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Torture Squad + Zumbis do espaço em São Paulo

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Publicada em 03, Mar, 2018 por Fabiano Cruz

Clique aqui e veja as fotos deste show.


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É sempre um prazer prestigiar eventos de bandas nacionais cuja qualidade de muitas não deve a nada de bandas gringas. E duas dessas bandas juntaram as forças e realizaram uma pequena turnê nacional: Torture Squad divulgando o trabalho Far Beyond Existence e Zumbis do Espaço divulgando o trabalho Em Uma Missão de Satanás.

O Local escolhido foi a casa Fabrique em um dia agradável, e no horário a abertura ficou a cargo dos convidados do Test. A dupla João Kombi, guitarrista, e Barata, baterista, sem alardes e timidamente começam a pancadaria grindcore sem dó nem piedade. Absurdo! A sonoridade é tamanha que parece cinco, seis caras em palco. Mesmo a guitarra levemente mais abaixo da bateria, o som limpo e alto deu um certo brilho aos instrumentos - ainda mais que o som estava no conjunto alto, o que falarei sobre isso mais abaixo. Barata chega a roubar a cena no show tamanha estupidez e violência que ele toca a bateria (talvez um dos motivos da guitarra soar em segundo plano muitas vezes), sem deixar uma minuciosa técnica de lado. Pena que pouco mais de 30 pessoas viram a apresentação, que sem muitas pausas e palavras a banda terminou um curtíssimo set de 30 minutos, mas que deixou muito bem seu recado.

Com um pouco de atraso por complicações na passagem de som, e uma bandeira do Esporte Clube Taubaté no palco (o que me soou divertido, ainda mais em dia que teve clássico paulista na Arena Corinthians), o Zumbis do Espaço começa com toda sua irreverência e "causos" de sangue, mortes e mostros. Mesmo no pique e a casa mais cheia e uma agitação aqui e ali em Terras de Sangue e Casa dos Horrores, a passagem de som foi pouca, pois prejudicou bastante a banda; a guitarra de Manialcool mal se ouvia e chegou a parar de soar, a voz de Tor bem baixa e muitos, mas muitos ruídos de microfonações. Somente depois de algumas canções, que o som melhorou em Banho de Sangue. E parece que o público - uma boa parte foram para ver a banda - esperou os problemas serem resolvidos para começarem a agitar no puro Rock´ n´ Roll do Zumbis do Espaço. E nomeio canções como Inspirado Pelo Cão e Mato Por Prazer, a pista do Fabrique levantou poeira mesmo nas rodas formadas a partir da clássica Marca dos 666. E no meio de homenagens às influências da banda (tocando riffs de Slayer, Black Sabbath e Motorhead), foram uma energia única entre banda e público na Espancar e Matar (com o primeiro "circle pit da noite na pista", Satã Chegou, Caminhando e Matando, O Mal Nunca Morre, entre outras. Com poucas palavras, mas divertidas, a banda mal sai do palco para o bis e volta com Carcaça e a cantada em uníssono Enquanto eu Defecar. Impossível não se divertir como som desses caras!

Em pouco tempo e mais ajustes de palco, seria a hora de eu finalmente ver uma das maiores bandas de Heavy Metal extremo do Brasil depois da mudança de formação. Estava mesmo ansioso para ver o Torture Squad e logo de começo com Don´t Cross My Path a banda já tacava seu som em nossa cara e ouvidos sem dó nem piedade. Sem pausa em No Fate e Blood Sacrifice, o som ainda mostrou alguns ruídos indesejáveis e ficou absurdamente alto - um ponto um tanto negativo, pois chegou no fim ao sair da casa os ouvidos zunindo fortemente e com minha audição opaca - mas a qualidade foi perfeita em questão de timbre e limpeza. A banda está no auge de sincronia; falar do baixo de Castor e da bateria de Amilcar é besteira, pois são anos tocando juntos e a cada disco lançado ambos crescem demais em suas técnicas. Mayara se mostrou uma verdadeira "front woman" em palco, com sua impecável habilidade na voz, ela comanda banda e fãs com simples gestos, e nos sons mais clássicos como The Unholly Spell e Hellbound, ela consegue deixar sua marca vocal sem mudar em nada a essência das canções. O mesmo podemos falar de Renê na guitarra, que nas velhas canções mostrou novos arranjos que completaram ainda mais o caos harmônico do Death Metal da banda; aliás, a mistura de riffs poderosos com um lado mais clássico e hard nos solos, Renê deu novas cores para o som da banda, como na nova Heroes For The Age. Mas o publico estava lá para agitar sem parar em canções clássicas não só da banda, mas de nosso Heavy Metal: Area 51, Cursed by Disease, Raise Your Horns. Um fato interessante que antes do bis, a banda tocou novamente a música de abertura, pois gravaram no dia imagens para um futuro vídeo clipe; o que só aumentou o ânimo para a finalização do show com Chaos Corporation e Return of Evil. Uma hora e meia de pura pancadaria sem a banda deixar cair o pique em nenhum momento, que termina com Amílcar se jogando no meio dos fãs.

Um começo de noite de sábado perfeito, com shows perfeitos, um clássico paulista perfeito e de quebra ainda quem fosse dar um role, daria tempo, pois terminou cedo e a Fabrique fica muito bem localizada perto do terminal Barra Funda. Resultado: por mais shows como esse onde bandas nacionais se juntam para mostrar que as bandas nacionais podem sim fazer apresentações de qualidade.


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