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Entrevista com Dead Fish

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Publicada em 19, Feb, 2009 por Anderson Oliveira


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São quase duas décadas de carreira e os capixabas do Dead Fish lançam seu oitavo álbum de estúdio, Contra Todos; com letras empolgantes e um instrumental mais agressivo, a banda mostra porque com os anos não perdeu sua importância no cenário nacional, confira agora uma entrevista exclusiva com Rodrigo e Phillipe, falando para a equipe do Musicão, dentre outras coisas, do lançamento do novo álbum, sua produção e o hardcore nacional, além de outros assuntos.

Começando pelo disco novo, foi lançado Contra Todos, 8º álbum de estúdio do Dead Fish, o 3º pela Deck Disc, vocês trabalharam com Rafael Ramos novamente, existe alguma diferença em termos de produção se comparado com os outros dois anteriores?
Phillipe: Eu também produzi junto, fiz a co-produção, já havia trabalhado bastante aqui fazendo essa pré (produção), e diferente dos outros discos, que foi o Zero E Um, que somente ele fez, o disco passado, Homem Só, nós produzimos juntos, com a participação de nosso último guitarrista, então nesse álbum nós já sabíamos como funcionava e a coisa acabou saindo normalmente. Eu já mexo por fora com todo esse aspecto de produção, então foi como se um membro da banda fizesse a capa do disco, eu produzisse, saiu tudo mais fácil, não houve uma diferença considerável, foi mais uma síntese de tudo que havia acontecido.

Uma coisa perceptível nesse disco do Dead Fish, até mais que os outros, é que ele está realmente pesado, com grandes referências ao metal, além disso, as letras estão super diretas, analisando o título do disco (“Contra Todos”), existe uma direção que a banda seguiu para tudo isso?
Rodrigo: Cara, você é a segunda pessoa que fala sobre essa nossa pegada do disco ser metal, provavelmente isso ficou marcado pela velocidade das músicas nesse disco.
Phillipe: Com certeza, e sobre um objetivo para esse disco, não foi algo nítido, premeditado, nós queríamos dessa vez fazer um disco rápido, pesado e pra cima, da forma mais espontânea e natural possível.

Realmente é incrível como algumas músicas vêm com tudo, mostram seu recado e terminam rapidamente...
Rodrigo: Nossa, eu estou muito orgulhoso do resultado desse disco, eu escuto o álbum e estou muito orgulhoso desse resultado. Como a gente fez “Um Homem Só”, que é um disco muito mais elaborado musicalmente, eu acho que quando a gente se tornou um quarteto, com a saída do Hóspede, naturalmente nós caímos nessa coisa de “vamos ser espontâneos, vamos ser diretos, vamos fazer uma coisa que seja pra cima, pra frente!”
Phillipe: Ainda sobre essa nossa pegada ser tão próxima do metal, isso que você falou tem realmente sentido se levarmos pelo fato de que queríamos fazer as coisas tocando o mais rápido possível, já dessa velocidade tudo soa muito denso, durante a gravação a gente ia naquela coisa de “vamos colocar mais 2 pontos no bpm (batidas por minuto), mais dois, mais dois...”, mas ainda assim, acho que no nosso outro disco isso acabava soando mais metal que nesse, que nós pensamos em fazer algo mais pesado, com uma afinação mais baixa.
Rodrigo: Acho que a formação metal desse álbum, seria aquela coisa mais crossover, tipo D.R.I, Corrosion of Conformity... a primeira música, por exemplo, ela não tem introdução, isso foi algo realmente pensado, pra chegar começando o disco mostrando a que veio, eu lembro que no início nós não tínhamos a idéia dela ser a primeira, aí o Rafael chegou e falou “é essa!”.

