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A Atualíssima Fusão Rock/ Soul: Dead Daisies e Richie Kotzen

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Publicada em 14, Jul, 2017 por Marcia Janini

Clique aqui e veja as fotos deste show.


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Na noite da última quinta-feira, 13 de julho, a super banda Dead Daisies e Richie Kotzen se apresentaram no Carioca Club em São Paulo, celebrando com muita energia o dia mundial do rock.

Abrindo as apresentações da noite, o Dead Daisies sobe ao palco por volta das 21h00, trazendo covers de grandes clássicos do rock, além de vários sucessos de sua carreira, numa explosão de energia.

Após a divertida "Make Some Noise", surge a versão para "Fortunate Sun" (Creedence Clearwater Revival) com grande vitalidade, em intensidade e dinâmica diferenciadas, trazendo para a cadência do hard rock de linhas clássicas o country rock da melodia original.

Para "Join Together" (The Who), a releitura ateve-se com maior proximidade à métrica e cadência da versão original. Digna de menção a condução precisa da bateria de Brian Tichy em conversões bem executadas. Baixo de Marco Mendoza em dub no contraponto traduz atmosfera fluida, com suas influências no soul.

"With You and I", na gostosa cadência do hard rock, traz as guitarras de David Lowy e Doug Aldrich em distorção aliadas ao poderoso vocal e à bateria cadenciada numa composição clássica, sem abrir mão de acentos inovadores. Repleta de boas variações dinâmicas, apresenta estrutura fluida e consistente, em um bom momento da apresentação.

Com introdução ágil "Mainline" apresenta o frenético andamento do heavy. Em conversões nada óbvias e breaks estratégicos apoiando a força do refrão, moduladas com maestria pelo marcante vocal de John Corabi, repleta de variações dinâmicas vertiginosas a melodia segue, permeada pela enorme criatividade destes exímios músicos, em um dos momentos mais inspirados da apresentação. Great!

Além destas canções, constaram ainda do setlist da apresentação sucessos como "Helter Skelter" (The Beatles), "Long Way to Go" e "Mexico".

Entrando no palco às 22h45 em meio à introdução na sonoridade street do hardcore/rap de fraseado rápido, Richie Kotzen inicia sua apresentação com a blueseira "End of Earth".

Vigorosa, surge repleta de variações dinâmicas e acordes encadeados a ácida "Socialite", traduzindo no bom trabalho da bateria o grande diferencial para esta melodia.

Na finalização, o impressionante solo da guitarra de Kotzen, trazendo acordes soltos e fluidos de grande valor estético. Igualmente impactante o bom solo do baixo de Dylan Wilson em dub, totalmente sincronizado com a bateria, traduzindo a atmosfera arrojada do groove à melodia. Amazing!

Para "Meds", na cadência sensual do groove, traduzindo ares 70's ao show, Kotzen assume os teclados, além de uma inspirada interpretação vocal, pautada no bom e velho soul. Em uma composição linear, criativa, a atmosfera retrô determina todo o charme da melodia pop, trazendo inovação no andamento desenvolvido pela bateria que acena para a atualidade.

Em "Go Faster", mais uma melodia que explora o potencial doom do baixo em uma introdução consistente que ascende para o hard rock de linhas clássicas, apreciamos a elevação do nível técnico da apresentação. O fraseado vocal repleto de atitude e ousadia de Kotzen traduz à boa melodia, com simplicidade, outros patamares dentro da sonoridade rock, numa fusão interessante com o funk/soul. Inusitado!

Urgente "Love is Blind" evolui em crescendo, emoldurado pelo vocal límpido, de timbre cristalino de Kotzen, em entonações e modulações de grande complexidade. Importante a condução de Mike Bennett na bateria cadenciada de efeito, pontuando com rigor a constância do andamento.

"Your Entertainer" segue pela mesma trilha, traduzindo em sua métrica esparsos elementos da sonoridade country na introdução da guitarra dedilhada. O baixo de Wilson, impecável, emoldura com graça o enorme potencial vocal de Richie.

Na sonoridade do pop, a suave "My Rock" traduz aura de arrojada modernidade em um momento intimista da apresentação. Com modulações inspiradas, Kotzen brilha em um dos momentos mais diferenciados do espetáculo.

Traduzindo métrica diferenciada com breaks estratégicos reforçando palavras de efeito já na introdução à primeira estrofe, "Cannon Ball" explora a sensualidade da melodia de forma única, emoldurada pelos brilhantes acordes do teclado.

As doces baladas "I Would" e "High" em versão acústica, determinam instante intimista, seguidas pelo impressionante solo da percussão, composto pela bateria e cajon vibrantes de Bennett.

Além destas canções, grandes sucessos como "Fear", "Help Me", "This is Life" e "You Can't Save Me" foram contemplados pelo repertório do show, demonstrando a essência deste grande músico, intérprete e compositor.


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