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Coberturas de shows

Soulfly na Audio Club

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Publicada em 15, Apr, 2016 por Fabiano Cruz

Clique aqui e veja as fotos deste show.


Max Cavalera e seu Soulfly aportam no Brasil para uma série de shows promovendo seu ultimo trabalho, Archangel, bem elogiado pela crítica e público, e o Musicão foi conferir a apresentação realizada no domingo dia 10 de Abril no Audio Club, casa que cada vez mais vem abrindo espaço a shows, sendo uma boa alternativa pela localização, próximo ao complexo de transporte urbano da Barra Funda.

Em um excelente horário – o evento todo terminou 23:00, dando tempo para o público sair do local e ir com calma para a casa – o Project 46 foi a banda escolhida para a abertura. Seu hardcore contagiante e muito bem trabalhado, trouxe uma enorme bagagem de experiências adquiridas em turnês fora do país, em uma apresentação contagiante – não é a toa que a banda vem crescendo e sendo referência do estilo cada vez mais. O vocalista Caio foi o grande responsável pela agitação e insanidade da panda e público, deixando os ânimos a “ponto de bala” para a atração principal. Músicas como Violência Gratuita, Vergonha na Cara e Carranca não deixou pedra sobre pedra, e FODA-SE foi o ponto alto do show.

Em quase uma hora de intervalo, as luzes se apagam e a casa lotada já agitava com o Soulfly entrando em palco, e Max até de uma maneira gentil pede para que o público “quebre tudo”, mandando as primeiras notas de We Sold Your Souls to Metal, seguida de Archangel e Ishtar Rising.

Antes de continuar, preciso fazer um parêntese pessoal. Nunca fui grande admirador da banda, portanto mal acompanhei a carreira do Max pós Sepultura – tirando o projeto Cavaleira Conspiracy – por “n” preconceitos musicais que não valem a pena descrever aqui. Reconheço meu erro; as três primeiras canções já foi o suficiente para ver o quanto o Soulfly ao vivo é extremamente competente e arregaçador....

A pancadaria come solta com canções do nível de Blood Fire War Hate até tocarem hinos do Heavy Metal nacional como Refuse/ Resist e Territory. O público, agitado, aqui se solta de vez aponto da grade que separava a pista comum da pista VIP quase ser derrubada (o que não foi por intervenção rápida dos seguranças da casa, evitando problemas maiores). A partir daí a banda se solta de vez em palco. Musicalmente, o Soulfly é uma das bandas mais abertas a improvisos, literalmente dando um foda-se a protocolos musicais e desconstruindo muito de suas próprias canções e músicas covers. Master of Savagery com maestria e naturalidade faz um medley com Master os Puppets do Metallica; Sodomites impressiona pelo experimentalismo sonoro; Tribes nos brinda com ares ritualísticos e uma atmosfera atordoante; Umbabarauma foi uma surpresa inigualável com a banda usando e abusando de improvisos rítmicos. Sem contar que a pluralidade musical de Max é extremamente visível em vários pedaços do show.

Outro ponto alto é o carisma de Max. Sendo sincero, está longe de ser o vocalista ou o guitarrista ideal, mas a força de sua presença em palco é única: basta ver que em seu solo ele não ficou mostrando virtuosidade e técnicas “milenares” da guitarra; ficou simplesmente mandando riffs e mais riffs de clássicos do Heavy/ Rock e do Sepultura, ali, sozinho em palco. Pra que mais? Conversa com o público e respeita seus fãs, a ponto de quando um sobe ao palco e o reverencia, ele agradece e pede cordialmente ao segurança para não o tirar com força; ou quando convida fãs a subirem e cantarem com ele em palco.

Obvio que Arise/ Dead Embrionic Cells vai ser mais um ponto alto e a pancadaria come solta com sons do nível de Profecy, Babylon e No Hope = No Fear. A banda é extremamente técnica e competente, falar de Marco Rizzo na guitarra é idiotice, sempre o achei um dos mais subestimados guitarristas das bandas atuais, merece muito mais nome, técnica impecável. E Mike Leon e seu baixo... bem, teve momentos que Leon conseguiu roubar a cena até mesmo de Max: o cara não para um minuto, faz backing vocals com perfeição e possui uma técnica apurada com poucos, chegando a misturar – desculpem falar tecnicamente – linhas calcadas em walking bass com slap, num peso e velocidade absurdos!

Depois de Back to Primitive, os fãs deliram com a união dos irmãos Cavalera em Roots Bloody Roots e Ace of Spades; Iggor sobe ao palco e em duas meras músicas percebemos o quanto a energia entre ele e Max flui com perfeição, sendo até difícil descrever em meras palavras – o que poderia Iggor ter participado bem mais... A apresentação termina com a insanidade de Jumpdafuckup/ Eye for na Eye, com um outro de uma versão arregaçadora de The Trooper.

Em pouco mais de duas horas, o Soulfly mostrou força, carisma e insanidade em palco. Max Cavalera continua sendo um baita frontman, comandando com perfeição banda e público, o que mostra do por que ele ser tão aclamado por amigos, bandas e fãs. Simplesmente uma aula de Heavy Metal.


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