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Primeira Noite do SP Trip Apresenta Três Gerações do Rock, com a Memorável Apresentação de The Who

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Publicada em 25, Sep, 2017 por Marcia Janini


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Na noite de 21 de setembro, o Allianz Parque em São Paulo abrigou o primeiro dia de apresentações do SP Trip, evento que traz à cidade grandes nomes do rock.

Subindo ao palco por volta das 18h30, o Alter Bridge trouxe sua sonoridade pautada no post grunge e nu metal em mais um show da turnê "The Last Hero".

Iniciando sua passagem pelo festival com "Come to Life", de introdução forte, bem pontuada pela bateria em breaks e pelas guitarras melódica e rítmica em diálogo, evolui explorando ousadas dissonâncias, aliando-se à potência do refrão em dueto de Myles Kennedy e Mark Tremonti.

Na cadência frenética do heavy metal "Addicted to Pain" traduz grande dinâmica no pesado instrumental, repleto de cromatismos... Ágeis, as guitarras ampliam o alucinante andamento.

"Crowns on a Wire" com a poderosa introdução das guitarras dissonantes e baixo de Brian Marshall em dub step, determina a cadência no heavy metal clássico, entremeado por esparsos elementos do nu metal na condução da bateria de Scott Phillips durante o refrão em sonoridade atual e marcante.

Para "Isolation", marcantes riffs da guitarra distorcida na introdução apoiam o vocal de Kennedy, em meio ao instrumental potente na tonalidade vigorosa do rock de linhas hard.

Os acordes poderosos das guitarras em distorção, com nota para a finalização em glissandos (slides) e cromatismos, emoldura a consistente melodia na execução de "Rise Today".

Outros importantes momentos da apresentação são determinados por "Cry of Achilles", "Waters Rising", "Blackbird" e "Metalingus".

Subindo ao palco após vinheta introdutória impactante com coral infantil em playback, por volta das 20h00 o The Cult inicia sua apresentação com "Wild Flower", canção tema da turnê, trazendo simples aparato cênico representado por imagens de lírios no telão/ciclorama. Suave, o esquema de iluminação auxilia na ambientação do show com perfeição. Simples e na medida certa!

Na sequência, um de seus maiores hits "Rain" é executado com maestria, nos alucinates riffs da guitarra semi-acústica de Billy Duffy, em um dos pontos altos da apresentação.

Com a constância da exímia bateria de John Tempesta em condução impecável e perfeitas conversões, surge a cadenciada "Dark Energy" explorando a deliciosa sonoridade do rock com esparsos elementos de dark wave em sua composição. Riffs em glissandos da guitarra nas conversões, emoldurados pelos bons recursos e acordes do teclado de Damon Fox, encerram com graça a melodia.

Sustentando a força do vocal de Ian Astbury, surgem os rascantes da guitarra de Duff em "Peace Dog" explorando sonoridade em notas encadeadas de extrema agilidade. Nota para o belíssimo trabalho da bateria nas conversões, numa demonstração da grande técnica de Tempesta. Amazing!

Em mais um grande momento do espetáculo, "Lil´ Devil" traduz na melodia toda a ousadia do rock alternativo dos anos 80, em uma canção atemporal, repleta de bons recursos verticalizadores e extrema criatividade. Em total sintonia a bateria comanda o andamento frenético, seguida pela enlouquecida guitarra em ágeis acordes. O vocal de Astbury, apoiado pelo forte instrumental brilha soberano, em um dos melhores momentos de sua performance. Great!

"The Phoenix", canção densa de andamento ralentado, antecede a progressiva "Deeply Ordered Chaos" adotando já na introdução a densidade de acordes etéreos determinada pelos sintetizadores e teclados. Na cadência da bateria, de média intensidade e constância e nos acordes solapados da guitarra, em inversões nada óbvias, observamos os elementos do dark wave em fusão com o rock de linhas clássicas.

Mais um grande sucesso, "Rise" é executado com extrema perícia pela banda, para delírio dos fãs. Em mais um importante momento de sua performance individual, o front man apoia-se no crescendo instrumental, muito bem urdido pelo contraponto entre baixo em dub, bateria frenética e alucinantes acordes da guitarra. O teclado explora arranjos consistentes, emoldurados com peso e vitalidade à melodia.

Determinando momento impactante na apresentação, os teclados sugerem para o grande hit "Sweet Sold Sister" introdução suave, logo evoluindo para a cadência dolente da melodia, amparada pelos acordes poderosos da guitarra e pela marcação pulsante da bateria.

