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Entrevistas

Shadowside ´às claras´

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Publicada em 29, May, 2009 por Marcia Janini


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Na tarde do último domingo, 24 de maio, os carismáticos integrantes Dani Nolden (vocal) e Raphael Mattos (guitarra) da banda heavy metal Shadowside recebeu nos estúdios da All TV esta equipe. Veja na íntegra reproduzida abaixo quais os próximos passos da banda com relação à carreira e comentários gerais sobre sua música.

Musicão: Percebendo a intensa curiosidade do público e o surgimento de vários boatos, alguns deles de cunho reconhecidamente maldoso, o que vocês gostariam de dizer ao público sobre o cancelamento de sua participação na abertura do show do Iron Maiden?
Shadowside: Não ocorreu nada além do temporal. Começou a chover por volta das três da tarde, só estiando às seis. Não ia rolar mais... Não daria tempo nem para a passagem de som! O Iron perdeu muitos equipamentos, danificaram-se telões e boa parte do equipamento de pirofagia... As montagens de palco ficaram todas atrasadas, tanto que inclusive o tempo de show da Lauren Harris necessitou ser reduzido. O Iron só entrou no palco às 9 da noite. Não houve desorganização, brigas entre as bandas ou nenhuma das coisas que andaram mencionando... Tudo foi apenas provocado pelo mau tempo! Inclusive a assessoria do Iron publicou nota à imprensa relatando o porquê dos atrasos e cancelamentos...

Musicão: Como surgiu o convite para que vocês realizassem a abertura do show do Iron aqui em São Paulo?
Shadowside: Os empresários do Iron entraram em contato com a Mondo Entretenimento, que foi responsável pela organização dos shows em São Paulo, solicitando sugestões de algumas bandas que poderiam estar abrindo o show. Então eles realizaram uma pesquisa e coletaram alguns nomes que trabalham com estilo próximo ao da banda, entre esses estava o nosso, e passaram para os próprios integrantes do Iron fazerem a escolha. Após ver e ouvir clipes, músicas e gravações de apresentação das bandas, eles gostaram do nosso trabalho e nos escolheram. O convite surgiu na quarta-feira á noite e o show já seria realizado no domingo, assim, foi tudo muito às pressas, inclusive a divulgação.

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Musicão: Como está sendo trabalhar com nomes de peso da indústria fonográfica como o produtor deste álbum, Dave Schiffman, que já produziu Audioslave, System of a Down, Red Hot Chilli Peppers, etc?
Shadowside: Tínhamos uma lista com nomes de vários produtores e ele estava no topo da lista. Ainda acreditávamos que seria pouco provável que ele aceitasse a proposta, justamente porque ele teria que vir ao Brasil para realizar o trabalho, etc... Ficamos surpresos com a forma como ele acolheu o projeto, mesmo porque, atualmente, ele já possui reconhecimento suficiente para escolher com quem quer trabalhar. Ele se interessou logo de cara pelo nosso trabalho e percebeu que poderia acrescentar, dar novas idéias, visto que ele não trabalha apenas com heavy metal, mas também com outros estilos, sendo que suas contribuições foram muito importantes para nós, entretanto, de forma extremamente generosa, sem imposições, apenas indicando o caminho e nos deixando livres para criar.

Musicão: Falem-nos um pouco sobre a concepção deste novo álbum.
Shadowside: Vai ser diferente, aliás, é diferente do anterior, já está recebendo bom respaldo da crítica e do público. É um álbum mais maduro, são novos integrantes, a sintonia é outra. No álbum de estréia ainda não tínhamos identidade definida, éramos uma mescla de sons que gostávamos, ainda estávamos muito pautados em nossas influências (Iron Maiden, Judas Priest e Helloween). Este álbum tem personalidade, está bem mais atrevido, ousado mesmo. Com a ajuda do Dave e uma maior dose de coragem da banda, ficou mais uniforme.

Musicão: Cada integrante tem formação musical, inclinações e gostos diferentes. Como se administram as diferenças de estilo pessoal dentro da banda?
Shadowside: Não brigamos apesar da diversidade de estilos. Gostamos de coisas parecidas, porém, não há conflito na hora de fazermos nossa música, unimos o que temos em comum, até chegarmos a um ponto em que todos concordamos. Fazemos hoje um som que gostaríamos que outras bandas fizessem.

