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Festival Nova Brasil FM 2017

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Publicada em 20, Nov, 2017 por Marcia Janini

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No último domingo, 19 de novembro, o Allianz Parque abrigou a edição 2017 do Festival Nova Brasil FM, trazendo grandes nomes da música popular brasileira, mesclando ritmos nas canções que marcaram gerações, além de temas e intérpretes da atualidade, para um público de cerca de 15 mil pessoas em seis horas de muita música e entretenimento.

Abrindo o festival por volta das 15h00 com a brasilidade na mistura de ritmos em "Gente Feliz", Vanessa da Mata brilha em intensa interpretação.

Para a reggaeira "As Palavras"mais um especial momento do show, com o andamento dolente e contagiante muito bem pontuado pela percussão.

Em belíssima releitura, o reggae de Bob Marley and the Wailers "Natural Mystic" determina um momento calmo e reflexivo da apresentação.

Inusitado momento do show, a cantora traz à baila "Impossível Acreditar que Perdi Você", sucesso popular de Márcio Greyck lançado em meados dos anos 70, com elegante versão que mantém a métrica original da melodia.

"Não me deixe só", traz o samba com acentos na bossa nova bem pontuados pelo brilhante trabalho da percussão seguido pelo samba de partido alto trazido em "Fugiu Com a Novela", tendo a presença marcante do teclado permeando com brejeira graça a melodia e o vocal perfeito de Vanessa, em um bom momento do show.

A biográfica "A Força Que Nunca Seca" com sua cíclica estrutura em rondó de acordes simples e andamento ralentado trouxe mais um belo instante na apresentação seguida por "Caixinha de Música", que segue métrica semelhante em doces arranjos, que apoiam com graça e leveza a beleza da cristalina voz de Vanessa da Mata.

Na introdução, lindos acordes do teclado em tonalidade suave para o grande sucesso "Amado". Lindas modulações vocais surgem no refrão, acompanhadas de delicados vocalizes, numa pequena mostra do grande talento da intérprete. Importante momento do show!

Cheia de bossa, trazendo acentos urban no malemolente pop onde se fundem elementos do soul "Segue o Som" traz momento único de descontração à apresentação.

Trazendo o toque do ijexá e da africanidade, com a força da percussão no surdo dos tambores (em samplers), surge a emblemática "Baú" trazendo aura de velado mistério a um instante único da apresentação.

Mais uma canção que traduz aura de modernidade nos samplers que fusionam o r&b ao eletrônico "Por Onde Ando Tenho Você" traduz elementos esparsos da era disco nos dançantes refrões.

A densa introdução de "Boa Sorte", permeada com graça pelo teclado em notas suspensas, marca um dos principais momentos da apresentação, na execução do grande sucesso da cantora. Nota para o perfeito vocal do guitarrista num belíssimo dueto.

Cheia de energia, a cantora termina sua apresentação ao som da divertida "Ai, Ai, Ai".

Realizando pocket show de entremez Roberta Campos em acústico voz e violão se apresenta no estúdio lateral, com transmissão ao vivo nos telões, trazendo som intimista em canções como "Casinha Branca"(Gilson de Aquino) e "De Janeiro a Janeiro" da jovem compositora em parceria com Nando Reis, num interessante e inovador conceito de abertura para as apresentações do palco principal.

Jorge Vercilo já inicia sua participação no festival com o grande hit "Monalisa" na contagiante cadência do soul pop seguido por "Signo de Ar", onde o teclado permeia com graça a melodia, conferindo aura soft à composição suavemente swingada.

Para a execução da inédita "Vida é Arte", Vercilo traz lindos vocalizes na introdução. O violão dedilhado remonta suavemente ao fado português em acordes preciosos, suaves, que apoiam o vocal personalizado do cantor em modulações inspiradas com predomínio das escalas altas para a introspectiva canção.

A delicada ode romântica "Ela Une Todas as Coisas", traz o genial toque do baixo em dub no contraponto à perfeita condução da bateria. Repleta de variações dinâmicas na melodia, também apresenta o especial momento da performance vocal de Jorge Vercilo em modulações únicas no fraseado vocal envolvente, em uma composição ousada, dinâmica, traduzindo à aura de romance modernas e arrojadas características. Genial!

Para o samba com acentos de bossa nova em cadência dolente para a composição linear de "Encontro das Águas", a beleza dos arranjos das cordas dedilhadas com suavidade e conversões nada óbvias da bateria determina ponto alto do show.

