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Madball em São Paulo

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Publicada em 15, Apr, 2017 por Joao Messias Jr.

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(Quase) Uma celebração à família. Essa é a melhor definição do que a foi a hecatombe musical realizada pelos americanos do Madball, no último domingo (09), em São Paulo.

Após um adiamento de datas devido a problemas vividos na família do vocalista Freddy Cricien, finalmente os brasileiros puderam conferir mais uma vez o poder do grupo ao vivo. Para deixar a festa mais bonita, o evento contou com a participação das bandas Paura, Bayside Kings e Oponente, que às 18h30 começou a quebradeira.

Com mais de duas décadas de estrada e contando hoje com Rodrigo (vocal), Danilo (guitarra), Fernando (baixo) e Felipe (bateria), tiveram a ingrata missão de abrir o evento, só que tiraram de letra. Mérito que se deve ao bom nível dos instrumentistas e da música, pesada e cheia de mudanças de tempo e ao mesmo tempo, feitas para pogar. Uma pena que o pessoal ainda estava chegando e consequentemente acabaram perdendo uma aula de Metal/HC, devido aos excelente petardos Hardcore Familia Libertad, Faça Você Mesmo, Te Voy a Parar e uma versão "enxutona" para Refuse Resist (Sepultura).

A segunda banda, a Bayside Kings subiu ao palco às 19h20 e a apresentação do quinteto formado por Milton (vocal), Snoop (guitarra e vocal), Teteu (guitarra e vocal), Manolo (baixo) e Kid (bateria) foi explosiva. Já abriram quebrando tudo com Digital Slave. Mas a coisa pegou fogo a partir de Refuse 2 Sink, onde o vocalista chamou todo mundo pra frente. E não foi só prontamente atendido como nos fez presenciar uma roda gigante, que emocionou por demais quem via do camarote, inclusive o quarentão que escreve essas linhas. Mas havia tempo para mais surpresas. Quando o mais que citado cantor desceu do palco e foi cantar com o público. E tome paulada atrás de paulada como Political Trip, Another Point of View e Still Strong. Uma pena que o set durou 35 minutos, pois os caras (assim como todas as bandas de abertura) possuem competência para fechar grandes festivais do estilo, pois transmitem aquele tesão e entusiasmo de mostrar sua música para o seu público. Algo que muitas bandas perderam em algum lugar na estrada do rock.

E quando você pensa que não há como se surpreender o Paura mostrou como se faz um puta show. Logo de cara, com Truth Hits Hard, os caras colocaram o povo (que já estava num ótimo número na casa) pra pogar. E não pensem que a coisa parou por aí. Com mais de duas décadas de estrada, o quinteto que hoje conta com Fabio Prandini (vocal), Claudinei Ferreira (guitarra), Rogério FR (guitarra), Paulo Demutti (baixo e backings) e João Limeira (bateria) deram outra aula de como fazer música pesada, extrema e competente. As guitarras esbarram no metal em muitos momentos, fazem um contraste interessante com a bateria mais reta, o que agrega mais qualidade no som dos caras. Outros pontos altos ficaram por conta de Reverse the Flow, a grooveada Worthless, No Hard Feelings, além de uma bem vinda versão para Malfunction (Cro Mags). History Bleeds encerrou o fim das apresentações das bandas de abertura, que nem merecem ser chamadas de tal forma.

Assim como no Paura, não houve tempo de "reconhecimento" e a coisa logo foi para o pogo. Às 21h30, Freddy Cricien (vocal), Mitts (guitarra), Hoya Doc (baixo) e Mike Justian (bateria), em ordem decrescente entraram um a um no palco e o que se viu após foi uma aula de hardcore violento e sem concessões comerciais. Desde a abertura com Hardcore Lives o que se viu foi uma coisa só, tamanha integração entre público e banda. A atuação de Mitts chama a atenção, pois além de segurar bem as seis cordas, seus backings dão a segurança necessária para que Freddy

Sempre comunicativo e no melhor estilo "Tazmania", Freddy agradecia efusivamente todos que compareceram ao evento, além de ressaltar a importância da família, talvez em virtude dos problemas que o fizeram adiar os shows.

Após a cadenciada DNA, houve talvez o momento mais nostálgico da apresentação. A execução de Set it OffDown by Law, do primeiro trabalho do grupo (1996) fez a alegria dos "tios", além de relembrar um período que a MTV tratava a música com o merecido respeito. Mi Palabra nos trouxe de volta ao século 21, além de mostrar o quão a música do quarteto, apesar de não ter tantas mudanças ao longo dos anos, foi ficando mais brutal.

A parte final do show, com Heavenhell, Doc Marten Stomp e 100% foram a última pá de cal para celebrar essa verdadeira festa do hardcore, que contou com excelentes bandas, que tiveram uma excelente qualidade de som, além de um ótimo público.

Só não foi perfeito pelo fato de algumas pessoas terem levado uma bandeira de um time grande da capital. O que nos faz refletir a seguinte questão: se durante todo o espetáculo, todas as bandas pregaram a união e a valorização da família, pra que alguns imbecis fazem algo para separar e desagregar uns aos outros. Fica a reflexão.


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