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Festival Nova Brasil FM 2018 traz grandes nomes da MPB em São Paulo

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Publicada em 29, Oct, 2018 por Marcia Janini

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Na tarde do sábado 27 de agosto o Allianz Parque em São Paulo recebeu a edição 2018 do Festival Nova Brasil FM, trazendo ao palco paulistano grandes nomes da música nacional como o duo Anavitória, Zélia Duncan, Jota Quest, Fagner e Titãs.

Subindo ao palco por volta das 15h00, o duo Anavitória inicia sua participação no evento ao som de "Canção de Hotel" e "Dói Sem Tanto", trazendo o repertório de sua turnê O Tempo é Agora, seguidas pela suave balada "Porque eu te Amo" na cadência gostosa do violão de aura folk em dedilhados fluidos.

O hit "Fica" traduz a jovialidade das intérpretes em uma melodia ágil e despreocupada, de andamento gostoso, emoldurando o timbre suave das vocalistas.

Para "Preta", o violão de aço exibe nos acordes acentos da sonoridade caipira, na perfeita fusão com o pop bem delineado pelo teclado em ambientação etérea.

Na cadência forte da sonoridade nordestina, com influências no coco de embolada e no maracatu, a brejeira "Trevo (Tu)" apoiada pelas palmas do público marca ponto alto de sinergia e comunicação palco/plateia.

Em uma balada com o acento das canções populares dos anos 70 em breaks estratégicos e inversões apoiando a força do refrão "A Gente Junto" apresenta o crescendo instrumental da finalização, determinando dinâmica e vivacidade à doçura da letra.

Pianíssimos, os acordes minimalistas do teclado emolduram com rara beleza "Cor de Marte", uma canção suave, intimista, interpretada com grande brilhantismo pelo jovem duo, em evoluções e solfejos de grande complexidade técnica. A roqueira guitarra distorcida em afinação alta realiza belíssimo diálogo com os vocais em solos na finalização da canção.

"Chamego Meu" traz o divertido acento da música sertaneja da fase ultra-romântica (década de 90) nos arranjos rancheiros do violão e demais cordas em perfeita sincronicidade com a bateria cadenciada.

Além destas canções, outros sucessos do duo surgem nas execuções de "Ai, amor", Outrória" e "O Tempo é Agora".

Segunda atração a subir ao palco, Zélia Duncan traz grandes sucessos de sua carreira como a belíssima releitura para "Lá Vou Eu" (Rita Lee) em fidedigna versão à gravação original, após iniciar sua apresentação com a crítica "No Meu País".

A urgente "Tudo Sobre Você" funde os universos do rock, da sonoridade pop e da MPB em uma melodia descontraída, traduzindo esparsos elementos do reggae nas conversões ao refrão. Suavemente dançante, a letra traduz liberdade em meio ao violão de acordes solapados.

Para a roqueira "Verbos Sujeitos" guitarras distorcidas em reforço de bass dialogam alegremente com os teclados hammond. Transição perfeita une a canção à "Agora Só Falta Você" (Rita Lee) como canção incidental.

Mais um grande clássico "Enquanto Durmo" surge com seus blueseiros arranjos determinados pelos bem conduzidos teclados, marcando mais um ponto alto da apresentação. As altas guitarras distorcidas e a exímia condução da bateria auxiliam a descontraída aura da melodia.

"Não Vá Ainda", suave em sua introdução pautada nas sonoridades orientais, traz o delicado bandoneon permeando com elegância a melodia em mais um bom momento da apresentação.

"Sentidos" e "Pagu" apresentam dueto com Isabela Taviani, em momentos ousados e marcados pela deliciosa irreverência das letras.

Mais uma participação para lá de especial, Paulinho Moska divide os vocais na descontraída "Carne e Osso". Em interessante fusão com o rock, o groove da soul music surge pontuado pela linha melódica desenvolvida pelo baixo em contraponto à cadenciada bateria.

Ainda com a presença marcante e carismática de Moska, seu grande e reflexivo hit "O Último Dia" surge com densos arranjos, ascendendo para arranjos pautados no rock de linhas hard na finalização. Grandes instantes do show!

