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Raimundos Fest 2016

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Publicada em 10, Mar, 2016 por Fabiano Cruz


O Raimundos, em época de poucos – e caros – shows, toma uma iniciativa que abrangeu sua atual turnê, exposição de bandas, preço baixo e arrecadação de alimentos. O Raimundos Fest contou com um Carioca Club cheio rivalizando com shows internacionais, e contou com a participação de bandas bem escolhidas. De Brasília, a abertura do evento ficou ao cargo de Cadibóde; o Musicão pegou o finalzinho da apresentação, o que ficou mostrado que a banda deixou o público já bem agitado.

Com seu Hardcore com tons de Hip Hop, La Raza mostraram segurança em sua apresentação, principalmente pelo vocalista Panda, que não parou um minuto em palco agitando o público em todo momento. Pauladas como “O Caos da Paz” fez o público – nesse momento ainda um pouco baixo – a abrir as primeiras rodas da noite. Outro destaque da banda na apresentação foi o DJ Daimon, que joga pela sonoridade da banda,e não se destacando dos outros: efeitos e experimentos muito bem pensados, além de vinhetas que integraram muito a apresentação. Outro ponto de destaque foi o som cristalino e iluminação acima da média para uma banda de abertura.

Em poucos minutos, o som mais técnico e trampado deu as chances a um som mais visceral quase punk de Fistt. Do interior paulista, os jundiaienses sentaram a mão nos instrumentos e divertiram a galera com as piadas e conversas de F. Nick, baixo e voz. Os presentes até que tentaram guardar energias ficando mais tímido no começo, mas foi inevitável a energia da banda passar ao público, o que além das inúmeras rodas, foram os primeiros mosh da galera – já destacando aqui que diferente de muitos eventos na casa, não tivemos grade entre público e palco, e muito menos vimos atuações excessivas dos seguranças. Fistt z um set curto, porém arrasador: “A Sua Última Vez” e “Minduim” deixou claro que muita gente ali estavam também para ver eles.

Raimundos prometeu uma apresentação especial para essa ocasião, e com um pouco de atraso, começam o show como prometido: uma homenagem a uma das maiores bandas da história do rock e uma se suas maiores influências, Ramones. Abrindo com uma trinca que faz escola a todo mundo que tem o Rock’ n’ Roll como meio de vida, “Rock’ n’ Roll Radio”, “Rockway Beach” e “Lobotomy”, essa primeira parte do set foi uma mistura de respeito com saudosismo, principalmente pelo Digão ter mostrado enorme amor ao trabalho do Ramones e mostrado o quanto foi importante sua influência na formação do Raimundos. E mesmo respeitando o som Punk, o estilo único do Raimundos colocou um tempero – e peso! – a mais: versões de “Poison Heart”, “I Believe in Miracles” – esse um dos pontos altos dessa parte da apresentação – e “Shenna is a Punk Rocker” foram perfeitas. “Como é bom tocar Ramones, puta que pariu! é a melhor escola que tem" brada Digão antes que contar a história de quando o Raimundos abriu um show do Ramones e como os conheceram e de tocar o encerramento dessa parte com “I Wanna Be Sedated” e “Blitzgrieg Bop”.

Sem muitas pausas, Digão solta "agora... toca o puteiro, filho da puta" anunciando o começo do set da banda com “Puteiro em João Pessoa”. Pronto, banda mais solta em palco e com um peso absurdo, o Carioca quase foi abaixo; a cartase de rodas, mosh e o público cantando a letra foi surpreendente de ver – e para não soar repetitivo, já digo que em quase sua totalidade o público se comportou assim. E sem deixar nós tomar fôlego, a banda já emenda com “Be a Bᔠterminada com uma parte de “Reing in Blood” do Slayer e “Nega Jurema”, pedrada atrás de pedrada! Citações e homenagens não ficaram somente ao tributo ao Ramones e Slayer, Raimundos não esconde suas influências e aqui e ali tocam trechos de Metallica, Iron Maiden, chegando a tocar quase inteira “Smell Like a Teen Spirit” do Nirvana. Digão mostra respeito ao amigo Chorão tocando em sua homenagem “Zóio de Lula” do Charlie Brown Jr., evoca o espírito de Lemmy para “abençoar” o show antes de “Mulher de Fases” – Punk, Thrash, Grunge, Hardcore; para o Raimundos não tem subdivisões, existe unicamente o Rock’ n’ Roll e isso que os diferencia de demais bandas.

A postura em palco é outro destaque. Marquinhos, mesmo reclamando em alguns momentos da produção – hilário sua revolta com a cortina de fumaça na sua cara e o Digão rindo da situação -, agita aqui e ali, interagindo com banda e público. Canisso é mais sossegado, mas sua performance é uma das mais viscerais que temos; um baixo extremamente pesado e bem timbrado, são é só o alicerce básico da banda, é a alma da banda, suas notas que conduz e dita os rumos das músicas ao vivo – o que fez eu pensar do porque ele nunca estar nessas listas de “melhores” do Rock nacional, já que seu comando musicalmente, sua técnica e sua musicalidade é muito maior do que qualquer outro baixista, muito acima da média! Caio senta a mão sem dó na bateria, mesmo o mais “tímido” do quarteto, é quase impossível não focar a visão nele, em seus movimentos. E Digão... Além do já dito, ele é divertido; suas histórias, sua comunicação com os fãs é exemplar, e demonstra estar em palco em total dedicação: ri, se diverte, não é arrogante ou ignorante quando um fã sobe ao palco para dar mosh mas antes chega ao seu lado para cumprimentar ou até mesmo tirar um self (alias... de ponto negativo do show talvez o maior apresentado foi a postura do público em certos momentos de fazer hora em palco querendo se aparecer e tirando fotos....)

O Setlist foi o tradicional que conhecemos da banda... “Baculejo”, “O Pão da Minha Prima” – destaque nessa pelo peso absurdo e arrastado, um som que ao vivo fica totalmente diferente da acentuação quase pop da gravação original! – “A Mais Pedida”, “Palhas do Coqueiro”, “Me Lambe”. A pluralidade musical da banda ainda é mostrada do reggae “Reggae do Manero” e no rap cantado a capela pelo Canisso “Boca de Lata”. O protesto em forma de música “Deixa eu Falar” é tocando antes do bis, que a banda arregaça com “Quero Ver o Oco”.

Fato que, mesmo com detalhes quase imperceptíveis de problemas e erros, o evento e as mais de duas horas de apresentação do Raimundos foram das melhores produções feitas por uma banda nacional. Esperamos que a banda faça desse evento algo anual e que melhore cada vez mais! E sim, como toda banda que teve um passado com um vocalista que chamava a atenção, o Raimundos foi mais uma banda que soube dar a volta por cima e não vive de seu passado, e sim mostra um presente muito forte!


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