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Vendo o MySpace da banda, o website, nós vemos que existe todo um trabalho estético por parte da banda conforme um lançamento ou necessidade, vocês são uma banda que veio do underground nacional e sempre buscou atingir o maior número de pessoas e hoje a internet é vista como vilã pela maior parte da mídia, qual a posição do Dead Fish nesse aspecto? Vocês são contra a pirataria, o mau uso da internet?
Phillipe: Não, não, nós não somos contra, acho que com a internet todo mundo teve que se adaptar um pouco, e isso é a realidade hoje, é tudo parte da evolução da coisa, teve gente que não queria a passagem do formato analógico pro digital, hoje a internet é o meio mais acessível.
Rodrigo: É uma ferramenta brutal, a gente pode ter o feedback muito rápido, eu mesmo como um cara mais velho, acabo não acompanhando toda novidade de informática, mas é fato que você tem um feedback muito rápido com o cara que está te ouvindo, e isso faz toda diferença, você colocar no site fotos do último show por exemplo, colocar uma música nova, isso é uma ferramenta que vai fazer você falar muito mais com o seu público, ao mesmo tempo que muita gente acaba conhecendo e vivendo sua realidade só pela internet, acompanhando seu show; principalmente essa geração mais nova, existe uma pré-disposição menor a comparecer ao seu show, se acotovelar na grade e coisa assim, e a internet aproxima isso.
Phillipe: Acaba sendo tão simples acompanhar qualquer banda que existe uma tendência a não querer pagar por ela, como um show, meia-hora depois já está tudo lá no You Tube, existe uma realidade e isso é bom, mas em muitos casos a realidade acaba sendo muito virtual. Pro lado da banda a internet funciona para você regar bem o seu público, estar próximo, é uma vitrine, ação e reação direta, mas pra divulgação acaba sendo algo complexo também, porque não adianta chegar e mandar uma mala-direta e esperar o retorno, o Brasil ainda está se adaptando a isso, hoje temos mais canais e mais formas pra agir junto ao público.

E sobre novos formatos, vocês possuem planos de lançar um álbum em pen-drive ou vinil, por exemplo?
Rodrigo: Cara, meu sonho é ter um vinil! (risos) Ter aquela bolacha prensada... antes de fecharmos o “Terceiro Mundo” nós tivemos uma proposta do exterior, aí fechamos com a Deck Disc e pensamos “Vamos viver nossa realidade aqui”, aí todo ano vem um cara da Alemanha e faz a proposta pra lançar o “Sonho Médio” em vinil, a gente fica todo feliz e nunca dá (risos), agora a Deck Disc está comprando uma fábrica de vinis, ainda não conseguimos mais informações, mas a gente quer muito que tenha uma ‘bolachona’ do Dead Fish, pra conseguir ouvir o barulho da agulha e aquela coisa toda.
Phillipe: Com certeza, diferente do mp3, não curto muito um lançamento em pen-drive, até porque, pra gente, essa mudança de formato passou da demo pro CD, foi direto, essa diversidade de mídias proporcionou vários meios de lançamento, mas, por exemplo, você lançar ali pela internet em streaming, no MySpace, a qualidade da música não é a mesma, é super baixa, e isso acaba complicando porque o público não tem acesso ao trabalho por completo, a internet acaba nivelando por baixo a qualidade, isso é complicado, antigamente existia um formato definido para compactação sem perda de qualidade, e hoje com i-pod, operadoras de celular, você recebe um arquivo muito abaixo do que é realmente.
Rodrigo: O grande perigo dessas coisas é que vai acabar nivelando por baixo, bandas que não estão no mesmo nível, a gente sente isso hoje pelo cara que ouve tudo pela internet, o cara não consegue diferenciar algo que a gente já ouviu em CD ou em vinil, com uma qualidade maior.

O Dead Fish é uma banda do Espírito Santo e isso é algo que sempre foi algo evidente na carreira de vocês, existiu ou existe uma cena forte de hardcore ou algum outro estilo no estado?
Rodrigo: Nossa, muito, os anos 90 foram muito intensos no Espírito Santo, principalmente de 1994 até 1999, a coisa ferveu e ferveu lindamente, era algo que realmente dava um orgulho imenso, o pessoal brinca que o Espírito Santo é o Norte do Rio de Janeiro e é irrelevante, mas não é cara (risos), lá sempre houve uma cena intensa, mas parece que isso é típico do capixaba, parece que ele se sente diminuído no Sudeste, a gente tem uma cena de 30 anos, uma cena de punk-rock que vai bater agora uns 25 anos, nós vimos a segmentação dos estilos dos anos 90 pra cá, dos vários tipos de hardcore, mas naquela época era tudo bem unido, existia aquela briga de “metal x hardcore”, sem nenhuma subdivisão, o reggae também era incrível, até hoje, existem várias bandas de reggae no estado e com outros estilos, a periferia do Espírito Santo é barra pesada e o rap também forte lá, mas é algo que não é tão visto.

