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DVD “8º Festival De Osasco – Live”

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Publicada em 04, Feb, 2009 por Marcia Janini


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Neste DVD gravado ao vivo no Ginásio do Clube Floresta e patrocinado pela independente Buda Produções, constam as apresentações de 14 bandas do circuito underground, representando diversos estilos e vertentes do rock nacional, algumas já despontando para o reconhecimento das grandes mídias, como Sapo Banjo e Playground.

Abrindo as apresentações, a banda Granada traz ao palco a força jovem do pop rock em uma balada intitulada “Erros em Comum”, com melodia constante e letra romântica. A segunda canção apresentada pela banda, na cadência do hardcore, traz um peso maior na bateria de condução precisa e nas guitarras distorcidas. “Amor e Ódio” retrata em sua letra todo o arroubo e ousadia juvenis de forma madura e responsável numa bem construída canção.

Sugar Kane em “Será Viver”, demonstra atitude na letra de protesto e na melodia linear, com boas conversões e arranjos bem cuidados, hardrock de peso! “Divinorum” apresenta boa introdução, letra e melodia pousadas e irreverentes.

Gloria revisita as origens do punk rock em “Asas Fracas”. Bateria cadenciada e excelente apoio do baixo traduzem muito peso à melodia, contrastando com a letra. Vocais guturais bem colocados nas conversões dão um colorido extra. “Verdades” traz o apelo da balada romântica na letra e melodia sobrepondo-se ao peso do hardcore, onde se denotam influências no punk e heavy metal. Boa participação no festival, com boa participação do público em sinergia palco/platéia.

Playground traduz a força do hardcore na jovial canção “Agora é a Hora”, entretanto o melhor momento de sua participação no festival surge na execução de “Nossa Liberdade Não Tem Preço”, um hino atual ao ‘desbunde’, determinado pela boa letra de protesto e melodia na cadência do punk rock.

Uma das gratas surpresas do DVD é a participação da banda Maleducados, com as bem humoradas “Hoje Não Vou Trabalhar” e “Só Por Você”. Inovadores e criativos unem elementos de jazz e salsa latina. Fabulosa a performance do quarteto de metais. Nota para a bateria em dub na cadência do reggae. Genial!

A jovem intérprete Killi, de vocal suave e cheio de modulações precisas, especialmente nas conversões entre estrofe e refrão, trouxe nas canções “Plano B” e “Desplugado” o carisma de letras que retratam dramas existenciais de forma corajosa, além de melodias bem cuidadas na cadência do hardcore, com bons arranjos.

A banda de death metal Envydust trouxe duas emblemáticas canções: “O Lado Frio da Verdade” e “Leilão do Lote 77”. Atenção aos poderosos e guturais vocais e às melodias cadenciadas, de andamento inconstante e ousado. As letras retratam o descontentamento ante os problemas cotidianos, fazendo também referência a livros religiosos de forma irreverente, em ‘odes’ ao profano.

35 MLS é um dos bons expoentes da nova tendência emocore, na fusão da sonoridade do hardcore com letras suaves, descontraídas, que remontam aos anseios juvenis e traduzem de forma contagiante temáticas como romantismo e otimismo.

A banda Drive-In apresenta como grande diferencial a presença de dois ‘frontband’, sendo um vocal masculino e outro feminino que interpretam em simultâneo e consonância as canções. Ambos de timbre grave e poderoso, em inusitadas modulações. Às letras introspectivas e densas aliam-se as melodias de bons arranjos, criativas, com uso de recursos como breaks estratégicos, que reforçam o apelo à algumas estrofes da letra.

“Uma História Que Passou” e “Ao Nosso Alcance” da banda Seks Collin também traduzem a jovialidade e arrebatamento do hardcore às canções introspectivas. Com melodias criativas, de boas conversões e bem elaborados arranjos, a banda realizou boa apresentação no festival.

A banda Etna traduz um ar levemente retrô, em que remete de forma suave ao rock nacional 80’s nas suas melodias e letras rebuscadas, que exploram vários recursos estilísticos de várias vertentes do rock, traduzindo-se em uma sonoridade pop gostosa de ouvir. Outra grata surpresa no festival.

Sapo Banjo traz irreverência e alegria aos palcos, na contagiante fusão entre ska, rock, jazz e latinidade(expressa pelo bom duo de metais). Letras satíricas e descontraídas são também temáticas recorrentes na banda.

Vida, com sonoridade voltada ao hardrock em melodias com esparsos recursos eletrônicos de sintetizadores e guitarras em suspensão, traduz inovação, leveza e criatividade às suas canções.

Mash inspira à levada pop de suas canções cadência e andamento que remetem ao punk rock, por meio da bateria bem conduzida e das vigorosas guitarras, aliando técnica à criatividade.

O DVD traz ainda material extra com fotos das apresentações. Excelente pedida aos aficcionados por novidades e pela sonoridade underground, onde vários estilos e formatos são contemplados.

Para saber mais sobre o DVD, acesse o site www.dvdbudaproducoes.com.br


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