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Coberturas de shows

Pearl Jam e o segundo dia do Lollapalooza Brasil 2018

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Publicada em 31, Mar, 2018 por Marcia Janini


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No segundo dia do festival (24/03), surgem as mais aguardadas atrações, com recordes de público.

O Terno sobe ao palco Axe às 16h00, ao som da vinheta introdutória de "A História Mais Velha do Mundo", para em seguida trazer a firme cadência do classic rock de "Não Espero Mais" traduzindo no fraseado vocal e nas variações dinâmicas a aura popular das canções dos anos 60, remetendo à Jovem Guarda e aos "Reis do Iê Iê iê", revitalizados com propriedade.

Em "Depois que a Dor Passar" com esparsos elementos do reggae determinados pela percussão em surdo ascendendo para delicados arranjos que remontam à clássica MPB, se evidencia mais um grande trabalho de pesquisa musical da banda para a composição da melodia. Ambientando as conversões, o coro surge primoroso, em alternância de vozes. Bom momento do show!

Apresentando as roqueiras e pesadas guitarras distorcidas na introdução "O Cinza" demonstra em suas intensas variações dinâmicas, que apoiam a letra intimista, toda a ousada e virtuosa atmosfera do rock progressivo nacional dos anos 70. Perfeito!

A linda balada "Volta" traduz em sua minimalista delicadeza o apelo das canções românticas, seguida pela contagiante "Culpa", trazendo em seu bojo a dançante cadência da soul music.

Encerrando a apresentação "Melhor do que Parece" e "66" traduzem mais momentos importantes e criativos do trabalho da banda ao festival.

Atração do palco Ônix, David Byrne (fundador do Talking Heads, uma das bandas precursoras da new wave), inicia sua apresentação por volta das 17h15 ao som da delicada "Here", canção de rabalho de seu mais recente álbum "American Utopia". Na melodia, elementos da sonoridade andina em uma canção que impressiona pela beleza em toda a singeleza de sua forma modal. Criativa!

Em "Everybody´s Coming To My House", de característica dançante remontando à deliciosa aura retrô da new wave 80´s nos acordes dos metais e nos arranjos bem pontuados dos sintetizadores, surge mais um importante momento da apresentação.

Introspectiva, a bela "I Dance Like This" traduz uma densa balada, bem conduzida pela bateria eletrônica em arranjos diferenciados, remontando à new wave em variações dinâmicas profundas.

Para "Everyday is a Miracle", mais uma canção de característica suavizada traduz sonoridade próxima aos ritmos caribenhos e ao samba em seu instrumental, ascendendo para andamento mais ágil nos refrões. Outra excelente canção do atual trabalho de Byrne!

Na dançante "Dancing Together" (em parceria com Fatboy Slim) o groove 80´s permeia a gostosa sonoridade, repleta de elementos verticalizadores e breaks estratégicos que apoiam o forte refrão.

Além desatas canções, sucessos de sua carreira junto ao Talking Heads também foram contemplados, como "Slippery People", "Once in a Lifetime", "Blind" e "Burning Down the House".

The National inicia sua apresentação no palco Budweiser às 18h20 com sua sonoridade indie alternativa ao som da densa "Nobody Else Will Be There", permeada com graça pelo diálogo entre os metais e o teclado intimista, de melodiosos acordes.

Para "The System Only Dreams in Total Darkness", as visíveis influências no dark wave do andamento e fraseado vocal surgem bem marcadas pelo instrumental potente, repleto de breaks estratégicos e pelo andamento ralentado, apresentando nas conversões ao refrão atonalismos explorados com criatividade pela bateria.

Em "Walk it Bed" o synthpop determina o andamento da melodia em dissonâncias elaboradas nos refrões, aliando a potência da bateria eletrônica ao vocal levemente gutural de Matt Berninger.

