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Coberturas de shows

5o. Festival Nova Brasil FM

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Publicada em 19, Aug, 2014 por Fabiano Cruz

Clique aqui e veja as fotos deste show.


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No sábado dia 16, pelo quinto ano consecutivo a rádio Nova Brasil nos brindou com mais um festival onde quem manda são os nomes de nossa música; na 5ª Edição do Festival Nova Brasil contamos com as apresentações de Maria Gadú, Zeca Baleiro, Ana Carolina e terminando, Skank. O evento foi realizado no Anhembi com uma estrutura grandiosa montada em forma de Arena, nada ficando atrás de produções de fora do país, mostrando que podemos sim fazer eventos grandes com qualidade; a estrutura contou com dois palcos, som e iluminação em igual proporção aos quatro artistas, e uma infraestrutura que acomodaria uma grande quantidade de pessoas. Mas mesmo assim, teve alguns problemas que muitos reclamaram... A começar pelas várias divisões de ingressos na pista o que acarretou uma lotação fora do normal em alguns pontos, prejudicando a ida e vinda do público nos palcos; outro ponto dentro do evento a qual supostamente deu problemas foi nos banheiros e nas barracas de alimentação, sempre lotadas – o que, pelo menos sobre os banheiros, eu não presenciei problema nenhum, pois tinha grande quantidade para ser usados. Apesar desses detalhes da estrutura o que mais prejudicou o público foi a forte chuva que começou ao cair da noite e teimou em intervalos de pancadas e garoa por quase todo o tempo do festival. Mesmo assim, nada disso tirou o animo dos fãs, onde cantaram e dançaram a maior parte do tempo; vamos aos shows...

Com percussões, violoncelo e o começo da chuva, Maria Gadú, a primeira a se apresentar e subir ao palco com 40 minutos de atraso, começa a apresentação com O Tempo Não Para, composição de Cazuza, já conquistando os presentes sendo muito bem aplaudida pela sua performance, e quase sem pausa já toca Encontro, com sua suave harmonia e rítmica. A apresentação começou de forma mais acústica com canções como O Nosso Amor a Gente Inventa e Extranjero, mas foi tomando corpo ate chegar em um balanço e até mesmo em sons mais voltados ao Rock – muito influenciada por Cazuza – em sons do porte de Bete Balanço e Índios. Os pontos mais aclamados foram com Linda Rosa, cantada em uníssono com o público, Malandragem numa interpretação ímpar de Maria Gadú, e a participação de Leandro Léo, cantando sozinho João de Barro, e os dois em palco finalizando com Laranja. Destaco a participação do violoncelo nas composições, dando uma cor diferenciada nas músicas, instrumento anda a ser muito explorado nas canções populares de hoje.

Em pouco tempo de intervalo nos palcos, mas não da chuva, considerado um dos maiores letristas da música brasileira atual, começa a apresentação com uma de suas maiores canções, Calma Aí Coração. Zeca Baleiro desfilou grandes canções em sua apresentação, onde a maioria dos presentes cantou junto a maior parte da apresentação: Último Post, Alma Não Tem Cor e Nada Além foram umas das mais cantadas. O diferencial na música de Zeca Baleiro se deu pelo naipe de metais, hora em cama harmônica, hora em ataques, dando grande dinâmica nas composições; e o próprio Zeca inspiradíssimo em palco, seja empunhando uma violão ou um ukelele, sempre comunicativo com o público, conversou toda hora com quem estava perto do palco. Maresia e Ópio encantaram pelo som acústico e letras bem íntimas, mas foi com o agito de Toca Raul que o músico se despede do palco.

Nos intervalos e pela movimentação do público para chegar mais perto do palco, ficou claro que a maioria ali estava para ver Ana Carolina. E a cantora que, para mim, tem uma das mais fortes vozes da música brasileira não fez feio... Um começo dançante de show com Pole Dance e Bang Bang 2 levantou de vez os ânimos dos fãs, principalmente pelo fato que a chuva deu uma trégua no momento de sua apresentação. Ana Carolina passeia com facilidade em tudo que é estilo musical, do pop com o medley Libido/ Eu Comi a Madonna, a mistura de MPB com eletrônico Combustível, ao quase Rock ‘n ‘Roll Elevador ao pagode Cabide, ela domina com perfeição os estilos e técnica, essa extremamente apurada comprovada com a apresentação de Coração Selvagem, complexa música, cantada sem retorno nenhum. Aliás, soube com humor contornar o problema técnico em palco que fez com que ficasse sem voz, contando piada e brincando com o público, profissionalismo ímpar, diferente de xiliques que a maioria faria em palco. Ana Carolina de despede com uma performance magnífica de Eu Sei Que Vou Te Amar e É Isso Aí, se tornando a apresentação mais aclamada da noite.

Mesmo com algumas pessoas deixando o local, pois o horário já batia com o recolhimento do transporte público – afinal, com o atraso do começo do festival e alguns problemas em palcos a ser solucionados – os mineiros do Skank só foram subir para sua apresentação pouco mais de meia noite. Desnecessário dizer a qualidade do show da banda: com instrumentos “vintage” dando um timbre brilhante às canções e o agito do som deles, que ficou para o fim do festival esqueceu de vez os problemas enfrentados, a chuva e o cansaço... Dois Rios foi a carro chefe, que contou com Presença na abertura. Mas os fãs queriam mesmo ver as músicas que levara o nome da banda ao patamar que alcançaram: Jackie Tequila, Saideira e É Uma Partida de Futebol. Garota Nacional quase levou o Anhembi abaixo, e o fechamento no bis com Resposta, Esmola, Tão Seu e uma reprise de Ela Me Deixou, cantada somente pelo público, encerrou de forma digna a quinta edição do festival.

Mesmo com alguns relatos sobre os problemas e ter terminado as duas da manhã, o ar de “dever cumprido” ficou pairando após o festival. Ainda mais sabendo que produções desse porte no Brasil a maioria das vezes é voltado para músicos estrangeiros, legando uma parca produção aos músicos daqui; e de extrema importância que a Nova Brasil continue com seus festivais anuais, mostrando a outras produtoras o quando demos que dar valor a produção musical feita aqui, não necessitando olhar somente para outros países.


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