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Entrevistas

Montage na berlinda

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Publicada em 21, Apr, 2007 por Marcia Janini

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Momentos antes de sua apresentação, a banda eletrônica Montage, formada por Daniel Peixoto (voz e visual) e Leco Jucá (groovebox e sintetizadores), concedeu entrevista a esta equipe, falando-nos um pouco sobre sua carreira e planos para o futuro.

Musicão: Quais são suas influências na música?
Daniel: Nossas referências são universais, não regionais, apesar de sermos de Fortaleza. As pessoas acham que no nordeste só se ouve o regional, e não é bem assim. Acredito que seja meio que um preconceito. O Leco morava em Israel e já tinha tido outras bandas que não passaram pelo nosso estilo. Mas as principais influências são Nine Inch Nails, Daft Punk, The Stogges, Vive La Fête. Como estamos sempre tocando, surge daí uma maturidade maior ao trabalho. Também temos influência de sonoridades ouvidas durante nossa adolescência, passada entre fins dos anos 80 e início dos 90, como por exemplo, The Cure, embora não estejam tão nitidamente expressas em nossas canções.

Musicão: Como é o processo de composição das canções?
Daniel: As nossas músicas são compostas com a cadência do rock.
Leco: Quando componho, sai muita coisa totalmente sem reflexões ou regras. As melodias são minhas e o Daniel coloca as letras, aliás, como já nos conhecemos bem, já componho coisas que se enquadrariam na voz dele, isso facilita bastante o processo.
Daniel: A autoconfiança de pegar uma melodia e criar uma letra que combine é muito importante, mas, como o Leco já disse antes, são dois anos tocando direto, sem parar, todos os finais de semana, daí a afinidade se torna espontânea.

Musicão: Como vocês analisam este momento da música eletrônica?
Daniel: De uns três anos para cá, houve grandes mudanças e o disco punk, o eletrorock adquiriram um peso maior. O eletrônico hoje é parecido com o rock, tem muitos subgêneros. No cenário que freqüentamos a cena está aberta, e surgem variações como o house, o eletro, o minimal.
Leco: Nestes últimos três anos, realmente, muita coisa aconteceu. Surgem a cada dia novos produtores e muitas bandas de rock passaram a assumir em seus trabalhos elementos extraídos do eletrônico.

Musicão: Como é o trabalho de pesquisa musical para compor?
Daniel: Gostamos de ouvir música como apreciadores, mas não pesquisamos novos estilos com a intenção de inseri-los em nosso trabalho. Já temos nosso jeito próprio de criar e gostamos de traduzir em nossas canções a nossa identidade.

Musicão: Fale-nos um pouco sobre o novo CD.
Daniel: Ele tem treze faixas, e foi gravado em três épocas, com três processos de composição diferentes. A primeira fase foi gravada em Fortaleza, em 2005 e no ano passado, gravamos a segunda parte aqui, em São Paulo. Ele mistura vários elementos funk, trip rock, eletro, house. O título é “I trust my dealer” e será lançado pelo selo Segundo Mundo, que já lançou várias bandas de know how, entre elas o Pato Fu. Nosso produtor, inclusive, produziu os dois primeiros álbuns deles. Algumas músicas foram mixadas, na terceira fase, há apenas dois meses e prevemos o lançamento do CD para o final de maio.

Musicão: Quanto à carreira, o que já está acontecendo de bom, de positivo?
Daniel: Temos a sorte de tocar sempre em grandes festivais, o que nos proporciona boa divulgação e um acelerado processo de formação de público. Já participamos do Campari Rock, do Machine Festival e de muitos outros. Agora, em 4 de maio, estaremos no Festival M.A.D.A., na cidade de Natal. O que também facilita nosso trabalho é o nosso formato, visto que somos apenas dois e utilizamos pouca parafernália. Cabemos em qualquer clube! Em julho, tocaremos na Europa, já temos alguns shows confirmados. Aqui, no Brasil, já tocamos em quase todas as grandes capitais, menos na região norte e no estado do Espírito Santo.

Musicão: Vocês possuem uma canção mais irreverente...
Daniel: Sim, é parodiando o “mexe-bunda” (risos). É uma composição crítica, em forma de gozação. A melodia é na batida do funk carioca, com letra em Inglês (risos).


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