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Lollapalooza Brasil 2015

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Publicada em 30, Mar, 2015 por Renato Bras


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Mais uma edição do megafestival criado por Perry Farrell (ex-Jane´s Addiction) passou pelo Brasil. A quarta edição do festival (segunda sediada no autódromo de Interlagos) aconteceu nos dias 28 e 29 de março, contando novamente com a fusão de vários estilos, como é a proposta do festival.

Nesses dois dias, foi possível migrar do rock ao pop e a e-music em (muitos) passos, sempre contando com apresentações de grande qualidade, com segurança (nenhuma briga e poucos casos de furto foram registrados), e de forma que famílias inteiras puderam curtir as atrações.

No sábado, com público de cerca de 66.000 pessoas durante o festival, os destaques ficaram por conta do Kasabian no palco Ônix onde quase a totalidade do público presente lotou a área para curtir o indie rock com elementos de música eletrônica da banda em um show bem diversificado passando pelas mais variadas vertente dos músicos.

No começo da noite, o palco Skol teve a totalidade das atenções do público durante a apresentação de Robert Plant, iniciando sua apresentação com “Baby I’m gonna leave you” de Led Zeppelin. Ótimos músicos acompanham o cantor, que encantou a uma boa parte da plateia, deixando outra parte incomodada com algumas das versões apresentadas, em clima mais ‘rippie’. Enquanto isso, no palco Axe Marcelo D2 canta para cerca de 4.000 pessoas.

De volta ao palco Ônix, o DJ norte-americano Skrillex chama novamente todas as atenções do público presente para o palco. Skrillex mostrou porque é um dos DJs mais conhecidos do mundo, apesar de produzir músicas em um estilo não muito popular, o dubstep. Apresentação com batidas e luzes fortes levantaram os presentes, que se animaram com a apresentação, transformando o festival em uma verdadeira rave.

Encerrando a noite, dividiram as atenções em dois palcos diferentes Jack White e Bastille. White apresentou canções próprias e músicas da época do White Stripes, criando o clima mais depressivo e experimental que lhe é particular. Já os ingleses do Bastille apresentaram seu pop light para cerca de 8.000 pessoas, encerrando ambas as apresentações em grande estilo.

Domingo. Um dia para descansar e curtir com a família, correto? Errado! O melhor programa do dia com certeza foi comparecer ao Lollapalooza, munido de capa de chuva e galochas. Contando com público final estimado de 72.000 pessoas, Interlagos recebeu a banda Interpol no palco Skol, debaixo de uma leve garoa, que não chegou a incomodar. Apresentação limpa e bem executada animou os pagantes que começavam a encher o autódromo.

Pouco depois, os canadenses do Three Days Grace subiram ao palco Axe com seu post-grunge. Como o palco ficava logo na entrada do festival, atraiu atenção de muitos passantes por algum tempo, que logo continuaram o seu caminho para explorar o restante do espaço, como o “Chef Stage”, a área de alimentação gourmet ampla e bem localizada, os food trucks ou as áreas de entretenimento dos patrocinadores.

Entre uma apresentação e outra, era possível ver nitidamente a movimentação das massas de pessoas caminhando de um palco para outro, sem se preocupar necessariamente em ficar sempre na grade nas diferentes apresentações.

The Kooks tomaram o palco Ônix apresentando seu rock cadenciado logo antes das atenções serem voltadas para Foster The People no palco principal com seu estilo mais calmo e introspectivo. Ao mesmo tempo, a baiana Pitty tocava no palco Axe seus sucessos em apresentação bem conduzida.

Calvin Harris, em sua primeira apresentação em solo brasileiro, mostrou porque é o DJ mais bem pago do mundo na atualidade. Apresentando hits próprios e de outros DJs, Harris caiu logo no gosto do povo que já lotava Interlagos não deixando ninguém parado. Com palco formado totalmente por telões e sem foco de luz em Calvin, ele deixou claro que não é o centro das atenções na sua apresentação, mas sim a sua música.

Ponto positivo para a produção do festival que está de parabéns pela qualidade técnica de som e imagens, cujo atraso das projeções era praticamente imperceptível ao contrário de outros shows que estamos acostumados a presenciar pelo Brasil afora.

Encerrando a segunda noite do festival, três atrações de peso tocaram ao mesmo tempo, dividindo públicos bem distintos: Pharrel Williams no palco principal com show cheio de estilo, um chill out para encerrar com classe as apresentações no palco; Smashing Pumpkins com seus sucessos de 20 anos de estrada em clima mais depressivo, melancólico e bem executado; e o japonês Steve Aoki se apresentou no pequeno palco Perry que claramente foi subdimensionado para o DJ, e que infelizmente metade das pessoas que queriam vê-lo ficaram para fora, causando uma certa confusão no corredor de acesso ao palco.

Nos momentos finais, uma queima de fogos encerrou as apresentações, convidando o público para uma possível edição em 2016.


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