O Zé Maria foi uma banda que chegou em São Paulo com muita força e de repente sumiu, era uma banda com sintetizadores e cheia de efeitos, na época pensei “será que a cena indie é algo forte lá?”
Rodrigo: Existe uma cena indie forte também, existe uma banda que dizem que vai ser o próximo “estouro” no cenário nacional, uma banda de colatina do interior, dizem que era demais, eu ouvi e achei o som muito bem feito, embora não seja fã do estilo, o fundador do Zé Maria foi o primeiro guitarrista do Dead Fish, o Marcel, quando a gente parou em 1996, pela morte do meu pai, a faculdade do meu irmão e outros problemas, aí quando voltamos ele falou “estou em outra, estou em escola de artes”, aí cada um seguiu seu rumo, mas você vê como existe uma cena de todos os estilos, na cena que eu me inseri tínhamos zine, espaço pra tocar, intercâmbio, nossa cena na década de 90 era muito forte, tanto quanto em São Paulo.

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Vocês acham que essa explosão do harcore em todas as suas vertentes nos últimos dez anos possui algum motivo especial? Existe alguma coletividade no meio hoje em dia?
Rodrigo: Acho que hoje em dia colocam muitas bandas falando que são hardcore e isso acaba por manchar um pouco o estilo.
Phillipe: Hoje não existe muita, mas é exatamente por esse questão que o Rodrigo falou, não é que não seja bem-vindo, eu tocaria com qualquer banda de qualquer estilo e ninguém compete por isso, somos amigos de todos, mas acho que dentro da segmentação do hardcore a coisa é muito grande e unida, mas ao mesmo tempo são muito específicas, e isso acaba complicando um pouco.
Rodrigo: Isso começou a acontecer pra mim ali em 1998, quando eu comecei a ver aquele monte de rótulos e ver que dentro do meu estilo haviam caminhos a serem seguidos, desde algo mais violento, algo mais melódico, então você tem que seguir o caminho que é pra você.
Phillipe: Essa coisa de segmentar é complicada, você pega Ramones e Clash, são punk, mas são coisas completamente diferentes, você pega algo que falam do tipo “punk é fácil de tocar” e pega o Minutemen por exemplo. Quanto mais criam braços na árvore complica mais, podiam simplificar e deixar a coisa como rock and roll, isso seria muito melhor pra se produzir, de repente você faz uma música diferente do que você faz e fica pensando se pode usar, porque vão criticar por mudar o “estilo”.
Rodrigo: No nosso caso o hardcore é algo que eu me orgulho muito, é o que eu me identifico, vi idéias surgirem e irem embora, acabei vendo tudo acontecer, vejo várias posturas de bandas por aí, mas eu me orgulho do hardcore, tenho uma banda de hardcore, mas não quero ver se um dia colocar um efeito na voz alguém me criticar por isso, esse é o legal do Dead Fish, a gente sempre ficou no quadradinho do hardcore, do punk-rock, mas sempre quis andar pra frente.
Phillipe: Isso, nós sempre tivemos canções mais diretas, curtas, mas outras mais acessíveis, e nunca quisemos depender de algo pra atingir um fim em específico, é algo que aconteceu naturalmente, como tudo na banda, nunca seguimos uma fórmula, essa coisa de sugerir singles ou coisa assim, pra gente é indiferente, não é aproveitar aquilo como um rótulo, a coisa não pode ser por aí.
Rodrigo: Esse é o espírito da banda, sempre estivemos muito bem resolvidos sobre isso.

