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Nômade Festival Apresenta Erykah Badu em São Paulo

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Publicada em 25, Jan, 2023 por Marcia Janini


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No último domingo, 22 de janeiro, cerca de 12 mil pessoas assistiram Erykah Badu na apresentação de mais um show de sua última turnê no Memorial da América Latina, em São Paulo.

Além da cantora surgindo como principal atração, o line up do Festival Nômade trouxe nomes como Larissa Luz, Anelis Assumpção, Gilsons e Majur, além dos DJs Tamy e Nyack trazendo muito da sonoridade urban e street nacional, além de outras vertentes da black music, como o funk, soul, charm e sambalanço.

Abrindo as apresentações do dia, Larissa Luz, conhecida por interpretar o musical biográfico de Elza Soares após passar pelo Araketu, uma das mais famosas bandas do axé baiano, apresenta canções como "Gira", swingada e gostosa, trazendo elementos da música caribenha latina, na fusão dos brasileiros tambores que remontam ao axé.

Nota para a belíssima releitura de "Pata Pata" (Miriam Makeba), seguida por "Hipnose", na cadência malemolente do axé.

"Cupido Erê", uma canção pautada na sonoridade derivada dos ritos religiosos afro-brasileiros, com toques de ijexá e afoxé, na fusão com a batida forte do soul/funk, também apresenta um interessante convite à descontração.

Segunda atração do evento, os Gilsons chegam trazendo seu som swingado e tipicamente brasileiro.

"Vem de Lá" traz a junção entre o afoxé introdutório e o soul bem pontuado das guitarras, além do axé suavizado da percussão, em uma canção ensolarada e despretenciosa, cheia de charme.

Trazendo uma sonoridade suavizada, com acentos de bossa nova na fusão do toque de afoxé "Vento Alecrim" traz o gostoso balanço afro da percussão.

Delicada, a balada "Cores e Nomes" traz a bossa nova com acentos de soul, seguida pelo swing brejeiro de "Índia", uma canção de melodia robusta e andamento ralentado. Nota para o belo cânone das vozes no refrão. Lindo momento do show!

Trazendo a inspirada releitura para "Swing de Campo Grande" (Novos Baianos), seguida por "A Voz", uma canção de letra bem pontuada em interessantes trocadilhos e cadência constante, surgem mais bons momentos da passagem dos Gilsons pelo palco.

Sensual, "Proposta" surge trazendo a malemolência gostosa do reggae em uma melodia suavizada... A linha melódica do baixo em dub acompanha em contraponto a percussão, apoiando a cadência delicada, em mais uma deliciosa e gentil declaração de amor.

Trazendo o samba rock repleto de breaks estratégicos nos repiques do pandeiro, a reflexiva "Duas Cidades" traduz no marcante dedilhado das guitarras uma canção suave e descontraída, resultando em um soul super brasileiro. Great!

A inspirada releitura para a reggaeira "Love Love" (Alok) antecede as derradeiras canções apresentadas, na boa execução de "Eu e Você Sempre" (Jorge Aragão), revisitada com o toque soul dos teclados, permeando a melodia com graça em medley com "Alguém Me Avisou" (D. Ivone Lara).

Mais gostosas releituras surgem com "Palco" (Gilberto Gil) e "Várias Queixas" (Olodum), na moderna cadência do reggaetom, finalizando a excelente apresentação.

Subindo ao palco por volta das 18h30, a performática Majur chega trazendo muito swing em belas coreografias, iniciamdo sua apresentação ao som da gostosa "Clima".

Em mais uma canção pautada na sonoridade ancestral africana, com letra que faz menção direta à religiosidade afro-brasileira do culto aos orixás em "Agô" (ou perdão no dialeto iorubá), surge a forte percussão dos tambores, com elementos do ijexá.

Mais uma canção repleta do simbolismo religioso, "Ogunté" chega firme, com os agogôs auxiliando a manutenção da cadência, mantida com propriedade pelos atabaques.

Trazendo o apelo do soul/funk na introdução "Flua" surge entremeada de intensas variações dinâmicas, numa fusion interessante que apresenta a clássica cadência do bolero na finalização, em um misto de ousadia e criatividade, seguida por "I Got You" (James Brown), em uma impactante releitura.

Mais uma releitura interessante "Crazy in Love" (Beyoncé), surge em medley com "Faraó" (Margareth Menezes), demonstrando um pouco mais da criatividade e ousadia do artista brasileiro, ao mesclar estilos tão diversos! Importante momento do show!

"Tigresa", sucesso na voz de Gal Costa nos idos da década de 1970, surge em nova roupagem, com maior vitalidade e dinâmica, ainda mantendo o longínquo apelo do rock nos acordes da guitarra em cromatismos.

Suave, trazendo o apelo popular com delicada aura retrô, a intensa balada "Detalhe" apresenta elementos de bolero e blues na cadência ralentada para a letra inflamada e cheia de urgência. Bom momento do show!!!

Mais um soul cheio de bossa e romantismo, com elementos de reggae no ralentado andamento, "Andarilho" apresenta mais um momento calmo e suave na performática apresentação.

Trazendo a energia do charme/r&b com o delicioso tempero nacional "Náufrago" surge trazendo um importante ponto de verticalização na apresentação, que cresce em qualidade e valor estético.

Subindo ao palco por volta das 21h00, Erykah Badu inicia sua apresentação ao som de "Hello", contagiante canção na cadência do charm, seguida por Erikah auxiliando na percussão, explorando uma sonoridade marcante, com o bem pontuado cânone em alternância de vozes e breaks estratégicos apoiando a força do refrão para "On & On/ ... & On". Grande momento do show!

Na sequência, mais um momento explosivo da apresentação na cadência do rap, numa versão urban para "To Each His Own" (Faith, Hope & Charity), repleta de intensas variações dinâmicas na bateria alquebrada. Amazing!

Já na introdução o fraseado vocal ligeiro do rap surge em meio ao cadenciado da bateria. Suavizada, a percussão traz mais um ponto alto do charm na execução de "Love of My Life (An Ode to Hip Hop)".

Apoiando-se no beat, "Gonna Baby, Don't Be Long" surge trazendo toda a deliciosa influência do soul para esta bela composição na cadência do R&B, numa composição arrojada. Mais uma genial instante do show.

Densa e introspectiva "Appletree" traz o cadenciado em tonalidades rascantes, apoiando os vocalizes e modulações vocais diferenciados da cantora. Na finalização, andamento remete ao samba/ calipso com o acento temperado do teclado em meio ao andamento bem marcado pela percussão.

Descontraída, explorando atmosfera jovial "Time's a Wastin" surge traduzindo uma melodia onde a descontração e a leveza determinam o mote para o andamento constante explorado na ágil canção.

Um dos grandes sucessos da carreira da cantora "Window Seat" aponta um dos principais pontos de sinergia palco/platéia, com a repetição em uníssono dos versos da canção pelos presentes. Embalada na atmosfera hip hop do rap na fusão com o soul, a canção linear traduz um pouco da enorme genialidade da intérprete. Grande momento do show!

Para "Otherside of the Game" uma delicada canção na cadência do charme, mais um especial instante da performance individual da cantora, explorando diferenciadas tessituras em seu timbre vocal suave, traduzindo melismas e vocalizes em modulações de intensa complexidade técnica. Great!

Encerrando com propriedade o Nômade Festival, o hit "Big Lady" demonstra um pouco mais do grande talento de Erikah.


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