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Coberturas de shows

Maria Rita no Teatro Bradesco

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Publicada em 18, Mar, 2017 por Fabiano Cruz

Clique aqui e veja as fotos deste show.


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Quando anunciou o show de Maria Rita no Teatro Bradesco confesso que fiquei com uma mistura de curiosidade com entusiasmo. Curiosidade pois queria ver como ela, uma musicista que dança, anda, se move a todo momento, que tem aquele lado mais de “fundo de quintal” se sairia numa das casas mais elegantes de São Paulo; e entusiasmo pois Maria Rita vem resgatando muito de um lado mais íntimo, em pequenas formações instrumentais (ela chegou a fazer dias antes no SESC Vila Mariana na mesma capital paulista uma apresentação com somente voz e violão).

A frente do Teatro estava em alvoroço, a casa teve quase todos os lugares vendidos; se pensar que foi dia de manifestações e os redores da localidade da casa não estava em dias bons (o que, convenhamos, a região do Shopping Bourbon e do estádio de futebol nunca foi bom), esses são fatores de dificuldade do público chegar na casa. Resultado foi uma espera de quase meia hora para a apresentação marcada a começar.

O Palco com uma formação de quarteto, sendo duas percussões, uma guitarra e um revezamento entre cavaco e banjo, as primeiras notas já deram o tom mais íntimo que seria a apresentação. E nesse clima Maria Rita, deslumbrante, entra em palco cantando Não Deixe o Samba Morrer. Bastou uma canção para a cantora ser louvada, e como resposta em uma sequência só Coisa de Pele, Maltratar Não é Direito e Num Corpo Só. Entre aplausos e elogios como “maravilhosa”, Maria Rita explica o show, a vontade de fazer com uma formação mais “de roda” priorizando as raízes do samba, com canções que fizeram parte da vida dela, quais cresceu ouvindo e aprendendo... E Retalhos de Cetim mostrou claramente a intenção em que ela falou.

Um show intimista, porém começou tímido. Maria Rita foi se soltando aos poucos com seu domínio de palco e o público cantava, mas um ou dos levantavam, dançavam e sentavam. No momento talvez tenha sido bom, pois foi um momento de auge emocional até mesmo para a cantora. Difícil foi segurar as lagrimas com o “hino” do samba paulistano Tradição em um pout-pourri com a homenagem a sua mãe, a eterna Elis Regina, com Simplesmente Elis, qual foi tema de samba enredo da Vai Vai em 2015, ano que a escola levantou a taça do carnaval; uma dupla homenagem que Maria Rita chegou a mostrar grande emoção. E as homenagens a mãe continuaram com uma das mais belas versões de O Bêbado e a Equilibrista que já presenciei, sendo que continuou sem parar com o belo samba O Show Tem Que Continuar.

Daí pra frente foi um desfile de eternos sambas... A própria cantora disse para “bagunçarmos o local chic” e o ânimo foi crescendo aos poucos com temas do porte de Meu Lugar, O Que é o Amor, É, O Homem Falou, intercaladas com canções quais já são famosas e gravações e shows com a sua voz, como Cara Valente e Tá Perdoado. Entre nomes que fizeram sua história, desfila Alcione, Gonzaguinha, Arlindo Cruz, Beth Carvalho, mas foi a partir de Do Fundo de Nosso Quintal que as cadeiras elegantes do teatro ficaram como meros enfeites, com todo mundo, em um único gesto de Maria Rita falando “vamos gente, hora de levantar”, pulando das cadeiras já com o quadril e os pés se movendo de um lado ao outro.

E não foi somente o público que se animou. O quarteto que acompanhou Maria Rita também; excelentes instrumentistas, de um som limpo e contido no começo se tornou uma verdadeira batucada em canções como Quando a Gira Girou e Alto Lá – detalhe até cômico foi as cordas pedirem desesperadamente para a mesa de som aumentar o retorno, porque a percussão já naquele momento tocavam sem dó nenhuma a característica dinâmica forte e alegre do samba. E Maria Rita.... se jogou. Tirou salto, ponto no vestido e dançou e cantou com o público, esse que correspondia em coro refrão por refrão. O êxtase termina com primor com Coração em Desalinho e Vou Festejar, com os músicos em festa. Sem bis, o público ficou na casa até uns 15 ou 20 minutos depois esperando ainda que Maria Rita voltasse, mas aos poucos as cortinas foram se fechando (talvez o atraso para começar tenha dado fala de tempo para pelo menos mais um ano bis)

Apresentação perfeita. Teve emoção forte, teve homenagem, teve festa. Foi interessante ver a transição de uma apresentação mais contida para uma feliz batucada, em questão de uma hora. Som limpo, iluminação simples, mas bela e eficaz. E uma Maria Rira com felicidade estampada no rosto, sabendo que fez uma excelente apresentação – o eu de fato foi.


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