;ramos o Diesel e trocamos o nome da banda por causa da associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que faziam com a grife.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Sobre a quest&amp;atilde;o da mudan&amp;ccedil;a de nome da banda, que impacto isto provocou na carreira de voc&amp;ecirc;s?
&amp;lt;b&amp;gt;Udora:&amp;lt;/b&amp;gt; Como j&amp;aacute; t&amp;iacute;nhamos passado por outras bandas achamos natural, n&amp;atilde;o foi um bicho de sete cabe&amp;ccedil;as. Foi expont&amp;acirc;nea a escolha do novo nome, retrata essa readapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o pela qual passamos atualmente, de redescoberta de nossa brasilidade na m&amp;uacute;sica, a passagem “Good bye/ Al&amp;ocirc;”.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o os objetivos da banda nesta fase?
&amp;lt;b&amp;gt;Udora:&amp;lt;/b&amp;gt; Estamos com v&amp;aacute;rios objetivos, nos percebendo como uma nova banda, que surge com outra proposta. Nos sentimos motivados. O Daniel e o P. H. est&amp;atilde;o conosco h&amp;aacute; apenas seis meses e isso trouxe essa necessidade de renova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, redescoberta. Estamos empolgados neste reencontro com o p&amp;uacute;blico brasileiro e, em conseq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia, est&amp;atilde;o surgindo novas oportunidades. Ontem demos uma entrevista na MTV, hoje estivemos falando sobre nosso trabalho para o UOL, amanh&amp;atilde; participaremos do programa Combo Fala + Joga na Play TV, ent&amp;atilde;o, estamos trabalhando muito e divulgando bem o nosso trabalho.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o as expectativas de voc&amp;ecirc;s nesta nova fase?
&amp;lt;b&amp;gt;Udora:&amp;lt;/b&amp;gt; S&amp;atilde;o as melhores poss&amp;iacute;veis. Somos independentes, mas pretendemos formar parcerias, conseguir contrato com alguma gravadora, aumentar o contato com nossos f&amp;atilde;s e ampliar nosso leque de atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o, divulgando nosso trabalho, al&amp;eacute;m de tocar em v&amp;aacute;rios lugares, em festivais e grandes eventos. Nos &amp;uacute;ltimos tempos, tocamos com o Skank e vamos estar no Abril Pr&amp;oacute; Rock. As expectativas crescem cada vez mais como banda, como compositores, arranjadores e tamb&amp;eacute;m nosso senso est&amp;eacute;tico modificou-se, entretanto, ao afinco, a camaradagem e os alicerces s&amp;atilde;o sempre os mesmos. N&amp;atilde;o abrimos m&amp;atilde;o de nossa vida social e de mantermos os c&amp;iacute;rculos de amizade ativos.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Tracem um panorama geral da m&amp;uacute;sica hoje.
&amp;lt;b&amp;gt;Udora:&amp;lt;/b&amp;gt; Para os m&amp;uacute;sicos, o panorama se afigura nebuloso, n&amp;atilde;o vemos o lan&amp;ccedil;amento de novos discos e o futuro do mercado fonogr&amp;aacute;fico &amp;eacute; bem incerto. Tudo est&amp;aacute; meio perdido junto com as bandas e gravadoras que comandam a m&amp;iacute;dia, entretanto, o rock e a cena independente est&amp;atilde;o surgindo com mais for&amp;ccedil;a, dependendo mais da criatividade do que de qualquer outra coisa para a comercializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de seus trabalhos. Mundialmente o rock e a Internet est&amp;atilde;o auxiliando neste florescimento e, apesar de tudo, mantemos uma vis&amp;atilde;o otimista, acreditamos que tudo tende a melhorar no setor.</description>
  <guid>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=609&amp;t=entrevistacomabandaudora</guid>
  <pubDate>Sat, 21 Apr 2007 05:53:21 PDT</pubDate>
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  <title>Entrevista com a banda Nutshell</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=608&amp;t=entrevistacomabandanutshell</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/nutshell_thumb.jpg' align='right' width='60'/>Gentilmente recebida pela banda, a nossa equipe, em entrevista concedida momentos antes da apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, conheceu um pouco mais sobre a carreira e o trabalho musical destes simp&amp;aacute;ticos rapazes.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como foi realizar a abertura dos shows de uma das turn&amp;ecirc;s do Tihuana?
&amp;lt;b&amp;gt;Nutshell:&amp;lt;/b&amp;gt; Foi uma experi&amp;ecirc;ncia &amp;oacute;tima. Como gravamos e ensaiamos no mesmo est&amp;uacute;dio, acabou consolidando-se uma amizade e as duas bandas sempre acompanharam as carreiras uma da outra, estamos sempre em contato e da&amp;iacute;, surgiu o convite para dividirmos o palco em uma turn&amp;ecirc;, no trabalho do quinto &amp;aacute;lbum deles. Abrimos os shows de uma mini turn&amp;ecirc; de quatro apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es no Rio Grande do Sul.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quanto ao trabalho de composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o das can&amp;ccedil;&amp;otilde;es, em qu&amp;ecirc; voc&amp;ecirc;s se baseiam, quais s&amp;atilde;o os par&amp;acirc;metros utilizados no processo?
&amp;lt;b&amp;gt;Nutshell:&amp;lt;/b&amp;gt; O nosso trabalho de cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o ocorre de maneira totalmente espont&amp;acirc;nea. &amp;Agrave;s vezes, partimos de um riff de guitarra e da&amp;iacute; todos opinam em suas &amp;aacute;reas de atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o, buscamos a melodia dentro das id&amp;eacute;ias que surgem. A maioria das letras &amp;eacute; escrita no pr&amp;oacute;prio ensaio, gravamos a parte instrumental e ent&amp;atilde;o, quando a melodia pede uma letra mais elaborada, da&amp;iacute; todos participam compondo juntos, verificando o que necessita ser modificado, adicionando novos elementos etc...

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como voc&amp;ecirc;s se encontraram e decidiram formar a banda?
&amp;lt;b&amp;gt;Nutshell:&amp;lt;/b&amp;gt; Ensai&amp;aacute;vamos na garagem da casa da av&amp;oacute; do Renato, o guitarrista, e encontramos amigos em comum, com quem j&amp;aacute; t&amp;iacute;nhamos afinidades, inclusive musicais. O Daniel, nosso vocalista, surgiu na banda atrav&amp;eacute;s de um an&amp;uacute;ncio que veiculamos pela Internet.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o as principais influ&amp;ecirc;ncias musicais da banda?
&amp;lt;b&amp;gt;Nutshell:&amp;lt;/b&amp;gt; Nossa influ&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; pautada na sonoridade dos anos 90, nas bandas de Seattle. Atualmente estamos encontrando nossa pr&amp;oacute;pria identidade, ainda ficam vis&amp;iacute;veis algumas influ&amp;ecirc;ncias em nossa m&amp;uacute;sica, entretanto, buscamos trilhar nosso pr&amp;oacute;prio caminho.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como voc&amp;ecirc;s analisam este momento de sua carreira?
&amp;lt;b&amp;gt;Nutshell:&amp;lt;/b&amp;gt; como um tempo de aprendizado constante, no sentido de “saber onde pisamos” dentro da m&amp;uacute;sica independente, sem sair de nossas ra&amp;iacute;zes. Estamos lan&amp;ccedil;ando agora o nosso segundo CD, bem conscientes que, de alguma forma, estamos entrando e fazendo parte do cen&amp;aacute;rio do rock nacional, acreditando sempre no que fazemos, na nossa m&amp;uacute;sica.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; O que voc&amp;ecirc;s pensam sobre a cena musical brasileira na atualidade?
&amp;lt;b&amp;gt;Nutshell:&amp;lt;/b&amp;gt; Est&amp;aacute; esbo&amp;ccedil;ando mudan&amp;ccedil;as depois de ficar uns cinco anos estagnada. Est&amp;atilde;o surgindo bandas novas de grande qualidade, tudo depender&amp;aacute; da abertura de espa&amp;ccedil;o e proje&amp;ccedil;&amp;atilde;o concedidos pelas gravadoras que ditam as regras da m&amp;iacute;dia.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Qual o maior desejo da banda neste momento?
&amp;lt;b&amp;gt;Nutshell:&amp;lt;/b&amp;gt; Vivemos numa constante busca de p&amp;uacute;blico e gostar&amp;iacute;amos de levar o nosso som para o maior n&amp;uacute;mero de pessoas poss&amp;iacute;vel.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais foram os resultados j&amp;aacute; angariados pela banda neste tempo de trabalho?
&amp;lt;b&amp;gt;Nutshell:&amp;lt;/b&amp;gt; Lan&amp;ccedil;amos em fevereiro de 2006 o primeiro &amp;aacute;lbum “Entre o Bem e o Mal” por selo independente e a m&amp;uacute;sica “Resto” virou toque de celular da operadora Claro. No ano passado, foi selecionado pelo Duo Hits a faixa “A Sua Escolha”. A can&amp;ccedil;&amp;atilde;o “Algu&amp;eacute;m Vai Dizer” teve seu clipe bem divulgado no MTV Lab e atualmente, o Rick Bonadio, ap&amp;oacute;s conhecer nosso trabalho, vai lan&amp;ccedil;ar pela Universal/ Arsenal Music um Cd que re&amp;uacute;ne o trabalho de 14 bandas novas, incluindo o nosso, onde figurar&amp;aacute; a can&amp;ccedil;&amp;atilde;o “O Tempo”.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o os planos futuros da banda?
