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Entrevistas

Entrevista com a banda “Tenente Clown”

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Publicada em 16, Dec, 2006 por Marcia Janini


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Leia na íntegra a entrevista com os integrantes da banda.

Musicão: Apresente-nos a banda.
Bynho: O Carioca é o vocalista, eu faço vocal em algumas canções e guitarra, o Marcelo no baixo e o P.P. na bateria.

Musicão: Fale-nos um pouco sobre o histórico da banda.
Bynho: Em 1993, o P.P. junto com seu irmão (que hoje já não faz parte da banda) e um amigo deles formaram uma banda.

Musicão: Como surgiu o nome “Tenente Clown?”.
Bynho: Então... Eu e o Marcelo tínhamos uma outra banda nos tempos do colégio e daí um amigo deu a idéia, a sonoridade do nome era bacana, então entre quatro, cinco nomes que já estávamos pensando em adotar, escolhemos este. Não tinha uma motivação específica. O nome mostrou-se perfeito para nós porque dizia muito sobre a própria identidade da banda, significa assim, como que uma rigidez meio escrachada, uma brincadeira séria, porque é assim que todas as bandas começam, como mera diversão e a coisa da seriedade, da preocupação com a qualidade do som, o lance da profissionalização começa a chegar com o passar do tempo.

Musicão: O que tocavam?
P.P.: A gente tocava de tudo, porém só agora passou a se tocar um som mais brazuca, nesta nova fase que já comemora dois anos, desde 2004, 2005. A proposta sempre, desde o início, foi tocar o que curtíamos ouvir, se divertir com a banda e então já tocávamos naquela época muito rock nacional 80’s, foi uma grande escola pra gente, acredito que pra quase todo mundo que faz rock nacional hoje.

Musicão: Quais são as principais influências musicais da banda?
Bynho: Barão (Vermelho), Ira, Titãs. Nós fazemos rock nacional, mas o nosso som não se assemelha muito ao de ninguém, tem características próprias. Aqui cada um tem suas influências particulares também... O P.P. sempre curtiu Ramones e tocou de 2000 a 2004 numa banda punk, ou seja, ele se afastou da banda por uns tempos e depois voltou. O Marcelo se influenciou muito nos anos 80 também, no pós-punk, Siouxie and the Banshees e até no gothic, através do som do Bauhaus, etc... Já eu curto muito o classic rock dos anos 70, tudo o que tenha guitarra, Led Zeppelin, Joe Sartriani, Santana...

Musicão: Fale um pouco sobre a carreira.
Marcelo: Em 2003 lançamos um CD com oito faixas, já tínhamos composto essas canções há algum tempo e precisávamos encerrar esta fase e iniciar uma nova, mesmo em decorrência das mudanças de formação da banda, muitos músicos saíram, outros foram em busca de novas experiências e voltaram trazendo nova bagagem, essas coisas. Quando o P. P. voltou, as coisas passaram a ficar mais simples e objetivas. Teve época de ter três guitarras. Neste CD, fazemos uma releitura de “Trem das Onze” do Adoniran, que chegou a tocar em 2004 por uns seis meses na rádio Brasil 2000, e duas outras faixas tocaram bastante na 89 FM.
P.P.: Hoje o nosso som já tá bem diferente do que aparece no CD.
Marcelo: Nesta fase estamos começando já a recolher algumas músicas para a gravação de um novo CD, coroando esta fase mais simples e rock n’ roll. Este formato (do primeiro CD) já não existe mais, agora se inicia uma nova fase.

Musicão: Como é a receptividade do público ao trabalho da banda?
Marcelo: Muito boa no geral, geralmente fazemos festas num sítio e arrastamos sempre umas mil pessoas, foi uma maneira que encontramos de divulgar o trabalho oferecendo ao mesmo tempo lazer e entretenimento.
Bynho: A venda de CDs ainda é uma coisa meio complicada, mas na festa divulgamos bastante.
Marcelo: Sim, vendemos quase 400 CDs na última festa.
Bynho: O show em si é o grande diferencial para quem quer conhecer, só vendo... No CD não dá pra perceber tanto isso, essa questão da vibração.
Marcelo: Existem muitas bandas realmente boas fora da mídia por uma série de fatores, mas a energia é realmente fantástica em nossa interação com o público.
P.P.: Somos uma equipe, todos em prol da banda, não há “estrelismos”, é tudo bem homogêneo. Tudo muito bem casado, costurado e especialmente bem dosado, aqui não há nenhuma virtuose.
Marcelo: O nosso sucesso vem muito do fato de fazermos um som honesto, buscando dar o máximo de si, compensando eventuais deficiências, visto que ninguém é perfeito com muita garra e energia.

Musicão: Qual a visão da banda sobre a música brasileira da atualidade?
Marcelo: Existe uma divisão entre o que está nas gravadoras e o que está fora. Nas gravadoras hoje não se vê muita qualidade, falta inovação, aparecem dez, vinte bandas fazendo exatamente a mesma coisa, sendo que a maior projeção de qualidade e criatividade rola mesmo nos festivais, com bandas excelentes que a grande mídia não conhece e acabam sendo rotuladas como “alternativas” pelo simples fato de não estarem na grande mídia ou fazendo parte dos “modismos”.
P.P.: Hoje praticamente nem ouço rádio além da Kiss Fm. Mas para mim, um som que sempre foi e continua legal é o da Nação Zumbi, eles são muito honestos com seu trabalho, não se vendem pra poder continuar na mídia.

Musicão: E como vocês vêem este revival 80’s?
Marcelo: Sendo feito por bandas de boa qualidade, fazendo algo legal depois de tanto tempo, é maravilhoso!
P.P.: O Ira, por exemplo, nunca deixou de gravar coisas novas, sempre esteve no circuito. Mas também há muitas bandas que voltam num verdadeiro “fim de feira” pra poder ganhar grana.

Musicão: Quais são as expectativas de vocês pro futuro da banda?
Carioca: Lançar o novo CD.
P.P.: Esperamos encontrar espaços bons para divulgação, no cenário do rock falta muito isso, casas que propaguem a cultura do rock, sem querer homogeneizar, nivelar tudo, ou só pedir pra tocar cover e ainda pior, pra imitar em nossas criações alguma banda conhecida.
Bynho: Fomos chamados prum evento fechado e os organizadores acharam que o nosso som não era pop, já confundindo com outros estilos, aliás, ele não entendia muito de música, pelo visto e pediu pra tocar algo menos pesado, mais pop, mais parecido com o som de uma famosa banda, muito boa, por sinal... Mas peraí, o som deles é um e o nosso é totalmente diferente...
P.P.: O que fazemos é manter a qualidade do som que tocamos sem perder a identidade da banda.
Bynho: E num outro local, queriam que tocássemos algo mais pesado, no estilo de uma banda pop... Numa confusão evidente entre pop e metal... (risos).


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