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Virada Cultural 2009: Clássicos e Irreverência na Noite Paulistana

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Publicada em 04, May, 2009 por Marcia Janini


Na noite de 2 de maio, com início às 19h, o palco república da virada cultural, dedicado aos segmentos do rock, deu seqüência às apresentações da noite.

Tutti Frutti apresentou-se com canções de seu clássico álbum Fruto Proibido (1975). Mesclando influências no progressivo e psicodélico com suaves incursões em outras vertentes como o blues e o rock a billy, a banda demonstrou intenso vigor e energia com a participação de membros da formação original, num espetáculo inteiramente descontraído, alto-astral... Simplesmente delicioso!

À ingênua e contida rebeldia e espírito libertário das letras uniu-se boa dose de malícia por meio da um tanto insidiosa e provocante performance da vocalista, emprestando às canções maior intensidade sonora e estética por meio de seu timbre de voz diferenciado.

Nota às excelentes execuções e atuações individuais dos membros da banda, incluindo-se os backing vocals, traduzindo toda a simplicidade e beleza nostálgica do bom e velho rock nacional.

Prosseguindo, o rock progressivo de O Som Nosso de Cada Dia trouxe ao palco a beleza da fusão entre música erudita, elementos da natureza ao estilo new age e muito rock em vertentes como blues, rock a billy e fascinantes solos com instrumentos de sopro na finalização de boa parte das canções apresentadas.

Atenção especial aos excelentes vocalistas, diferencial à parte em interpretações e vocalizes inspirados aliados às fantásticas e belas construções melódicas, explorando preciosos e inusitados arranjos com vertiginosas variantes em cadência e andamento, criando verdadeiro “rock de câmara”.

Digna de menção a magistral condução da bateria, pontuando com precisão “cirúrgica” os breaks de apoio e sustentação aos refrões tendo o baixo como perfeito contraponto, em participação de altíssimo gosto e qualidade estética.

Às letras introspectivas de intrincada construção, uniu-se variedade e gama intensa de sonoridades e ritmos. Genial!

O clássico realiza perfeito contraste e sinergia na bela apresentação de Joelho de Porco, onde a irreverência e o satírico surgiram pontuados pela energia de variadas vertentes do rock, marcando de forma definitiva a mudança de padrões estéticos do palco.

Fundindo com graça e bom humor elementos de variadas sonoridades ao seu “rock sinfônico”, desde o sertanejo e “mariacchi” mexicanos até a “macarrônica” tarantela, a banda esbanjou ousadia e talento, além de carisma e intensa comunicação com o público, bem pontuadas pelas teatrais interpretações dos backing vocals às situações propostas pelas letras das canções. Imperdível!

Iniciando as apresentações do dia 3, a aguardada presença de Marcelo Nova e seu Camisa de Vênus, em bem cuidado desempenho, que privilegiou os grandes clássicos da carreira e (agora mais que nunca atuais) “hinos” de protesto.

Com seu polêmico e direto estilo de expor opiniões acerca de temas cotidianos, o vocalista apresentou grande comunicação com o público, onde o humor negro e fina ironia tornam este ponto diferencial à apresentação, incitando de maneira até certo ponto divertida
à reflexão crítica acerca das temáticas exploradas nas canções.

Entre as brilhantes execuções, marcos para a juventude oitentista como o blues “Simca Chambord”, que sofreu modificações na cadência e andamento, assumindo ares de psicodelismo e ganhando belos riffs de guitarra nas conversões.

Pontos altos da apresentação, “Bete Morreu”, “Só o Fim”, “Gotham City”, “Eu Acredito”, “Sílvia” e “Eu Não Matei Joana D’Arc” surgem com toda a vitalidade e energia de execuções fidedignas às gravações originais.

Imperdíveis também as bem humoradas releituras de “My Way” e “Negue”, traduzindo inegável ousadia e charme à apresentação. Melhor impossível!

Encerrando os momentos cruciais dedicados às vertentes irreverentes e clássicas do rock, a mais famosa e celebrada banda independente nacional Velhas Virgens realiza mais uma boa apresentação, onde a participação e interação com o público foram constantes.

O “pirata” Paulo de Carvalho, comandando a nau dos excelentes “grumettes” instrumentistas com destino à Cubanajarra, realizou inspiradas performances e interpretações onde a irreverência, o bom humor e a ousadia destacaram-se, ditando a tônica do espetáculo. Temáticas cotidianas como bebida e sexo foram retratadas de forma escrachada e sem pudores, rompendo com tabus e preconceitos arcaicos de maneira simples e natural.

Explorando sonoridades como hard rock, punk e blues, numa interessantíssima e nada óbvia fusão, as melodias contagiantes de andamento frenético auxiliaram sobremaneira à ambientação despojada e descontraída exigidas pelas letras ácidas de teor picante. Criatividade e ousadia bem medidas e pesadas, na dosagem certa...


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