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Al Jarreau no HSBC Brasil

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Publicada em 17, Aug, 2014 por Guilherme Espir

Clique aqui e veja as fotos deste show.


Al_Jarreau_2014.jpg
Em um dia qualquer cheguei em casa bem tarde. E enquanto completava o processo de "chegada" no recinto liguei a televisão, mas só por ligar, só para ouvir algum barulho que pudesse preencher o silêncio da casa muda e vazia. Mas quando a TV se fez presente na resolução da tela ouvi uma voz grave narrando o fim do que parecia ser um documentário, e seu ultimato em dizeres foi: "A voz de uma nação".

Depois fui atrás desse registro mas acho até que ouvi errado por que não encontrei nada com essas características, mas ai comecei a pensar de forma literal, e enquanto isso a minha cabeça repetia o mantra: "Voz de uma nação"... Aquilo foi ficando em minha mente tal qual uma música aleatória que você se pega cantando e nem percebe, e quando me dei por vencido comecei a investir pensamentos.

Quem vocês escolheriam para a ser a voz da humanidade? Aquele cara que vai ter a difícil tarefa de narrar um documentário com a finesse de um Morgan Freeman, e eternizar nosso momento histórico para a posteridade? Hoje, dia 14/08/2014 eu sai do HSBC Brasil com a resposta na ponta da língua: Al Jarreau.

Line Up:
Al Jarreau (vocal/percussão)
Chris Walker (vocal/baixo)
Joe Turano (saxofone/teclado/vocal)
Mark Simmons (bateria)
John Calderon (guitarra)
Larry Williams (teclado/flauta)

Poderia ter escolhido outra voz, mas fiquei com Al por que ele conseguiu fazer uma coisa que automaticamente desqualificou todos os outros "concorrentes" para o posto, o Americano perpetuou a longevidade como artísta, com uma voz que logicamente não é igual a do começo de sua carreira, mas que minha nossa, segue incrível.

Hoje quem saiu de casa nesse que foi um dos dias mais frios do ano sabia que estava vendo um show histórico, afinal de contas já faziam 36 anos que o Americano não pisava em solo Brasileiro, e para um cara que até canta em nossa língua, isso é tempo demais, e hoje ele resolveu quitar essa dívida com juros e correção monetária-sonora

Para começar que dando destaque aquela velha máxima que grande ícones não sobem ao palco com bandas que não sejam no mínimo excelentes, o cantor fez questão de trazer o seu time classe A. Saxofone, teclado, baixo, guitarra, violão, percussão, o som foi ótimo, e a interação de Al com sua banda explêndida. O baixista Chris Walker aliás pegou o microfone uma hora e meu amigo que voz!

Hoje tive a chance de ver um dos maiores gênios em ação e admirar tudo que forma o ser Al Jarreau, a imitação das vozes, os gestos, as histórias, o Beat-Box, (que para mim foi ele quem inventou). Foi realmente soberbo, e se ele teoricamente não tocou "tudo", fez cada medley que só quem ouviu pode descrever, tudo com direito a muita improzação e um bom humor ácido, que mais uma vez, fez questão de citar seu grande e recentemente falecido amigo, (e grande músico) George Duke.

E no background aquele som Cool Jazz R&B que só ele faz igual, sempre elegante de terno Branco, exalando felicidade, brincando de falar Português, brincando de cantar, brincando de divertir e alegrar todas as pessoas que foram visitá-lo nesse fria, quase glacial quinta-feita paulistana. E quebrando paradigmas. Até hoje nunca tinha visto um músico autografar um disco no palco no meio do show, hoje puder ver isso.

O menino de 74 falou sobre seu novo disco ("Celebrating George Duke") autografou um exemplar e deu para uma fã! Teve chorinho no violão, solos infernais de bateria, um trecho de citação ao grande Miles Davis com "Tutu" e até duelos ala Page-Plant só que com Sax e voz Jarreau-Turano.

Uma hora e quarenta de um show que é realmente para ficar para ficar na memória, eu me senti honrado, só faltou "Your Song" mas muito obrigado Al, depois do hoje creio que nós somos muito mais íntimos agora, você riscou um dos grandes hinos da minha lista pessoal, não pude ver Dave Brubeck mas vi o senhor, no ápice da juventude de seus velhos 74 anos, arrepiando com "Take Five". Impressionante, fora é claro o costumeiro exibicionismo poliglota de "Mas Que Nada" e as lembranças de seus anos com Milton Nascimento e Deodato... Excelente.

Set List:
"Tell Me What I Gotta Do"
"Mornin"'
"Black And Blue"
"I Will Be Here For You"
"Double Face"
"Better Than Anything"
"Boogie Down"
"Says"
"How Do You Heal A Broken Heart"
"Random Act Of Love"
"Mas Que Nada"
"Roof Garden"
"Take Five"
"Spain" - Bis


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