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Entrevistas

Tihuana - Entrevistando a Tropa, Sem Elitismo

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Publicada em 28, Jul, 2009 por Marcia Janini


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Após show no Centro Cultural São Paulo, no último domingo, dia 26 de julho, os simpáticos e descontraídos integrantes da banda Tihuana receberam esta equipe em seus camarins. A rápida entrevista, em meio à efusão de fãs recebidos carinhosamente pelos integrantes, anuncia os próximos passos da carreira e muito mais...

Musicão: Qual a sensação de tocar aqui, no CCSP?
Baía: É um dos lugares mais agradáveis de se tocar... Essa proximidade com o público, é fantástico! Dá pra ver cada expressão dos rostos... É diferente de se tocar à distância para uma grande multidão. Aqui todos os detalhes do show podem ser vistos por todos... A energia é diferente, com a galera próxima, todos juntos... Fica tudo em casa!!!

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Musicão: Fale-nos um pouco sobre a carreira, a criação de uma identidade na banda...
Léo: A intenção, desde o começo, foi da criação de uma banda moderna, não caindo num estilo único. Sempre foi a mistura. Acreditamos e buscamos ser uma banda de carreira, não nos prendendo a modismos ou ao comodismo, o que poderia ser bem mais fácil, mas aí não iria de encontro à nossa proposta, que é estar sempre pesquisando novas fontes, novas maneiras de interação, sempre construindo algo novo. Cada um de nós tem seu estilo, seu gosto e influências musicais próprias, então daí sermos este caldeirão de estilos diferentes, porque cada um trouxe suas raízes e dá tão certo que, em todo este tempo juntos, mantivemos a formação original.
Baía: Desde o nosso primeiro trabalho, tem de tudo... hardcore, reggae, música latina. Não temos limites musicais. Há pessoas que acham ruim a fusão, porque acham que não se cria uma identidade, fica difícil de rotular... Aliás, é isso mesmo... É impossível rotular o Tihuana pela grande variedade das nossas origens e influências musicais. Variamos muito porque não gostamos de nos sentir limitados em relação ao que fazemos e todos na banda participam muito de tudo. Não há uma segmentação, fulano só faz tal coisa e beltrano outra... Muito pelo contrário, todo mundo compõe junto, arranja junto, faz tudo junto, somando os pontos de vista de cada um.

Musicão: Quais são as suas influências musicais?
Léo: Eu comecei a tocar por causa do Kiss... Ouvia Yngwie Malmsteen e quando conheci Van Halen, mudou tudo, toda a minha concepção musical. Passei também a ouvir de tudo um pouco. Aliás, agora estou querendo aprender a tocar flamenco... Adoro o som do Paco de Lucía. Sou muito eclético, gosto de tudo.

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Musicão: Como vocês analisam estes dez anos de carreira, o amadurecimento do grupo...?
Egypcio: Foram dez anos difíceis, com muitos bons momentos, mas com momentos ruins também, aliás, como em quase tudo na vida, com altos e baixos. Sempre soubemos que para estar bem na mídia, não adianta emplacar uma ou duas músicas de sucesso nas paradas em cada álbum, é muito mais que isso...Mas sobrevivemos nestes dez anos aprendendo a cada dia, batalhando muito para fazer com que as coisas acontecessem.
Román: Estamos completando dez anos e encerrando um ciclo... Esperemos pelos próximos dez anos!

Musicão: Quais são os próximos passos da banda?
P.G.: Paralelamente ao encerramento desta turnê, estamos coletando material para um novo trabalho.
Baía: Estamos em processo de composição do que será... Pode ser um acústico, outro trabalho ao vivo... O formato ainda não está definido, mas pretendemos lançar novo trabalho já no final deste ano, mais tardar, no início do ano vindouro.
Román: Ficamos um bom tempo sem lançar músicas inéditas... Nosso quinto álbum saiu em 2006. Provavelmente só será lançado o próximo em 2010. Quer dizer... são quase quatro anos sem sentir a adrenalina de entrar em estúdio e tudo mais... Estamos com muita vontade de fazer coisas novas... Vínhamos numa seqüência de meio que lançar um disco atrás do outro. Agora, sem data ainda definida pra lançar, acho que voltaremos mais motivados...
Egypcio: Bem, a idéia é gravar outro projeto em formato CD+DVD e, a princípio, pensamos em gravar aqui mesmo, em São Paulo, num lugar bem menor. Traremos também vários convidados no novo trabalho e vamos ver se conseguimos lançar ainda este ano.
Léo: Acredito que o diferencial a este novo trabalho será trazer ainda mais influências e misturas musicais que nos anteriores e, o resto, é surpresa... Esperamos que nosso público curta bastante este novo trabalho!

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Musicão: Quais são as expectativas em relação ao novo trabalho?
Baía: Depois do furacão da trilha sonora do filme (Tropa de Elite) e toda a polêmica lançada em torno desse fato, será o primeiro trabalho após toda esta onda, então será um trabalho que virá a delinear mesmo o que ainda vai, talvez, ficar em relação a tudo isso. Será o som que virá a partir daí... Mas estamos no melhor momento musical e pessoal possível, com a banda unida e muito focada neste trabalho. Em termos gerais, a expectativa é muito boa e o público pode aguardar boas novidades!!!
Léo: São grandes as expectativas, porque sempre que nos preparamos para fazer um disco, o último, enquanto for o mais recente, acaba sendo o melhor, porque é algo no que estamos nos empenhando, trabalhando etc... Estamos muito inspirados, na maior ‘vibe’ e, com a comemoração aos dez anos de estrada, mais uma vez sentiremos as coisas um pouco diferentes em relação aos projetos anteriores.
P.G.: Eu espero muito trabalho, muitos shows, sair pela estrada, correr atrás! Estamos com uma ‘pegada’ pra cima, trazendo novas influências e formas de composição.
Román: São as melhores possíveis, pois estamos motivados, empolgados em experimentar novos formatos com participações especiais e tudo o mais... É um projeto com muita musicalidade!!!

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Musicão: O que vocês pensam sobre a música brasileira na atualidade?
P.G.: Dentro do mercado musical, o Tihuana se enquadra numa fatia com excelentes e maus momentos. Depende de nós continuarmos nos trilhos. Acho que os músicos brasileiros são os melhores do mundo, com uma musicalidade extra, excepcional, tanto que lá fora são aclamados como os melhores, pois temos várias culturas dentro de outro país: o país da diversidade. A música e os músicos brasileiros são, realmente, os melhores no que fazem...
Egypcio: Não sei muito que pensar... Conhecemos várias bandas e mesmo as que não conhecemos ou temos afinidade pessoal que estão surgindo agora agradam bastante, a molecada curte... Mas tudo está meio que na moda... Veja você: o sertanejo está voltando com força. O cenário do rock nacional está um pouco lento talvez, deixando a desejar em algumas coisas...

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Musicão: Qual a mensagem que vocês gostariam de deixar para o seu público?
Román: Obrigado pelo carinho!!! Nas horas difíceis, quando não se está ‘bombando’ na mídia, é que se percebe a importância de ter um público fiel, com personalidade, com o qual sempre poderemos contar... É fundamental!!!
P.G.: Como muitos de nossos fãs também tocam, têm suas bandas; eu recomendo continuar tocando, acreditar no sonho... Perseverar e batalhar...
Egypcio: Queríamos agradecer a todo mundo, em especial a essa galera que a gente sempre teve que acompanhou de perto, desde o começo... A família... Muito obrigado a todos que nos acompanharam nesses dez primeiros anos de luta!


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