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Digitaria em foco

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Publicada em 21, Apr, 2007 por Marcia Janini

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Após bela apresentação, a banda recebeu esta equipe nos camarins e de maneira leve e descontraída, contou-nos sobre sua trajetória musical, os próximos passos de sua carreira e sobre o que pensam sobre a moderna música eletrônica.

Musicão: Como surgiu a proposta de trabalho da banda pelo selo Gigolo Records, pelo fato de ser um selo de forte projeção e representatividade no exterior?
Digitaria: Nós mandamos para eles um CD demo, entretanto já conhecíamos o trabalho promovido pelo selo. Encontramos o DJ Hell, que é o dono numa festa de produtores musicais na Itália. Dali a dois meses ele veio ao Brasil e já surgiu o convite, a partir da análise do material que havíamos enviado.

Musicão: Sobre a experiência de dividir o palco com os Cardigans e Ira!... Como foi para vocês?
Digitaria: Isto ocorreu no Campari Rock e foi ótimo... Abrir o show para uma banda de levada pop como The Cardigans e depois realizar a transição para Ira!, de vocais e guitarras mais agressivas foi bem diferente, desafiador, mas as energias se encontraram e deu tudo certo. Inclusive, o Edgar Scandurra faz parte do casting da mesma agência que a gente, a Smart Biz e agora estamos com a idéia de fazer músicas em Português, e o Ira! é forte influência neste trabalho. Além disso, vamos tocar juntos novamente em breve, na cidade de Cuiabá.

Musicão: E o trabalho com Arnaldo Batista... Como surgiu o convite?
Digitaria: Rolou em 2001/2002 e é uma grande viagem... Já tínhamos uma amizade anterior com ele, e o fato de termos nosso próprio estúdio de gravação em BH ajudou bastante. Ele estava no limbo desde o Disco Voador, álbum de 1984, sem compor novas canções, vivendo em um sítio meio que afastado de tudo etc... Coincidiu que o John (Pato Fu) estava fazendo um disco dele, produzindo o single e daí rolou a história. Mas ele é um grande artista e a questão da liberdade total para fazer exatamente aquilo que ele queria foi determinante para que o projeto fosse adiante. Gravamos junto com ele em nosso estúdio quatro canções, das quais três constam no disco, onde ele faz, entre outras coisas interessantíssimas, uma releitura de “Vai Garupa”, meio que parodiando Caetano Veloso. Foi um trabalho muito bom, gostoso de fazer.

Musicão: Quanto à turnê de vocês... Estão viajando muito?
Digitaria: Estamos deixando as coisas acontecerem, mas temos tocado com freqüência boa por todo o Brasil e Europa e agora estamos com planos para excursionar pelo restante da América do Sul, entretanto, já estamos pensando no segundo álbum e em chegar em outro ciclo de nossa carreira. Ultimamente, fizemos uma turnê de dois meses e meio na Alemanha, além de termos tocado em grandes festivais, como Nokia Trends, Pop Rock, Creenfield etc...

Musicão: Quais são as influências musicais ao trabalho da banda?
Digitaria: Nada muito específico. Na verdade há uma mistura louca, ainda mais que somos em três compositores, mas sempre projetamos uma visão futurista a estas influências. Basicamente Beatles, Led Zeppelin, Nirvana, Sepultura e Depeche Mode.

Musicão: Quais são os planos futuros para a carreira?
Digitaria: Finalizar e gravar nosso novo Cd, lançar os singles. O primeiro álbum foi feito muito na raça mesmo, pois não tínhamos experiência anterior na parte de produção.

Musicão: Mas vocês já estão colhendo os primeiros frutos de tanto trabalho...
Digitaria: Ah, sim... Estamos com interessantes parceiros para novos projetos como Marc Almond (Soft Cell) e Steve Strange (Visage).

Musicão: Como vocês analisam este momento da música eletrônica?
Digitaria: Está bem mais abrangente, há pessoas e grupos que fazem música mais comercial, para pista de dança, etc e há outros trabalhos mais experimentais, numa tentativa de renovação, de descoberta de novos caminhos. Hoje a música eletrônica passa por vários níveis, há a música de exportação, o minimal, o eletro, apresentando uma carga de expressão artística mais completa. Quanto mais se abre o pensamento hoje, conseguimos perceber coisas novas e de boa qualidade surgindo. Em BH a cena está bem grande e surgem novos produtores. Mas o que mais atrai é a mistura de produção, tornando a música eletrônica mais artística, onde as pessoas podem experimentar e inventar sem preconceito e sem rótulo, sem ter algo pré-definido, deixando o segmento mais livre.


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