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Coberturas de shows

Encontro de Tribos e Gerações do Rock: Maximus Festival

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Publicada em 15, May, 2017 por Marcia Janini


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No sábado, 11 de maio, o Autódromo de Interlagos em São Paulo recebeu o Maximus Festival, evento dedicado às vertentes e sonoridades do rock. Dividido em três palcos, o evento contabilizou mais de 10 horas de puro rock n' roll para um público de aproximadamente 45 mil pessoas de todas as idades e estilos. Confira abaixo um resumo dos melhores momentos do festival.

Segunda banda a se apresentar no palco Maximus, com início às 14h40, os alemães do Böhse Onkelz trouxeram para o festival o hard rock em linhas tradicionais.

Em "Bomberpilot" na cadência do hard rock 80's, a canção angariou maior peso e vigor mesclado à elementos de outras sonoridades, em especial, extraídas do metal, como o doom e speed, além de esparsas pitadas de punk em algumas das melodias.

Interessante sonoridade em "Kirche" explorada com esmero pela guitarra distorcida em riffs altos e por acordes rascantes nas conversões de Matt Gonzo Roehr, emolduradas pelo baixo em dub, realizando o contraponto à bateria cadenciada... Amazing!!!!

Na cadência do punk rock de 2a. geração, "52 Wochen" surge grandiosa na bateria cadenciada. Interessante o trabalho do baixo, adotando uma linha interessante e diferenciada. Digna de menção também a performance individual do vocalista Kevin Russell em seu timbre clássico, entretanto cheio de vitalidade...

"Irgendwas für Nichts", outra boa canção apresentada, no hard/heavy de linhas clássicas, conta com a dinâmica empregada pela bateria de Peter Schorowsky em ágil cadenciado.

Para "Auf Gute Freunde", uma canção também pautada no classic hard, surge como importante diferencial a condução da bateria, em conversões nada comuns nas finalizações, revelando destreza e técnica. Amazing!

No palco Rockatansky o heavy metal performático dos suecos da banda Ghost, apresentado por seu band leader Papa Emeritus III e pelos "Nameless Ghouls" (músicos anônimos), traduz em suas canções elementos pautados na sonoridade do baixo medievo em cânones e cantochões, além das pitadas de canto gregoriano e forte simbolismo no oculto, revelando aura diferenciada para o festival, onde classicismo e modernidade se fundem em composições totalmente inovadoras e transgressoras de padrões estéticos já consolidados.

Em "Ritual", contando com a costumeira introdução blasfema em canto gregoriano, os riffs da guitarra explodem em acordes ágeis, explorando dedilhados repletos de cromatismos aliados ao excelente trabalho da bateria, marcando com precisão sua estrutura cíclica.

A predominância da furiosa bateria em "Mummy Dust" surge permeada pela delicadeza do teclado de notas doces, o baixo em doom realiza o perfeito contraponto, enquanto a guitarra explode em rascantes e distorcidos riffs, numa sinfonia infernal. Great!

Constaram também de sua passagem pelo festival os sucessos "Masked Ball", "Absolution" e "Year Zero", entre outros.

Rob Zombie, traduzindo ao festival sua sonoridade pautada no doom metal, traz em suas melodias certo namoro com o groove, soul e outras linhas estruturais do street/ black, bem marcadas pela bateria cadenciada e guitarras rascantes.

Para "Dead City Radio and the New Gods of Supertown", riffs alucinantes da guitarra em distorção, se fundem ao fraseado vocal rápido de Zombie e à condução da bateria, explorando a sonoridade do hardcore.

Na introdução de "Superbeast", sampler eletrônico de linhas futuristas se alia à levada soul pop. Guitarra rascante e condução precisa da bateria se unem à base melódica em um som encorpado e incrivelmente dinâmico.

Um tanto suavizada "Demonoid Phenomenon" traz em suas bases elementos do soul. Na cadência do doom metal, com baixo proeminente em dub, a bateria realiza com maestria a indicação do andamento, cadenciado em evoluções criativas. Bom momento do show!

