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Legião Urbana XXX Anos

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Publicada em 20, Jul, 2016 por Marcia Janini

Clique aqui e veja as fotos deste show.


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No dia 15 de julho, sexta-feira, a Legião Urbana realiza mais um show de sua turnê comemorativa do 30º aniversário no Citibank Hall, em São Paulo.

Subindo ao palco às 22h00, Lia Paris realiza o show de abertura, trazendo em suas letras introspectivas a inegável influência das bandas pioneiras do rock nacional, como Mutantes e Secos e Molhados, sob uma roupagem moderna e atual.

Em "Subentendido", parceria com Marcelo Jeneci, explorando seu timbre vocal diferenciado, charmosamente grave, a cantora passeia por modulações que exploram desde o minimalismo até a explosão de vitalidade característicos do rock nacional.

Para a descontraída "Estrada", arranjos e fraseado vocal remetem ao rock nacional dos anos 60, num bem elaborado "iê iê iê". Os acentos rumbeiros das conversões dão o toque final de graça à canção.

Suave e aconchegante, "Monte Castelo" recebe inspirada interpretação de Lia.

Em mais uma parceria com Jeneci "Wild Boy" traduz na percussão tribal e bateria cadenciada sonoridade que remonta ao post-punk 80's. Lânguida nos vocais, a intérprete traduz grande dose de ousadia nesta interpretação, em total entrega.

Continuando sua ousada apresentação, a inusitada versão para "Boys Don't Cry" (The Cure) surge redondinha, seguindo métrica e arranjos próximos aos originais.

Para a delicada "As Ondas" convida seu produtor Daniel Hunt (Ladytron) para juntar-se à banda no comando dos sintetizadores, que determinam nos acordes suspensos em progressão aura tênue de densidade, profundidade, remetendo às ondas de um longínquo mar. Muito bem sacado!

A divertida "Je Veuz", da francesa Zaz, traz novamente a atmosfera new wave 80's nos arranjos e cromatismos inusitados. Em mais um ousado diferencial, Lia introduz a gaita de boca (harmonica) com grande propriedade, extraindo sonoridade frenética, atual.

Finalizando sua bela apresentação, a cantora traz "Foguete", uma canção marcante e cheia do swing groove, remetendo diretamente ao soul brasileiro dos anos 70. Great!

Subindo ao palco por volta das 23h15, a Legião Urbana começa sua apresentação com o grande hit "Será", já marcando um grande ponto de sinergia com seu público logo na entrada! Incrível!

Em ordem cronológica, a apresentação principia com a execução do primeiro álbum da banda "Legião Urbana" (1985) na íntegra.

Na sequência, a execução de um dos lados b da banda, a ácida "A Dança" abre espaço para a mítica "Petróleo do Futuro", que traçou um panorama da sociedade e do complexo momento político dos anos 80. Atemporal, a canção escrita há 3 décadas nunca esteve tão atual.

"Ainda é Cedo" interpretada por Marcelo Bonfá no comando das baterias, marca mais um ponto importante da apresentação, em versão fidedigna à original.

Para "Perdidos no Espaço" e o hino da juventude 80's "Geração Coca-Cola" a aura retrô invadiu o espaço e as mentes dos presentes, trazendo novamente os adoráveis anos 80, nas canções e na atitude desafiadora das letras e integrantes, que reproduzem fielmente o mesmo gestual, num grato retorno ao passado! Perfeito!

Descontraindo com "O Reggae", seguido pela explosão de energia e dinâmica de "Baader- Meinhof Blues", repleta de peso, atitude e ousadia do novo vocalista André Frateschi, esta também marca um grande momento do show.

A densa "Soldados" traz momento suave de entropia e reflexão logo suplantada por mais momentos de pura magia e descontração com "Teorema" e "Por Enquanto".

Após sucinta pausa onde os presentes ouviram reflexões feitas por Renato Russo em áudio, a banda entra no palco para a segunda parte do show, onde os maiores sucessos de todas as fases da carreira foram contemplados.

Dando continuidade com "Tempo Perdido" seguida por "Daniel na Cova dos Leões" e "Há Tempos" a banda apresenta inspiradas e fidedignas versões para as canções, trazendo para o público momentos únicos, num misto de reflexão e saudades de tempos idos.

Além destas canções, constaram no bem escolhido setlist hits que marcaram toda uma geração com suas letras introspectivas e por vezes críticas e ácidas, aliadas ao instrumental despojado e simples, determinado pela guitarra em três acordes e bateria cadenciada seguida pelo baixo em dub, além do vocal de Renato Russo, repleto de ousadia e personalidade.

Desta forma, o público pôde relembrar sucessos como "Meninos e Meninas", "Pais e Filhos", "Índios", "Faroeste Caboclo" e "Que País é Esse?" num espetáculo bem elaborado até aos mínimos detalhes, onde a simplicidade de cenários abriu espaço para que se instaurasse atmosfera intimista.

Como aparato cênico, apenas efeitos de iluminação, como os spots de luz descendo no proscênio e formando o desenho XXX, aludindo aos trinta anos da banda. Clean, belo e agradável!


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