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Coberturas de shows

Quarto e Último Dia do SP Trip Traz Grandes Apresentações do Mestre do Terror Alice Cooper e Guns N´ Roses

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Publicada em 28, Sep, 2017 por Marcia Janini


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Na noite da última terça-feira, 26 de setembro, o Allianz Parque abrigou o último dia de apresentações do SP Trip, festival que trouxe shows dos maiores nomes do rock de todos os tempos.

Iniciando os espetáculos da noite, a banda sulista Tyler Bryant & The Shakedown, em atividade desde 2009, traz sua sonoridade pautada no classic rock e blues em canções modernas e inovadoras, sem abrir mão do charmoso toque retrô.

Subindo ao palco por volta das 17h00, com a rápida "Weak & Weepin´", determinada pela boa cadência desenvolvida pela bateria de Caleb Crosby, em perfeita sintonia com os ágeis e distorcidos arranjos da guitarra de Graham Whitford, encerra em seu bojo os elementos do hard rock de linhas clássicas com grande propriedade.

A blueseira "Downtown Tonight" traduz em sua melodia os deliciosos acordes dedilhados do blues na guitarra de Whitford, trazendo também a bela participação do baixo em dub de Noah Denney, em contraponto à bateria cadenciada, de condução firme. O vocal repleto de bons recursos e modulações de Tyler Bryant, em tonalidade aguda, traduz fielmente o espírito do delta do Mississípi à boa composição.

"Don´t Mind the Blood" com os pesados riffs das guitarras rascantes, aliados à bateria em perfeita condução e ao vocal contundente de Bryant encerra bom momento do show.

Deliciosa "Lipstick Wonder Woman" traduz toda a beleza de uma grande canção com seu charmoso andamento ralentado, em uma melodia pautada no blues clássico com esparsos elementos do universo country, em mais uma bela performance do vocal de Bryant.

Além dessas canções, constaram da apresentação as boas "House on Fire", "Easy Target", "Aftershock" e o inspirado cover para "That´s All Right Mama" de Elvis Presley.

Subindo ao palco com sua troupe em clássica versão do show de horrores, com grande aparato cênico e visual, o performático mago do estilo Alice Cooper traduz a linguagem teatral ao espetáculo, abrindo seu baú de clássicos a partir das 18h30, em mais uma apresentação da turnê "Spend the Night", sob grandiosa introdução em playback.

Para a densa "Brutal Planet", bateria cadenciada de Glen Sobel explorando sonoridade tribal aliada aos riffs alucinantes da tétrica guitarra distorcida de Ryan Roxie e ao levemente gutural vocal de Cooper.

Após a apresentação da clássica "No More Mr. Nice Guy", em um dos mais aclamados instantes do show, surge "Under My Wheels", trazendo o classic rock 70´s em grande estilo, com esparsos elementos soul determinados pelo baixo de Chuck Garric em dub permeando a melodia.

Após o impressionante solo de guitarra da jovem Nita Strauss, a perfeita execução do hit "Poison", surge como um dos principais momentos da apresentação!

Em mais um brilhante solo a bateria de Sobel brilha, demonstrando a enorme versatilidade e ousadia do exímio músico.

Para a performática "Feed My Frankenstein", Alice surge caracterizado como o bizarro doutor, trazendo anão trajado como a criatura, em um divertido e lúdico momento da apresentação, apoiado com maestria pelos músicos/atores. Nota para a belíssima atuação da guitarra de Tommy Henriksen, em acordes progressivos e rascantes difusos.

A dorida balada "Only Women Bleed", repleta de sentimentalismo e desalento, reforçada pela interpretação e diálogo cênico entre Cooper e uma de suas atrizes/dançarinas, ascende para a urgência passional da letra em explosão dinâmica do instrumental com reforço de graves da bateria potente em andamento alucinante. Aliada à incrível performance vocal e ao som das guitarras rítmica e melódica em dedilhados intensos e encadeados, o bom trabalho do baixo de Garric surge em primoroso contraponto.

