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Tommy: A Ópera Rock do The Who chega à São Paulo em Grande Estilo

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Publicada em 25, Mar, 2019 por Marcia Janini


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Na noite do domingo, 24 de março, com início por volta das 19h30, a banda e atores sobem ao palco do Espaço das Américas em São Paulo ao som de "Heaven and Hell" um dos maiores clássicos do progressive rock de The Who. No telão/ ciclorama imagens mostram trechos do filme que inspirou a peça musical, em grande efeito áudiovisual.

Após a densa "I Can´t Explain", demonstrando o desalento e desespero da personagem da enfermeira em interpretação firme por Roxanne Male, surge a divertida "Fortune Teller", interpretada pelos atores Mark Lacey na figura de Frank Hobbs (padrasto), Joanna Male no papel de Nora Walker (mãe) e pelo garoto Sam Darker como o jovem Tommy, com seu suave vocal sopranino.

Para "Tatoo", mais um dueto intenso nos vocais de Lacey e Male, em ambientação romântica. Performáticos, os atores envolvem o Tommy criança (Darker) em disputa, marcando o rompimento ou divórcio de seus pais.

Com solo de gaita introdutória, ascendendo para uma canção fluida, surge "Young Man Blues", em brilhante trabalho da bateria cadenciada, mantendo o andamento com propriedade e estilo.

Explorando tonalidades minimal na introdução, "Overture" traduz o andamento suave em movimentos cíclicos, ascendendo para vigorosa interpretação de Lacey e Male. Nas conversões ao refrão os riffs rascantes das guitarras emprestam maior densidade à canção, em um dos momentos especiais do espetáculo.

Para "It´s a Boy", interpretado por Terry O´Shea na figura do revolucionário padre, acordes dedilhados de grande complexidade e agilidade em sua distorcida guitarra, determinam o mote da intensa canção.

Traduzindo à melodia "1921" o acento levemente dançante da soul/disco, surge o belíssimo e visceral vocal de Joanna Male na figura do sedutor demônio Acid Queen, em um dos mais privilegiados momentos de sua performance vocal, repleta de modulações e inspirados solfejos. Great!

Lindamente interpretado pela mezzo-soprano Roxanne Male e pelo barítono Howard Minns na interpretação do personagem Uncle Ernie surge "Amazing Journey", representando as torturas impostas à Tommy por seu tio. Intensa e visceral a performance de Minns, em meio aos acordes tétricos e doentios do piano. Impactante!

Para "Sparks", representativa dos abusos cometidos pelo mordaz Primo Kevin, mais uma intensa interpretação determinada pelos vocais potentes de Stuart Raphael. Catártico!

Tommy na figura de Gary Brown ergue-se de sua prisão/ cegueira e sai tateando pelo palco em meio à progressão visceral da melodia instrumental de "Eyesight to the Blind". Belo momento da apresentação!

A ensolarada "Christmas", na cadência do wop bop surge como introdução à emblemática "Pinball Wizard", em mais uma performance precisa de Raphael, marcando um dos mais intensos e privilegiados momentos dos teclados.

A suavizada "Do You Think It´s Alright" na interpretação marcante de Joanna Male na figura da embriagada mãe em dueto com Tommy (Brown), traduz outro momento de grande intensidade na noite.

Na cadência do country rock, surge "Fiddle About" com as presenças do padrasto (Lacey) que desafia Tommy a reagir, em meio aos apelos da mãe bêbada... Intenso, perturbador e reflexivo momento do show.

Na sequência a balada "Tommy Can You Hear Me?" traduz o acento retrô das canções standard dos anos 40, determinada pela repetição do refrão e arranjos minimalistas de teclado e baixo, em andamento ralentado.

Após a explosão vocal de "There´s a Doctor" pela mãe (Male), surge "Go to the Mirror!", tirando Tommy de sua costumeira apatia em momento de brilhantismo do vocal de Gary Brown, ascendendo em modulações precisas para os acordes altos das enfurecidas guitarras. Amazing!

Na sequência "Smash the Mirror" traz o belo dueto entre Tommy e sua mãe, para em seguida o country rock de acentos blueseiros de "Miracle Cure" dominar os ares com seu andamento suave pontuado com elegância pelos arranjos do teclado.

Em potentes arranjos rascantes para tonalidades altas, surgem as guitarras vigorosas em diálogo preciso com o baixo em dub e a bateria cadenciada de andamento suave exploradas em "I´m Free", emoldurando a precisão vocal de Gary Brown, onde Tommy brilha, agora renascido e liberto de seus traumas e medos.

"Sally Simpson", surge como grande e delicado hino à libertação de Tommy, em uma melodia com intensas variações dinâmicas, explorando elementos de variadas vertentes do rock, em progressões lineares e por vezes contraditórias entre si. Grande momento dedicado ao rock de linhas progressivas!

Ensolarada, a descontraída "Tommy´s Holiday Camp" no andamento de marcha, simulando fanfarra/ pasodoble circense antecede a satírica "We´re Not Gonna Take It", em mais um descontraído momento do espetáculo.

Além das canções da ópera rock, a apresentação finda com a execução de grandes clássicos do The Who, como "Won´t Get Fooled Again", "Behind Blue Eyes", "Baba O´Riley" e outras canções de "Who´s Next", quinto álbum da banda, em aproximadamente duas horas de precisão técnica e impactante ousadia! Great!


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