Trazendo já na introdução as guitarras com afinação padrão, se desenvolve "In the Age of the Consecrated Vampire We All Get High", num belo exemplo do hard rock de linhas 80's. O samplers de teclado permeando suavemente a explosão sonora, determinam a deliciosa aura retrô desta composição. Great!

Bem pautada no soul 70's e no classic rock desta década, com pitadas de blues nos acordes da guitarra, "Living Dead Girl" apresenta bom diferencial à apresentação, explorando de forma ousada e criativa os samplers do piano blueseiro, ascendendo nas conversões ao refrão.

Numa apresentação dinâmica e repleta de energia, ainda constaram do setlist "More Human Than Human" (releitura para clássico do White Zombie), "Scum of the Earth" e "House of 1000 Corpses", além de duas entradas para o bis, com "The Lords of Salem", "Get Your Boots On! That's the End of Rock and Roll" e "Dragula".

O Five Finger Death Punch, uma das mais aguardadas apresentações do festival, traz seu som irreverente, numa reinvenção moderna e cheia de ousadia ao heavy metal tradicional.

Com seu som explosivo, o Five Finger já começou forte com "Lift Me Up", melodia pautada no heavy metal onde à guitarra rascante e ao vocal potente de Ivan Moody se une a bateria em cadência frenética.

Explorando a cadência do metal aliada a elementos do hardcore determinadas pela condução potente da bateria alquebrada, "Never Enough" apresenta ainda guitarras em acordes diferenciados.

Mais uma boa canção, na cadência do classic metal "Wash It All Away", surge seguida pela emblemática "Got Your Six", trazendo densa introdução. Ascendendo para os riffs rascantes da guitarra e para o vocal cheio de atitude, em alternância entre agudos rasgados e profundos guturais, segue a frenética cadencia explorada pela bateria de Jetemy Spencer. Breaks estratégicos preenchidos por solos da guitarra nas conversões ao refrão e bateria cadenciada surgem como diferenciais à melodia.

Suavizada, na introdução apenas permeada pela guitarra e vocal, a releitura para "Bad Company" traduz melodia e letra introspectiva... O ruflar dos tambores da bateria determina com elegância o andamento constante da melodia. Bom momento do show!

Após mais um "hino" da banda, com "Jekyll and Hyde" simpático, o band leader convida fãs para subir ao palco e curtir "Burn MF" junto com seus ídolos, num gesto de respeito aos seus fãs... Amazing!

Num momento de rara beleza na apresentação, a balada "Remember Everything" surge suavemente executada apenas em voz e violão, demonstrando o grande talento e versatilidade de Moody. Lindo!

Trazendo seu trash metal em composições extremamente ágeis em todo o peso dinâmico do andamento frenético, o Slayer impressiona na impressionante destreza e técnica.

Abrindo o show com "Repentless" uma canção na cadência do trash com elementos do speed, seguida pela vigorosa "The Antichrist", repleta de variações dinâmicas tecnicamente exploradas pela bateria de Paul Bostaph em conversões criativas, abre o leque para breaks estratégicos que apóiam a força da letra. A guitarra rítmica de Gary Holt em rascante alia-se à bateria cadenciada na finalização de grande efeito estético e sonoro!

Um dos grandes sucessos da banda, "Postmortem" traz em sua introdução a correspondência entre a guitarra melódica de Kerry King em glissandos e cromatismos perfeitos e o baixo em doom de Tom Araya, num contraponto seguro à bateria cadenciada. Evoluindo para cadência frenética de grande peso e valor dinâmico, a canção explode em cascatas do mais puro heavy metal. Para headbanger nenhum botar defeito! Na finalização em estrutura cíclica, surge o grande mote desta canção. Great!