&amp;lt;b&amp;gt;Nutshell:&amp;lt;/b&amp;gt; Lan&amp;ccedil;ar em breve o clipe da m&amp;uacute;sica “O Tempo”, e lan&amp;ccedil;ar nosso Cd por alguma gravadora, para maior distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o no Brasil.</description>
  <guid>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=608&amp;t=entrevistacomabandanutshell</guid>
  <pubDate>Sat, 21 Apr 2007 05:47:23 PDT</pubDate>
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  <title>Entrevista com a banda Pleiades</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=607&amp;t=entrevistacomabandapleiades</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/pleiades_thumb.jpg' align='right' width='60'/>Em breve entrevista concedida ap&amp;oacute;s brilhante apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, estes simp&amp;aacute;ticos garotos demonstram ousadia e maturidade, apesar da pouca idade. Talentos&amp;iacute;ssimos e carism&amp;aacute;ticos, o grupo Pleiades fala sobre sua carreira e planos futuros.
  
&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como surgiu a id&amp;eacute;ia de formar a banda?
&amp;lt;b&amp;gt;Pleiades:&amp;lt;/b&amp;gt; Nos conhecemos na mesma escola de m&amp;uacute;sica e come&amp;ccedil;amos com um projeto para tocarmos em apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es. O Andr&amp;eacute; queria formar uma banda e o Francisco, pai dele e nosso empres&amp;aacute;rio, selecionou atrav&amp;eacute;s do Pr&amp;oacute; Music os melhores e mais jovens m&amp;uacute;sicos que se apresentaram neste festival.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como foi abrir grandes shows e trabalhar com bandas consagradas?
&amp;lt;b&amp;gt;Pleiades:&amp;lt;/b&amp;gt; Foi fant&amp;aacute;stico, pois al&amp;eacute;m de conhecer grandes artistas e &amp;iacute;dolos ao vivo, pudemos ver como eles s&amp;atilde;o, o que tamb&amp;eacute;m acabou abrindo espa&amp;ccedil;o para nossa carreira, mas foi para n&amp;oacute;s a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um sonho.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como &amp;eacute; o processo de composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o das can&amp;ccedil;&amp;otilde;es?
&amp;lt;b&amp;gt;Andr&amp;eacute;:&amp;lt;/b&amp;gt; Eu come&amp;ccedil;o fazendo as bases, os esbo&amp;ccedil;os num programa de computador. Ap&amp;oacute;s isso cada um trabalha individualmente suas partes e une ao conjunto, formando a can&amp;ccedil;&amp;atilde;o.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o as suas influ&amp;ecirc;ncias musicais?
&amp;lt;b&amp;gt;Pleiades:&amp;lt;/b&amp;gt; Archy Enemy, Metallica, Angra, Shaman, Iron Maiden, System of a Down e Rush.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o os projetos da banda para o futuro?
&amp;lt;b&amp;gt;Pleiades:&amp;lt;/b&amp;gt; Crescer musicalmente e passar a viver de nossa arte, de nossa m&amp;uacute;sica.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Falem sobre os rumos atuais da m&amp;uacute;sica.
&amp;lt;b&amp;gt;Pleiades:&amp;lt;/b&amp;gt; A m&amp;uacute;sica brasileira tem baixado muito o n&amp;iacute;vel, est&amp;aacute; se tornando estritamente comercial e a m&amp;iacute;dia influencia bastante. Atualmente, as bandas n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m liberdade para tocar o que gostam, tocam aquilo que vende. &amp;Eacute; o fim da picada! Para os m&amp;uacute;sicos, a qualidade musical se perde, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; mais em quem se espelhar.</description>
  <guid>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=607&amp;t=entrevistacomabandapleiades</guid>
  <pubDate>Sat, 21 Apr 2007 05:42:49 PDT</pubDate>
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  <title>Double You em xeque</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=568&amp;t=doubleyouemxeque</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/doubleyou_thumb.jpg' align='right' width='60'/>Momentos antes de sua apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o na Broadway, os simp&amp;aacute;ticos integrantes William Naraine e Franco Amato concederam entrevista a esta equipe, onde falam sobre sua carreira e a paix&amp;atilde;o pelo Brasil.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Esta n&amp;atilde;o &amp;eacute; a primeira vez que est&amp;atilde;o aqui, no Brasil...
&amp;lt;b&amp;gt;Double You:&amp;lt;/b&amp;gt; N&amp;atilde;o, j&amp;aacute; fizemos turn&amp;ecirc;s pelo Brasil em 1993, 1994, 1996, 1998, 2000, 2004, 2005 e 2006.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como foi participar desta edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Spirit of London?
&amp;lt;b&amp;gt;Double You:&amp;lt;/b&amp;gt; Foi maravilhoso, foi uma apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o que gostamos muito de fazer, com uma grande receptividade do p&amp;uacute;blico.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Voc&amp;ecirc;s j&amp;aacute; est&amp;atilde;o encerrando sua turn&amp;ecirc; aqui no Brasil com esta apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o?
&amp;lt;b&amp;gt;Double You:&amp;lt;/b&amp;gt; N&amp;atilde;o. Ainda vamos passar por Jundia&amp;iacute;, Campinas, Xavantes, Porto Alegre, Caxias do Sul, Bel&amp;eacute;m, Manaus e Macap&amp;aacute;. Vamos ficar em turn&amp;ecirc; no Brasil por tr&amp;ecirc;s meses e a expectativa &amp;eacute; ir para a It&amp;aacute;lia, entretanto n&amp;atilde;o sabemos se ainda haver&amp;aacute; algum outro grande evento aqui no Brasil, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; nada confirmado por enquanto.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; H&amp;aacute; a previs&amp;atilde;o para o lan&amp;ccedil;amento de um novo trabalho?
&amp;lt;b&amp;gt;Double You:&amp;lt;/b&amp;gt; Sim, estamos lan&amp;ccedil;ando nosso primeiro DVD ao vivo dentro de dois ou tr&amp;ecirc;s meses, acredito que em junho. No repert&amp;oacute;rio constar&amp;atilde;o os nossos maiores sucessos. Atualmente estamos trabalhando mais com DJs e singles e nossos f&amp;atilde;s questionam e at&amp;eacute; reclamam porque n&amp;atilde;o lan&amp;ccedil;amos algo novo. Ent&amp;atilde;o, se tudo correr bem, pretendemos lan&amp;ccedil;ar CD in&amp;eacute;dito em 2008.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como voc&amp;ecirc;s analisam este momento de suas carreiras?
&amp;lt;b&amp;gt;Double You:&amp;lt;/b&amp;gt; Estamos passando por uma fase extremamente produtiva. Uma nova m&amp;uacute;sica com a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do DJ Ross foi lan&amp;ccedil;ada ontem na It&amp;aacute;lia e aqui, no Brasil, acreditamos que come&amp;ccedil;ar&amp;aacute; a tocar em dois meses, ela se chama &amp;lt;i&amp;gt;“To The Beach”&amp;lt;/i&amp;gt;. A can&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;lt;i&amp;gt;“What Can I Do?”&amp;lt;/i&amp;gt; j&amp;aacute; come&amp;ccedil;ou a tocar aqui e est&amp;aacute; fazendo um relativo sucesso.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como &amp;eacute; o processo de composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de suas can&amp;ccedil;&amp;otilde;es?
&amp;lt;b&amp;gt;Double You:&amp;lt;/b&amp;gt; Ouvimos de tudo. As influ&amp;ecirc;ncias, por mais inacredit&amp;aacute;vel que isto possa parecer, n&amp;atilde;o v&amp;ecirc;m do nosso segmento musical. N&amp;atilde;o nos inspiramos na &amp;lt;i&amp;gt;dance music&amp;lt;/i&amp;gt; para compor, pois como este &amp;eacute; o nosso estilo, j&amp;aacute; traduzimos isso para o trabalho &amp;agrave; nossa maneira. Geralmente baseamo-nos no pop em geral, utilizamos tamb&amp;eacute;m algo do rock e muito do black 70’s, do soul. Tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; sempre bom ouvir m&amp;uacute;sicas diferentes e o que est&amp;aacute; tocando no nosso ramo de atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Isso &amp;eacute; muito importante, para n&amp;atilde;o corrermos o risco de “copiar” algu&amp;eacute;m, mesmo que inconscientemente. Todos t&amp;ecirc;m suas pr&amp;oacute;prias refer&amp;ecirc;ncias e a&amp;iacute;, as empregam juntamente com suas personalidades, do contr&amp;aacute;rio, vira c&amp;oacute;pia. N&amp;atilde;o queremos fazer m&amp;uacute;sica por fazer, fazemos o que gostamos, buscando nos divertir.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; O que gostam de ouvir na m&amp;uacute;sica brasileira?
&amp;lt;b&amp;gt;Double You:&amp;lt;/b&amp;gt; Admiro muito o trabalho de Tim Maia, conhe&amp;ccedil;o algumas coisas dele, me parece ter sido um &amp;oacute;timo cantor e compositor.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Que vis&amp;atilde;o voc&amp;ecirc;s t&amp;ecirc;m do Brasil?
