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2o Dia de Rock Brasil 40 Anos

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Publicada em 10, Apr, 2022 por Marcia Janini

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Na tarde do último domingo, 3 de abril, o segundo dia de celebração ao rock nacional promovido no Memorial da América Latina em São Paulo, já inicia suas apresentações trazendo um dos grandes nomes da cultura rock, o compositor e intérprete Leoni (ex-Kid Abelha e os Abóboras Selvagens e ex-Heróis da Resistência), iniciando sua apresentação por volta das 16h15, ao som de "As Cartas que eu Não Mandei", seguida por "Você Sabe o que eu Quero Dizer"

O grande hit "Nosferatu" traz o swing gostoso da guitarra aliada ao baixo em dub, traduzindo elementos da soul music...

Relembrando um dos grandes sucessos do Heróis da Resistência, surge a icônica "Dublê de Corpo", em versão levemente suavizada, trazendo na finalização elementos de uma improvisada jam jazzística... Amazing!

Para "Um Herói Que Mata", uma canção cadenciada e repleta de breaks estratégicos que apoiam a força do refrão, surge como música incidental "Baião" (1950), composição de Luís Gonzaga, de maneira inusitada, numa perfeita fusão com a cadência country desenvolvida na porção média da canção. Criativo! Um charme!!!

Para a delicada "Fotografia", numa ralentada cadência romântica, traduzindo esparsos elementos de um improvisado bolero no andamento, mais um bom momento da performance de Leoni, com seu timbre potente e levemente sensual, ambientando a linda letra e a bem construída melodia. Great!

A letra emblemática de "50 Receitas", que traduz com grande propriedade as diversas formas de dores de amores desfeitos, demonstra nos riffs urgentes das guitarras toda a inquietude da solidão... Nos arranjos, a bateria alquebrada de andamento constante dá o tom final para esta grande composição.

Para o hit "Garotos", o público entoa os versos da canção em uníssono, em um dos mais felizes momentos da apresentação, em total sinergia palco/ público.

A deliciosamente romântica "Só Pro Meu Prazer" surge numa arrebatadora versão blueseira, trazendo acordes inusitados das guitarras, emoldurados pela bateria em conversões perfeitas e cadência constante!!! Great!!!

Relembrando grandes sucessos do Kid Abelha e os Abóboras Selvagens, surge "Lágrimas e Chuva", em versão fidedigna à gravação original e "Pintura Íntima", totalmente executada pelo coral de vozes do público... Instante bonito de se ver....

Continuando com os sucessos da fase Kid Abelha, "Alice (Não Me Escreva Aquela Carta de Amor)", é executada numa versão suavemente swingada, dançante, em medley com "Exagerado" (Cazuza).

"Por que Não Eu?", e outros sucessos encerram a belíssima apresentação.

Os irmãos Rogério Flausino e Wilson Sideral (ex-Jota Quest) vêm homenageando Cazuza em seu projeto a partir das 17h45 ao som de "Pro Dia Nascer Feliz", cheios de bossa e energia...

Para "O Nosso Amor a Gente Inventa", mais uma brilhante interpretação de Flausino, repleto da rebeldia de Cazuza, seguido pelo petardo "Blues da Piedade", com seu apelo soul nos acordes das guitarras, encadeadas, em cromatismos preciosos, emoldurados pelos vibrantes metais. Great!

"Ideologia" surge em mais uma bela performance de Flausino que dá seu tom e acentos pessoais à sua interpretação, criando efeitos específicos na métrica, que somente os grandes cantores conseguem atingir... Lindo momento!

A linda e delicada "Solidão Que Nada" é executada em versão ainda mais suavizada, num convite à reflexão... O vocal suave apresenta um timbre tão tranquilo, que nos remonta a outras épocas e paragens... Bom momento de introspecção e reflexão.

Demonstrando a fase MPB de Cazuza, "Eu Preciso Dizer Que Te Amo" (também conhecida pela gravação de Marina Lima), surge com apelo swingado e levemente dançante nas conversões ao refrão. Os metais dão um charmoso toque standard... Perfeito!

Levantando o público "Bete Balanço" traduz a malemolência divertida de elementos do pop 70´s, num andamento e cadência constantes.

"Todo Amor Que Houver Nessa Vida" desponta deliciosamente blueseira, permeada pela gaita de boca e pelos vocais dos irmãos em interessante cânone... Mais um bom momento!

A linda "Codinome Beija-Flor", é sucedida por "O Tempo Não Pára", uma das mais viscerais composições de Cazuza, sempre atemporal.

Para "Vida Louca Vida", já se aproximando dos instantes finais do show, mais uma explosão de energia da dupla Flausino + Sideral, finalizando com a deliciosa fusão no brasileiro samba de "Brasil", trazendo "Zé Ninguém" (Biquíni Cavadão) como música incidental, numa homenagem não apenas ao nosso poeta do rock n´roll nacional mas a todos os seus fãs, que atravessam gerações! Belíssima apresentação!