"Quase Sem Querer" outra releitura de sucesso de Zélia para o clássico da Legião Urbana traduz a descontraída atmosfera western do country, bem pautada pelo violão de aço rancheiro e a sonoridade desenvolvida pelo bandoneon, em mais um momento especial do show.

Clássicas, angariando imediatas respostas do público "Catedral", seguida por "Alma" e "Ando Meio Desligado" encerram a passagem de Zélia pelo palco do festival, em clima leve e festivo.

Subindo ao palco às 17h45, o Jota Quest inicia sua participação com a execução de "Dias Melhores" trazendo mais um show de sua turnê "Acústico".

"Encontrar Alguém" surge em sequência, com seu delicioso groove dançante, swingado, fazendo a festa e descontraindo o público.

A inédita "Pra Quando Você Se Lembrar De Mim" traz o pop flertando com sonoridades 60's, como o rockabilly e seu correspondente nacional na Jovem Guarda, em uma balada de andamento ralentado e aura divertida, fluida.

Swingada "Na Moral" com seu groove marcante traz a era disco em roupagem contemporânea, em alegre momento da apresentação, num belíssimo trabalho dos sintetizadores e seus dançantes samplers. Finalizando, o violão de aço em acento soul marca esse importante momento do show.

Traduzindo sedutora aura folk na introdução, uma das mais aclamadas baladas românticas da banda "Amor Maior" surge permeada com a densidade dos acordes de notas suspensas do teclado em uma inspirada interpretação dos vocais de Rogério Flausino.

Em "Morrer de Amor", mais uma canção da nova safra da banda em parceria com Luís Maurício (Natiruts), o pop dialoga com sonoridades extraídas da soul music traduzindo melodia levemente dançante para letra descontraída.

O belíssimo diálogo introdutório entre violão melódico e rítmico determinam a aura rancheira do country para "O Sol", em seu simples andamento constante, apoiando a força reflexiva da letra em mais um ponto alto da apresentação.

Trazendo na introdução acentos da sonoridade cigana /flamenca nos dedilhados acordes do violão em fusão com o groove/ soul, a dançante "Mandou Bem" marca mais um descontraído momento do show, bem pontuado pelo baixo em dub em perfeito contraponto à cadenciada bateria.

Após a versão acústica para o grande hit "Fácil" trazendo a aura folk da gaita nos novos arranjos, com os violões dedilhados em atmosfera country, surge a dançante e clássica releitura para "As Dores do Mundo" (Tim Maia/ Hyldon/ Cassiano), canção responsável por lançar a banda no cenário musical. Grande momento!

Além destas canções, hits da banda como "Dentro de um Abraço" e "Só Hoje" são contemplados no setlist de celebração da carreira da banda.

O grande ícone da MPB brasileira Raimundo Fagner sobe ao palco por volta das 19h15 ao som de grandes clássicos de sua carreira como "Mucuripe" e "Canteiros".

No telão ao som de "Canteiros" imagens fotográficas do cantor em variadas fases de sua carreira com grandes nomes da música nacional foram exibidas, tendo como música incidental "Águas de Março" (Tom Jobim).

Com os roqueiros e intensos acordes iniciais das guitarras, surge a delicada balada "Espumas ao Vento", com esparsos elementos de sonoridades latinas como o bolero no andamento ralentado e no afinadíssimo trio de metais.

A dorida "Jura Secreta" traz no violão os acentos das tonás flamencas em solapados acordes encadeados nas conversões, em momento introspectivo da apresentação.

Com as distorcidas guitarras em afinação alta, "Revelação" flerta com o classic rock, trazendo mais um grande sucesso de sua carreira.

Em uma arrebatadora sequência de sucessos, sem a mínima pausa, surge mais um grande clássico de Fagner na execução de "Deslizes". Urgente, apaixonada, a canção é entoada em uníssono pelo público, em um grande momento de sinergia entre o cantor e os presentes. Mais uma vez, o trio de metais realiza grande trabalho. Lindo!

Trazendo a famosa versão para a rumba romântica do dominicano Juan Luís Guerra "Borbulhas de Amor" surge no andamento cadente do bolero com influências diretas no cancioneiro popular latino. Os arranjos dos metais dão o toque especial, em diálogo com a rumbeira percussão. Great!

