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Lacrimosa no Carioca Club

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Publicada em 18, Dec, 2017 por Joao Messias Jr.


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Nem sempre seguir padrões e tendências é o caminho para o sucesso. Em alguns casos é necessário romper o antigo e buscar o novo. E esse aspecto de criar o inédito foi uma tarefa que o Lacrimosa não apenas encontrou, mas aperfeiçoou com o passar dos anos. Isso lá na Alemanha, em 1990 época que o vocalista Tilo Wolff, deu início ao grupo, num primeiro momento como um projeto que unia metal e gótico com letras inspiradas em poesias e literatura. Até aí sem novidades, mas tudo cantado no idioma germânico e com as artes baseadas no preto e branco.

Apesar da sofisticação, a plenitude da banda aconteceu anos depois, em 1993 com a entrada da vocalista/tecladista Anne Nurmi (ex-Two Witches). Parceria que ruma aos 25 anos de estrada e desde então foram vários álbuns de estúdio, DVDs e apresentações ao redor do globo, incluindo o Brasil, que no dia 13 de dezembro recebeu mais uma espetáculo do duo em São Paulo, no Carioca Club.

Interessante a relação que eles construíram por aqui. Embora não estivesse lotado, o público era formado basicamente por devotos à música do grupo, que se comportavam num extase quase religioso, onde mesmo antes da apresentação, gritavam enlouquecidamente por Tilo e Anne. Até que às 21h35 a espera e ansiedade de todos chegava ao fim.

Chegando de um a um, primeiro os instrumentistas Henrik Flyman (guitarra, Evil Masquerade), Jay P. Genkel (guitarra) (Yanz Leonhardt (baixo, Savege Circus, Iron Savior), Julien Schimidt (bateria), Anne e Tilo foram aplaudidos enquanto rolava a intro tradicional das apresentações do grupo. O show teve início de fato com três sons do novo álbum do grupo, Testimonium, lançado a pouco no Brasil.

A climática Wenn Unsere Helden Sterben e a densa e agressiva (para os padrões do grupo) Nach Den Sturm mostraram o nível técnico/musical do grupo hoje. Porém, a seguinte Zwischen Allen Stuhlen que incendiou tudo. Dona de um refrão pegajoso e um que de Rammstein, tem tudo para ser um novo clássico do grupo.

Um grupo que beira os trinta anos de carreira não ficaria com foco apenas no mais recente trabalho. Então, fomos transportados a 2001 com a hipnótica Der Morgen Danach. Clima que se manteve na seguinte, a teatral Not Pain Every Hurts, com Anne deixando os teclados, indo ao centro do palco e assumindo os vocais principais.

Os momentos mais instrospectivos foram temporariamente deixados de lado com Lichtgestalt. Com um início bem jazzístico, a canção ganha energia e vira um verdadeiro chiclete. Voltamos ao novo álbum com a dramática e pesada Weltenbrand, com passagens que beiram o death metal.

E quando se pensa que não se presenciaria mais nada de diferente, My Pain foi a evidência de que sempre seremos surpreendidos, mesmo conhecendo a banda que assistimos. Novamente com Anne no centro do palco, a canção é outra do disco novo que tem tudo para ser um clássico.

Após Feuer, a banda deixou o palco pela primeira vez e rapidamente retornaram. Desde a melancólica Alleine Zu Zweit até If the World Stood Still a Day. Essa última um dos pontos altos do show. Novamente com Anne, tivemos um mix de clássico e metal, com uma interpretação soberba da cantora, que ainda sensualizou para o público, retribuindo com gratidão cada vez que seu nome era reverenciado.

Após duas horas de música boa, o espetáculo chegava ao fim no segundo bis com Testimonium e a belíssima Alles Lüge, onde posso tranquilamente descrever que foram 120 minutos de uma experiência que não fora apenas musical, mas sensorial e até espiritual. Graças a excelente execução das canções, que ficam levemente mais pesadas sem perder a essência e principalmente a devoção de seus fãs, que mesmo não lotando a casa, bradaram, gritavam e choravam a todo instante.

Momentos que levam este, que escreve essas linhas a ter seguinte reflexão: que a trajetória de todo o fã de rock é semelhante a do Lacrimosa. Pois ao invés de irem ao convencional e moderno, buscam pelo rock, um estilo que apesar de consolidado mundo afora, ainda em plenos 2017, enfrenta a resistência de muitos.


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