Dançante, rápida e contundente "Bloodbuzz Ohio" traduz a tétrica sonoridade dark wave bem pontuada pelo cadenciado instrumental e pelo vocal forte e ácido, dinâmico, em bom momento do show.

A romântica "I Need My Girl" traduz sedutora aura intimista ao show, com mais uma primorosa performance vocal de Berninger. Em sua cíclica e simples estrutura melódica de rondó, a inovadora canção não apresenta grandes variações dinâmicas, entretanto, contém firmes recursos modernizadores na firme condução da bateria e seus efeitos.

"Day I Die" traz instrumental frenético na bateria, aliando-se às guitarras distorcidas em rápidos riffs solapados, em arrojada composição.

Finalizando sua passagem pelos palcos do festival "Mr. November" e "Terrible Love" coroam de êxito a boa apresentação.

Encerrando em grande estilo o segundo dia do Lollapalooza, Pearl Jam inicia sua apresentação às 21h00 no palco Budweiser com a execução de trecho em playback de "Metamorphosis Two" (Philip Glass), ambientando a execução da suavizada "Wash" de andamento ralentado, traduzindo no dedilhado das guitarras esparsos elementos blueseiros.

Na sequência, a ágil "Do the Evolution" traz aliada à bateria cadenciada e ao baixo em dub no contraponto técnicos acordes das guitarras. Vocalizes nas conversões ao refrão apoiam a urgência da letra. Perfeito!

Blueseira nos arranjos do baixo, traduzindo dinamismo à introdução, em fusão à precisa bateria de firme condução e às enfurecidas guitarras alia-se o potente vocal de Vedder. Breaks estratégicos apoiam o vibrante refrão de "Why Go".

Ágil, a bateria de Matt Cameron ataca na condução, obtendo a frenética resposta das guitarras de acordes encadeados em demonstração de grande técnica e agilidade para "Mind Your Manners". O fraseado vocal rápido de Eddie Vedder traduz a força e urgência da letra em mais um privilegiado momento de sua performance. Amazing!

Após a delicada balada com acentos no country rock de "Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town", na execução da descontraída "Can´t Deny Me" com sua charmosa atmosfera pop entremeando o forte instrumental, surge mais um excelente momento do espetáculo.

"Breath" com suas bem colocadas guitarras de acordes rascantes na introdução, descende para andamento ralentado da cadenciada bateria, no perfeito pano de fundo para mais um momento de brilhantismo do vocal de Eddie Vedder.

Suave, a belíssima e reflexiva composição "Unthought Known" traduz à apresentação momento intimista de rara beleza, bem pontuada pela bateria cadenciada remontando aos tambores celtas. Permeando com graça o refrão, acordes fluidos das guitarras.

Em mais um momento intimista, a balada "Sirens" antecede a execução de "Down" na contagiante cadência soft rock com acentos na country music, determinadas pelo fraseado vocal de divisão silábica diferenciada e nas guitarras em descontraídos dedilhados.

Mantendo a aura intimista deste bloco da apresentação, a balada "Better Man" antecede a explosão dinâmica na introdução da densa "Hold On".

Em mais um ponto alto da apresentação, a frenética "Lukin" na cadência do pesado punk rock traduz grande valor estético instrumental, precedendo a descontraída "Porch", repleta de variações dinâmicas profundas aliadas ao ágil fraseado vocal e à bateria criativa, em evoluções perfeitas, em mostra de agilidade na condução. As explosivas guitarras apoiam o brilhante momento. Great!

Para o momento do bis, gratas surpresas como "Smile" e "Yellow Ledbetter" surgem encerrando a apresentação, uma das mais bem sucedidas e aguardadas do festival.

Constaram ainda do setlist grandes clássicos como "Corduroy", "Even Flow", "Jeremy", "Black", "Once" e "Alive", além de inspiradas releituras para grandes clássicos do rock, como "Pulled Up" (Talking Heads), "Comfortably Numb" (Pink Floyd) e "Baba O´Riley" (The Who).


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