O Dead Fish já tocou com várias bandas consagradas no cenário mundial, existe alguém que vocês ainda tem vontade de tocar e não conseguiram?
Rodrigo: Cara, tem sim, tem muita banda que acabou e nós gostaríamos de ter tocado junto, bandas que eu gostaria de ter tocado no mesmo palco, vi o show do Propaghandi, que é todo um movimento Gay Core, super engajada, algo tipo “positive gay vibration”, acho muito show esse engajamento, vi o show e embora não tenha sido muito bom, é uma banda que eu queria muito ter tocado junto. Gostaria de tocar com várias bandas argentinas que eu acho incríveis, gosto muito de A77aque, 2 minutos... até algumas coisas mais pops, acho bandas como o Soda Stereo muito boas, um milhão de coisas, isso sem contar o Clash e outras né?
Phillipe: Nossa, tem várias no meio que seriam legais, de hardcore, a gente foi bem servido, mas algumas a gente gostaria muito de tocar com outras, é algo que gostaríamos de fazer esse ano, trazer uma banda, escolher quem a gente gosta, o Good Ridance é uma que gostaríamos muito, fizemos o Pulley, Millencollin... O Descendents é algo que gostaríamos muito, embora já tenhamos tocado com o vocalista deles, o Shelter...
Rodrigo: O Shelter foi uma banda que nós não nos batemos muito em termos ideológicos, um dia escrevo um livro sobre isso.. (risos)

Vocês mixaram um disco com o Ryan Greene, uma lenda do hardcore mundial, como foi? Vocês estiveram lá com ele na Califórnia?
Rodrigo: Foi demais, mas nós não chegamos a vê-lo, o disco foi mixado no estúdio dele lá fora.
Phillipe: Isso foi algo que não foi combinado, foi legal pra ver a estrutura da gravadora, a gente chegou, gravou e a intenção era fazer o melhor possível, ele era o melhor cara que estava fazendo na época, e foi numa transição de mercado, podíamos investir mais e isso foi massa, pra nós foi incrível, porque lá fora é muito mais fácil fazer; lá fora, a qualidade é absurda.
Rodrigo: Lá fora ele faz coisas mágicas, é incrível, ele, o Steve Albini... é gente que tem a liberdade de escolher com quem quer trabalhar, mostrar coisas novas, é realmente incrível, a qualidade é realmente superior, é um lance muito louco isso.
Phillipe: O acabamento foi mesmo o melhor possível, se fossemos terminar o álbum aqui ele sairia um pouquinho diferente, lá é outra coisa, ele abre e mostra possibilidades, é algo bem legal, todo mundo ficou impressionado e contente com a qualidade, hoje ele deu uma sumida, existem outras pessoas, o Stevens era um cara que a gente tentou muito e acabou não conseguindo.
Rodrigo: Verdade, tentamos muito, mas não rolou, infelizmente... ele é o cara que faz tudo nesse estilo lá. Foi nosso melhor disco produzido, sem dúvidas.

O Dead Fish já tem um álbum e um DVD ao vivo, existem planos a curto prazo pra um novo álbum ao vivo?
Rodrigo: Cara, o DVD “MTV” Apresenta não foi pesado de fazer, a gente ficou apreensivo com a qualidade, mas foi tranqüilo, e à curto prazo a gente não tem nada programado.
Phillipe: Uma coisa que a gente pensou e foi captando coisa foi sobre os 18 anos de banda e de uns 2 anos pra trás a gente começou a documentar mais coisas, o cotidiano da banda, de repente começar a criar algo envolvendo isso, sempre tivemos vontade de fazer, seria legar gravar as turnês gringas, ter os shows, é algo muito legal, mas até hoje está no projeto, até hoje o disco que nós temos ao vivo não é algo tão bem gravado, foi numa fase meio conturbada, a banda com formações inconstantes, gente entrando e saindo... já com o DVD da MTV, a gente juntou pra gravar o disco e juntou um mês depois e fez o DVD, não tínhamos aquela coisa de conjunto, de tocar junto a muito tempo, mas é algo que queremos fazer sim.

