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Expoente do rock nacional, Libra abre show do Sisters of mercy

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Publicada em 20, May, 2009 por Musicao


No dia 6 de junho, Libra inicia mais um capítulo de sua carreira. É nessa data que o artista abre o show do Sisters of Mercy em São Paulo, no Via Funchal.

Grandes palcos não intimidam Libra, que já abriu os shows do Nightwish (São Paulo, novembro de 2008), e do Kiss (Rio de Janeiro, abril de 2009). Na verdade, trata-se de um passo natural, fruto direto de uma vida pautada pela música.

Aos 4 anos, ganhou um teclado, e seguiu com ele até os 8 anos, quando começou suas primeiras aulas de piano. Autodidata, Libra descartou as aulas meses depois.

O passo seguinte foi aprender, sozinho, a tocar guitarra, baixo e bateria. Com essa ligação auto-suficiente com os instrumentos, somada a um repertório de trilhas de filmes e artistas como David Bowie e Depeche Mode, Libra desembarca no heavy metal ainda na adolescência. Os sons rápidos e a atmosfera soturna conduzem a experimentação do artista por esse gênero, que desemboca nas bandas Paradise Lost e My Dying Bride, caracterizadas por unir o metal a elementos orquestrados, criando uma atmosfera melancólica característica do que podemos chamar de dark rock, universo particular de Libra. O Paradise é uma influência para o músico até hoje e Aaron Stainthorpe, vocalista do My Dying Bride, narra o poema “Here and Tonight”, incluído na faixa “Ninguém Ama Ninguém”, do disco “Até Que A Morte Não Separe”, lançado em 2008.

A maneira com que Libra deu forma ao seu trabalho é bastante peculiar. Após voltar de Londres, onde teve contato com a cena local de dark rock, o artista decidiu montar seu próprio estúdio e usar sua intimidade com os instrumentos para gravar guitarras, baixo e bateria do seu disco. Foi assim, lapidando cada nota e arquitetando harmonias, que o artista chega aos primeiros contornos do álbum “Até Que A Morte Não Separe”. O arremate final veio com o produtor e tecladista Carlos Trilha (que trabalhou nos discos solo de Renato Russo), que foi parceiro de Libra na mixagem final do disco, regravando a bateria, acrescentando um naipe de cordas e algumas vozes. De maneira inovadora, Libra escolheu o português para conduzir as letras de todo o álbum.

Melhor do que tentar conceituar o disco, porém, é ouvi-lo. A riqueza de orquestração da “Introdução” prepara o ouvinte para deixar suas preocupações de lado e entrar na fantasia barroca de Libra. As guitarras rugem logo em seguida, em “Sangue Frio”, rock de peso esmagador e refrão sedutor, na qual os dilemas do personagem são postos na balança. A força é sentida também em “Eu Sei”, uma canção de radical desilusão, e em “Desaparecer”, que abre com a placidez da combinação entre órgão e voz. Dedilhados de guitarra pingam tristeza na power-balada “Âncora”, o capítulo seguinte da grande história contada em Até Que a Morte Não Separe: a da dificuldade em aceitar o fim de um grande amor. Já na faixa seguinte, “Cinderela”, tudo mudou: piano, cordas e voz exalam romance, agressividade e delicadeza.

De volta ao rock, “Eletricidade” evoca sexualidade (com backing vocais de Marya Bravo, coincidentemente a dubladora da Noiva Cadáver de Tim Burton!). A pesada e soturna “Na Minha Pele” entrega a biografia de Libra (“eu sinto mais do que eu devia sentir / eu penso mais do que devia pensar”) e “Quando o Mundo Acabar” dá o sinal de que tudo pode estar perdido: “vai ruir / chegou a nossa vez”. Diante disso, só resta esperar por “Ninguém Ama Ninguém” (“O amor é só uma história que eu conto pra você dormir”) e por “Passagem”, uma tocante peça de piano que alivia o espírito antes do derradeiro capítulo: a intensa “Meu Inverno Nunca Vai Ter Fim”, que racha corações com seu refrão (“enquanto você não trouxer seu calor / o frio não vai perdoar e assim/ meu inverno nunca vai ter fim”). A última folha cai, a porta se fecha e assim o mundo de Libra se despede.

Todo esse repertório, em essência, carrega peças que também movem o Sisters Of Mercy. A combinação dos trabalhos proporcionará rara oportunidade de se conhecer o antes e o agora do universo do rock mais soturno, também conhecido como dark rock ou gótico. Para conhecer o futuro, chegue mais cedo e assista Libra.

Saiba mais sobre este show na nossa agenda.


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