Mais um grande sucesso, "Noturno" embala com sua contundente suavidade os presentes na urgente poesia expressa pela letra. Momento introspectivo da apresentação, surge trazendo alusão aos primórdios de sua celebrada carreira, representando ainda hoje um dos principais pontos de suas apresentações, devido à sua atemporalidade.

Após "Casa Comigo", surge o grande sucesso em parceria com Zé Ramalho "Romance no Deserto", onde a epopéia de amores possíveis surgem em canto declamatório, emoldurado pela sonoridade nordestina ralentada do xote, com acentos na sonoridade moura dos solos de derbak orientais. Grande momento!

O forró surge marcante na deliciosa "Lembrança de um Beijo" traduzindo descontração, num delicado convite à dança em medley com "Último Pau de Arara" embaladas pelo perfeito trio de metais.

O grande sucesso, no andamento frenético do forró bem temperado, com a presença marcante do triângulo para "Pedras Que Cantam" encerra mais um importante momento da apresentação de Fagner.

Subindo ao palco às 21h00, os Titãs iniciam sua apresentação com "Diversão", seguida pela releitura para o sucesso de Raul Seixas "Aluga-se" onde o frenético diálogo das guitarras rítmica e melódica surge visceral, dinâmico. A bateria cadenciada apoia a força do refrão com maestria.

Tony Belloto realiza introdução em riffs rascantes e densos, ascendendo para o gostoso e ensolarado andamento reggaeiro de "Sonífera Ilha", primeiro sucesso que consagrou a banda nos idos de 1983.

Mais uma primorosa releitura no melhor estilo rock nacional "Pro Dia Nascer Feliz" (Barão Vermelho), mantém a métrica original com maior peso dinâmico determinado pela bateria em tonalidade hard. Guitarras distorcidas apoiam a visceralidade da interpretação de Sérgio Britto. Amazing!

"Pra Dizer Adeus" traz na divisão dos vocais a cantora Luiza Possi, em dueto com a interpretação firme de Tony Bellotto. Arranjos fidedignos à versão original da canção emolduram a letra.

Trazendo os roqueiros e pesados arranjos titânicos, a canção "Me Faz Bem" de Luiza Possi cresce em qualidade. Dividindo os vocais com Sérgio Britto, a cantora apresenta carisma e ampliação de seu alcance e potência vocal, em um feliz momento da apresentação.

Apresentando seu mais recente trabalho "Doze Flores Amarelas: a Ópera Rock", a canção "Me Desculpem" traz nos vocais principais Luiza Possi para a introspectiva letra. A melodia, de andamento ralentado, sustenta as palavras de ordem expressas na letra e apoia o refrão.

Densos, os acordes solapados das guitarras aliados ao teclado em tonalidade tétrica, "Doze Flores Amarelas" traduz a estrutura de rondó da sonoridade celta, determinada pela cadenciada e contundente condução da bateria, com a batida forte e tribal dos guerreiros tambores, que parecem ecoar ao longe. Finalizando, a guitarra melódica de Tony Belloto cresce em solos ascendentes de extrema perícia e complexidade. O fraseado vocal de Sérgio Britto traduz toda a densidade expressa pela melodia na ousada divisão silábica. Amazing!

A suave balada "É Você" traduz a urgência da apaixonada letra no andamento ralentado e repleto de bons elementos, como os breaks estratégicos que sustentam os solos do teclado minimalista em dedilhados sorrateiros e suaves, de velada sensualidade. Ascendendo para andamento vertiginoso na cadência da soul music, a canção encerra criativo momento da apresentação. As jovens Cis Mendes e Yara Werneck traduzem um reforço pra lá de especial nos vocais finais.

Em suas arrebatadoras versões originais "Flores" e "Go Back" surgem trazendo momentos de grande comunicação com a plateia.

Já nos instantes finais de sua apresentação a linda "Isso" surge com seu instrumental em cascatas viscerais, dinâmicas, potentes, para a letra urgente. Great!

Marcando o retorno de Branco Mello à banda, o titã executa os vocais para "O Pulso", "Lugar Nenhum" e "Cabeça Dinossauro" alguns dos maiores sucessos da carreira da banda, encerrando o festival.


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