&amp;lt;b&amp;gt;Double You:&amp;lt;/b&amp;gt; Gostamos particularmente do Brasil e do povo brasileiro, aqui nos sentimos em casa. O nosso p&amp;uacute;blico e os brasileiros, de modo geral, s&amp;atilde;o muito acolhedores, nos tratam e ao nosso trabalho com muito carinho e j&amp;aacute; fazem parte do nosso cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Adoramos a cultura brasileira e toda esta diversidade. </description>
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  <pubDate>Wed, 28 Mar 2007 06:29:59 PDT</pubDate>
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  <title>Entrevista com a banda Banz&amp;eacute;!</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=554&amp;t=entrevistacomabandabanze%21</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/banze2_thumb.jpg' align='right' width='60'/> “Domingo &amp;agrave; tarde, hor&amp;aacute;rio meio incomum para n&amp;oacute;s”, se desculpou sorrindo o guitarrista Thadeu Meneghini, do alto do palco. Tinha desejado boa noite por engano logo que come&amp;ccedil;ou o show. “Mas vale a pena!”, comentou j&amp;aacute; durante a entrevista. Para o frontman da banda Banz&amp;eacute;!, al&amp;eacute;m de estar ali contribuindo para o evento (era o Dia do Voluntariado em Osasco), o show servia para divulgar o trabalho da banda, em franca ascens&amp;atilde;o depois do pr&amp;ecirc;mio MTV de clipe independente. “N&amp;atilde;o sabemos direito quem &amp;eacute; nosso p&amp;uacute;blico, ent&amp;atilde;o todo show pode valer a pena”. F&amp;atilde;s do rock paulista - em especial Ira! - o power trio j&amp;aacute; n&amp;atilde;o t&amp;atilde;o alternativo falou com o pessoal do Music&amp;atilde;o sobre o primeiro disco, a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do &amp;iacute;dolo Nasi (e a correria para conseguir isso), al&amp;eacute;m de planos para o futuro. Banz&amp;eacute;!


&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o&amp;lt;/b&amp;gt;: Como funciona o trabalho de cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o na banda? 
&amp;lt;i&amp;gt;Thadeu Meneghini&amp;lt;/i&amp;gt;: Para esse &amp;aacute;lbum especificamente, quase todas as m&amp;uacute;sicas compostas s&amp;atilde;o minhas. Tem uma feita em parceria com o Willy (baixista) e outra em que a letra foi feita com o Adalberto Rabelo, da banda Numismata. Em geral eu fazia as m&amp;uacute;sicas sozinho, em casa, e levava para o resto da banda. A partir da&amp;iacute; cada um ia botando suas id&amp;eacute;ias para o arranjo.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o&amp;lt;/b&amp;gt;: A produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse primeiro disco ficou por conta de quem?
&amp;lt;i&amp;gt;Thadeu&amp;lt;/i&amp;gt;: Foi o Alexandre Fontanetti. Chegamos meio verdes no est&amp;uacute;dio, n&amp;atilde;o tinhamos muita experi&amp;ecirc;ncia nisso, e ele abriu nossa cabe&amp;ccedil;a. Especialmente na hora de achar timbres de guitarra, baixo, sons que gostar&amp;iacute;amos de incorporar nas m&amp;uacute;sicas.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o&amp;lt;/b&amp;gt;: Influ&amp;ecirc;ncias, quais foram enquanto gravavam?
&amp;lt;i&amp;gt;Thadeu&amp;lt;/i&amp;gt;: Durante a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o do disco eu estava escutando bastante coisa dos anos 60 e 80. The Who, Small Faces, Beatles, The Jam, Ocean Color Scene... de nacional escutei bastante Tit&amp;atilde;s, Ira!. E muitas coisas que resgatassem a sonoridade dos anos 60.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o&amp;lt;/b&amp;gt;: Nasi, do Ira!, fez uma participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o especial em uma das m&amp;uacute;sicas...
&amp;lt;i&amp;gt;Thadeu&amp;lt;/i&amp;gt;: Eu vou a shows dele desde que tinha 11 anos. Sempre gostei e admirei muito o som dele, do Ira!. Quando a nossa banda j&amp;aacute; estava tocando por a&amp;iacute;, acabamos nos encontrando na estrada, uma coisa natural. Chegamos a fazer show com outra banda em que ele participa, a Relesp&amp;uacute;blica. Logo que come&amp;ccedil;amos a gravar resolvemos ent&amp;atilde;o ir na cara de pau e perguntar (risos). Ele aceitou na hora. O problema mesmo foi achar um hor&amp;aacute;rio dispon&amp;iacute;vel. Ele estava sempre ocupado com alguma coisa. Um dia ele me ligou e falou que no dia seguinte tinha um tempo livre. Foi uma correria. Passei na casa dele na manh&amp;atilde; seguinte, ele me atendeu meio dormindo, com aquela voz bem grossa...(mais risos). A gente n&amp;atilde;o tinha id&amp;eacute;ia do que ele ia gravar, ent&amp;atilde;o pr&amp;ocirc;pus uma participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em “Sou melhor que voc&amp;ecirc;”. Ficamos escutando a m&amp;uacute;sica o tempo todo no carro, at&amp;eacute; chegarmos no est&amp;uacute;dio. Em 40 minutos ele terminou de gravar a parte dele. Macaco velho j&amp;aacute;.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o&amp;lt;/b&amp;gt;: O Marcelo Effori (baterista) s&amp;oacute; entrou na banda depois - ele n&amp;atilde;o aparece aparece no clipe ou no encarte do disco-. Como acontceu isso?
 &amp;lt;i&amp;gt;Willy&amp;lt;/i&amp;gt;: Nosso primeiro baterista, Rodrigo Falc&amp;atilde;o, saiu da banda para ir viajar. E no in&amp;iacute;cio da grava&amp;ccedil;&amp;atilde;o do disco ficamos sem baterista... 
&amp;lt;i&amp;gt;Marcelo&amp;lt;/i&amp;gt;: Eu j&amp;aacute; queria entrar antes, ficava falando “eu, eu, eu”... (risos). Encontrei o Thadeu no pr&amp;ecirc;mio Tim e falei que estava dispon&amp;iacute;vel. Eles me deram uma demo, com uma bateria eletr&amp;ocirc;nica gravada, escutei, e depois fui para o est&amp;uacute;dio com eles, j&amp;aacute; como membro oficial da banda.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o&amp;lt;/b&amp;gt;: E daqui para frente, quais os planos?
&amp;lt;i&amp;gt;Thadeu&amp;lt;/i&amp;gt;: Eu gostaria mesmo de  gravar um clipe novo. Da m&amp;uacute;sica “Melhor que voc&amp;ecirc;”, especialmente. E temos shows j&amp;aacute; agendados. Dia 23 no Outs (S&amp;atilde;o paulo) e 24 no Borracharia (Sorocaba). Em abril, dia 14, vamos fazer um show com o Hateen, no Centro Cultural de S&amp;atilde;o Paulo.</description>
  <guid>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=554&amp;t=entrevistacomabandabanze%21</guid>
  <pubDate>Tue, 20 Mar 2007 09:38:41 PDT</pubDate>
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  <title>Punk rock na berlinda: Supla</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=549&amp;t=punkrocknaberlinda%3Asupla</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/supla1_thumb.jpg' align='right' width='60'/>O cantor Supla concedeu a esta equipe entrevista onde fala sobre sua carreira, seus planos futuros e os rumos da m&amp;uacute;sica brasileira na atualidade. Atrav&amp;eacute;s desta entrevista, o leitor conhecer&amp;aacute; um pouco mais sobre o trabalho e as impress&amp;otilde;es deste carism&amp;aacute;tico int&amp;eacute;rprete.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como voc&amp;ecirc; sente este momento de sua carreira?
&amp;lt;b&amp;gt;Supla:&amp;lt;/b&amp;gt; Est&amp;aacute; sendo uma fase excelente, muito produtiva, j&amp;aacute; aconteceram coisas muito boas em decorr&amp;ecirc;ncia do &amp;aacute;lbum “Arrasa Bi” e ainda h&amp;aacute; muito mais por vir, mas por ora, n&amp;atilde;o posso adiantar muita coisa. Atualmente, estou trabalhando no meu pr&amp;oacute;ximo CD, baseado em impress&amp;otilde;es surgidas na “Rockers”, uma exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Bob Grueger, fot&amp;oacute;grafo pessoal de John Lennon, onde estavam expostas mais de 300 fotos de momentos do punk rock. Assim, j&amp;aacute; iniciamos a divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o da can&amp;ccedil;&amp;atilde;o de trabalho deste novo disco e a grava&amp;ccedil;&amp;atilde;o do v&amp;iacute;deo clipe correspondente. Pretendo tamb&amp;eacute;m retomar em breve o projeto “Bossa Furiosa”, mesclando rock e bossa nova.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Fale um pouco sobre alguns “bord&amp;otilde;es” que voc&amp;ecirc; utilizou e que causaram sensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o durante um certo tempo, por exemplo “Papito”, “Del&amp;iacute;cia”... Como surge a id&amp;eacute;ia para o uso destas “linguagens”?
&amp;lt;b&amp;gt;Supla:&amp;lt;/b&amp;gt; “Papito” &amp;eacute; uma g&amp;iacute;ria porto-riquenha que aprendi com amigos nativos, quando morava em Nova York. Da&amp;iacute; o Marcos Mion acabou meio que imitando na &amp;eacute;poca e virou moda. J&amp;aacute; “Del&amp;iacute;cia”, que aproveitei no trabalho do “Arrasa Bi”, foi extra&amp;iacute;do de um amigo policial. 

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o suas impress&amp;otilde;es sobre o “Arrasa Bi”?
