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Mayhem na Clash Club

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Publicada em 12, Oct, 2016 por Fabiano Cruz

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Mayhem-2016.jpg
Besteira falar o quanto é seminal o trabalho De Mysteriis Dom Sathanas do Mayhem não só para o Black Metal, mas sim pra a história do Heavy Meta como um todo; o trabalho foi um dos mais importantes de toda uma geração envolva de ocultismo, satanismo e misticismo, com histórias de rituais, assassinatos e suicídios. O trabalho até hoje perdura na mente de muitas pessoas, principalmente pelo nome de Euronymous, que gravou o disco e se tornou uma figura lendária na história do lado mais extremo do Heavy Metal.

Tocar esse disco na integra seria um ato de coragem; não deve ser fácil reproduzir toda a aura sombria e mística que a gravação tem. Mas a banda encarou com coragem o feito. A casa Clash Club ficou relativamente cheia, e sem banda de abertura e sem atrasos, e com o palco reproduzindo a capa do disco, Mayhem não foi de muita conversa; do jeito que subiram no palco ali foram um pouco mais de 45 minutos de um som avassalador e hipnotizante. A força que as músicas Funeral Fog, Freezing Moon – essa um clássico do Heavy Metal -, Cursed in Eternity, Pagan Fears, life Eternal, Fro the Dark Past, Buried by Time and Dust e De Mysteriis Dom Sathanas causam é algo sem explicação: enquanto uns se tomavam pela fúria do instrumental como uma verdadeira horda de guerreiros infernais nas rodas intermináveis pela casa, outros ficaram parados e estáticos enfeitiçados pelas letras e ambiente sombrio causado – não teve meio termo, não teve outras reações a quem estava lá a não ser essas duas.

A força das canções aumentou exponencialmente pela atuação impecável em palco, principalmente do baixista Necrobutcher e do vocalista Attila Csihar, esse que, aliás, um dos maiores frontman que eu vi... sua performance é impecável, hora fazendo movimentos ritualísticos, hora fazendo movimentos que beiram o doentio; sua performance de clérigo segurando um crânio e um candelabro faz de qualquer banda nova que se chamam de “satanista” mera brincadeira de criança... Outro ponto que ajudou no clima sombrio foi a iluminação: diferente das bandas que utilizam muito o vermelho e amarelo, Mayhem usou e abusou do azul e branco, dando um ambiente gélido e mórbido no palco.

Após tocar a obra máxima na íntegra, Mayhem volta sem muitas firulas para o bis, e poderia dizer que se fosse mais longo seria outro show; sem figurino sombrio, iluminação mais clara, e uma atitude totalmente Punk Rock, tivemos como presente canções do começo – e também bem cultuado – da banda, hinos como Deathcrush, Chainsaw Gutsfuk e Pure Fucking Armageddon. Um golpe final muito bem dado.

Dando atenção aos fãs, a banda termina com aquele gosto que faltou algo. E faltou. Apesar de ter sido uma apresentação de um disco na íntegra, parece ser comum hoje as bandas extremas não toarem por mais que uma hora e vinte minutos – tempo aproximado desse show. Outro ponto que ficou a desejar foi o som: por mais “ruídoso” que seja o estilo do Mayhem, o áudio estava muito embolado chegando a partes de não escutar os solos da guitarra; a banda tocou na raça e na unha com o que podiam.

O resultado foi mesmo assim acima do esperado. Afinal, não e sempre que podemos ver ao vivo um clássico do estilo com seus criadores numa noite afinadíssima...

(Um detalhe que me chamou a atenção: diferente das bandas do estilo que deixam ruídos e efeitos após a apresentação, o Mayhem deixa no som a versão de I Put a Spell on You de Jay Hawkins, mostrando respeito às origens de muita coisa...)


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