Simulando sua "decaptação" no auge do horror show em meio aos alucinantes acordes de "I Love the Dead", sob o ruflar intenso dos tambores da bateria e rascantes acordes da guitarra rítmica de Ryan Roxie, entremeados de glissandos e cromatismos das guitarras melódicas de Strauss e Henriksen, Cooper executa um dos mais emblemáticos momentos do show.

Surgindo caricatamente, carregando na mão sua suposta cabeça decepada, Alice Cooper executa com grande propriedade a frenética "I´m Eighteen", em perfeito momento de sua performance individual, repleta de vocalises e modulações de grande efeito.

Finalizando a divertida e mágica apresentação, a imponente "School´s Out" encerra com maestria o belíssimo show de Alice Cooper, coroando de êxito uma apresentação bem cuidada até nos mínimos detalhes, resultando em verdadeira festa aos sentidos. Amazing!

Por volta das 21h45, têm início o show de Guns N´ Roses, com a pesada "It´s So Easy", trazendo elementos da sonoridade heavy metal nos poderosos riffs das guitarras de Slash e Richard Fortus.

Para "Mr. Brownstone", baixo de Duff McKagan em contraponto à exímia bateria de Frank Ferrer, marcam bom momento do show, em melodia consistente.

O hit "Chinese Democracy" constante do último álbum de estúdio da banda traduz sonoridade moderna, repleta de bons elementos entre a cadência contagiante explorada com precisão pela bateria de Ferrer e inspirados instantes do baixo de McKagan.

Após a execução da clássica "Welcome to the Jungle", em um dos pontos altos da apresentação, surge a delicada "Estranged", em vocais perfeitos de impecáveis modulações de Axl Rose, imprimindo aura intimista à explosiva apresentação. Digno de menção, o teclado em acordes de notas suspensas de Melissa Reese, executado com grande propriedade e singeleza.

Sucedendo a inspirada releitura para "New Rose", clássico da banda The Damned, surge a suave "This I Love", mais uma linda balada que ascende na finalização para frenético andamento, denotando a urgência da letra, em mais uma impactante e perfeita performance individual de Axl Rose no vocal. Riffs da guitarra de Slash, emolduram com graça o precioso vocal, além da excelente participação dos teclados em sombrias tonalidades de Dizzy Reed. Great!

Em "Coma" percebemos movimentos melódicos que podem ser considerados como a proto síntese do que originaria o movimento nu metal e grunge, com sua híbrida fusão de estilos entre o heavy metal de linhas clássicas e elementos da sonoridade urban, determinada pelo baixo profundo de Duff McKagan e pela alquebrada bateria. Grande momento do show!

Após o aguardado e impressionante solo da guitarra de Slash, a execução em grande estilo de "Sweet Child O´ Mine" marca mais um grande momento do show, com a efusiva resposta do público.

Trazendo uma grande canção do álbum Lies, marcando os primórdios da carreira, a descontraída "Used to Love Her" na cadência do hard rock, com elementos de rockabilly na linha melódica explorada pelas guitarras dedilhadas, baixo blueseiro e bateria cadenciada em compasso simples!

Em bloco intimista do show, as execuções de "My Michelle" e "November Rain", além das belíssimas releituras para "Wish You Were Here" (Pink Floyd), em inspiradíssima versão instrumental e "Black Hole Sun" (Soundgarden), com impressionantes acordes do teclado de Reed, marcaram momentos de rara beleza no espetáculo.

Antecedendo um bis de grandes clássicos, a descontraída versão para "I Got You (I Feel Good)" de James Brown e a ágil melodia de "Nightrain".

Para o bis, hits como "Don´t Cry", "Patience" e "Paradise City" encerram com grande energia o festival e sua fantástica apresentação, em aproximadamente 2h30min de puro rock n´ roll!!!

Grandes clássicos como "Live and Let Die", "You Could Be Mine", "Civil War", "Yesterdays" e "Knockin´ on Heaven´s Door" constaram do perfeito setlist, que contemplou canções de todas as fases de sua carreira em memorável apresentação!


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