&amp;lt;b&amp;gt;Supla:&amp;lt;/b&amp;gt; Na verdade, eu n&amp;atilde;o o considero como muito original, &amp;eacute; um disco de rock normal, a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o surge apenas nas letras, por isso, no pr&amp;oacute;ximo CD, j&amp;aacute; vou mesclar outros estilos, procurar novas sonoridades. Uma das m&amp;uacute;sicas, a “Chatolog”, vai falar justamente sobre isso, a falta de inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a repeti&amp;ccedil;&amp;atilde;o de velhas f&amp;oacute;rmulas mesmo com o surgimento de tanta tecnologia.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como &amp;eacute; o processo de composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de suas can&amp;ccedil;&amp;otilde;es? Como surgem, por exemplo, as id&amp;eacute;ias, os arranjos para can&amp;ccedil;&amp;otilde;es como “Eu S&amp;oacute; Quero Comer Voc&amp;ecirc;” e “Arrasa Bi”? Como &amp;eacute; feita esta pesquisa?
&amp;lt;b&amp;gt;Supla:&amp;lt;/b&amp;gt; A can&amp;ccedil;&amp;atilde;o “Eu S&amp;oacute; Quero Comer Voc&amp;ecirc;” na verdade foi influenciada por uma banda novaiorquina formada por amigos meus. J&amp;aacute; a “Arrasa Bi”, como eu gosto muito da noite, de circular e conhecer pessoas, observando, fazendo contato com v&amp;aacute;rios tipos, que utilizam diferentes linguagens, me chamou a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o esse quase “dialeto” criado pelo p&amp;uacute;blico gay, que &amp;eacute; muito diferente, curioso e por vezes engra&amp;ccedil;ado. Ent&amp;atilde;o pensei em fazer uma can&amp;ccedil;&amp;atilde;o usando tudo isso, trazendo para uma sonoridade bem “invocada”.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como voc&amp;ecirc; analisa a fus&amp;atilde;o entre o antigo e o novo? A quest&amp;atilde;o de tocar com o Jerry Adriani, qual o significado que tem para voc&amp;ecirc;?
&amp;lt;b&amp;gt;Supla:&amp;lt;/b&amp;gt; Eu n&amp;atilde;o acho que confrontar, por exemplo, traga algo novo. Muitas bandas que est&amp;atilde;o fazendo sucesso no momento, n&amp;atilde;o sabem fazer can&amp;ccedil;&amp;otilde;es que levem &amp;agrave; reflex&amp;atilde;o, s&amp;oacute; cantam m&amp;uacute;sicas rom&amp;acirc;nticas ou que falem de problemas ligados ao amor o tempo inteiro. N&amp;atilde;o que falar de amor n&amp;atilde;o seja bom, mas &amp;eacute; importante arriscar, experimentar coisas novas, ousar, n&amp;atilde;o ficar preso a um &amp;uacute;nico estilo. Quanto a tocar com o Jerry, foi uma id&amp;eacute;ia &amp;oacute;tima, pois eu admiro muito o seu trabalho, pois nestes 42 anos de carreira nunca parou de fazer m&amp;uacute;sica. Ent&amp;atilde;o pra mim &amp;eacute; importante a fus&amp;atilde;o do antigo com o novo, quando ela realmente ocorre, porque o que se d&amp;aacute;, na maioria dos casos, &amp;eacute; a revisitagem de cl&amp;aacute;ssicos, m&amp;uacute;sicas atuais rec&amp;eacute;m-lan&amp;ccedil;adas copiando a melodia de astros do passado. Para mim, isto &amp;eacute; at&amp;eacute; legal, mas n&amp;atilde;o traz nada de novo. Quando gravei o &amp;aacute;lbum “Bossa Furiosa”, foi uma grande novidade em Nova York, mesmo n&amp;atilde;o tendo havido uma mescla assim t&amp;atilde;o grande. Todos diziam que era loucura, que n&amp;atilde;o daria certo... Hoje h&amp;aacute; bandas locais copiando a id&amp;eacute;ia.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Voc&amp;ecirc; &amp;eacute; bastante vaidoso, cuida muito de sua apar&amp;ecirc;ncia... Como escolhe suas roupas?
&amp;lt;b&amp;gt;Supla:&amp;lt;/b&amp;gt; Bem, como voc&amp;ecirc; percebeu, eu j&amp;aacute; cheguei vestido com esta roupa, uma esp&amp;eacute;cie de terno chin&amp;ecirc;s. Eu ando assim no dia a dia, n&amp;atilde;o &amp;eacute; roupa s&amp;oacute; para fazer show como muitos pensam, compro e visto aquilo que me agrada e uso normalmente. Vou entrar no palco daqui a pouco e fazer o show com estes trajes. Essa &amp;eacute; realmente a minha forma de vestir, que traduz um pouco de minha personalidade.</description>
  <guid>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=549&amp;t=punkrocknaberlinda%3Asupla</guid>
  <pubDate>Wed, 14 Mar 2007 06:09:52 PDT</pubDate>
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  <title>Jerry Adriani em par&amp;ecirc;nteses</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=548&amp;t=jerryadrianiemparenteses</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/jerry-adriani_thumb.jpg' align='right' width='60'/>Jerry Adriani atrav&amp;eacute;s desta entrevista nos fala um pouco sobre sua carreira e realiza importantes considera&amp;ccedil;&amp;otilde;es sobre os atuais rumos da m&amp;uacute;sica.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como surgiu o convite e como est&amp;aacute; sendo dividir os palcos com o Supla?
&amp;lt;b&amp;gt;Jerry:&amp;lt;/b&amp;gt; Eu conhe&amp;ccedil;o os organizadores de eventos do SESC, que no momento, &amp;eacute; um dos maiores ve&amp;iacute;culos de divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o da m&amp;uacute;sica popular do pa&amp;iacute;s. Ent&amp;atilde;o, recebi o convite por um dos organizadores do evento e adorei a id&amp;eacute;ia. O Supla &amp;eacute; um rapaz aut&amp;ecirc;ntico, uma pessoa muito agrad&amp;aacute;vel, nos d&amp;aacute; prazer trabalhar com ele, al&amp;eacute;m disso, &amp;eacute; importante essa integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A oportunidade de cantar com outros int&amp;eacute;rpretes, de outros estilos, para um p&amp;uacute;blico igualmente diferenciado &amp;eacute; realmente uma experi&amp;ecirc;ncia muito positiva. 

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Trace um breve paralelo entre a atualidade e sua &amp;eacute;poca na m&amp;uacute;sica.
&amp;lt;b&amp;gt;Jerry:&amp;lt;/b&amp;gt; A coisa &amp;eacute; a seguinte: o mundo se modificou. Eu vivi a &amp;eacute;poca do rock n’roll, a Jovem Guarda veio na continuidade deste movimento e hoje, com a Internet e as novas tecnologias o acesso &amp;agrave; m&amp;uacute;sica, &amp;agrave; cultura e &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ficou bem mais f&amp;aacute;cil. Hoje n&amp;oacute;s descobrimos grandes coisas atrav&amp;eacute;s da Internet, acredito que muito em breve ela poder&amp;aacute; substituir totalmente outros ve&amp;iacute;culos de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o ainda em voga.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o suas influ&amp;ecirc;ncias na m&amp;uacute;sica?
&amp;lt;b&amp;gt;Jerry:&amp;lt;/b&amp;gt; Elvis, que foi um &amp;iacute;cone na m&amp;uacute;sica, Ray Charles, Roy Orbison, que tem muito a ver com meu estilo, meu timbre.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Voc&amp;ecirc;, na verdade, “descobriu” Raul para a grande m&amp;iacute;dia, para a regi&amp;atilde;o sudeste do pa&amp;iacute;s, sendo de autoria dela um de seus maiores sucessos, a can&amp;ccedil;&amp;atilde;o “Doce, Doce Amor”. Como foi a sua rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o de trabalho com ele?
&amp;lt;b&amp;gt;Jerry:&amp;lt;/b&amp;gt; Bem... Raul tinha uma singularidade impressionante. Conseguia comunicar-se de uma forma totalmente &amp;iacute;mpar, desde o pedreiro at&amp;eacute; o catedr&amp;aacute;tico, da classe menos favorecida &amp;agrave; burguesia, ouviam e ainda ouvem, igualmente, suas can&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Nos conhecemos quando ele me acompanhou, por acaso, num show. &amp;Iacute;amos fazer uma apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, nossa banda teve problemas para chegar no local a tempo e ent&amp;atilde;o substitu&amp;iacute;mos pelo “Raulzito e os Panteras”. Da&amp;iacute; iniciou-se n&amp;atilde;o s&amp;oacute; uma fant&amp;aacute;stica rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o de trabalho, como tamb&amp;eacute;m uma rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o de amizade pessoal mesmo, tanto que me tornei seu compadre, apadrinhando uma de suas filhas, a Simone. Musicalmente falando, ele era fant&amp;aacute;stico, porque nunca fazia uma coisa duas vezes e falava tudo o que os outros diziam de outra maneira, numa vis&amp;atilde;o totalmente sua. Ele tinha na &amp;eacute;poca um grande livro, onde anotava ali v&amp;aacute;rios pensamentos, ele tinha uma maneira totalmente inovadora de ver o mundo e as coisas, era um pensador e quando se uniu a Paulo Coelho, cada qual contribuiu de maneira decisiva no trabalho do outro, como elementos complementares. Mas a experi&amp;ecirc;ncia de t&amp;ecirc;-lo como amigo e trabalhar com ele foi inportant&amp;iacute;ssima, &amp;uacute;nica, maravilhosa.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Voc&amp;ecirc; iniciou sua carreira cantando em italiano, enveredou pelo rock e posteriormente retomou o repert&amp;oacute;rio italiano gravando, inclusive, can&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Renato Russo. Fale um pouco sobre esta multiplicidade de estilos.