Falando das mudanças de formação, vocês hoje estão com uma guitarra somente, com base nos comentários em fóruns da banda, o retorno está sendo o melhor possível, seguir com uma guitarra serve de motivação para a banda ou é algo que aconteceu naturalmente?
Phillipe: De certa forma sim, na verdade tudo agora é mais fácil, antigamente existia toda a questão que era a gente curtir o show com um som de palco legal, e com duas guitarras isso ficava um pouco obstruído às vezes, isso de cara acabou facilitando, acreditamos que isso soa como uma banda punk mesmo agora, a essência do que é preciso de energia está ali, baixo, bateria, guitarra e voz, a banda ganhou em energia, em peso, nitidez e coesão.
Rodrigo: Isso é algo que aconteceu natural, a gente está muito feliz com a formação hoje, não havíamos pensado em termos de retorno do público, e ficamos muito felizes que ele seja positivo.

Esse crescimento das bandas de hardcore aconteceu por algum motivo em especial nos últimos anos? Vocês acham que houve algum momento específico onde isso aconteceu?
Rodrigo: Acho que o surgimento da internet foi algo importante pra isso, o “faça você mesmo”, a galera que está nesse cenário é uma galera que aprende a tocar, vai lá, produz a demo, bota na internet, divulgam, procuram espaço pra tocar, a tecnologia como um todo ajudou bastante.
Phillipe: A própria renovação da música fez isso, há alguns anos existiam mais selos, quando isso se diluiu cada um teve que correr atrás de si próprio, haviam mais pessoas coordenando isso, de repente alguém grande lá olhou, viu que era esse o momento e começou a investir, era o momento.

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Rodrigo, você é sempre lembrado pelo público em geral do hardcore pelo fato de ser vegetariano, sua postura é sempre elogiada e recentemente você fez alguns vídeos de divulgação para a MTV, vocês participaram do Verdurada do último ano, como é pra você e pra banda esse tipo de evento?
Rodrigo: Participamos da edição de 10 anos do festival, pra mim, que sempre convivi no meio, é um orgulho imenso, é o que traz de mais legal no hardcore, que é o “Faça Você Mesmo!”, a molecada vai lá, produz o próprio som, não existe só música, o preço do ingresso é bom, as pessoas vão se divertir, mas vão com o intuito pra divulgar algo, não uma igreja, mas um caminho de vida. Acontecem um milhão de coisas que me deixam muito orgulhos de ter nascido no meio hardcore, e, embora ali também exista gente tão preconceituosa quanto em outros meios, também existe muita gente que quer mostrar um caminho saudável de vida.
Phillipe: É um meio importante de se falar de vários aspectos da vida, e não falar isso sendo algo comercial, é algo feito por amor, e isso salva o mundo.

E como vocês vêem essa juventude hoje em relação a esse tipo de assunto?
Rodrigo: É uma geração muito generosa cara, ela tem muito mais informação, comparada a minha geração é indiscutível, o pessoal costuma falar “ah, esses emo isso ou aquilo”, mas é só um lado da coisa, existe um lado super consciente, de gente que não vai ler a Ilíada, por exemplo, mas vai lá ler um artigo sobre algo interessante, que quer se informar, e que não é preconceituosa, que está aberta a outros estilos, pode ver o Verdurada e ouvir grindcore, tirando o que é positivo de cada coisa, e isso é algo que não aconteceu na minha geração, eu era de uma época que as tribos não se misturavam, a gente chegava a se recusar a mostrar música, imagina só, eu mesmo falava “ah, eu não vou te mostrar Buzzcoks, você não em cara de quem curte isso”. (risos).

E quais os próximos planos do Dead Fish?
Rodrigo: Cara, tocar em todos os lugares possíveis, fazer turnê com quem a gente gosta, e queremos muito tocar na América do Sul, com nossos vizinhos, tem tanta gente boa no Chile, na Argentina, infelizmente aqui isso não tem o reconhecimento necessário, já ouvi gente dizer que não tem nada de criativo na América do Sul, é incrível, vi Aterciopelados (banda colombiana) no Chile é pensei ‘cara, como tem coisa boa por aí’.
Phillipe: Uma coisa que estamos programando agora é fazer um disco com a formação nova, com o Marcão na bateria, fazer isso o quanto antes, já começar a compor em turnê, é mais uma coisa a ser feita, aos poucos, mas durante o ano dá pra sair dali com o monstro preparado (risos).


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