Musicão: Como a banda lidou com as mudanças na formação original?
Shadowside: Já principiou com a própria convivência, temos hoje mais química, as músicas estão mais fluidas. Antes tínhamos o problema com personalidades conflitantes, que não se uniam, não acrescentavam muito em conjunto com as outras e daí as coisas não funcionavam bem. Gostamos-nos muito como pessoas, éramos muito amigos, como até hoje ainda somos, só não funcionávamos bem como banda. Hoje, mesmo com os diferentes gostos musicais de cada um, funciona melhor. É mais caloroso, o que se reflete no trabalho. A crítica acolheu tão bem o novo álbum que a impressão que nos dá é que todos esperavam por algo assim há anos, então já principiaram a antecipar a divulgação ao novo trabalho, dando-lhe destaque e projeção.

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Musicão: Vocês já contam com uma bem consolidada carreira internacional, sendo sucesso de público e crítica. Como vocês esperam alcançar o mesmo respaldo do público brasileiro?
Shadowside: Já estamos trabalhando nisso neste momento. Estamos marcando muitos shows. Acreditamos que o fato de fazermos tanto sucesso lá fora abriu os olhos do público brasileiro, aumentando a curiosidade sobre o nosso trabalho. Nós fomos headliners em um festival na Espanha, mesmo sem realizarmos previamente qualquer promoção naquele país, então percebemos que o histórico da banda conta muito a favor deste interesse do público, agora é apenas uma questão de tempo para conquistarmos definitivamente o público brasileiro.

Musicão: Quais são os próximos passos da banda?
Shadowside: Realizaremos turnês por toda a América Latina, só estamos aguardando a confirmação de algumas datas e excursionaremos também pelo nordeste brasileiro, aonde a cena rock atualmente vem ganhando maior vulto. Aqui no sul e sudeste a cena saturou um pouco, pois todas as bandas vinham apenas para cá, era aqui que tudo acontecia, e os nordestinos também gostam de metal. A partir do momento e que boas bandas começaram a se apresentar lá, se solidificou um novo nicho de rock no Brasil. Antes, talvez, não tivéssemos a oportunidade de tocar lá, mas agora estão surgindo muitos convites, as pessoas estão buscando música. Assim, excursionaremos também por cidades do interior, não apenas grandes cidades e capitais. Iremos onde a demanda nos levar!

Musicão: Quais são as principais influências em sua música?
Shadowside: Tudo o que você puder imaginar! De música clássica até pop, blues, rock, heavy metal em geral. Passeamos por vários estilos, do clássico ao moderno, não nos fixamos em uma única coisa, incorporamos e absorvemos tudo aquilo que gostamos de ouvir em nossa música, não nos preocupamos em ouvir apenas determinado tipo de som, ou em retirar influências de uma única fonte, o ecletismo é importante, para que as canções não fiquem limitadas, com poucas possibilidades e alternativas na concepção.

Musicão: O que vocês esperam deste novo álbum, em termos de repercussão? Quais são as medidas tomadas até o momento?
Shadowside: Já estamos divulgando no MySpace para ver se “pega fogo”. Estamos sempre atualizando nosso blog e as visitações estão sempre altas, portanto já existe uma boa resposta. Esperamos que o público curta o nosso trabalho. No meio do ano que vem, 2010, quando dermos um tempo com as turnês, já começaremos a trabalhar em novo álbum, inclusive já temos um bom material e talvez até o fim do ano já possamos estar lançando. Agora estamos mais voltados a trabalhar bem as canções deste... Precisamos deixar amadurecer as idéias, até para que o próximo CD não fique parecido com este.

Musicão: Porque a escolha do título “Dare to Dream” (Atreva-se a sonhar) para este álbum?
Shadowside: Tudo começa do sonho, do atrevimento de sonhar e ir atrás. Começamos a banda como um sonho de adolescente e hoje estamos vivenciando tudo isto, turnês internacionais, reconhecimento pelo nosso trabalho etc. A nossa mensagem para as pessoas é essa, se atrevam a sonhar, tudo é possível. Estamos conquistando nosso espaço e esse é o nosso incentivo para que as pessoas sigam seus sonhos.

Musicão: Falem um pouco sobre as temáticas exploradas por suas canções...
Shadowside: Na questão das letras, a banda estava nesta reformulação, então a Dani (vocal) escreveu tudo. Já tínhamos muito material guardado, fatos do dia-a-dia, da TV, de forma que inspiração para as canções sempre surgem das formas mais inusitadas. O material para este CD já estava praticamente todo pronto. As letras falam de relacionamentos pessoais em geral, há uma música que retrata pessoas que perdem suas identidades em busca de aceitação social. Também surgem críticas aos problemas sociais mas de forma positiva, buscando propor mudanças, transformações de coisas negativas em algo realmente bom.


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