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Coberturas de shows

6o. Festival NovaBrasil FM

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Publicada em 04, Sep, 2015 por Fabiano Cruz

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Pouco se mostra de nossa variedade musical hoje em dia; a realidade que o público paga mais por shows internacionais ou preferem eventos segregados por estilos; falta hoje em dia uma amostra maior do que nossos músicos fazem, inclusive mostrando o fora da TV aberta em programas dominicais. Nesse quadro, a rádio Nova Brasil FM vem se arriscando a cada ano, chegando a sexta edição de seu festival; e mesmo indo de contra à onda e marketing musical que temos, a cada ano o Festival melhora em sua estrutura e qualidade. Nessa edição de 2015, vimos uma certa melhoria ao do ano passado, com um som e iluminação de maior qualidade, e um trabalho quase 100% da produção – claro, num festival desse porte em nosso país seria utopia em pensar que um evento desse porte não teria problemas – onde os problemas mais abertos ao público foram resolvidos rapidamente, não atrapalhando em nada o encaminhar do festival. E o tempo no agradável sábado também ajudou: um clima mediano, equilibrado entre o frio e o calor ameno, e sem chuvas, deixou o público bem livre e a vontade no Anhembi.

Com um bom público pagante, a festa não poderia começar melhor com um dos melhores músicos e compositores que temos no Brasil. Zé Ramalho com seu folk carregado de ritmos nacionais, chamou a atenção pelo equilíbrio de momentos mais dançante, como na canção Taxi Lunar, com momentos mais reflexivos, como em Eterna Onda. O respeito ao seu trabalho foi mostrado pelo público que, mesmo timidamente, cantou nota por nota em canções do porte de Kryptônia e Chão de Giz, mas os clássicos eternos da história de nosso cancioneiro popular que o coro aumentou de volume, nas canções históricas Avohai e Admirável Gado Novo. Uma apresentação que em nenhum momento caiu de energia, mesmo assim a dobradinha A Terceira Lâmina e Banquete dos Signos e o medley em homenagem a Raul Seixas Gitá/ Medo da Chuva. Frevo Mulher terminou a excelente apresentação do Zé Ramalho, começando o Festival num nível musical altíssimo, pela performance e produção perfeita.

Se o começo do festival foi com canções antigas, Vanessa da Mata continuou o festival com seu leque de novas canções que vem se destacando cada vez mais. Com a multicuturalidade Brasileira em roupagens e arranjos mais ousados e atuais, a abertura com Esperando Você Chegar e Ilegais; bem conhecidas, já ganhou o público logo de início. E o povo mais “aquecido”, em nenhum momento parou de cantar e dançar, principalmente acompanhando a ótima presença de palco da bela Vanessa, dançando, cantando; um carisma ímpar, bastava um sorriso para se comunicar com seus fãs, que cantaram em bom e alto som músicas como As Palavras, Ainda Bem, Por Onde Ando Vejo Você. Bicicleta, Bolos e Outras Alegrias foi um momento de pura energia; Você Vai Me Destruir – atualmente fora do set list, mas tocada especialmente para essa apresentação – mostrou ser uma música forte a ponte de consumir as energias da cantora que, diga-se de passagem, vai além de uma “simples cantora”, pois Vanessa tem total controle de tudo que acontece em palco, comandando a banda e os momentos com maestria. Momento clímax? Vermelho no fim da apresentação executada com garra por uma cantora quase sem energias... Os aplausos não foram em vão.

E como manter o pique e qualidade do festival depois duas excelentes apresentações e um atraso meio considerável – um dos poucos problemas já falado? É começar com um tradicional samba É Corpo, é Alma, é Religião, seguido de Cara Valente e Maltratar Não é Direito. Se juntar o clima do Anhembi – lugar dos desfiles das escolas de samba no carnaval paulista – com a sonoridade que passeia entre o samba enredo e bossa nova, não teve como ficar parado ou pelo menos contagiado com a apresentação de Maria Rita. Batucada, melodias grandiosas e uma cantora cujo interpretação nas canções chega a níveis absurdos, mostrando completo domínio de sua voz e timbre: Maria Rita foi sublime em temas como Fogo no Paiol, Saco Cheio, O Que é o Amor? e Maria do Socorro. Com uma configuração diferente com a banda disposta pela lateral do palco, Maria Rita ainda teve total liberdade para dançar e comandar o público em sues passos... Baseado no recém lançado Coração a Batucar, as canções funcionaram muito bem, como Mainha Me Ensinou e Rumo ao Infinito, ao lado de temas como Cria e Coração em Desalinho. A música Coração a Batucar teve espaço para improvisos dos músicos, e que improvisos! A qualidade da banda que a acompanha é muito alta, onde esses improvisos completaram a aula instrumental que foi a apresentação. O Homem Falou terminou no bis uma apresentação acima da média, carregada de boas vibrações e alegrias, e uma Maria Rita carismática e em um de seus melhores momentos.

Quase que de imediato, o Capital Inicial ficou encarregado da complicadíssima missão de segurar as pontas, até então não seria qualquer artista que pelo menos igualaria à apresentação de Maria Rita. Com um público grande voltado somente para eles, o Rock’ n’ Roll da banda conseguiu não só manter a qualidade, talvez até mesmo o melhor e mais contagiante show da noite, inclusive utilizando 100% do recurso de palco, até mesmo o telão de fundo do palco que foi usado somente por eles em projeções de animações e filmes da banda. Abrindo com Respirar Você e Quatro Vezes Você, o sexteto comandando por Dinho Ouro Preto roubou a atenção até mesmo daqueles que lá estavam que não tem o Rock como estilo musical. Em turnê do recém lançado disco Viva a Revolução, cuja canções são fortes ao vivo, foram parcialmente cobertas por clássicos do porte de Independência, Mais, Veraneio Vascaína e Eu Nunca Disse Adeus. Dinho tem uma força e presença imensa em palco, e em destaque também temos o Yves Passarell, experiente no Rock/ Heavy Metal brasileiro que tem uma performance que também chama a atenção – e um tanto engraçada. O momento especial ficou por conta da volta de Vanessa da Mata para acompanhar a banda em Primeiros Erros. E daí até o fim da apresentação.... Musica Urbana, Fátima, Natasha... Clássicos e mais clássicos do repertório de nosso Rock, fechando a noite de maneira empolgante.

O saldo final foi um Festival à altura de festivais antigos da música brasileira e à altura de festivais internacionais que temos hoje em dia, não devendo absolutamente nada a esses; e um rol de artistas e bandas que funcionou perfeitamente mesmo com a mistura de estilos musicais: o experiente folk de Zé Ramalho, a multiculturalidade contemporânea de Vanessa da Mata, o contagiante samba de Maria Rita, o energético rock do Capital Inicial. Esperamos que a sétima edição a produção mantenha o nível ou até mesmo que melhore ainda mais!


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