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Ney Matogrosso Atento aos Sinais em São Paulo

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Publicada em 04, Feb, 2018 por Marcia Janini

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Na noite do último sábado, 03 de fevereiro, Ney Natogrosso realizou mais um espetáculo da turnê Atento aos Sinais no Tom Brasil em São Paulo, com início às 22h00.

Abrindo a noite a swingada "Rua da Passagem", um baião bem nordestino na fusão com o jazz determinado pelos descontraídos metais é seguido por "Incêndio", canção com acentos no soul, bem pontuados pelo trombone de vara e a bem executada percussão.

Em versão suavemente modernizada em relação à gravação original, a roqueira "Vida Louca Vida" (Cazuza) explora bons recursos no teclado em suspensão, aliado aos riffs da guitarra na conversão ao refrão.

Em rumbeira versão, surge a deliciosa releitura para "Roendo as Unhas" (Paulinho da Viola), que apresenta consistente trabalho da guitarra em acordes complexos, permeada com elegância pela percussão e pelo afinadíssimo metal.

"Noite Torta" e "A Ilusão da Casa", momentos intimistas da apresentação, traduzem suave ambientação por meio das suavizadas melodias, que emolduram com graça belíssimos instantes da interpretação de Ney Matogrosso em seu timbre vocal único de modulações inspiradas, perfazendo um dos melhores momentos da apresentação.

Após momento de troca de figurino onde o artista "despe-se" de seu personagem diante do público, em ruptura com os padrões cênicos convencionais de forma a ampliar ainda mais a sinergia palco/platéia, surge a emblemática execução para "Two Naira Fifty Kobo", criativa releitura para a canção de Caetano Veloso, com acentos latinos inspirados em canções mariachis. Impactante!

Em mais um bom momento do show, surge a releitura para a canção "Freguês da Meia-Noite" (Criolo), trazendo a aura retrô e dramática do bolero revisitado em moderna roupagem de preciosos arranjos.

Na cadência do xote "Isso Não Vai Ficar Assim" traduz na descontração da letra e na fluidez e simplicidade da melodia mais um ponto alto da impecável performance vocal de Matogrosso.

Após a cadenciada "Pronomes", surge o ragga de "Tupi Fusão", trazendo a bem conduzida percussão determinando o constante andamento em meio aos complexos vocalizes e modulações de Ney, em mais um momento importante da apresentação.

Resgatando o sensual maxixe, um dos gêneros que deram origem ao samba, a ensolarada e dançante "Samba do Blackberry" antecede "Todo Mundo o Tempo Todo", divertida rumba nos inteligentes trocadilhos expressos na bem construída letra, encerrando o espetáculo.

Para o momento do bis os grandes sucessos "Amor", relembrando sua trajetória com os Secos e Molhados, a delicada "Poema" e a boa releitura para "Ex-Amor" (Martinho da Vila) surgem presenteando os fãs e coroando de êxito mais um brilhante show.


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