&amp;lt;b&amp;gt;Jerry:&amp;lt;/b&amp;gt; A m&amp;uacute;sica italiana est&amp;aacute; ligada &amp;agrave; minha vida, meus av&amp;oacute;s eram italianos calabreses e sempre fui criado muito pr&amp;oacute;ximo a eles, &amp;agrave; minha av&amp;oacute;. Sempre cantei em italiano, esse estilo sempre me acompanhou, mesmo na &amp;eacute;poca da Jovem Guarda. J&amp;aacute; o lance das can&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Renato Russo foi diferente. Ele gravou um disco s&amp;oacute; com can&amp;ccedil;&amp;otilde;es em italiano, conheci este trabalho, achei fant&amp;aacute;stico e da&amp;iacute; surgiu o interesse em transpor para o italiano as can&amp;ccedil;&amp;otilde;es que ele cantava em portugu&amp;ecirc;s. Fizemos as vers&amp;otilde;es e o curioso &amp;eacute; que ele jamais as cantou, pois este &amp;aacute;lbum, o “Angra”, foi produzido justamente na &amp;eacute;poca em que ele j&amp;aacute; estava doente. Ele faleceu antes do &amp;aacute;lbum ser lan&amp;ccedil;ado.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; No que est&amp;aacute; mais empenhado neste momento de sua carreira?
&amp;lt;b&amp;gt;Jerry:&amp;lt;/b&amp;gt; Agora estamos escrevendo a minha biografia, mas esta empreitada ainda est&amp;aacute; bem no come&amp;ccedil;o, ainda recolhendo material, revisando os primeiros esbo&amp;ccedil;os e rascunhos etc. E tamb&amp;eacute;m estamos trabalhando com a divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o do DVD, que ser&amp;aacute; lan&amp;ccedil;ado em breve.</description>
  <guid>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=548&amp;t=jerryadrianiemparenteses</guid>
  <pubDate>Tue, 13 Mar 2007 19:51:39 PDT</pubDate>
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  <title>Vega em foco</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=547&amp;t=vegaemfoco</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/vega2_thumb.jpg' align='right' width='60'/>Por meio desta entrevista, a banda Vega discorre sobre aspectos relevantes de sua carreira, mostrando-nos uma vis&amp;atilde;o global sobre assuntos que v&amp;atilde;o desde sua musicalidade at&amp;eacute; considera&amp;ccedil;&amp;otilde;es sobre o cen&amp;aacute;rio musical brasileiro.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Al&amp;eacute;m de excelente int&amp;eacute;rprete, voc&amp;ecirc; assina as letras de grande parte das can&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Como se d&amp;aacute; o processo de composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o?
&amp;lt;b&amp;gt;Cl&amp;aacute;udia:&amp;lt;/b&amp;gt; Depende muito do sentimento, do que est&amp;aacute; ocorrendo ao redor, s&amp;atilde;o na verdade pensamentos, meio que autobiogr&amp;aacute;ficos, momentos pessoais. Escrevo sobre o que est&amp;aacute; dentro de mim e as pessoas se identificam muito com as letras, pois elas retratam a realidade cotidiana, as lutas, a quest&amp;atilde;o de perseverar, n&amp;atilde;o desistir do que realmente importa, em resumo, elas transmitem a esperan&amp;ccedil;a que deve estar dentro de cada um de n&amp;oacute;s.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o suas influ&amp;ecirc;ncias musicais?
&amp;lt;b&amp;gt;Cl&amp;aacute;udia:&amp;lt;/b&amp;gt; O Mingau t&amp;ecirc;m suas ra&amp;iacute;zes no punk e no metal, minhas influ&amp;ecirc;ncias remontam &amp;agrave; MPB e o Caio, no blues. &amp;Eacute; muito bom, pois todos mant&amp;ecirc;m suas identidades musicais em separado e a jun&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tudo &amp;eacute; o que torna o Vega o que ele &amp;eacute;. Esse respeito &amp;agrave;s influ&amp;ecirc;ncias de cada um e a abertura &amp;agrave;s contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es de cada integrante &amp;eacute; fundamental ao bom andamento de nosso trabalho.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Nos fale um pouco sobre este trabalho, o CD “Flores no Deserto”.
&amp;lt;b&amp;gt;Mingau:&amp;lt;/b&amp;gt; O Cd na verdade foi composto antes de realizarmos qualquer show. Acabamos de grav&amp;aacute;-lo e claro, surgiram algumas d&amp;uacute;vidas, mas at&amp;eacute; agora, este foi um casamento que deu super certo.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como voc&amp;ecirc;s reagem a este grande n&amp;uacute;mero de f&amp;atilde;s que conquistaram em um espa&amp;ccedil;o de tempo relativamente curto e que lotaram hoje o CCSP, cantando junto e fazendo esta fila hom&amp;eacute;rica pra conseguir aut&amp;oacute;grafos?
&amp;lt;b&amp;gt;Cl&amp;aacute;udia:&amp;lt;/b&amp;gt; Foi muito agrad&amp;aacute;vel e uma grande surpresa para n&amp;oacute;s, pois n&amp;atilde;o fizemos uma divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o muito maci&amp;ccedil;a desta apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, s&amp;oacute; comparecemos no in&amp;iacute;cio da semana num programa da r&amp;aacute;dio Nova Brasil FM e postamos no e-mail do f&amp;atilde; clube. Mas foi &amp;oacute;timo ver todo esse calor humano, ao temos muitos agradecimentos a fazer a todos aqueles que vieram e estiveram aqui conosco hoje, fazendo deste um momento &amp;uacute;nico em nossas vidas e em nossa carreira.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Voc&amp;ecirc;s passaram um tempinho sem gravar... Como est&amp;aacute; sendo esse retorno e as expectativas para o lan&amp;ccedil;amento de um novo trabalho? 
&amp;lt;b&amp;gt;Mingau:&amp;lt;/b&amp;gt; Bem, &amp;eacute; natural que tenham ocorrido alguns pequenos, n&amp;atilde;o diria erros, mas coisas que ficaram sem uma complementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o maior no primeiro CD, que foi gravado &amp;agrave;s pressas, por imposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de nosso selo anterior, que conheceu o nosso trabalho e rapidamente quis lan&amp;ccedil;ar algo. Agora, depois de quase dois anos sem tocarmos juntos, cada qual trabalhando em seus projetos individuais, veio &amp;agrave; mente fazer um novo disco, mais maduro, com mais tempo. O processo de cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o deste novo CD durou cerca de um ano de muito trabalho e pesquisa, para realizar uma obra mais direta e coerente com a nossa proposta. N&amp;atilde;o adianta lan&amp;ccedil;ar &amp;aacute;lbuns por lan&amp;ccedil;ar, mesmo porque agora estamos numa fase diferente, em outro n&amp;iacute;vel. Eu diria que o trabalho da banda amadureceu bastante, as fases de adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o iniciais deram lugar &amp;agrave; coer&amp;ecirc;ncia, &amp;agrave; criatividade de fazer can&amp;ccedil;&amp;otilde;es mais t&amp;eacute;cnicas, mais rebuscadas, coisa que n&amp;atilde;o tivemos tempo pra realizar no primeiro CD.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como &amp;eacute; o relacionamento entre voc&amp;ecirc;s? 
&amp;lt;b&amp;gt;Cl&amp;aacute;udia:&amp;lt;/b&amp;gt; O melhor poss&amp;iacute;vel. N&amp;oacute;s somos uma grande fam&amp;iacute;lia, sem neuras ou estresses, onde como j&amp;aacute; mencionado antes, todos t&amp;ecirc;m seu espa&amp;ccedil;o para expor suas id&amp;eacute;ias e ofertar aos demais sua contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o, procuramos ser o mais perfeccionistas poss&amp;iacute;vel em respeito &amp;agrave; nossa arte e ao nosso p&amp;uacute;blico, mas sem pedantismo ou chatea&amp;ccedil;&amp;otilde;es desnecess&amp;aacute;rias. Somos muito felizes tocando juntos.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como voc&amp;ecirc;s se conheceram? 
&amp;lt;b&amp;gt;Mingau:&amp;lt;/b&amp;gt; Em 1994, eu estava tocando com os Inocentes e em paralelo fazendo um trabalho no heavy metal, da&amp;iacute;, conheci o Marcos numa loja de instrumentos musicais, a Rock Beat. Da&amp;iacute; a id&amp;eacute;ia de fazermos algo juntos surgiu, pois era uma proposta totalmente diferente do punk e eu sempre quis fazer algo pop. Esse foi o in&amp;iacute;cio do Vega, depois eu entrei no Ultraje a Rigor em 2000 e a&amp;iacute; demos um tempo com a id&amp;eacute;ia. J&amp;aacute; passamos por duas forma&amp;ccedil;&amp;otilde;es anteriores, onde as vocalistas foram respectivamente, a Gisele e a Mara, pois desde o in&amp;iacute;cio sempre quisemos um vocal feminino. Ap&amp;oacute;s a sa&amp;iacute;da da Mara, um amigo que conhecia a Cl&amp;aacute;udia nos apresentou e quando a ouvimos cantando e vimos algumas grava&amp;ccedil;&amp;otilde;es dela em festivais, ficamos impressionados, ela ca&amp;iacute;ra do c&amp;eacute;u e da&amp;iacute;, estamos juntos at&amp;eacute; hoje.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como voc&amp;ecirc;s analisam este momento musical brasileiro que atravessamos?