Subindo ao palco por volta das 19h15, o querido Leo Jaime já inicia sua apresentação com um som de guitarra de primeira, em uma inspirada jam session...

A irreverente "Eu Vou Comer a Madonna", traduz no rock de linhas hard grande peso das guitarras encadeadas, traduzindo toda a vitalidade de um compositor sempre criativo e à frente de seu tempo.

"Ilegal, Imoral ou Engorda"(1976), versão hard rock para o clássico de Roberto Carlos, levanta o público, seguida por "Cinema Mudo" (Paralamas do Sucesso) como música incidental para a introdução de "Popstar" (João Penca e seus Miquinhos Amestrados), mais uma irreverente sacada na apresentação.

O reggae delicioso de Solange (versão para "So Lonely" do The Police), surge trazendo a descontraída aura ensolarada de andamento constante e da guitarra em acordes solapados, o baixo em dub se alia à bateria cadenciada, num instrumental perfeito. Excelente momento da apresentação!

Para o "melô" de "A Vida Não Presta", uma cadência ainda mais suave, entre o bolero e o reggae, numa interessantíssima fusão, onde Leo Jaime esbanja todo seu talento e simpatia...

Para a linda "Mensagem de Amor" em versão swingada, trazendo elementos de música eletrônica, num dançante e pulsante disco traduzido na bateria cadenciada e nos samplers, percebemos um pouco mais da grande versatilidade de Leo Jaime. Genial!

A icônica canção tema do filme "Rock Estrela" (1985), traduz um delicioso ar saudosista à apresentação, sem abrir mão da modernidade...

Esbanjando carisma, Leo segue sua vibrante apresentação ao som de "Nada Mudou" em uma versão que explora elementos do reggae na junção com o rockabilly... Como música incidental na finalização "Back on the Chain Gang"(The Pretenders). Amazing!

Um inspirado cover para "Boys Don´t Cry" (The Cure) antecede mais um sucesso que marcou uma geração do movimento punk "Should I Stay or Should I Go" (The Clash).

A divertidíssima "O Pobre", brinca de maneira sedutora com diversas situaçôes delicadas do cotidiano, sem perder o bom humor, em uma brincadeira embalada pela cadência do rockabilly. Mais um bom momento do show!!!

Próximo a finalização, o grande hit "As Sete Vampiras", antecede o sucesso "Conquistador Barato".

Dividindo os vocais com o co-autor Leoni "A Fórmula do Amor" encerra de maneira primorosa a bela passagem de Leo Jaime pela festival....

Subindo ao palco por volta das 21h00, encerrando o segundo dia, a aguardada atração Barão Vermelho, inicia sua apresentação ao som de "Ponto Fraco", uma das canções da primeira fase da carreira da banda...

A clássica "Bete Balanço" embala os presentes com seu andamento malemolente, seguida por "Por quê que a Gente é Assim?", blueseira, envolvente e ousada, em mais uma canção atemporal.

A dançante "Pense, Dance" da fase 90´s da banda traz o apelo do eletrônico, na fusão com o rock de linhas hard... em mais um bom momento da apresentação.

"O Tempo Não Pára", surge trazendo toda a irreverência e boa dose de indignação em sua letra ácida, o instrumental cadenciado da bateria se alia às guitarras distorcidas em afinação alta, traduzindo a visceralidade da canção.

Após o solo de bateria, a reflexiva "Meus Bons Amigos", traduz uma rock ballad de primeira linha, com bateria cadenciada, baixo no contraponto e riffs preciosos das guitarras.

O solo de guitarra do front man antecede a hard versão para "Eu Queria Ter uma Bomba", que surge em uma versão revisitada, com maior peso, denotado pelas guitarras distorcidas... Bom momento do show e dos vocais de Suricato!

"Por Você", em um dos momentos de maior sinergia palco/platéia o coro uníssono do público trouxe mais um grande momento à apresentação.

Em outro lindo momento "O Poeta Está Vivo", maciça participaçào do público, com o coral e as lanternas de seus celulares. Bonito de ver, ouvir e sentir a vibração!

"Cuidado!", emblemática e repleta de palavras de ordem, segue a linha hard rock old school, em uma canção que mais uma vez levanta o público, em seu instrumental potente e letra reflexiva.... Great!

A releitura rock para "Malandragem Dá um Tempo", clássico do partido alto de Bezerra da Silva na década de 1970, surge de forma descontraída e inusitada na apresentação. Ousadia e irreverência!

"Exagerado", "Puro Êxtase" e outros sucessos constaram do set list da apresentação, totalizando aproximadamente 6 horas do mais puro e genuíno Rock Brasil!


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