Após "Fênix", grande sucesso de forte instrumental em movimentos que alternam suavidade e explosões sonoras nas cascatas de acordes diferenciados de grande beleza estética, numa das mais belas e inspiradas performances vocais de Vercilo, surge a jazzística "Homem-Aranha" trazendo deliciosos arranjos do teclado em junção com a bateria alquebrada e baixo em dub. Breaks estratégicos apoiam a força do refrão. Digno de menção os solos da guitarra melódica nas conversões.

No pocket estúdio, antecedendo o show de Nando Reis, o titã Paulo Miklos traz alguns grandes sucessos como "Sonífera Ilha" em versão acústica.

Iniciando sua apresentação com a roqueira "Infinito Oito", repleta de peso nas guitarras distorcidas e na excelência da bateria cadenciada, Nando Reis traduz à sua melodia a dinâmica do hard rock de linhas clássicas, em momento cheio de atitude e agilidade.

Na junção entre rock e reggae, surge a clássica "Marvin", antecedendo mais um grande hit da carreira de Nando com os Titãs na canção "Os Cegos do Castelo", marcando já no princípio pontos altos da apresentação.

"4 de Março" traz o andamento do country rock em linhas soft determinado pelos acordes do violão de aço aliados ao trabalho intenso da bateria muito bem pontuada, apoiando com firmeza o vocal descontraído de Nando Reis.

Na linda balada "Só Posso Dizer" o violão solapado atinge inegável beleza em arranjos simples. Digna de menção a participação das backing vocals na suave ambientação à melodia, conferindo aura gospel ao refrão.

O grande sucesso "Relicário" seguido por "O Mundo É Bão, Sebastião" com participação especial dos seus filhos Sebastião e Theodoro, integrantes da banda Dois Reis, traz o rock em dinâmicas cascatas de som na fúria das guitarras em junção com a frenética bateria, marcando momentos únicos do show.

A execução de "Repartir", música da banda Dois Reis, traz o hard rock em letra reflexiva e melodia repleta de boas variações dinâmicas, apresentando enérgicas e nada óbvias conversões numa composição arrojada, moderna, sem perder o delicioso ar retrô do classic rock. Grande participação no show!

Ainda dividindo os vocais com seus filhos "Luz nos Olhos" é executada em versão extendida, com peso dinâmico ampliado remontando às sessions hard rock 70's num clima descontraído, antecedendo o hit "All Star".

Trazendo a suavidade de uma canção pautada no pop rock de linhas soft, a balada "Por Onde Andei" surge trazendo mais um momento intimista de grande sinergia entre Nando Reis e o público.

Encerrando sua passagem pelo palco do festival, a divertida "Do Seu Lado", sucesso na voz da banda mineira Jota Quest.

Para a mais roqueira e enérgica apresentação do festival, Frejat traz seu rock cheio da deliciosa bossa carioca em junção com a crueza do rock paulistano na participação especial de Arnaldo Antunes.

Iniciando sua participação no festival Frejat traduz a intensidade da fusão com vertentes da música eletrônica em "Puro Êxtase" seguida por "Pense e Dance", num começo de noite enérgico!

Em parceria com Cazuza, "Ideologia" traz os rascantes acordes da guitarra na introdução, numa releitura cheia de peso e atitude heavy. Intenso!

Na inédita "Tudo se Transforma" o baixo em dub na introdução traz as características do hard rock de linhas clássicas. Linear, a melodia segue pautada em contagiante cadenciado, trazendo nas conversões elementos da soul music determinados pelos arranjos do teclado. Grande melodia para letra bem construída. Belo momento do show!

Em "Homem Não Chora" surge importante momento da performance vocal de Frejat. Na melodia, a condução vibrante da bateria marca a constância do andamento, aliada ao poder das guitarras rascantes em altos acordes distorcidos, realizando tessituras melódicas diferenciadas.

Em porção intimista da apresentação surgem versões semi-acústicas para grandes sucessos como "O Poeta Está Vivo", permeada com graça pelo teclado e apresentando solo bem conduzido da guitarra melódica na finalização.

Trazendo introdução do violão em dedilhados ágeis "Por Você" surge suavizada na correspondência entre violão e guitarra, num dueto interessante nas conversões ao refrão.

Na balada "Procuro um Amor" surge mais um grande sucesso marcando ponto alto da apresentação, em total sinergia de Frejat com seu público, traduzindo esparsos elementos do country rock nos riffs encadeados das guitarras rítmica e melódica.