&amp;lt;b&amp;gt;Mingau:&amp;lt;/b&amp;gt; Atrav&amp;eacute;s deste show, n&amp;oacute;s vemos o resgate do p&amp;uacute;blico underground, que procura, que pesquisa, que quer ouvir boa m&amp;uacute;sica mesmo fora do circuito comercial. Isso lembra os anos 80 mesmo, pois na &amp;eacute;poca, trabalhei com a banda Ratos de Por&amp;atilde;o e toc&amp;aacute;vamos muito no Napalm, que era na verdade o p&amp;oacute;lo, o centro da cultura underground, as principais bandas da &amp;eacute;poca se revelaram e divulgaram ali seus trabalhos. Ent&amp;atilde;o, o que ocorreu hoje aqui me remeteu a esta &amp;eacute;poca, onde as pessoas literalmente corriam atr&amp;aacute;s de coisas novas, que n&amp;atilde;o tocavam em r&amp;aacute;dio e percebemos que o cen&amp;aacute;rio underground, que havia adormecido nos anos 90, voltou a ter forte representatividade. Isso &amp;eacute; muito bom!

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Existe previs&amp;atilde;o para o lan&amp;ccedil;amento do novo trabalho?
&amp;lt;b&amp;gt;Mingau:&amp;lt;/b&amp;gt; O Cd est&amp;aacute; pronto, s&amp;oacute; estamos esperando o aval da gravadora, para lan&amp;ccedil;ar e cair na estrada.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; &amp;Agrave; guisa de considera&amp;ccedil;&amp;otilde;es finais...
&amp;lt;b&amp;gt;Mingau:&amp;lt;/b&amp;gt; Queremos agradecer muito ao nosso f&amp;atilde; clube, ao M&amp;aacute;rcio da Cema Records e ao pessoal que acredita no nosso trabalho, se mant&amp;eacute;m fiel e parceiro da banda nesses quase dois anos passados no “ostracismo”...</description>
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  <pubDate>Tue, 13 Mar 2007 06:08:18 PDT</pubDate>
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  <title>Entrevista com a Banda Playground</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=539&amp;t=entrevistacomabandaplayground</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/playground2_thumb.jpg' align='right' width='60'/>Conhe&amp;ccedil;a um pouco mais sobre o trabalho destes promissores jovens do circuito underground e o que pensam sobre a m&amp;uacute;sica atualmente.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como surgiu a id&amp;eacute;ia do nome da banda?
&amp;lt;b&amp;gt;Playground:&amp;lt;/b&amp;gt; Fomos surfar em Florian&amp;oacute;polis, as ondas estavam boas, da&amp;iacute; um amigo nosso, o Zebra, disse: “Isso aqui est&amp;aacute; um Playground!” A&amp;iacute;, como ainda n&amp;atilde;o t&amp;iacute;nhamos encontrado um nome, adotamos este, que revelava uma passagem de nossa hist&amp;oacute;ria pessoal.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o as expectativas da banda atrav&amp;eacute;s deste trabalho? Como ele est&amp;aacute; sendo recebido pelo p&amp;uacute;blico?
&amp;lt;b&amp;gt;Playground:&amp;lt;/b&amp;gt; Em apenas dois meses ap&amp;oacute;s o lan&amp;ccedil;amento, o CD j&amp;aacute; havia vendido 3000 c&amp;oacute;pias, portanto, as expectativas s&amp;atilde;o as melhores! Bem, por a&amp;iacute;, j&amp;aacute; d&amp;aacute; pra perceber que a receptividade ao nosso trabalho &amp;eacute; muito grande. Em todos os lugares em que tocamos, as pessoas realmente curtem a nossa m&amp;uacute;sica e, para agradar a quem ainda n&amp;atilde;o conhece, al&amp;eacute;m de usarmos de simplicidade, tocamos covers de alguns grandes cl&amp;aacute;ssicos tamb&amp;eacute;m. &amp;Eacute; uma forma de aquecer e chamar a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o das pessoas para o nosso pr&amp;oacute;prio trabalho. 

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como funciona o processo de divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o? 
&amp;lt;b&amp;gt;Playground:&amp;lt;/b&amp;gt; A divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; maior pela Internet, pois estamos em um selo independente, a parceria com a Universal &amp;eacute; apenas na distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Temos a inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tocar em mais festivais, como o Planeta Atl&amp;acirc;ntida, e o CarnaRock de Salvador, nos quais participamos recentemente. Estes festivais s&amp;atilde;o muito importantes para divulgar o trabalho das bandas underground. Tamb&amp;eacute;m pretendemos atingir um p&amp;uacute;blico maior atrav&amp;eacute;s de pesquisas na nossa pr&amp;oacute;pria comunidade, procurando conhecer e trazer para a nossa m&amp;uacute;sica o que as pessoas gostam de ouvir. Al&amp;eacute;m disso, trabalhamos tamb&amp;eacute;m as quest&amp;otilde;es sociais nas nossas can&amp;ccedil;&amp;otilde;es, pois acreditamos que a m&amp;uacute;sica exerce papel importante na cultura do pa&amp;iacute;s, n&amp;atilde;o &amp;eacute; feita s&amp;oacute; pra divertir, tamb&amp;eacute;m deve deixar alguma marca nas pessoas, levar &amp;agrave; reflex&amp;atilde;o.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o as influ&amp;ecirc;ncias mais diretas na m&amp;uacute;sica de voc&amp;ecirc;s?
&amp;lt;b&amp;gt;Playground:&amp;lt;/b&amp;gt; Red Hot Chilli Peppers, Sublime, Sepultura, Led Zeppelin, Sex Pistols, New Eyes e Bad Religion.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como voc&amp;ecirc;s sentem este momento da hist&amp;oacute;ria da m&amp;uacute;sica?
&amp;lt;b&amp;gt;Playground:&amp;lt;/b&amp;gt; As novas tend&amp;ecirc;ncias eletr&amp;ocirc;nicas e as “micaretas” v&amp;ecirc;m prejudicando o rock. Apesar dele ser atemporal, atualmente, parece que anda meio morto, pelas poucas inova&amp;ccedil;&amp;otilde;es e produ&amp;ccedil;&amp;otilde;es na &amp;aacute;rea, pelo menos, na grande m&amp;iacute;dia, que &amp;eacute; o que fatalmente dita a moda e as tend&amp;ecirc;ncias do que se ouve ou n&amp;atilde;o.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Deixem uma mensagem para o p&amp;uacute;blico.
&amp;lt;b&amp;gt;Playground:&amp;lt;/b&amp;gt; Somos feitos da mesma mat&amp;eacute;ria que os jovens que nos ouvem, temos os mesmos problemas e dificuldades e, por isso, queremos mostrar um trabalho verdadeiro, coerente com o que somos e representamos, como se f&amp;ocirc;ssemos porta-vozes daqueles que t&amp;ecirc;m muito para dizer, mas n&amp;atilde;o encontram oportunidade de serem ouvidos.</description>
  <guid>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=539&amp;t=entrevistacomabandaplayground</guid>
  <pubDate>Thu, 01 Mar 2007 18:31:30 PST</pubDate>
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  <title>“In Box” em Revista</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=538&amp;t=%93inbox%94emrevista</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/inbox_thumb.jpg' align='right' width='60'/>Atrav&amp;eacute;s desta entrevista, conhe&amp;ccedil;a mais aprofundadamente esta banda, suas aspira&amp;ccedil;&amp;otilde;es para o futuro e suas reflex&amp;otilde;es cr&amp;iacute;ticas acerca da m&amp;uacute;sica e outros temas atuais de relev&amp;acirc;ncia.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Existe previs&amp;atilde;o para o lan&amp;ccedil;amento do primeiro CD oficial?
&amp;lt;b&amp;gt;In Box:&amp;lt;/b&amp;gt; Inicialmente, pretendemos lan&amp;ccedil;ar o CD ap&amp;oacute;s a finaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um projeto onde convidaremos algumas bandas, quatro ao total, j&amp;aacute; famosas em BH, para participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o neste trabalho. Por&amp;eacute;m, antes de pensar em lan&amp;ccedil;ar um CD, queremos divulgar nossa m&amp;uacute;sica, torn&amp;aacute;-la conhecida, experimentar novas vertentes e possibilidades e conquistar determinado p&amp;uacute;blico. &amp;Eacute; importante que as pessoas nos conhe&amp;ccedil;am e ao nosso trabalho em primeiro lugar, acreditamos que este &amp;eacute; o ponto de partida para tudo. Ap&amp;oacute;s um processo de amadurecimento maior e estudo das v&amp;aacute;rias propostas que surgirem, da&amp;iacute; ent&amp;atilde;o lan&amp;ccedil;aremos CD oficial, pois j&amp;aacute; temos inclusive material para tal. Mas o CD &amp;eacute; conseq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia de todo um processo de trabalho e n&amp;atilde;o um fim em si mesmo. 

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais s&amp;atilde;o as influ&amp;ecirc;ncias musicais ao trabalho de voc&amp;ecirc;s?
&amp;lt;b&amp;gt;In Box:&amp;lt;/b&amp;gt; Como todos aqui j&amp;aacute; trabalham h&amp;aacute; algum tempo com m&amp;uacute;sica, produzindo, lecionando, tocando em outras bandas, h&amp;aacute; uma variada gama de estilos que nos influenciam mas, no geral, classificaria nossa m&amp;uacute;sica como rock moderno na sonoridade, na melodia e punk rock na atitude, nas letras....

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; O que voc&amp;ecirc;s pensam do atual panorama musical?