Em mais um grande sucesso, a urgente "Hate Worldwide" o Slayer amplia seu potencial dinâmico, explodindo em puras pancadas de som... Distorção na guitarra e bateria num show de agilidade e perícia dão a tônica de mais um ponto alto da apresentação.

Explorando recursos do doom metal na introdução e no andamento, "War Ensemble" surge como diferencial à linha de trabalho adotada tradicionalmente pela banda. Suavizada e ousada em suas conversões, determina mais um feliz momento da apresentação.

Deliciosamente explorando dissonâncias das guitarras distorcidas que permeiam toda a canção, "When the Stillness Comes" surge imponente, acompanhando a alucinante cadência em explosão sonora!

Trazendo o speed metal em profundidades e agilidade extremas, "Mandatory Suicide" apresenta riffs de semicolcheias encadeadas na porção média da canção, em meio às ousadas evoluções da bateria... Baixo em dub de Araya acompanha com propriedade.

Grande clássico da banda, "Fight Till Death" traduz ao peso trash elementos hard na linha melódica explorada pela guitarra dedilhada em glissandos e cromatismos e na bateria em cadência linear e constante. Baixo em contraponto arremata a composição, enquanto breaks estratégicos apoiam a força do refrão. Obra-prima do estilo!

Além destas canções, "Seasons in the Abyss", "Raining Blood" e "Angel of Death", entre outras, constaram da apresentação.

O Prophets of Rage trouxe a sonoridade do nu metal, na fusão com a sonoridade black do rap, hip hop, soul e r&b mesclados à potencia da guitarra distorcida e da bateria constante. O Prophets traduz na multiculturalidade de seus integrantes e no engajamento político elementos distintos em suas composições.

Explorando o fraseado vocal rápido e cheio de atitude de Chuck D (Public Enemy) e B-Real (Cypress Hill) em letras de protesto, a banda empolga o público presente. Riffs em palhetadas seguras da guitarra de Tom Morello (Rage Against the Machine) com o uso de distorções enche de energia e jovialidade o espaço em "Prophets of Rage".

Na cadência doom determinada pelo baixo em dub de Tim Commerford (Rage Against the Machine/ Audioslave), traduzindo elementos da soul music num entrelace interessante com os acordes rascantes da guitarra de Tom Morello e com bateria sempre constante, linear, os músicos em "Testify" traduzem também no fraseado vocal rápido de Chuck D musicalidade street. Breaks estratégicos reforçam as palavras de ordem. A presença de DJ Lord fazendo os skratches trazem ainda maior peso e valor dinâmico às composições. Interessante!

Composições como "How I Could Just Kill a Man", em releitura do Rage Against the Machine para o sucesso de Cypress Hill, "Fight the Power" (Public Enemy), "Bullet in the Head" (Rage Against the Machine), "Seven Nation Army" (The White Stripes) e um medley de clássicos do hip hop, marcaram a enérgica passagem da super banda de rap rock pelos palcos do festival.

Finalizando a apresentação, surge "Killing in the Name", maior sucesso do Rage Against the Machine.

Encerrando o festival, o Linkin Park apresenta seu rock alternativo de linhas pop.

Subindo ao palco Maximus às 21h00, a banda inicia o show com "Talking to Myself", melodia suave na introdução, ascendendo para cadência ligeiramente dançante, explorando elementos do electro rock.

Malemolente e dançante na presença do DJ Joe Hahn, que explora sampler em acid house, a canção "The Catalyst" abre com classe e elegância outro patamar sonoro para o festival, apresentando o que há de mais inovador e moderno no universo do rock da atualidade.

Na cadência do pop, na fusão entre o eletrônico minimal e acordes das guitarras roqueiras, surge mais uma canção suavizada em "Good Goodbye" uma balada introspectiva e repleta de bons recursos verticalizadores.

Num estilo cheio de jovialidade, o Linkin Park traduz inovação ao pop rock da atualidade e ao festival em canções de sucesso como "Waiting for the End", "Crawling", "Numb" e "Bleed It Out", entre outros hits.


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