Na sequência, mais um ponto alto da apresentação ficou por conta da explosiva "She Sells Sanctuary", numa belíssima resposta do público em total sinergia com a banda.

Finalizando a apresentação em grande estilo na cadência do dark wave, dois dos maiores sucessos "Fire Woman" e "Love Removal Machine".

Em sua primeira incursão ao país, o The Who sobe ao palco às 21h30 apresentando imagens que remetem ao psicodelismo no telão de fundo de cena. Iniciando o show com a clássica "I Can´t Explain" seguida por "The Seeker" na cadência do classic rock, traduzida com maestria pela deliciosa condução da bateria constante e cadenciada de Zak Starkey e acompanhada pela guitarra de Pete Townshend em preciosos acordes encerra bom momento do espetáculo.

Para o hit "Who Are You", todo o brilhantismo da guitarra atemporal de Townshend. Mantendo a cadência viajante da melodia, a bateria de Starkey conduzida com perícia alia-se ao poderoso teclado de John Coury, ambientando a melodia em acordes encadeados... Grande momento do show!

Na deliciosa cadência do rockabilly, surge a suave "The Kids are Alright" seguida pela poderosa "I Can See for Miles" de acordes introdutórios simulando o som de envenenados motores. Densa, introspectiva, com andamento cadenciado, apresenta a perfeita sincronicidade da melodia.

"My Generation", na clássica fusão entre jazz e rock bem determinada pelo potente baixo de Pino Palladino em dub, surge relembrando grandes momentos da carreira iniciada em meados dos anos 60, determindo a clássica sonoridade da época num irresistível convite à descontração. Digno de menção o excelente momento de Zak Starkey na condução da bateria.

Em mais um mágico momento do show "Behind Blue Eyes" traduz toda a maestria e perícia da banda na firmeza da condução instrumental e vocal.

Nos teclados Hammond, emoldurados pela gaita de boca aliada à condução malemolente e alquebrada da bateria e dos riffs em intrincados acordes da guitarra, com baixo em dub no contraponto surge "Join Together", em cadência progressiva.

Em cânone, a introdução para a descontraída "You Better You Bet" chama a atenção para a melodia delicadamente dançante, permeada com graça pelos arranjos do teclado de Coury, em uma de suas mais importantes atuações no show.

Trazendo o acento country do violão de aço para "I´m One", o cantor e violonista Roger Daltrey traduz rara beleza em sua performance, com modulações vocais que nos remetem à simplicidade dos cânticos e da vida simples do campo... Em inspirado backing vocal, os demais integrantes da banda auxiliam na criação da perfeita aura da melodia.

Em momento intimista da apresentação surge "The Rock", com o belo contraste entre o ruflar dos tambores da bateria, os metálicos acordes do teclado e as guitarras instrumental e progressiva em distorção, determinando os cíclicos movimentos ascendentes da melodia. No telão ao fundo do palco, imagens com cenas de protesto, guerra e celebração da vida em meio ao caos, num movimento pela paz... Impactante!

Com extrema beleza, a etérea "Love, Reign O´er Me" é executada com a lindíssima introdução do piano de John Coury em notas doces, delicadas, de preciosismo ímpar, ascendendo para acordes de notas em suspensão, imprimindo à melodia densidade em meio à guitarra distorcida e às ágeis evoluções da bateria. Reflexivo e lindo instante do show!

Traduzindo a inserção da sonoridade eletrônica na música, os sintetizadores trazem os melífluos arranjos em trilhas bem inseridas na fusão com o soul para "Eminence Front", explorando a cadência urbana da black music em composição suavemente dançante. Grande diferencial na apresentação, numa ousada e genial quebra da linearidade do show.

Acordes simples da guitarra aliam-se à bateria constante, ascendendo suavemente nas conversões ao refrão em movimentos cíclicos, porém de grande efeito estético na progressiva "Amazing Journey". Breaks estratégicos apoiam a força do refrão, em mais uma perfeita incursão vocal de Roger Daltrey.

Após a execução de "Pinball Wizard", mais clássicos surgem nas execuções de "See Me, Feel Me", "Baba O´Riley" e "Won´t Get the Fooled Again".

Encerrando a histórica noite, "5:15" e o hit "Substitute" são reservadas para o bis, finalizando a perfeita passagem da banda pelos palcos brasileiros. Amazing!


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