&amp;lt;b&amp;gt;In Box:&amp;lt;/b&amp;gt; N&amp;atilde;o gostamos muito do rock meramente comercial e sem sentido, pois ao contr&amp;aacute;rio de outros pa&amp;iacute;ses com uma pesquisa e um momento musical mais coerente, vemos muitas bandas e “artistas” fazendo sucesso sem apresentar a m&amp;iacute;nima qualidade. Pela grande facilidade causada pela globaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e pelos avan&amp;ccedil;os tecnol&amp;oacute;gicos, as pessoas utilizam-se destas ferramentas sem maiores reflex&amp;otilde;es, resultando em m&amp;aacute; utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o destes recursos. Outro grande mal dos tempos modernos &amp;eacute; a pirataria, ocasionada pela exclus&amp;atilde;o cultural. As pessoas querem consumir, possuir cultura, por&amp;eacute;m, com as pol&amp;iacute;ticas inadequadas atualmente praticadas, que ao inv&amp;eacute;s de popularizarem, elitizam a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o cultural atrav&amp;eacute;s da cobran&amp;ccedil;a de pre&amp;ccedil;os abusivos. O acesso &amp;agrave; m&amp;uacute;sica, &amp;agrave;s artes, aos trabalhos realmente art&amp;iacute;sticos e de grande qualidade torna-se invi&amp;aacute;vel &amp;agrave; maioria da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, tornando-se luxo ao deleite de poucos, algo meramente lucrativo.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como surgiu a banda?
&amp;lt;b&amp;gt;In Box:&amp;lt;/b&amp;gt; Todos, conforme relatado anteriormente, j&amp;aacute; trabalhavam com m&amp;uacute;sica e, quando nos conhecemos, resolvemos nos unir e fazer algo juntos. No in&amp;iacute;cio, antes de entrar este novo vocalista, o trabalho era mais pop e gravamos um CD demo anterior, com dez can&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Agora, com este novo trabalho, ainda costumamos tocar uma &amp;uacute;nica m&amp;uacute;sica deste primeiro demo, a &amp;uacute;nica mais coerente com a proposta atual, pois j&amp;aacute; estamos em uma nova fase, com novas experi&amp;ecirc;ncias.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; O que diriam aos seus ouvintes?
&amp;lt;b&amp;gt;In Box:&amp;lt;/b&amp;gt; N&amp;oacute;s gostar&amp;iacute;amos que as pessoas procurassem entender realmente o que est&amp;atilde;o ouvindo, tornando-se consumidores conscientes. Que elas prestassem aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao que realmente tem qualidade, independente de ser novo ou antigo.</description>
  <guid>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=538&amp;t=%93inbox%94emrevista</guid>
  <pubDate>Thu, 01 Mar 2007 18:28:43 PST</pubDate>
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  <title>Entrevista com a banda “Golpe de Estado”</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=501&amp;t=entrevistacomabanda%93golpedeestado%94</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/golpe-de-estado_thumb.jpg' align='right' width='60'/>No &amp;uacute;ltimo dia 2, em est&amp;uacute;dio localizado na Vila Mariana, regi&amp;atilde;o metropolitana, a banda Golpe de Estado concedeu entrevista exclusiva a esta equipe. Os integrantes falam sobre os 22 anos de carreira e atuais projetos, em clima de total descontra&amp;ccedil;&amp;atilde;o.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Nos falem um pouco sobre o repert&amp;oacute;rio deste show, que realizar&amp;atilde;o domingo, no CCSP?
&amp;lt;b&amp;gt;H&amp;eacute;lcio:&amp;lt;/b&amp;gt; A id&amp;eacute;ia &amp;eacute; tocar m&amp;uacute;sicas que h&amp;aacute; muito tempo n&amp;atilde;o tocamos, al&amp;eacute;m das j&amp;aacute; consagradas pelo p&amp;uacute;blico. Na verdade ser&amp;aacute; uma esp&amp;eacute;cie de laborat&amp;oacute;rio para gravar nosso primeiro DVD ao vivo.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; J&amp;aacute; existe previs&amp;atilde;o para o lan&amp;ccedil;amento do DVD?
&amp;lt;b&amp;gt;H&amp;eacute;lcio:&amp;lt;/b&amp;gt; Este projeto est&amp;aacute; em andamento desde o ano passado e esperamos lan&amp;ccedil;&amp;aacute;-lo at&amp;eacute; o fim deste semestre. H&amp;aacute; muito tempo queremos lan&amp;ccedil;ar um DVD ao vivo, mas s&amp;oacute; agora pudemos organizar id&amp;eacute;ias e material, pois todos aqui t&amp;ecirc;m projetos e pesquisas individuais, al&amp;eacute;m do trabalho com o Golpe.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais os planos que est&amp;atilde;o sendo priorizados no momento?
&amp;lt;b&amp;gt;H&amp;eacute;lcio:&amp;lt;/b&amp;gt; A grava&amp;ccedil;&amp;atilde;o do DVD e o lan&amp;ccedil;amento de um novo CD.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; A agenda de shows est&amp;aacute; muito concorrida?
&amp;lt;b&amp;gt;H&amp;eacute;lcio:&amp;lt;/b&amp;gt; Justamente pela prioridade nos projetos, estamos em uma fase onde realizamos menos shows. Mas isto &amp;eacute; muito relativo, pois h&amp;aacute; &amp;eacute;pocas em que tocamos mais e em outras menos.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; O que mudou nestes 22 anos de carreira?
&amp;lt;b&amp;gt;Nelson:&amp;lt;/b&amp;gt; A mudan&amp;ccedil;a mais significativa, numa perspectiva geral, &amp;eacute; a facilidade de se fazer m&amp;uacute;sica atualmente. Antes, h&amp;aacute; 20 anos atr&amp;aacute;s, era muito dif&amp;iacute;cil gravar um disco, tudo era muito caro e n&amp;atilde;o existia esse “aparato” tecnol&amp;oacute;gico de hoje, isso facilitou muito as coisas. Produzir, mixar em est&amp;uacute;dio era realmente muito complicado. Por&amp;eacute;m, hoje n&amp;atilde;o h&amp;aacute; mais tanto espa&amp;ccedil;o para tocar em S&amp;atilde;o Paulo, a cena do rock nacional deu uma leve deca&amp;iacute;da nos &amp;uacute;ltimos anos, pois h&amp;aacute; muitas vertentes musicais, com v&amp;aacute;rias influ&amp;ecirc;ncias, disputando atualmente palmo a palmo este fil&amp;atilde;o. H&amp;aacute; muita coisa nova surgindo e as pessoas aderem facilmente aos “modismos”, elas gostam da novidade, mesmo que a qualidade n&amp;atilde;o seja assim t&amp;atilde;o grande. N&amp;oacute;s sempre fomos uma banda underground, nossa m&amp;uacute;sica tocou bastante nas r&amp;aacute;dios e tocamos com praticamente todas as grandes bandas pop existentes na &amp;eacute;poca. A m&amp;uacute;sica para n&amp;oacute;s &amp;eacute; aquilo que gostamos de fazer, a criticidade, a quest&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica e mesmo a pol&amp;ecirc;mica causada por nossa m&amp;uacute;sica fez com que o Golpe tornasse-se o que &amp;eacute; hoje.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como surgiu o convite, a oportunidade para que voc&amp;ecirc; se tornasse integrante da banda?
&amp;lt;b&amp;gt;Kiko:&amp;lt;/b&amp;gt; Eu j&amp;aacute; os conhecia h&amp;aacute; tempos, sendo tamb&amp;eacute;m um grande f&amp;atilde;. Com a sa&amp;iacute;da do Rog&amp;eacute;rio em 2000, eles tinham um show pra fazer e o Nelson me convidou. Para mim, foi uma grande honra... Estava indo para Minas Gerais e a&amp;iacute; estudei a fita que eles me passaram e fiz o show. Depois disso tornar-me integrante foi conseq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia. Nunca mais paramos de tocar juntos.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Quais foram as modifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es sofridas no trabalho da banda com a mudan&amp;ccedil;a de int&amp;eacute;rprete?
&amp;lt;b&amp;gt;Nelson:&amp;lt;/b&amp;gt; O Kiko &amp;eacute; diferente dos outros cantores, se a pessoa n&amp;atilde;o sentir um “tes&amp;atilde;o”, uma paix&amp;atilde;o pela banda e pelo que faz, n&amp;atilde;o rola legal. A entrada dele deu realmente um “up” muito grande, uma verticalizada, foi uma quest&amp;atilde;o de astral mesmo. Gostamos muito de estar juntos, pois por mais que cada qual aqui tenha seus projetos em paralelo, rola uma grande sinergia, todos est&amp;atilde;o em total harmonia, voltados pro mesmo objetivo, que &amp;eacute; tocar tudo o que n&amp;oacute;s gostamos, com energia, com vontade.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Voc&amp;ecirc;s j&amp;aacute; dividiram palco com grandes nomes da m&amp;uacute;sica. Falem-nos um pouco sobre estas experi&amp;ecirc;ncias.