Trazendo roupagem pautada no hard rock "Malandragem" surge cheia da atitude e irreverência expressa pela icônica letra, emoldurada pelos impressionantes e ágeis riffs da guitarra de Billy Brandão sustentando a força do refrão, num dos mais dinâmicos e fortes momentos do show.

Marcelinho da Costa realiza solo introdutório de bateria no hit "Amor Pra Recomeçar", numa condução firme, brilhante e precisa. Baixo em dub no contraponto e guitarras distorcidas em acordes precisos aliam-se ao marcante vocal de Frejat traduzindo a esta canção charmosas tonalidades, trazendo para a apresentação mais um momento de grande energia!

Em participação especial, Arnaldo Antunes traz seu vocal gutural e diferenciado à blueseira e cadenciada canção "A Casa É Sua", seguida pela pesada e roqueira "Não Me Acabo" numa avalanche de geniais dissonâncias apoiando a letra irreverente na contagiante cadência heavy... Perfeito!!!

Após a arrebatadora versão para "Lugar Nenhum" ainda com a mais que especial inserção do vocal de Arnaldo Antunes, surge a malemolente e sedutora "Bete Balanço".

Finalizando sua passagem pelo palco do festival a frenética "Exagerado", releitura para o grande sucesso de Cazuza, seguida por "Pro Dia Nascer Feliz", marco da carreira de Frejat com o Barão Vermelho.

Encerrando as apresentações da noite no show que apresentou maior variedade de gamas do cancioneiro brasileiro Alceu Valença sobe ao palco por volta das 20h50 com o sucesso "Anjo Avesso", seguido pela forte batida do coco com elementos do maracatu em "Embolada do Tempo". Nas conversões ao refrão surgem as tradicionais "guitarradas" do frevo... Intenso início de apresentação!

Na cadência do forró temperado o medley de clássicos de Luiz Gonzaga apresenta as inspiradas releituras para "Baião"/ "Vem Morena"/ "O Canto da Ema" com o perfeito "resfolego" da sanfona de 80 baixos em condução de extrema agilidade apoiando com propriedade o fraseado vocal rápido de Alceu Valença, em uma belíssima performance do intérprete.

Explorando a sonoridade da embolada "Agalopado" em mais um momento especial do grande intérprete na crítica social conduzida de maneira magistral na cadência marcante do coco.

"Espelho Cristalino", o grande clássico, traz como mote a letra pautada na literatura de cordel e o cadenciado do baião na melodia, em um momento que explora as raízes da música regional nordestina.

No dançante hit "Coração Bobo", Alceu e banda emendam mais um forró de andamento ágil num convite à descontração. A marcação pulsante da zabumba na introdução em junção com o triângulo e os arranjos da sanfona traduzem a clássica sonoridade do agreste pernambucano.

"Cavalo de Pau", uma canção com ambientação tétrica das notas suspensas do teclado, traduz sedutora aura de mistério à melodia. Vocalizes intensos nas conversões e metálicas guitarras altas em distorção mantém a etérea tônica constante da melodia.

Sucessos como as canções "Como Dois Animais", o xote de "Cabelo no Pente" e a firula divertida e quente dos pífanos do coco de "Pelas Ruas Que Andei" surgem num convite delicioso à dança e descontração.

Traduzindo aura delicada ao andamento compassado do bolero "Solidão" traz elementos do rock pop na guitarra distorcida em acordes altos, em uma das mais belas composições de Alceu Valença, num presente delicado aos presentes. Lindo e introspectivo momento da apresentação!

Em descontraído momento "Taxi Lunar", parceria com Geraldo Azevedo, surge numa roupagem roqueira com riffs explosivos das guitarras na introdução, voltando aos poucos para a métrica original do xote na melodia, finalizando em martelo agalopado. Grande momento do show!

Após a emblemática "Pagode Russo" em ritmo de marcha e andamento frenético, a apresentação segue trazendo verdadeiro banquete de sonoridades típicas do cancioneiro brasileiro, expondo toda a riqueza e variedade de ritmos e estilos nordestinos de forma única.

O clássico frevo "Estação da Luz", sucesso no início dos anos 80 surge em roupagem modernizada e andamento ligeiramente suavizado, seguido pela frenética exibição de "Bicho Maluco Beleza" e a linda "Girassol", onde divide os vocais com Heberth Azul.

Finalizando a apresentação e o festival, os sucessos "Anunciação", "Belle de Jour" e "Tropicana", no mais festivo e descontraído show da noite!


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