&amp;lt;b&amp;gt;Paulo Zinner:&amp;lt;/b&amp;gt; O primeiro show foi o do Jethro Tull, foram duas apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es no Canec&amp;atilde;o e uma aqui, no Ibirapuera. Este foi bem tumultuado, pois n&amp;atilde;o tivemos tempo de passar som, nos deram apenas cinco minutos para montar os equipamentos, foi assim meio que no improviso, mas foi realmente muito bom. Depois veio o show do Nazareth que foi no Pedro de la Antonia, na regi&amp;atilde;o do ABC e tamb&amp;eacute;m no Ibirapuera, numa promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o da 89 FM. Houve uma invers&amp;atilde;o, pois t&amp;iacute;nhamos ido para abrir o show e como eles subiram ao palco primeiro, acabaram abrindo pra gente. (risos) Tamb&amp;eacute;m foi super legal e importante em nossas carreiras. J&amp;aacute; no do Deep Purple, o convite surgiu de maneira totalmente inusitada. Eles estavam dando uma entrevista coletiva na turn&amp;ecirc; de lan&amp;ccedil;amento do &amp;aacute;lbum &amp;lt;i&amp;gt;Slave Masters&amp;lt;/i&amp;gt; no Hotel Della Volpe e eu estava por l&amp;aacute;. A promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o estava sendo feita pela 97 FM e da&amp;iacute; o Z&amp;eacute; e o Carl&amp;atilde;o, empres&amp;aacute;rios que estavam organizando este evento nos convidaram pra abrir o show, que foi no Olympia, em 1991. Eu me tornei, por esta ocasi&amp;atilde;o, amigo dos integrantes da banda e o Paice e eu tocamos juntos no Blen Blen Club em 2003. A turn&amp;ecirc; com os Ramones foi realizada com a minha outra banda, a Paulo Zinner Rockestra. Al&amp;eacute;m dessa, ainda tenho a banda Devotos junto com o Thunderbird e a Brazil Rockestra com o Andreas Kisser.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Voc&amp;ecirc;s j&amp;aacute; foram entrevistados em programas televisivos e em v&amp;aacute;rios ve&amp;iacute;culos nestes anos todos. Conte-nos alguma curiosidade, ocorrida em alguma destas entrevistas.
&amp;lt;b&amp;gt;Paulo Zinner:&amp;lt;/b&amp;gt; Comigo aconteceu um fato bem interessante. Eu estava com a Rita Lee (toquei com ela por dez anos) num programa do J&amp;ocirc; Soares e ela estava lan&amp;ccedil;ando o &amp;aacute;lbum “&amp;lt;i&amp;gt;Todas as Mulheres do Mundo&amp;lt;/i&amp;gt;”. Na &amp;eacute;poca, meu cabelo estava pela cintura e eu cortei no dia da entrevista uns quatro dedos. Da&amp;iacute; o J&amp;ocirc; j&amp;aacute; tinha ouvido falar sobre o cabelo e brincou com a hist&amp;oacute;ria do cabelo comprido demais etc... Quando eu disse que tinha cortado quatro dedos, ele me perguntou com a cara mais inocente como que eu fazia pra tocar sem quatro dedos. Todo mundo riu muito e eu fiquei meio sem gra&amp;ccedil;a, fui brincar com ele e levei uma volta. (risos) Ele est&amp;aacute; a anos luz de qualquer entrevistador, admiro muito o trabalho dele.</description>
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  <pubDate>Sun, 11 Feb 2007 06:29:17 PST</pubDate>
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  <title>Entrevista com Thunderbird e Rodrigo Carneiro da banda Pork-a-Light</title>
  <link>http://www.musicao.com.br/noticia.php?c=8&amp;a=487&amp;t=entrevistacomthunderbirderodrigocarneirodabandapork-a-light</link>
  <description><img src='http://www.musicao.com.br/siteadmin/uploads/pork-a-lite_thumb.jpg' align='right' width='60'/>Ap&amp;oacute;s apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, nos bastidores, a banda em exclusiva entrevista &amp;agrave; equipe, fala sobre a carreira, panorama da m&amp;uacute;sica e planos para o futuro.

&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como est&amp;aacute; a agenda de shows?
&amp;lt;b&amp;gt;Thunderbird:&amp;lt;/b&amp;gt; Como tenho outros projetos paralelos, entre eles a banda Devotos com o Paulo Zinner (Golpe de Estado), geralmente realizamos uma &amp;uacute;nica apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o mensal.
&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Fale um pouco sobre o hist&amp;oacute;rico da banda.
&amp;lt;b&amp;gt;Thunderbird:&amp;lt;/b&amp;gt; Gravamos um Cd no final de 2005 e a&amp;iacute; o baterista saiu, estamos com nova forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas todos j&amp;aacute; fazem parte do universo underground h&amp;aacute; muito tempo e alguns tamb&amp;eacute;m trabalham em outros projetos.
&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como &amp;eacute; o processo de composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o das m&amp;uacute;sicas?
&amp;lt;b&amp;gt;Thunderbird:&amp;lt;/b&amp;gt; A cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; coletiva. Nosso vocalista, o Rodrigo, muitas vezes escuta a melodia e cria a letra na hora, durante a passagem de som.
&amp;lt;b&amp;gt;Rodrigo:&amp;lt;/b&amp;gt; Na verdade, acontece de eu estar realizando outras pesquisas e isso acaba se refletindo, se encaixando perfeitamente na est&amp;eacute;tica que o grupo est&amp;aacute; procurando para aquela melodia, e da&amp;iacute; surge a letra.
&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Existem planos para o lan&amp;ccedil;amento de um novo Cd?
&amp;lt;b&amp;gt;Rodrigo:&amp;lt;/b&amp;gt; Sim, at&amp;eacute; o final do ano estaremos lan&amp;ccedil;ando material in&amp;eacute;dito, contamos tamb&amp;eacute;m com a colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de outros amigos, o que facilita um pouco na finaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do trabalho.
&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como &amp;eacute; a receptividade do p&amp;uacute;blico ao trabalho da banda?
&amp;lt;b&amp;gt;Rodrigo:&amp;lt;/b&amp;gt; Aqui foi &amp;oacute;tima. Fant&amp;aacute;stico, todos ouviram e curtiram. Tem a quest&amp;atilde;o do som, ritmo, melodia e uma preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o est&amp;eacute;tica com as letras, &amp;eacute; um trabalho po&amp;eacute;tico.
&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Senti uma certa nuance de Renato Russo, Arnaldo Antunes... Quais s&amp;atilde;o as influ&amp;ecirc;ncias musicais da banda?
&amp;lt;b&amp;gt;Rodrigo:&amp;lt;/b&amp;gt; Bem, os artistas que voc&amp;ecirc; citou n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o influ&amp;ecirc;ncias diretas no nosso trabalho, talvez haja a analogia pelo fato de eu cantar em tons graves, mas as minhas maiores inspira&amp;ccedil;&amp;otilde;es para cantar e compor est&amp;atilde;o embasadas nos mestres do soul como Otis Redding, do rock (Jim Morrison, Ian Curtis) e da m&amp;uacute;sica popular brasileira como o Nelson Gon&amp;ccedil;alves, o Jards Macal&amp;eacute;, entre tantos outros... No rock brasileiro existe uma tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de m&amp;uacute;sicas e textos com o sentimentalismo aflorado na pesquisa po&amp;eacute;tica. Gosto do concretismo e dos poetas ultra-rom&amp;acirc;nticos, tamb&amp;eacute;m da moderna poesia brasileira.
&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Como funciona a divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o do trabalho?
&amp;lt;b&amp;gt;Rodrigo:&amp;lt;/b&amp;gt; N&amp;oacute;s utilizamos o Trama Virtual, por&amp;eacute;m damos mais aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s performances ao vivo.
&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; Na trajet&amp;oacute;ria de voc&amp;ecirc;s, j&amp;aacute; ocorreu algum fato curioso?
&amp;lt;b&amp;gt;Rodrigo:&amp;lt;/b&amp;gt; Alguns erros pr&amp;oacute;prios, algu&amp;eacute;m esquece uma nota ou erra em algum momento, por&amp;eacute;m s&amp;atilde;o erros facilmente contorn&amp;aacute;veis o p&amp;uacute;blico nem chega a perceber. Entretanto, uma vez volt&amp;aacute;vamos de um show que hav&amp;iacute;amos realizado em Santos e fomos parados por uma “blitz” no meio da estrada. Nosso motorista estava com a carteira vencida, levou uma multa e foi proibido de dirigir. Nossa salva&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi uma van que passava por ali, trazendo m&amp;uacute;sicos de uma banda de forr&amp;oacute;. Eles pararam para ajudar, saber o que estava acontecendo e um deles possu&amp;iacute;a carteira de habilita&amp;ccedil;&amp;atilde;o pra dirigir ve&amp;iacute;culos de transporte de passageiros, da&amp;iacute; ele gentilmente nos conduziu at&amp;eacute; o ponto da estrada onde ainda est&amp;aacute;vamos em caminho comum para ambos. Foi realmente uma sorte!!!
&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;lt;/b&amp;gt; O que voc&amp;ecirc;s percebem analisando o panorama atual da m&amp;uacute;sica?
&amp;lt;b&amp;gt;Rodrigo:&amp;lt;/b&amp;gt; Est&amp;atilde;o acontecendo coisas interessantes na cena underground, por&amp;eacute;m ap&amp;oacute;s anos de comportamento irrespons&amp;aacute;vel na ind&amp;uacute;stria fonogr&amp;aacute;fica, o acesso j&amp;aacute; n&amp;atilde;o est&amp;aacute; mais t&amp;atilde;o f&amp;aacute;cil, sem intermedi&amp;aacute;rios nada acontece. Espero que o meio underground um dia torne-se rent&amp;aacute;vel, &amp;agrave; ponto dos m&amp;uacute;sicos conseguirem gerir seus pr&amp;oacute;prios neg&amp;oacute;cios, vivendo somente de seus trabalhos na m&amp;uacute;sica. H&amp;aacute; uma disparidade muito grande entre quem faz parte da grande m&amp;iacute;dia e o underground, pois infelizmente, patroc&amp;iacute;nio geralmente &amp;eacute; para as “estrelas”, quem j&amp;aacute; tem nome firmado, ou possui um “pistol&amp;atilde;o” por tr&amp;aacute;s, que arranja todo o neg&amp;oacute;cio e a pessoa, talentosa ou n&amp;atilde;o, quase que automaticamente entra em evid&amp;ecirc;ncia.
&amp;lt;b&amp;gt;Music&amp;atilde;o:&amp;l